FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • A partir de amanhã saldos só na Internet

    A partir de amanhã saldos só na Internet

    ‎”Entre 25 de dezembro de 2021 e 9 de janeiro de 2022, são proibidas práticas comerciais com redução de preços nos estabelecimentos”, lê-se na declaração extraordinária do Conselho de Ministros.‎

    ‎Além da proibição das vendas, o Governo decretou que o prazo para retornos e trocas será prorrogado. «O prazo para o exercício dos direitos atribuídos ao consumidor que termina entre 26 de dezembro e 9 de janeiro, ou no prazo de dez dias após esse prazo, é prorrogado até 31 de janeiro de 2022»‎

  • São cinco os municípios algarvios na rede «Integrar Valoriza»

    São cinco os municípios algarvios na rede «Integrar Valoriza»

    No Algarve e na última década, a população migrante cresceu, passando o seu peso, no conjunto da população residente, de 11,6% para 14,7%. À semelhança de outros territórios de acolhimento, o Algarve está a sentir problemas na integração e os municípios participantes no protocolo são aqueles em que têm mais peso estes problemas específicos.

    José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, sublinhou na cerimónia que os apoios concedidos para a constituição e funcionamento dos dez Centros Locais de Apoio e Integração de Migrantes (CLAIM) existentes na Região, bem como os resultados alcançados através dos quatro projetos integrados na 8.ª Geração do Programa Escolhas, são cofinanciados pelo Programa Operacional do Algarve – CRESC Algarve 2020.

    Este projeto piloto é uma iniciativa do Governo de António Costa e «visa garantir à população migrante uma resposta articulada e integrada dos Municípios com as várias áreas governativas e demais serviços públicos, fortalecendo sinergias que permitam alcançar novos patamares de integração».

    A nova «Rede Integrar Valoriza» permitirá uma «abordagem transversal no acompanhamento de imigrantes, ao nível da habitação, do emprego, da documentação, da aprendizagem da língua portuguesa e da investigação aplicada, entre outras dimensões, permitindo igualmente melhorar o acompanhamento e apoio aos migrantes a nível interno, quando se vejam obrigados a deslocações decorrentes da dinâmica das ofertas laborais».

  • Presidente da República concedeu cinco indultos a reclusos

    Foram já publicados no Diário da República os cinco indultos a reclusos concedidos pelo Presidente da República, por ocasião da Quadra Natalícia, e razões humanitárias, segundo proposta da ministra da Justiça. Um deles da pena acessória de expulsão do território nacional, outro parcialmente de três meses na pena de cinco anos e três meses de prisão e pena acessória de expulsão do território nacional, um terceiro do remanescente da pena acessória de inibição de conduzir veículos motorizados, outro recebeu um indulto do remanescente da pena de um ano e dois meses de prisão, o quinto um indulto parcial de dois meses na pena de prisão a outro dos reclusos.

  • Presépio Tradicional Serrenho em Loulé

    Presépio Tradicional Serrenho em Loulé

    O Presépio Tradicional Algarvio também denominado “serrenho” apresenta-se simples e sóbrio, armado em escadaria com o menino Jesus em pé, no alto. O altar é coberto com toalhas brancas de renda e o menino é rodeado de searinhas e laranjas, flores e bagas colhidas no campo, utilizando o que a natureza oferece.

    Este presépio começa a ser preparado no dia 8 de dezembro, quando se semeiam grãos de cereais (trigo, centeio) em pires ou outras louças. Depois de germinarem, as pequenas “searinhas” vão enfeitar a escadaria que tem no topo o menino Jesus, juntamente com laranjas, bagas, raminhos de árvores de fruto e plantas silvestres. Os cereais germinados, assim como as sementeiras do ano, ficam desta forma abençoados.

  • Museu Islâmico de Mértola faz 20 anos

    Museu Islâmico de Mértola faz 20 anos

    Para a autarquia, não é nada que altere aqueles que são os pressupostos iniciais dos seus mentores, ao nível dos conteúdos e do discurso: «O projeto de arquitetura e a museografia realçam as caraterísticas do próprio edifício e marcam nas linhas, nas cores e nas formas a presença da herança islâmica e criam um discurso lógico e coerente».

