FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Acerca de Vocações ou Chamamentos

    Acerca de Vocações ou Chamamentos

    Crónicas Avulsas

    É um facto que cada um de nós se diferencia de todos os outros indivíduos da nossa espécie e, por via dessa dissemelhança, podemos afirmar que todos somos seres únicos e especiais. Para além das diferenças físicas ou de carácter, aquilo que nos distingue dos outros pode não ser imediatamente perceptível, nomeadamente, a formação ou a educação que recebemos e de que beneficiamos. Sendo nós uma espécie de vida longa, nalgum momento desse percurso, as circunstâncias hão-de brindar-nos com a oportunidade de demonstrar que é mesmo assim.

    Para alguns essa ocasião surge-lhes depressa, quantas vezes sem que o percebam e sem qualquer esforço; para muitos outros, apesar da energia despendida nessa procura e da boa preparação para o efeito, a “chance” chega-lhes mais tarde. Quando assim é, convém não entrar em desespero e não atribuir responsabilidades a terceiros pela demora. É uma questão de estar atento e criar condições para que aquilo que se espera que aconteça, simplesmente aconteça: este exercício, sem que o pareça, pode dar um trabalhão imenso e, muitas vezes, implica recomeçar!

    A partir do 25 de Abril de 1974 fizeram-se grandes campanhas de alfabetização no nosso país para assim recuperar um vergonhoso atraso comparativo com outras realidades além-fronteiras, no entanto, apesar de até à época ter existido um elevado analfabetismo na população, impressiona a regular facilidade do aparecimento de extraordinários talentos a quase todos os níveis, desde a ciência ao desporto, passando pela literatura e pelas artes.

    De tantos talentos e vocações que brotaram e deram corpo à nossa identidade enquanto nação antiga de nove séculos, para ter algum critério inócuo, por terem falecido no mesmo ano em que eu nasci, atrevo-me a referir dois: por um lado, um incansável divulgador de poesia e de poetas portugueses, prodigioso declamador e extraordinário actor, cujo nome honra uma sala de teatro, o carismático João Villaret; por outro, o transmontano Stuart Carvalhais, ilustrador e caricaturista de olhar perspicaz, personagem tremendamente fascinante que perante as dificuldades da vida, para concretizar a sua obra, sem meios adequados, usava os materiais de que dispunha naquele momento, incluindo os paus de fósforo com que acendia os seus cigarros, para com a sua ponta queimada riscar a negro um qualquer pedaço de papel branco.

    Talento também nunca faltou na minha terra, a pombalina Vila Real de Santo António e, para não ferir indesejadas susceptibilidades, opto por apenas referir alguns dos que mais se destacaram na cultura e que já não estão entre nós: desde logo, Lutgarda Guimarães de Caires, poetisa e socióloga que dá o seu nome ao Largo da Bica onde nasci; António Aleixo, intemporal poeta popular repentista; Manuel Cabanas, talentoso mestre xilogravurista; António Vicente Campinas, poeta e grande prosador, que denomina a Biblioteca Municipal de VRSA e, por último, António Fernando dos Santos – Tóssam, pintor e ilustrador.

    Uma vez que o tema da crónica evoluiu para este tema do talento e da vocação que claramente lhe está subjacente, avançando para tempos mais recentes, o que não impede que a estória tenha já mais de quarenta anos, não posso evitar referir o sublime e inspirado concerto intimista do virtuoso Chico Cardoso, renomado músico vila-realense que acompanhou Carlos do Carmo no “Olímpia” de Paris ou que integrou durante anos a banda do José Cid, no hoje abandonado apeadeiro da CP em VRSA, numa noite cálida de verão, junto ao cais de embarque do “Ferry” para Ayamonte, a bater ritmadamente no aço dos carris que ali morriam com duas das pedras calcárias que os amortalhavam.

    A assistir embasbacados a tão memorável momento, estava eu e meu primo António Cavaco, sentados nas travessas de madeira enegrecida pelos despejos de combustíveis das desgastadas locomotoras, acompanhados pelo Luís Centeno, exímio tocador de guitarra, irmão do Mário Centeno, sem considerar mais algum outro amigo de que não me recordo e que porventura lá tenha estado; curiosamente, com excepção de mim e do enorme baterista Chico Cardoso, os outros três destacaram-se enquanto economistas com brilhantes carreiras profissionais.

    Vem tudo isto a propósito de uma conversa havida com dois jovens e talentosos músicos da minha terra. Em determinado momento, um deles, falando de percursos e projectos a concretizar num contexto de objectivos futuros, usa a expressão inglesa “Inner-calling” para justificar decisões pessoais de âmbito profissional.

    Com toda a naturalidade foi usado um anglicismo para abordar o tema do tradicional “Chamamento” ou “Vocação”, aquela inexplicável emoção sentida que vem de dentro de nós e que faz com que procuremos trilhar um determinado caminho.

    A curiosidade está no facto da utilização de expressões inglesas de tão transversal a toda a sociedade, tornou-se banal e quase não nos damos conta disso: nas empresas, o estagiário passou a designar-se por “Trainee”, existe o “Back-office” e o “Front-office” ou o “Feedback” e o “Back-up” só para dar alguns exemplos.

    A língua francesa, falada até na corte do czar russo, foi secundarizada e substituída pelo idioma de Shakespeare, a linguagem que quem quer ter êxito nos negócios, hoje praticados à escala global, tem obrigatoriamente de dominar.

    Longe vão os tempos em que se acreditava que o Esperanto, língua criada por um médico polaco com um daqueles nomes eslavos com mais consoantes do que vogais, seria a língua franca universal, facilitadora da comunicação entre diferentes povos e culturas.

    Hoje, mais de um século depois, esse papel é cumprido pela língua inglesa!

    ./Henrique Bonança

    VRSA – 22 de Janeiro de 2021

  • O espaço público urbano é o lugar onde se manifesta a vida

    O espaço público urbano é o lugar onde se manifesta a vida

    Conversas com covid à beira do Guadiana

    — Bom dia Amigo Miguel! Bons olhos vos vejam! Por onde tem andado o Amigo, que não lhe têm posto a vista em cima?

    — Bom dia Amigo João! Obrigado pela atenção, mas não precisa ficar preocupado, pois esta minha tão notada ausência é fruto de um árduo trabalho de pesquisa que estou a desenvolver, tendo em vista a publicação de um pequeno ensaio sobre a segregação, discriminação, marginalização e exclusão social de uma população. A ver vamos se tenho condições para o desenvolver, a coisa está a mostrar-se mais complexa do que eu pensava. Bom, logo se vê o que é que sai à praça. Mas o Amigo conte lá como tem passado?- Como se pode ver, apesar desta “desgraça” onde estamos metidos, tenho-me safado bem, obrigado. Depois da nossa última conversa, descobri no “Jornal do Algarve”, do passado dia 17 de Dezembro, um edital da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António que me chamou a atenção por duas razões.

    – Sim?

    — É verdade. Primeiro, a dimensão da publicação, meia página para um documento que nem um quarto de página necessita.- Isso é porque é uma Câmara rica, sem problemas financeiros, nem sabe como gastar o que tem. E a outra, qual é?- A outra é a decisão de desafectar do domínio público, e passa-la para o domínio privado, uma parcela de terreno com 210,40m², no Sertão em Monte Gordo. O amigo sabe alguma coisa disto? Infelizmente deixei passar o prazo da discussão pública…- Sei alguma coisa, sei e…

    — Conte lá o que sabe, porque tudo isto me parece muito esquisito.- Bem, o que sei é que isto é mais um daqueles casos de especulação imobiliária, em resultado da passagem do direito de superfície para propriedade plena. Uma empresa do imobiliário comprou uma moradia unifamiliar, construída num lote de terreno cedido pela Câmara para construção de habitação própria. Esta moradia tem vãos abertos para o espaço público, para além da fachada da entrada, para aquilo que podia ser uma pequena praceta, com mais de 360,00m² de área. Aproveitando esta condição, a empresa requereu a venda desse espaço público.

    — E, de acordo com o edital, a Câmara concordou vender parte desse espaço público?!

    — É verdade!

    — Mas diga-me lá o Amigo com que fundamento é que se vende espaço público tratado, limpo, numa zona urbana consolidada? Bem sei que esse espaço tem condições para estar muito melhor tratado, mas daí até ser vendido para construção… Com que fundamento é que a Câmara aprova a sua alienação? O que é que os urbanistas e arquitectos da Câmara argumentam?

    — Saiba o Amigo que a decisão é tomada com base, não num parecer técnico de arquitecto ou urbanista, mas num “considerando o parecer jurídico” e num “considerando que o terreno em causa está na malha urbana (…) e não tem qualquer outro uso a não ser o interesse público do desenho urbano da zona”. Ou seja, a decisão é tomada com base em duas opiniões, pois este “parecer” não é dado com base em qualquer argumento ou fundamento jurídico, é uma opinião, e o segundo considerando, de que me abstenho de classificar, e que desconheço a autoria, é também uma opinião.

    — Parecer jurídico?- Sim senhor! O arquitecto ou o urbanista, dos serviços técnicos municipais, aqui, neste assunto, não “pinta nada”. Nem percebo porque é que a Câmara precisa desses técnicos!? Os juristas resolvem os assuntos todos…

    — E o Amigo conhece esse “parecer”? Deve ser um documento único que, certamente, vai ficar nos anais da história (ou será das estórias?) da gestão urbanística do município de VRSA

    -.- Já tive oportunidade de lê-lo e a justificação é “excelente”, uma “pérola” que merece ser divulgada:“(…) o edifício propriedade da Requerente possui abertura de vãos de janelas e porta no alçado virado a poente o que inviabiliza a aquisição desta parcela por outro requerente (…) porque a área de implantação seria bastante reduzida. No entanto, se a requerente proceder à junção das duas áreas (do edifício que possui mais a parcela que pretende adquirir) pode construir um edifício único com alguma dimensão.”

    — Quer dizer, o douto senhor é de opinião que a Câmara deve ceder uma área do bem comum, quase 1,5 maior que a área que o requerente tem, para viabilizar um negócio especulativo. Sim senhor, é, de facto, um bom princípio para quem diz que, e passo a citar: “(…) a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e os seus serviços prosseguem (…) fins de interesse público municipal, tendo como objectivo (…) o desenvolvimento económico e social do Concelho de forma a proporcionar a melhoria das condições gerais de vida (…) dos seus habitantes, no respeito pelo ambiente (…).”- Amigo João, e se fossemos almoçar? “A Saloia” tem umas pataniscas de bacalhau…- Amigo, já lá devíamos estar!

    ./Miguel Veloso

    escrito sob o antigo acordo ortográfico

  • Bloco quer demissão de Isilda Gomes

    Bloco quer demissão de Isilda Gomes

    O Bloco de Esquerda considera que Isilda Gomes, presidente da câmara municipal de Portimão não tem condições para continuar à frente dos destinos da autarquia, por ter passado à frente de muitos outros utentes considerados prioritários e violado os critérios de vacinação contra a Covid-19.

    O vereador João Vasconcelos afirmou que a presidente tem de assumir todas as responsabilidades e consequências políticas dos seus atosque as autoridades competentes devem apurar.

    «A Presidente da Câmara de Portimão considera que, pelo facto, de prestar um serviço de voluntariado através de um computador, serviço a ter lugar no hospital de campanha instalado no Pavilhão Arena, lhe conferiu o direito de passar à frente de muitos outros utentes que estão à espera da vacina na lista das prioridades. Mas os critérios do plano de vacinação não contemplam o voluntariado», diz aquele partido.

    E considera que é mais grave quando cerca de três dezenas de médicos estagiários e outros profissionais de saúde a trabalhar no Hospital de Portimão ainda não foram vacinados contra a Covid-19 e não sabem quando o serão.