    E faz notar que, recentemente, realizou uma intervenção de manutenção do edifício «com o objetivo de corrigir anomalias resultantes do passar dos anos, a par do desenvolvimento de ações que visam uma maior eficiência energética e a criação de condições ambientais adequadas aos que aqui trabalham, aos que visitam e à conservação da coleção exposta».

    E apela a que se visite, ou revisite o Museu de Mértola e, neste aniversário, dê uma especial atenção ao Núcleo de Arte Islâmica e se veja para além do objeto e pense nas mãos por onde passou, até chegar à excelência de uma vitrine.

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    O núcleo museológico de Arte Islâmica, inaugurado há 20 anos, em 21 de dezembro de 2001, é exemplo do trabalho que tem vindo a realizar-se em Mértola. A coordenação, conceção e conteúdos são da responsabilidade de Cláudio Torres e Santiago Macias que, com uma vasta e diversificada equipa, desenvolveram, ao longo de anos, um trabalho de «excelência na investigação, estudo, inventário e conservação».

    A arqueologia, principalmente a intervenção desenvolvida pelo Campo Arqueológico de Mértola na Alcáçova, permitiu reunir uma importante coleção de objetos representativos do quotidiano de um passado longínquo, que tem ecos em formas, técnicas, costumes e saberes-fazer que ainda reconhecemos e nos são próximos.

    Para acolher este lote excecional de materiais foi escolhido um antigo armazém do século XVIII, localizado em pleno Centro histórico, na zona da antiga Porta da Ribeira, propriedade da Câmara Municipal e reabilitado com um projeto do Arquiteto José Alberto Alegria, financiado pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo, pela Direção Geral de Ordenamento do Território e pela Autarquia, integrado no Projeto Integrado de Mertola.

    A câmara anuncia que, ela segurança de todos, neste Natal está encerrado nos dias 24, 25 e 26 de dezembro, reabrindo no dia 28.

  • Explosão em habitação de Quarteira

    Explosão em habitação de Quarteira

    Uma explosão em casa de habitação da freguesia de Quarteira, concelho de Loulé causou quatro feridos, dois dos quais graves, com causas ainda não apuradas, no concelho de Loulé, mas que se calcula ter sido provocada por incêndio de gás.

    O sinistro, ocorrido por volta das 5:20. A moradia situa-se frente ao parque de diversões Aquashow. Os feridos são pessoas que se encontravam na habitação. A terceira vítima é uma jovem de 15 anos e a quarta vítima é um bombeiro que sofreu ferimentos no socorro às vítimas.

    A explosão afetou ainda mais 3 moradias geminadas e diversos automóveis.

  • Ayamonte ganha «El Gordo»

    Ayamonte ganha «El Gordo»

    O primeiro prémio da lotaria espanhola, atribuído ao número 86.148 foi vendido na Calle de Angustias 1, em Ayamonte, cidade espanhola da foz do rio Guadiana, vizinha de Vila Real de Santo António. Alegria a rodos pelas ruas e perguntas entre os habitantes para identificar o feliz contemplado,

    ‎Assim a sorte premeia de novo a província de Huelva e pelo segundo ano consecutivo, às 12:12, horas apenas dez minutos depois da hora a que tinha saído em 2020 na localidade de Punta Umbria, situada na mesma linha de costa.

    ‎O jackpot da lotaria de Natal 2021 equivale a ‎‎4 milhões de euros por série, ‎‎400.000 euros por décimo, ‎‎20.000 por cada euro apostado ,‎‎uma vez que cada décimo custa 20 euros.‎

    ‎No entanto, a esse valor tem de ser deduzidos os impostos cobrados diretamente pelo Tesouro. Este ano, os primeiros 40.000 euros que são ganhos estão isentos de tributação, portanto, dos 400.000 euros do Gordo ‎os nossos vizinhos espanhóis devem pagar 20% dos 360.000 euros,‎‎ recebendo ‎328.000 euros.‎

    Segundo informações de um habitante, terá sido vendida uma série de 10 décimos, provavelmente no mês de agosto a pessoas de uma excursão, pelo que esmorece a expetativa de grandes ganhos para a economia local.

  • Portimonense nos quartos de final

    Ao derrotar o Famalicão nas grandes penalidades, depois de empate por 1-1, após prolongamento, o Portimonense apurou-se para disputar os quartos de final da Taça de Portugal. A equipa algarvia deslocou-se a Famalicão e cometeu o feito de ganhar 4-2 nos penaltis com duas defesas do guarda-redes Aí Payam. O Tondela está também nos quartos, depois de derrotar o Estoril.