    O BE é de opinião que «os responsáveis políticos e  que exercem funções públicas devem dar o exemplo perante os cidadãos e o país. Quando assim não atuam estão a contribuir para a descredibilização da política, da causa pública e para o crescimento do populismo». Entende, ainda, que todas as cidadãs e cidadãos precisam de ser vacinados quanto antes, mas cumprindo as regras e critérios definidos, esperando a sua vez.

  • STAL quer novo decreto sobre avaliação das carreiras

    STAL quer novo decreto sobre avaliação das carreiras

    Dirigentes nacionais do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL/CGTP-IN), do Coordenador da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, e da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, apresentaram em Lisboa a campanha «Avaliar sim, SIADAP não».

    A iniciativa vai desenrolar-se nos próximos meses com ações de sensibilização e de luta, nomeadamente, a recolha de assinaturas em todas as autarquias do País.

    O Sistema Integrado de Gestão do Desempenho na Administração Pública (SIADAP) foi criado em 2004 e aplicado à Administração Local a partir de 2006. Desde o início que os sindicatos do sector contestaram este sistema de «avaliação», que os sindicatos consideram concebido para dificultar e, em muito casos, impedir a progressão dos trabalhadores.

    O SIADAP, afirma o STAL, foi «a primeira peça de um puzzle de ataque aos direitos e de destruição das carreiras da administração pública», afirma o sindicato, acrescentando que os seus efeitos foram agravados com a adoção da Lei 12-A/2008, que destruiu o vínculo de nomeação, o sistema de carreiras e o respetivo sistema retributivo>», sendo que, em 2013, Em 2013, em consequência das alterações então introduzidas, «as regras do SIADAP tornaram-se mais restritivas e discriminatórias», uma vez que o processo de avaliação passou a ser feito apenas de dois em dois anos, impedindo a esmagadora maioria dos trabalhadores de adquirir as avaliações necessárias para a progressão, nomeadamente por via da opção gestionária».

    O STAL anota que, apesar da reposição de alguns destes direitos – designadamente as 35 horas, o descongelamento mitigado dos escalões e dos salários, os trabalhadores da Administração Pública ainda estão a ser penalizados por um regime de carreiras que considera «extremamente redutor» e um sistema de avaliação que «restringe fortemente o seu direito de progressão», refere o STAL.

    O objetivo desta luta sindical é exigir que o Governo elabore um projeto de diploma sobre um novo sistema de avaliação, sem quotas e com critérios objectivos, justos e transparentes, que deverá ter por base a estrutura do regime de classificação de serviço anteriormente existente.

  • FEEL 2021 adiada em Lagoa

    FEEL 2021 adiada em Lagoa

    Lançada a Feira de Emprego e Empreendedorismo de Lagoa (FEEL) a 7 e 8 de fevereiro 2020, quando contou com a participação de mais de 70 entidades e com um programa diversificado de atividades que decorreram no Centro de Congressos do Arade, a edição da Feira do Emprego e do Empreendedorismo de Lagoa 2021 acaba de ser adiada, por força do contexto de pandemia da Covid-19.

    Ainda assim, o Município de Lagoa continua a preparar a realização futura deste evento ao qual atribui grande importância., prevendo que em 2022, já as condições de saúde pública o permitam voltar a realizar com energia redobrada.

    A FEEL é um evento considerado pelos promotores como âncora no âmbito da promoção do emprego, educação e formação, que promove a partilha de experiências e a troca de conhecimentos a nível laboral e de ensino, com o objetivo de inspirar e preparar os jovens para a entrada no mercado de trabalho, cada vez mais global e competitivo.

    O Município de Lagoa pretende, com a realização deste evento, proporcionar aos desempregados, em idade ativa, contactos com várias culturas empresariais e respetivos produtos e serviços para que possam encontrar emprego nas mais diversas áreas disponíveis no mercado.

    A FEEL, também, tem como objetivo dar a conhecer as medidas de apoio ao investimento, a oferta de estágios e de postos de trabalho, os programas de ensino profissional e de ensino superior existentes no concelho de Lagoa e na região do Algarve, envolvendo o maior numero de agentes locais e regionais.

  • Conceição Cabrita não se recandidata em Vila Real de Santo António

    Conceição Cabrita não se recandidata em Vila Real de Santo António

    Após doze anos no cargo de vereadora, quatro como vice-presidente e a cumprir o quarto ano de mandato como a primeira mulher presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, numa inesperada declaração que colheu de surpresa os vila-realenses, Conceição Cabrita anunciou ontem que não se candidataria a um novo mandato na qualidade de presidente da autarquia.

    Durante a primeira reunião da câmara municipal ocorrida no dia de hoje, nenhuma das forças políticas da oposição, PS ou CDU, fez qualquer comentário a este anúncio, supondo-se que aguardam mais esclarecimentos dos motivos da demissão para além daqueles que foram adiantados pela presidente, um misto de insatisfação pelo reconhecimento da obra feita, de razões familiares ou de um «burnout» devido ao agravamento da pandemia do concelho. A situação tornou-se mais estranha, uma vez que a presidente tem, perante sucessivos pedidos de demissão, manifestado a firme vontade de continuar.

    De acordo com os últimos desenvolvimentos da política local, o Partido Socialista apresenta a candidatura de Álvaro Araújo, está em desenvolvimento uma candidatura independente protagonizada por Marcelo Jerónimo, e a CDU provavelmente apostará no seu vereador Álvaro Leal, esperando-se como muito provável uma candidatura do BE. Ainda no plano político, são cada vez mais intensos os rumores que, na área do PSD, Luís Gomes voltará a ser candidato.

    A razões da presidente Conceição Cabrita.

    Tempos de «muita pressão, tristeza, pouca normalidade e muita apreensão com um futuro cada vez mais incerto», o facto de últimos meses, tal como muitas pessoas pelo mundo fora, ter-se visto «obrigada a rever não os meus princípios, mas a forma como eles se relacionam com o trabalho, os compromissos, o sentido de missão e a vida tal como ela agora segue». e a conclusão de, que os «afetos, o sermos mais humanos, a nossa consciência de finitude, o estar em família, o ser pessoa além da profissão que desempenhamos, tornam-se as nossas maiores prioridades».