  • Ganhar a cidadania para o património pombalino

    Ganhar a cidadania para o património pombalino

    Enumero, para que não se percam no esquecimento do tempo, alguns dos nomes principais daqueles que, sempre bem acolhidos, mas por vezes mal compreendidos, deram parte do melhor do seu esforço para que, no dias de hoje, ainda possamos respirar alguma da realidade do que foi a vila fundada pelo Marquês de Pombal, dentro do espírito do Século das Luzes.

    Começo pelo arquitecto Joaquim Cabeça Padrão, o primeiro que iniciou vários estudos sobre o património no território do Algarve, com maior incidência no concelho de Albufeira. Ele fez as primeiras fotografias e o levantamento daquilo que ainda existia de pé, no início dos anos setenta. Já faleceu, mas ainda tive oportunidade de trocar com ele alguma palavras e impressões que ajudaram a que também ficasse cativo pela causa do património. 

    No início dos anos 80, um grupo de intelectuais interessados pelo património, onde se encontravam o dr. Fernando Reis,  o eng.  Eduardo Horta Correia, o arq. João Horta e o historiador Hugo Cavaco, reuniu-se em torno da revista ADIPACNA, tendo realizado um seminário, que contribuiu para o lançamento da ideia da necessidade de classificação do núcleo pombalino. Esta ideia foi acolhida pela câmara municipal, então presidida por Alfredo Graça e onde o vereador do pelouro da cultura e do urbanismo era António José Martins que viria a ser mais tarde também presidente da câmara municipal. 

    António Murta e Luís Gomes também tomaram  acções de relevo com o objectivo de levar à lei a classificação do núcleo histórico pombalino. O arq. Rui Figueiras, um jovem precocemente ceifado pela morte, também viria a ter um papel determinante neste processo, em especial na minúcia da análise e na recuperação do Torreão Sul.

    Pode afirmar-se que, mais pressão, menos pressão, mais cedência menos cedência, todos os que em Vila Real de Santo António se interessavam pelas questões do património vieram a ter a sua oportunidade de participar na defesa do património pombalino e nalgumas ações para a sua recuperação, embora, as verbas fossem sempre curtas. 

    Deve também figurar nos registos que o projecto de recuperação do edifício da câmara municipal e outros da zona histórica, elaborado pelo arquitecto João Horta, ainda sob a responsabilidade da Câmara municipal socialista e entregue para ser apoiado pelos fundos do Interreg II, já pela câmara CDU presidida por António José, nunca chegou a ser posto em prática porque as verbas daquele programa “sumiram” nas opções de responsáveis regionais para outros projetos muito longe da fronteira, cujas assimetrias se procurava corrigir.

    E chegamos hoje, depois de vários estudos internacionais, diversos seminários e congressos, a relembrar novamente a necessidade manter vivac a valorização do património do iluminismo, onde o núcleo histórico da nossa cidade se enquadra. Num tempo em que deve estar na ordem do dia a construção de uma sociedade socialista, é validamente progressista lembrar que, no advento do triunfo do capitalismo sobre a sociedade feudal, também existiu progresso e avançado para a Humanidade, embora este sistema esteja ultrapassado no seu desígnio.

    Aprendi, pela participação nestes eventos, a tirar uma constatação que gostaria de exprimir, no sentido de se tentar compreender alguma distanciação por parte das populações locais das ações em defesa do património, identificadas como exercício de elites ou, pior, como sorvedouros de dinheiro público ou empecilhos para a construção de edifícios modernos.

    É que, são os especialistas que o dizem, a beleza e o valor do património de Vila Real de Santo António, não reside nos seus edifícios de arquitetura pobre, destinados na sua origem a residências e a apoios à fabricação e conservação do pescado. Reside sim, na monumentalidade da sua retícula, do retângulo perfeito, na relação do obelisco e da praça com os eixos dos poderes temporal e espiritual, tendo por centro o rei absoluto. E, também, no facto de ter sido em Vila Real de Santo António que se terá ido mais longe, a nível mundial, na implantação da ideia do urbanismo iluminista.

    E é isto que tem de ser explicado às pessoas, para que a defesa passe para a cidadania e para não ser apenas objecto de louváveis e bem vindos estudos académicos, mas fazer parte da memória de toda a gente.

    José Estevão Cruz

  • Reator nuclear accionado na Finlândia

    O reator nuclear EPR de Olkiluoto, Finlândia, foi acionado pela primeira vez durante a noite passada, anunciou esta terça-feira a entidade que explora a central, 12 anos após o início da construção. De acordo com a mesma fonte, o reator construído pelo grupo francês Areva começou a funcionar às 03:22 (01:22 em Lisboa), informa a agência LUSA

  • Novo Centro Qualifica no Algarve

    A partir do próximo mês de Janeiro o Centro Qualifica AP | CCDR Algarve flexibilizará, a nível do território, «as respostas desconcentradas que possam ir ao encontro das necessidades dos trabalhadores em funções públicas e facultar-lhes qualificação, contemplando a possibilidade de aprofundamento das competências desenvolvidas no contexto da Administração Pública, apostando no reconhecimento, validação e certificação de competências».

    Desta forma, a qualificação dos trabalhadores das administrações públicas dinamizada e promovida em cada uma das regiões NUTS II, pode beneficiar também os objetivos de política pública para a promoção da competitividade social e económica da Região.

    O Investimento TD-C19-i07 da Componente 19 do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – Capacitação da AP – formação de trabalhadores e gestão do futuro, contempla 16,7 Milhões de Euros para o desenvolvimento do Programa Qualifica AP, a ser implementado pelo Instituto Nacional de Administração, I.P., enquanto entidade coordenadora da formação profissional na Administração Pública que atuará como beneficiário intermediário.

    No âmbito do regime de formação profissional na Administração Pública, anota a CCDR Algatve, «são prosseguidos os objetivos e princípios de capacitar os serviços e organismos públicos, através da qualificação dos seus trabalhadores e dirigentes, para responder às exigências decorrentes das respetivas missões, atribuições e competências e contribuir para o reforço da qualificação profissional, e bem assim para a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade do serviço público a prestar aos cidadãos e às empresas».

  • Mensagem de Natal do Bispo do Algarve

    Mensagem de Natal do Bispo do Algarve

    D. Manuel de Melo realça que «Celebrar o Natal deve constituir para todos uma oportunidade para assumir a decisão de abater toda a espécie de muros, unir margens, comunicar, construir pontes, estabelecer uma relação com quem é diferente de nós, pela língua, cultura, religião… acolher e partilhar realidades novas, construir a fraternidade em todas as direções”.

    Tendo em atenção que ao espaço da Diocese di Algarve se tem verificado, ao longo dos últimos meses, a chegada de imigrantes ilegais em embarcações precárias, oriundos do norte de África, o prelado lembra que famílias inteiras procuram um lugar para viver em paz, enfrentado riscos de vida, solicitando que sejam acolhidos os que fogem da guerra e da fome ou têm de deixar a sua própria terra «por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental».

  • Adeus ao amigo e diretor do Jornal do Algarve

    Adeus ao amigo e diretor do Jornal do Algarve

    O Fernando Reis, diretor do nosso JORNAL DO ALGARVE, desde os anos 80 do século passado, já não está entre nós. Numa tarde provocadoramente soalheira e cálida, de céu azul como só o nosso Algarve proporciona, vimos como, entre palmas de despedida que agitaram os vetustos e verdejantes ciprestes daquele que é o primeiro cemitério público de Portugal — como aprendemos nos seminários da ADIPACNA de que era fundador —, descia à sepultura simples e terrena, rodeado de família, amigos e leitores.

    Fernando Reis fica entre os que caíram prematuramente, levados por esta pandemia terrível como tantas outras que têm assolado a Humanidade e das quais certamente terá dado conta aos seus alunos nas aulas de História de que era professor.

    Quem não o conhecia bem e com ele não tinha outra relação mais próxima, via apenas a sua figura, lia os seus escritos, conhecia um ou outro membro da família, não fazia ideia da capacidade de trabalho e de abrir portas, própria de quem sabe acarinhar amizades, orientar projetos, como o fez nas salinas de Castro Marim com a Baesurisal, empresa a quem dedicava grande parte do seu tempo e com a qual desenvolveu, com outros empresários e a nível europeu, as diligências necessárias para que o produto saísse da designação de mineral e ficasse considerado próprio para a alimentação humana.

    Era um homem dinâmico, tolerante, divertido e com grande capacidade para fazer amigos, por todo o Algarve, onde viveu.