    Lembrando que em nenhum momento baixou os braços perante as muitas adversidades, batalhas e dificuldades que os cargos de vereadora, vice-presidente e presidente trouxeram consigo, historiou na sua declaração efetuada no Facebook o ter chegado a este mandato com projetos, sonhos e objetivos por alcançar e afirmou que «todos eles foram substituídos pelo maior compromisso deste executivo: a recuperação financeira do Município, que o mandato tem sido passado a maior parte do tempo em reuniões e grupos de trabalho, e «menos na rua com os nossos munícipes», fez as história das realizações alcançadas.

    «Em nenhum momento desta pandemia que ainda nos assola baixei os braços, aliás, vivo com a consciência que tudo fiz para ajudar nesta luta tão inglória com um inimigo invisível», afirmando que embora não seja «o momento de baixar os braços é o momento de estar presente na vida dos outros e, acima de tudo, na minha vida», reafirmando que cumprirá o mandato com «o mesmo sentido de missão, responsabilidade, compromisso e respeito por todos e, acima de tudo, por aqueles que me elegeram no dia 1 de outubro de 2017».

    «Este é um anúncio de não continuidade nos mandatos autárquicos mas ainda não é uma despedida. Ainda há muito para fazer e ainda reúno todas as forças para agora, no imediato, lutar com todos vocês contra esta pandemia que não nos vai tirar os sorrisos e, na nossa teimosia como seres humanos, um dia ainda vamos viver nos abraços uns dos outros».

  • Acerca de Sentir, Pensar e Decidir

    Acerca de Sentir, Pensar e Decidir

    Crónicas Avulsas

    Poderia ter carregado na tecla apropriada do comando e recuado para o início da estória que estava a ser contada, contudo, as imagens e o enquadramento dado pelo narrador prenderam-me. Fiquei logo ali, no ponto onde a emissão estava.

    Destacava-se a forma como diferentes espécies de mamíferos consomem o seu tempo, a importância da brincadeira no desenvolvimento dos indivíduos, o impacto que ela tem naquilo que potencialmente serão no futuro enquanto adultos: o acompanhamento dos diferentes grupos e espécies permitiu perceber que é através da brincadeira que se estabelecem hierarquias e que características de dominância e de liderança ou de submissão são identificadas e aceites; observando esses jogos percebe-se a relevância das lutas simuladas na criação de relações de amizade e de grande proximidade entre os indivíduos e que duram toda a vida.

    Sem qualquer sombra de dúvida, com outros protagonistas e num contexto diferente, um quadro muito parecido ao vivido nas brincadeiras de rua do meu tempo de criança!
    A determinada altura, estando eu completamente absorto pelo que estava a ver e a ouvir, num grupo composto por machos e fêmeas de babuínos, surge a incrível experiência: os cientistas dispersam de forma casual pelo chão várias bonecas de pano e carros de plástico.

    Após alguma observação e de ligeira hesitação, os animais aproximam-se dos objectos e, espantosamente, mostrando o seu instinto maternal, as fêmeas recolhem as bonecas apertando-as junto ao peito, como que a protegê-las ou a querer alimentá-las; os machos ficam-se pelos carros de plástico e, usando as mãos e os dentes, entretêm-se desajeitadamente a desmanchá-los, como que a tentar perceber como funcionam.

    De forma muito clara, independentemente do tamanho do cérebro e do nível de inteligência dos animais objecto do estudo, a experiência atesta comportamentos baseados em emoções sentidas.

    A constatação desta tão grande semelhança comportamental entre primatas e seres humanos remeteu-me para algumas leituras efectuadas num passado não muito remoto, cerca de dez anos atrás, quando necessitei de criar alguma “bagagem” para assim melhor assumir determinadas tarefas de âmbito profissional.

    Do que me recordo dessas incursões por temas como o da Inteligência Emocional, posso referir que após o aparecimento de vida no nosso planeta e da sua evolução, os seres que primeiro terão surgido com alguma complexidade estariam dotados do chamado Tronco Cerebral, que só reage e é incapaz de aprender ou de pensar, a envolver o final da Espinal Medula e que é o responsável pelas funções físicas mais básicas, como por exemplo a respiração, mantendo o corpo a funcionar em piloto automático.

    Quando surgiram os mamíferos, a sua evolução determinou que à volta do Tronco Cerebral crescesse um segundo cérebro, o Sistema Límbico, que com os seus centros emocionais nos ajudam a perceber o perigo, controlam o nosso comportamento sexual, o sentido do olfacto, nos paralisa ao sentirmos medo, induz alterações das expressões faciais, nos faz ruborescer quando sentimos vergonha ou nos leva a assumir condutas que expressam paixão ou raiva, só para dar alguns exemplos.

    O que separa os seres humanos dos outros mamíferos e de outras espécies inferiores é o Córtex Cerebral que surgiu com a sua evolução e que se desenvolveu a partir do Sistema Límbico, centro das emoções, o que facilita a compreensão da relação de grande proximidade entre as Emoções e a Razão ou, dito de outra forma, entre Sentir e Pensar.

    Uma boa gestão das emoções é essencial para que os diversos tipos de relacionamento que criamos tenham viabilidade e perdurem no tempo, sejam eles de amizade, amorosos ou de qualquer outra natureza. Por outro lado, num contexto de tomada de decisão, para além do tema a considerar, se se tomar em conta a pressão exercida por terceiros, o exercício de decidir torna-se extremamente difícil: as emoções de medo ou de fúria, por muitas vezes se sobreporem à frieza do raciocínio, não devem estar presentes.

    O processo de decisão não pode basear-se em critérios exclusivamente racionais, nem tampouco somente emocionais: para que ela seja bem acolhida e considerada justa, equilibrada e de bom senso, deverá resultar da mescla em proporções adequadas de razão e emoção.