    Sou colaborador do Jornal do Algarve desde os tempos de José Manuel Pereira, Vicente Campinas, João Leal e Neto Gomes, período em que foi diretor o filho do fundador José Barão, António Barão. Ali desempenhei o cargo de Chefe de Redação no final dos anos 80. Vi chegar à direção do jornal Fernando Reis e José Lança, sócios na nova empresa Viprensa, no ano de 1983, ajudando António Barão a realizar a transição.

    Conheci bem a nova aventura da rotatividade entre os dois diretores. A fórmula era boa e o jornal cresceu. Adotaram-se novas tecnologias, a produção do Jornal rapidamente migrou para o digital, primeiro a fotografia, depois as próprias página, permitindo diversificar os locais de impressão, nas naturais flutuações dos mercados. A seguir veio o site da Internet, hoje de atualização diária e muito visitado.

    Porque aconteceu tudo isto e antes de muitos outros em Portugal. Porque Fernando Reis era também um diretor aberto ao progresso, tinha o espírito de iniciativa e a capacidade de descentralizar tarefas nas pessoas em quem confiava e, tenho de reconhecer, sempre acreditou em mim como amigo deste jornal que, hoje já com 74 anos, sinto como se a sua essência se tenha agarrado à minha pele.

    Lá para o assento ignoto para onde partiu, acredito que apesar da morte prematura, levou o seu papel neste Mundo bem cumprido, uma vida repleta de êxitos pessoais e coletivos, foi afagado pelo calor de uma família maravilhosa e participativa. Levou o reconhecimento de muita gente de todas as áreas políticas e sociais e dou disso testemunho, tanto quanto esse mesmo testemunho valha, e deixará lembrança viva na terra que o viu nascer.

    O testemunho passado por José Barão e António Barão foi bem cumprido. No momento em que desceu à sua morada eterna, foi pedida a continuidade desta realidade difícil de acontecer num jornal regional que nunca deixou de sair, nem mesmo na hora da morte dos seus principais responsáveis.

    O futuro está à espera também tua honra! Adeus, Fernando. Ficam no meu ouvido as notas do baixo com que acompanhaste o meu canto na sala do Cine-Foz, nos idos de abril. Em boa hora nos conhecemos. Até sempre!

  • Corpo encontrado no Guadiana é do estudante Pablo Sierra

    ‎O corpo encontrado no rio Guadiana é‎ ‎o do estudante Pablo Sierra, conforme foi confirmado pela Polícia. Vários agentes participaram na busca do corpo do jovem de 21 anos que desapareceu em Badajoz, informaram fontes policiais à Europa Press.‎

    ‎O corpo foi localizado pelo Grupo de Operações Especiais (GEO), que havia transferido uma equipe para a área. Cães da unidade canina foram adicionados aos esforços de busca.‎

  • Sandra Pereira viu aprovado relatório sobre igualdade homem e mulher

    Sandra Pereira viu aprovado relatório sobre igualdade homem e mulher

    O documento foca a desigualdade entre homens e mulheres, dentro e fora do local de trabalho, que não pode ser dissociada das políticas públicas neoliberais impostas pela União Europeia (UE), que provocam aumento do desemprego, a desregulamentação do mercado de trabalho e do horário de trabalho, o aumento da precariedade laboral e a baixa remuneração, que afectam as mulheres de forma desproporcional, de acordo com o comunicado dos deputados pelo PCP no parlamento europeu.

    «Esta situação vem juntar-se às múltiplas formas de desigualdade e discriminação, em consequência dos cortes nos serviços públicos, em especial nos domínios da saúde, da educação e dos benefícios sociais».

    Entre as dezenas de medidas assinaladas para promover o combate à desigualdade de género está, por exemplo, a defesa dos direitos de maternidade e paternidade, que melhoram os períodos de licença equitativa e totalmente remunerada, o «reforço dos serviços de saúde que garantam cuidados de saúde de alta qualidade bem como o acesso à saúde sexual e reprodutiva».

    Identificada está também a necessidade de que todos os estados-membos estabeleçam «programas destinados a identificar melhor o risco e a prevenir incidentes recorrentes de violência doméstica e reincidência, bem como medidas para erradicar todas as formas de violência».