    Saber qual a quota a alocar a cada uma delas, depois dos muitos erros que cada um de nós comete, é algo que a vida nos pode ensinar!

    Henrique Bonança
    VRSA – 16 de Janeiro de 2021


    PS – A crónica publicada na semana passada focou-se nalgumas das interpretações possíveis do advérbio “Já”; uma outra anterior a essa abordou muito sinteticamente o tema das Escolhas e de tipos de Conflitos; a de hoje fala da relação entre Sentir, Pensar e Decidir. No processo de decisão, valoriza-se muito a questão do tempo de resposta. As decisões podem ser tecnicamente correctas, no entanto, por serem assumidas fora do tempo apropriado, com precipitação ou excessiva lentidão, os resultados obtidos podem ser diferentes do esperado. Liderar e decidir implica considerar muitas variáveis, não é para todos!

  • Controlos temporários na fronteira da Ponte Internacional do Guadiana

    Controlos temporários na fronteira da Ponte Internacional do Guadiana

    A Câmara Municipal de Ayamonte informou que, conforme recolhido no Boletim Oficial do Estado espanhol publicado hoje 30 de janeiro, e por ocasião da situação de crise sanitária ocasionada pela COVID-19, «a partir da uma da madrugada deste domingo, 31 de janeiro, serão temporariamente restabelecidos os controlos na fronteira interna terrestre com Portugal, que inclui o passo fronteiriço de Ayamonte, uma medida que se prolongará até o próximo dez de fevereiro».

    Apenas será permitida a entrada para território espanhol para cidadãos espanhóis e o seu cônjuge ou casal com quem mantenham uma união análoga à conjugal inscrita num registo público, e os ascendentes e descendentes que vivam a seu cargo, desde que viajem com ou para se encontrar com este. Residentes em Espanha, que devem creditar a sua residência habitual, bem como os estudantes em Espanha. Residentes noutros Estados-Membros ou Estados associados Schengen que se dirijam ao seu local de residência habitual devidamente acreditado.

    Quem transitar ou permanecer no território espanhol por qualquer motivo exclusivamente laboral, desde que comprove documentalmente. tem também passagem assim como aquelas pessoas que comprovarem documentalmente causas de força maior ou situação de necessidade, ou por motivos humanitários.

    Está também abrangido pela possibilidade de circulação o pessoal membro das missões diplomáticas e organismos internacionais em Espanha, desde que se trate de deslocações ligadas ao desempenho das suas funções oficiais, bem como os participantes em viagens de Estado e os membros da Forças e dos Corpos de Segurança e Forças Armadas para exercer suas funções.

  • Ayamonte condecorou três jovens que fizeram resgate

    Ayamonte condecorou três jovens que fizeram resgate

    Há oito dias Jose Docarmo , ficou imóvel por ter pedido o conhecimento e tinha o carro a encher-se de água e a afundar sem remissão, nas águas do canal «Estanque de La Ribera», junto à Plaza de Espanha.

    O plenário da Câmara Municipal de Ayamonte, em reconhecimento à sua extraordinária atuação, aprovou, por unanimidade, conceder a Medalha da Cidade aos três ayamontinos que o resgataram, salvando-o assim de morte certa.

    Este ato, considerado heróico, levado a cabo por Javier Fragio Martín, de 28 anos, Antonio Acosta Lopez, de 48 e Juan Carlos Vázquez Vela, de 47, que arriscaram a sua vida para salvar a de outro cidadão, foi apreciado como «exemplo de coragem, generosidade e solidariedade para todos e todas e a ser merecedores de tão alta distinção».

    A presidente da autarquia, Natalia Santos, declarou que ′′ nestes tempos difíceis em que se faz tão necessário agir de forma responsável, eles se tornaram um exemplo de responsabilidade “, acrescentando que ′′«esta gesta Inesquecível merece ser premiada, não só com o nosso aplauso, reconhecimento e admiração, mas também com uma das mais altas distinções que possa conceder a um ayamontino ».

    A força, a coragem e a generosidade destes três homens tornaram possível que o que poderia ter sido uma tragédia se tenha tornado uma história com final feliz que passará a fazer parte da história recente da cidade.

    O ato de entrega das medalhas ocorrerá no próximo dia 28 de fevereiro, coincidindo com a celebração do Dia da Andaluzia.

  • Escolas de acolhimento em Elvas no Estado de Emergência

    Escolas de acolhimento em Elvas no Estado de Emergência

    Durante o Estado de Emergência, com o encerramento das escolas, foi definido que as escolas de acolhimento no concelho de Elvas, para os filhos dos trabalhadores dos serviços essenciais, com idade inferior a 12 anos, são a Escola Básica de Santa Luzia para o pré-escolar e o primeiro ciclo e a Escola Secundária D. Sancho II para o segundo  ciclo.

    Este acolhimento deve ser solicitado pelo encarregado de educação da seguinte forma, para o Pré-Escolar e Primeiro Ciclo até às 14:30 horas do dia anterior e Segundo ciclo entre as 9:00-13:00 e as 14:00-17:00horas.

    O apoio deve ser solicitado com a devida antecedência, indicando a necessidade da escola de acolhimento do aluno, para que seja possível desenvolver mecanismos de apoio inerentes.

    Podem solicitar este acolhimento profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os Bombeiros Voluntários, e das Forças Armadas, dos trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como outros serviços essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão não permitam que prestem assistência aos filhos ou dependentes a cargo.

    Paralelamente, poderão os alunos  beneficiários da Ação Social escolar (do pré-escolar ao ensino secundário)  solicitar o almoço, em regime de take-away, através do Diretor de Turma ou professor titular.

  • Eurocidade do Guadiana mostra-se na Feira Virtual Ibericc Global

    Eurocidade do Guadiana mostra-se na Feira Virtual Ibericc Global

    A plataforma virtual foi propositadamente preparada para o evento onde expôs o seu stand perante as empresas e a indústria criativa, instituições e artistas de Espanha e Portugal.

    Neste forum foi possível apresentar o território comum de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, cujos municípios estão unidos, nesta instituição de cariz europeia como idóneo para a realização de rodagens audiovisuais e cinematográficas. A posição fronteiriça e a diversidade paisagística pode oferecer às produtoras, num perímetro curto, castelos, templos, edifícios palacianos, serra, praia, salinas, sapais, arquitetura tradicional algarvia e andaluza bem como ofícios tradicionais.

    Tem ainda um clima esplêndido e uma luz deslumbrante que permite rodar todo o ano e uma sólida infraestrutura hoteleira, bem como serviços com capacidade para alojamento das equipas de grandes produções. A Eurocidade do Guadiana salienta também a possibilidade de as produtoras obterem benefícios fiscais no território em ambos os lados da fronteira e a possibilidade de incluir estas produções noutros programas europeus de cooperação cultural como Ibermedia.

    Esta feira realizou-se no âmbito do projeto europeo Ibericc Global, destinado a promover a internacionalização de Indústrias Culturales y Creativas (ICCs) em territórios transfronteriços de Espanha e Portugal. Entre los parceiros de este projeto estão a Cámara de Badajoz, o Ayuntamiento de A Coruña (Galiza); Andalucía Emprende e Cámara de Comercio de Sevilla (Andaluza) e Fundação Santa María la Real (Castilla y León); em representação de Espanha e, de Portugal, a câmara de de Faro, Centro de Innovação Empresarial CIEBI y Associação Empresarial NERPOR.

    A  Eurocidade do Guadiana esteve presente na Feira Virtual Ibericc Global que decorreu nos dias 27 e 28 de Janeiro.
  • Câmara de Vila Real de Santo António divulga campanha #EUSOBREVIVI

    Câmara de Vila Real de Santo António divulga campanha #EUSOBREVIVI

    Com vídeo

    A câmara municipal de Vila Real de Santo António, através dos serviços de Acão Social e face aos desafios impostos pela pandemia Covid-19, considera urgente, mais do que nunca, ampliar e amplificar os mecanismos de apoio às vítimas de violência doméstica.

    «Se a casa é um lugar seguro para a maioria das pessoas, para as vítimas de violência doméstica não é», pelo que está a participar e pedir a colaboração para divulgar os materiais da campanha #EUSOBREVIVI, e o folheto informativo com conselhos úteis de proteção para as vítimas.  

    Hashtag da campanha: #EUSOBREVIVI

  • Seis anos apenas tem o mais novo programador informático do Mundo

    A maioria das crianças de 6 anos está provavelmente mais interessada em brincar com brinquedos e jogos de computador do que em aulas de programação, mas não Kautilya Katariya. Agora com 7 anos, foi reconhecido como o mais jovem programador de computador do mundo, depois de concluir quatro certificações profissionais da IBM para Python e inteligência artificial, lê-se no site Tech-Repúblic.

    A IBM não estava a brincar o quando disse que programadores de qualquer idade que procuram aprimorar suas habilidades podem ganhar vários novos certificados profissionais em áreas como nuvem e IA, por meio da IBM Developer Skills Network, uma plataforma de aprendizagem gratuita que publica cursos no Coursera, edX.org, e outros sites de educação online.

    «Quando Kautilya conseguiu tempo extra em casa devido ao bloqueio do COVID e ao cancelamento do feriado, junto com todas as suas travessuras, ele mergulhou no mundo da tecnologia … para ajudar a satisfazer suas curiosidades“» disse o pai, Ishwari Katariya. «Estávamos à procura de alguns cursos estruturados e bem definidos de computação e IA disponíveis online gratuitamente, e os cursos da IBM atendiam a todos esses critérios».

    Ishwari Katariya classificou o filho, um estudante em Northampton, Reino Unido, de “um aluno rápido e perspicaz”, e disse: “os cursos da IBM o ajudaram a entender conceitos complexos de computação, programação, aprendizado de máquina e inteligência artificial“.

  • Estacionamento gratuito no município de Faro

    Estacionamento gratuito no município de Faro

    Esta medida foi tomada tendo em vista o evoluir da situação epidemiológica verificado nos últimos dias e vai estar em vigor «enquanto perdurarem as restrições à circulação agora reforçadas pelo decreto n.º 3-C/2021).

    A fiscalização do pagamento do estacionamento tarifado (parquímetros) existente no concelho deixará assim de ser efetuada durante este período. Esta medida, considerada extraordinária pelo município de Faro «pretende acima de tudo salvaguardar o estacionamento dos moradores nas zonas tarifadas que agora se veem obrigados ao recolhimento em suas casas».

    O presidente da Câmara, Rogério Bacalhau, considera que é uma medida justa e oportuna e «serve, acima de tudo para dar um sinal aos nossos munícipes de que, enquanto perdurar esta fase mais aguda da pandemia, é necessário que todos fiquemos em casa, só saindo por razão justificada e imperiosa».

  • Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    O concurso público decorre sobre de modelo de conceção-construção, com a elaboração do projeto de execução por parte do empreiteiro. O prazo termina na próxima quarta-feira. A obra têm um orçamento de 2,2 milhões de euros e um prazo de execução de 355 dias, adianta a empresa AdA, também responsável pelo tratamento das águas residuais.

    Vai ser construída uma estufa para secagem das lamas e incluído o sistema de transporte das mesmas já desidratadas para aquela estufa, estando no processo o sistema de remoção da estufa e o transporte para galera de armazenamento, a báscula de pesagem e a integração da instalação no sistema de telegestão de saneamento da Águas do Algarve.

    Segundo a AdA, a obra visa complementar a fase sólida do sistema de tratamento da ETAR de Vila Real de Santo António e adicionar uma nova etapa de secagem solar das lamas produzidas, o que permite reduzir o volume e a quantidade de lamas finais a transportar para valorização ou para aterro.