    O documento insta, nas suas consideraçõs finais, a Comissão Europeia «a integrar a perspectiva de género na elaboração de todas as políticas e a realizar avaliações de impacto em função do género aquando da definição de novas políticas destinadas a garantir uma resposta política da UE mais coerente e devidamente fundamentada aos desafios da igualdade de género» e os estados-membros a adoptar medidas correspondentes a nível nacional.

  • Não chega vacinar é necessário cuidados

    A vacinação “não é suficiente” e é preciso “reintroduzir rapidamente e reforçar” as medidas “não farmacêuticas”, como as restrições, para combater a Ómicron.

    O alerta vem do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, ao mesmo tempo que um estudo realizado por cientistas de Hong Kong revela que a nova variante da Covid-19 se propaga 70 vezes mais rápido do que a Delta nas vias respiratórias humanas.

  • Lista da CDU entregue no Tribunal em Faro

    Lista da CDU entregue no Tribunal em Faro

    Uma delegação dirigida por Rosa Palma, mandatária regional da CDU, e que integrou diversos candidatos incluindo a primeira candidata Catarina Marques formalizou já, no Tribunal Judicial da Comarca de Faro a entrega da lista de candidatos da CDU às eleições para a Assembleia da República de 30 de Janeiro de 2022.

    A lista apresentada conta com 50% de mulheres, envolve candidatos com intervenção nos concelhos de Vila Real de Santo António, Olhão, Faro, São Brás de Alportel, Loulé, Albufeira, Silves, Lagoa, Portimão, Lagos e Vila do Bispo.

    Uma lista que a CDU diz refletir a realidade regional, designadamente os sectores da hotelaria, das pescas, da educação, da saúde, da administração pública, do ensino superior, dos pequenos e médios empresários, do movimento sindical, do movimento associativo e popular, da cultura e de outras expressões existentes na região.

    Uma lista de «homens, mulheres e jovens empenhados na luta por uma vida melhor e que intervirá no sentido de se garantir a eleição de um deputado da CDU pelo Algarve e de afirmar uma política alternativa para a região e para o País».

  • Morrem cinco crianças em castelo insuflável na Austrália

    Cinco crianças morreram quando castelo insuflável no qual brincavam foi arrastado pelo vento e outras quatro ficaram feridas depois de caírem . O acidente, causado por uma rajada de vento, numa escola primária em Devonport, Tasmânia. As vítimas caíram de uma altura de dez metros. “Algo impensável e de partir o coração”, disse o primeiro-ministro australiano.

  • Vale do Guadiana tem co-gestão

    Vale do Guadiana tem co-gestão

    A Câmara Municipal de Mértola assinou um protocolo para a cogestão do Parque Natural do Vale do Guadiana, com o Fundo Ambiental, representado pela Secretária-Geral do Ambiente, Maria Alexandra Carvalho, e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, representado pela Diretora Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo, Olga Cristina Carrasco Martins.

    Esta cerimónia realizada no auditório do Parque Natural do Vale do Guadiana, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Palma, do Presidente do Conselho Diretivo do ICNF e do Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino que presidiu à cerimónia de assinatura.

    Nesta nova gestão partilhada terá a dinamização de uma comissão composta pelo Município de Mértola, Município de Serpa, ICNF, de instituições de ensino superior e profissional, associações de defesa do ambiente e outros atores de relevância local.

    O compromisso de hoje, prevê a atribuição de 100 mil euros, para apoio técnico e operacional direcionado a atividades prioritárias de promoção da cogestão, no Parque Natural do Vale do Guadiana.

  • Foi hoje a sepultar Alfredo Graça

    Foi hoje a sepultar Alfredo Graça

    Alfredo Graça de 83 anos, nasceu em 6 de Agosto de 1938 em Vila Real de Santo António e a câmara municipal, presidida pelo socialista Álvaro Araújo, prestou-lhe homenagem com a declaração de luto por dois dias e bandeira municipal a meia haste, tendo-se deslocado à casa mortuária para apresentar as condolências à viúva e filhas. Muitos amigos, camaradas e população passaram pela casa mortuária de Vila Real de Santo António, antes do féretro sair da cidade rumo a Faro.

    Quem era Alfredo Graça

    Alfredo Graça tomou posse na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António em Janeiro de 1980, na sequências das segundas eleições autárquicas de 1979, eleito pela coligação APU, entre o Partido Comunista Português de quem foi militante até ao fim da vida e o MDP/CDE.

    Foram anos intensos de dedicação ao trabalho, realizado nos seis anos em que desempenhou o seu mandato autárquico, aplicando um pensamento de vanguarda numa época em que estava tudo por fazer, pois as autarquias locais não tinham praticamente autonomia política e financeira nos regimes de Salazar e Caetano.

    Cedo se apercebeu que, manietado por dezenas de organismos que tinham competências sobre o desenvolvimento, só com a elaboração de um Plano Diretor Municipal, o oitavo a ser levado à prática em Portugal, Vila Real de Santo António, conseguiria conter alguns atos de selvajaria urbanística que se verificaram noutros pontos do Algarve, em especial nas zonas turísticas. T

    Tal enquadramento permite que hoje, as casas se implantem em urbanizações, valorizando não só a qualidade dos edifícios como também do urbanismo, com os construtores civis a poderem obter rendimentos mais elevados e a trabalharem em melhores condições.

    A obra de Alfredo Graça como presidente de câmara foi mal compreendida pelos seus adversários políticos, em especial quando tomou medidas preventivas para defesa do planeamento urbanístico. Foi acusado de bloquear o progresso e o desenvolvimento. Os objetivos dos que o acusavam não eram o futuro de Vila Real de Santo António, No entanto, nos dias de hoje, há diversos organismos que tomam regularmente esse tipo de medidas, como no caso dos planos de ordenamento da orla costeira, planos de pormenor e de urbanização que eram o que a acção das forças políticas que o apoiavam preconizava.

    Lembro as suas palavras ao retirar-se para a área de gestão de produção «Estou satisfeito, porque a maioria da população progressista de Vila Real de Santo António compreendeu a estratégia positiva da minha gestão, tanto mais que subi de votação das primeiras para as segundas eleições, onde ganhamos a maioria absoluta dos votos e mandatos e das segundas para as terceiras, que ganhei subindo, mas fui afastado da Câmara por um critério de apreciação de uma dúzia de votos que hoje seriam perfeitamente válidos“.

    Alfredo Graça desempenhou o seu mandato em condições muito difíceis. Tinha acabado de ser aprovada uma lei de finanças locais e as autarquias ainda não tinham meios financeiros suficientes para as grandes carências das populações, designadamente no abastecimento de água, na construção de redes de esgotos e na construção de estradas e caminhos. Estava tudo por fazer. Até sobreveio uma das piores secas logo em Janeiro do ano seguinte, em 1981, em que o Algarve foi declarado em situação de pré-catástrofe. Por outro lado, Portugal estava numa situação económica muito difícil e os sucessivos governos não só não mandavam o dinheiro que se tinham comprometido com o novo Poder Local como obrigavam a fazer obras que eram da sua exclusiva competência, num quadro em que a inflação subia todos os meses.

    Mesmo assim data dos seus mandatos a resolução de muitos problemas dos bairros degradados, do apoio à famílias pobres, da mudança do mercado municipal para uma área estratégica de desenvolvimento, da criação do complexo desportivo, da definição das grandes linhas do PDM, incluindo a marina e o golfe, a melhoria do relacionamento com a Espanha, através da geminação com Ayamonte e com a Marinha Grande, outra grande terra operária ligada à visão industrial do Marquês de Pombal.

    Defendeu as operárias conserveiras contra o encerramento das fábricas de conservas e melhoraram-se os níveis de vida da população, com a concretização de medidas de auxilio, entre os quais a construção de depósitos de água e a concretização da “Operação Sertão” que permitiu que uma parte importante de Monte Gordo não se tenha tornado um desses bairros degradados na periferia das zonas turísticas. Com Alfredo Graça tiveram pelouros os vereadores de outras forças políticas, que deram um importante contributo para o desenvolvimento da democracia no concelho.

    Alfredo Graça contribuiu também para o êxito da piscicultura da Eurodáqua, instalada na Reserva do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António que ajudou a crescer como encarregado, depois de cumprir os seus dois mandatos. No seu funeral compareceu também um representante e trabalhadores da Tunipex, empresa japonesa instalada em Olhão com armadilhas para a captura do atum, para quem Alfredo Graça trabalhou como encarregado, tendo mesmo sido convidado a visitar a sede da empresa no Japão, onde foi agraciado pela empresa.

    Alfredo Zarcos Graça à data da primeira presidência, eleito em 1979