    A nota destaca que a empreitada apresenta «mais-valias a nível ambiental, assegurando quer uma melhor qualidade das lamas produzidas, quer uma redução do número de transportes necessário para envio das lamas a destino final, com todas as consequências positivas inerentes a esta situação».

    As lamas são consideradas um produto inevitável resultante do tratamento de águas residuais e a ETAR de Vila Real de Santo António produz anualmente cerca de 3.600 toneladas, revelaram. Este volume representa um custo anual de cerca de 121.000 euros para envio a destino final, com um teor médio de matéria seca de 21%.

    O projeto tira partido das condições climatéricas da região do Algarve, nomeadamente o elevado número de dias de sol, pelo que a empresa defende que «a construção de um sistema de secagem solar de lamas que permita obter um índice de sicidade [secura] significativamente superior».

  • Tão simples… e tão dificil

    Tão simples… e tão dificil

    Até o carros, aviões e barcos andam sozinhos. Transferências imediatas de dinheiro audio livros com leitura para invisuais, leitura de todos os jornais do mundo,  videoconferência, chamadas ilimitadas de vídeo e de voz biliões de emails, entregas ao domicilio, drones, canais ilimitados de tv, impressoras 3 d, cirurgias feitas por robots, exércitos de robots, inteligência artificial, enfim perderia o dia todo a falar de inovação tecnológica pois aquilo que nós não sabemos é muito superior aquilo que se sabe……

    Todos sabemos que estamos a viver um período extremamente difícil talvez o mais complicado da nossa historia contemporânea é inacreditável porque não podemos fazer uma coisa tão simples como VOTAR  a partir do nosso telemóvel, computador, tablet ou maquina multibanco isso resolveria um dos grandes problemas da democracia a falta de participação popular……tão simples e SIMULTÂNEAMENTE tão difícil.

    Luis Camarada Rodrigues 966590997

  • Ponto de situação hoje no Algarve sobre  a Covid-19

    Ponto de situação hoje no Algarve sobre a Covid-19

    Os gráficos disponibilizados pela Delegada de Saúde Regional, Dra. Ana Cristina Guerreiro, atinentes à situação epidemiológica no Algarve.

    O Estado de Emergência vai estar em vigor até às 23:59 horas do dia 30 de Janeiro de 2021. No Algarve, mantem-se ativados todos os Plano de Emergência de Proteção Civil relacionados com a Covid-1, no que diz respeito às estruturas e zonas de apoio à população algarvia, de âmbito municipal e regional.

    Existem 37 estruturas com capacidade para 2.000 camas. Encontra-se acionada a ZAP, no município de Portimão e a ZAP Supramunicipal. Há 16 unidades hoteleiras e militares em reserva com capacidade de 715 camas, sem ocupantes. Existe uma estrutura de apoio de retaguarda (EAR) com capacidade para 1.000 camas, acionada com 5 utentes. Todas estas estruturas estão validadas pelas Autoridades de Saúde, Segurança Social e Proteção Civil.

    No que diz respeito a recursos humanos existe a Brigada de Intervenção Rápida (BIR) constituída 15 pessoas, empenhadas no Lar Residencial São Vicente, da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira; Associação Porta Amiga, em Tavira; Associação ACASO, em Olhão; Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Armação de Pêra, em Silves.

    Os Municípios continuam a assegurar o fornecimento de alimentos e bens essenciais às populações
    mais carenciadas. Para apoiar as autoridade de Saúde mantêm-se preparado o Pavilhão Desportivo Municipal da Penha- Faro, para uma eventual necessidade de instalar um Hospital de Campanha.

    Decorre hoje, dia 22 de janeiro de 2021, com o apoio do Município de Olhão, através do seu Serviço
    Municipal de Proteção Civil e do Corpo de Bombeiros, e da empresa TPO – Transportes e Logística, uma
    operação logística de transporte de Equipamentos de Proteção Individual, da Reserva Estratégica Nacional,
    constituída no Laboratório Militar, em Lisboa, para a Administração Regional de Saúde do Algarve.

    No âmbito do PODCoV, encontram-se operacionais, em todos os Corpos de Bombeiros da Região do
    Algarve, 17 equipas especializadas para resposta à situação pandémica.

    Créditos da Foto

  • Individuais da função pública podem inscrever-se na ADSE

    Individuais da função pública podem inscrever-se na ADSE

    A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN) em comunicado, congratula-se com a admissão na ADSE dos trabalhadores com contrato individual de trabalho na administração central, local e regional da Função Pública.

    Considera que foi dado um um passo fundamental com a publicação do decreto-lei n.º 4/ 2021, de 8 de Janeiro, que possibilita a resposta a uma antiga reivindicação daqueles trabalhadores e que torna possível a correção das injustiças provocadas pelo impedimento injustificado no acesso à ADSE.

    A discriminação que resultava de os trabalhadores com contrato individual de trabalho  não poderem inscrever-se na ADSE, e aceder à proteção médica resultante dos seus próprios descontos, apesar de exercerem as mesmas funções e trabalharem muitas vezes nas mesmas entidades que os demais.

    Para tornar efetivo este direito a FCSAP apela à inscrição na ADSE de todos os trabalhadores que adquiriram este direito, e chama a atenção para que se dê um novo passo e avance « para o reconhecimento do vínculo de nomeação a todos os trabalhadores, para que adquiram o direito à evolução na carreira e a mesma segurança no trabalho».

  • Eurocidade do Guadiana com forte incidência da Covid-19

    Eurocidade do Guadiana com forte incidência da Covid-19

    Ayamonte, presidida por Natália Santos anunciou o fecho do perímetro ao ultrapassar a taxa de 500 casos por cada cem mil habitantes e atingir os 816,4. Está com encerramento ao tráfego rodoviário dos acessos de entrada e saída do município e solicitou aos seus cidadãos que voluntariamente se confinem, devido ao que considerou «alarmante número de casos» de Covid-19.

    As ruas encerradas são a Ronda Felipe IV, que liga à rotunda na N-447, e os acessos à rua Las Flores, e rua Ribera del Guadiana, na N-431, acesso ao polígono industrial La Escarbada.

    Nos próximos 14 dias ficam encerradas as instalações desportivas, o Teatro Cardenio, o centro cultural Casa Grande, a Oficina de Turismo e o Centro Guadalinfo. Também encerram os os parques infantis e os biosaudáveis e foram suspensas as atividades das aulas municipais de Música e a Aula de Convivência, tal como o minimercado municipal. Os municípios vizinhos a Ayamonte estão também a sofrer forte incidência do novo coronavírus.

    Castro Marim, presidida por Francisco Amaral. desde o início do ano tem verificado um grande e progressivo agravamento da pandemia no concelho «causado principalmente pelo relaxamento das práticas de distanciamento físico, durante e depois das festas».

    O município assinala perto de 100 casos e observa que «a introdução de variantes mais contagiosas do vírus e as baixas temperaturas têm contribuído também para este agravamento», sendo que, «neste contexto é especialmente relevante a situação do Centro Infantil de Altura, com um número elevado de crianças infetadas e dos seus cuidadores, o que obrigou ao seu encerramento».

    O número de casos que estão a ocorrer diariamente «está a ultrapassar a capacidade dos serviços de saúde para isolar os infetados e os seus contactos, testar os suspeitos e diagnosticar e tratar os doentes». O município lembra que os profissionais estão muito fatigados e alguns recursos, tais como as provas PCR, que são o pilar do diagnóstico, começam a escassear. De um modo geral, o sistema nacional de saúde, os centros de saúde e os hospitais, estão já para além da sua capacidade de serviço.

    A autarquia apela à população, para que se proteja «com o único meio ao nosso alcance», limitando os contatos pessoais ao mínimo possível com pessoas com quem não convivam. Mesmo que sejam da mesma família, se não vivem juntos, não se juntem, não almocem juntos. Nos locais de trabalho mantenham a distância física sempre, não se juntem, não almocem juntos. Façam ao ar livre tudo o que pode ser aí feito, permaneçam em espaços fechados com outras pessoas o tempo estritamente necessário. A nossa vontade coletiva de conter a pandemia não pode fraquejar neste momento difícil.*Os casos em vigilância são dados sujeitos a consolidação de informação, que divulgaremos assim que estiverem reunidos».

    Vila Real de Santo António, presidida por Conceição Cabrita interditou a circulação pelos passadiços de acesso às praias do concelho, «de forma a evitar a aglomeração de pessoas em espaços públicos e assim travar a propagação da Covid-19». Esta A restrição de acesso é feita junto às entradas dos passadiços, pelo que implicará também a proibição de circulação nestas estruturas.

    Apenas podem aceder aos mesmos os proprietários e funcionários de restaurantes que ali estejam localizados e quem necessitar de se dirigir aos referidos estabelecimentos comerciais, no estrito cumprimento dos normativos legais aplicáveis, nomeadamente, para recolha de refeições em restaurantes que estejam a funcionar em regime de take away.

    Também determinou a proibição de utilização de bancos de jardim, parques infantis e equipamentos públicos para prática desportiva.

    Em declarações prestadas ontem à Rádio Guadiana, a presidente assinalou que até às 23.59 da véspera tinham sido assinalados no concelho 48 novos casos da Covid-19, o que significa que o concelho está a aumentar exponencialmente os casos, está-se a verificar que a infeção está a atingir gente mais jovem e os sintomas causam maior sofrimento. O que pede é que as pessoas cumpram as medidas decretadas pelo Governo.

  • Loulé valoriza antas e escrita do Ameixial

    Loulé valoriza antas e escrita do Ameixial

    O projecto em curso visa o refiorço da singularidade da Serra e do interior do Algarve e integra a estratégia da câmara municipal para a valorização e divulgação dos recursos culturais deste concelho, através do seu património cultural.

    O projeto abrange a Anta do Beringel e a Anta da Pedra do Alagar, monumentos megalíticos pré-históricos com cerca de 7000 anos, bem como os sítios arqueológicos onde foram encontrados alguns exemplares das estelas com escrita do Sudoeste datadas da Idade do Ferro, com cerca de 2500 anos. Distingue-se ainda por ter uma estratégia integrada entre o conhecimento científico dos monumentos e sua a classificação.

    Entre outros aspetos, pretende-se investigar os monumentos e as estruturas ali existentes, conhecer a história desses sítios, mas também compreender o modo de vida das populações antigas que aqui viveram e com quem tinham contactos culturais e comerciais.

    As escavações arqueológicas, fundamentais para o conhecimento científico destes sítios, vão igualmente permitir identificar as ações necessárias à conservação e restauro dos monumentos que, por sua vez, irão garantir condições de proteção e segurança dos próprios monumentos e de quem os visita.

    «As soluções técnicas resultantes dos estudos arqueológicos e de conservação serão deste modo o alicerce para um arranjo paisagístico que se pretende minimalista e integrado na paisagem natural da Serra. Desta forma, para além de se salvaguardar o sítio arqueológico, a sua valorização irá contemplar conteúdos para a visita do público em geral numa linguagem acessível, mas também o reforço da sinalética na rede rodoviária facilitando assim o acesso ao local.

    Por último, para além da sua divulgação em eventos com o envolvimento da comunidade local e da integração no projeto Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, a Autarquia encontra-se a diligenciar o processo de classificação dos sítios que vão ser alvo de valorização.

    A Câmara Municipal de Loulé pretende, com este trabalho, promover não apenas a identidade dos lugares através da valorização destes monumentos do Ameixial, mas também diversificar e potenciar a atratividade do interior do Algarve em termos turísticos, criar condições para a sua visitação, estimular o conhecimento do passado e a visita ao território serrano, e contribuir para a dinamização da economia e atratividade deste território.

    O projeto de valorização da escrita do Sudoeste e das antas do Ameixial conta com fundos comunitários do Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE), integrado no Programa Operacional Regional do Algarve (PO CRESC ALGARVE 2020), cuja entidade promotora é a Associação de Municípios do Algarve (AMAL).