FOZ – Guadiana Digital

Autor: jestevaocruz

  • Um morto e um desaparecido na Praia da Bordeira

    Um morto e um desaparecido na Praia da Bordeira

    Um homem de nacionalidade austríaca morreu esta tarde depois de ter ficado em dificuldades na água e entrado em paragem cardiorrespiratória, na praia da Bordeira, no concelho de Aljezur, tendo sido iniciadas buscas por uma outra vítima que se encontra desaparecida.

    O alerta foi recebido cerca das 19h25, através de Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), a informar que se encontravam duas pessoas em dificuldades na água, em risco de afogamento.

    Foram de imediato ativados para o local elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Lagos, bem como elementos do Projeto “SeaWatch” de Lagos e de Portimão. Para o local deslocaram-se também elementos dos Bombeiros Voluntários de Aljezur e do INEM.

    À chegada ao local, constatou-se que uma das vítimas, um homem de nacionalidade austríaca, tinha sido resgatada para terra por surfistas que se encontravam nas proximidades, encontrando-se em paragem cardiorrespiratória, tendo sido iniciadas as manobras de reanimação.

    Após diversas tentativas de reanimação, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local pelo médico do INEM. Foi contactado o Ministério Público, tendo o corpo da vítima sido posteriormente transportado pelos elementos dos Bombeiros Voluntários de Aljezur para o Instituto de Medicina Legal de Portimão, acompanhado por uma viatura do Comando-local da Polícia Marítima de local.

    Foram de seguida iniciadas buscas pela segunda vítima, um homem de nacionalidade austríaca, que se encontrava desaparecido na água, nas quais estiveram empenhados elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Lagos, do Projeto “SeaWatch” de Lagos e de Portimão e dos Bombeiros Voluntários de Aljezur.

    As buscas, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Lagos, foram interrompidas ao final da tarde, sem que se tivesse encontrado a vítima, e serão retomadas amanhã de manhã.

  • Portagens afunilam na ponte chegada a Portugal

    Portagens afunilam na ponte chegada a Portugal

    Empresários turísticos do Algarve pedem para acabar com engarrafamentos nos pedágios das rodovias, uma vez que as esperas, que os motoristas que acessam Portugal pela travessia da fronteira entre Ayamonte e Castro Marím têm que suportar, são muito prejudiciais aos seus interesses.

    O jornal Huelva Información publicou fotos dos engarrafamentos junto dos habituais sistemas de pagamento que provocam longas esperas aos automobilistas que chegam a Portugal pela travessia da fronteira entre Ayamonte e Castro Marím .

    Por isso mesmo, Hélder Martins, presidente da Associação dos Hoteis e Empreendimentos Turísticos do Algarve -Aheta-, manteve naqule jornal de grande circulação na província de Huelva, que disse que a situação dá uma imagem muito negativa do Algarve como um destino para o qual é o turismo importante.

    No Algarve, exige- se com urgência uma mudança no sistema de cobrança, considerado como muito complicado para as necessidades na auto-estrada A22 -Via do Infante para quem atravessa a Ponte Internacinal do Guadiana q quer seguir para além de Monte Gordo ou Altura. O problema menie é o pagamento através de cartão de crédito e o maior a necessidade de pagar portagens numa via paga com fundos europeus.

  • «Prémio Leya» apresenta-se em Vila Real de Santo António

    «Prémio Leya» apresenta-se em Vila Real de Santo António

    «As Pessoas Invisíveis» é a revisitação de um dos eventos mais trágicos e menos conhecidos da nossa História colonial: o massacre de um grande número de nativos forros, mostrando como o fim legal da escravatura precedeu, em muitas dezenas de anos, a sua efetiva abolição. Entre realismo e magia, Poder e invisibilidade, ignomínia e sobressalto, o presente romance, é de uma maturidade exemplar».

    José Carlos Barros é licenciado em literatura paisagista pela Universidade de Évora. Vive e trabalha em Vila Nova de Cacela. Foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa, e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Autor de poesia , «O Uso dos Venenos», 2018, «A Educação das Crianças», 2020, «Estação – Os Poemas do DN Jovem, 1984-1989», 2020, «Penélope Escreve a Ulisses», 2021, e dos romances «O prazer e o tédio», 2009, e «Um Amigo para o Inverno», 2021.

    José Carlos Barlos é atualmente vereador na câmara municipal de Vila Real de Santo António, onde já desempenhou também os cargos de vereador da cultura e de vice-presidente. Foi também presidente da Assembleia Municipal deste concelho.

  • Dois feridos e corte na EN 125

    Dois feridos e corte na EN 125

    A mesma fonte indicou ter sido necessário realizar uma operação de desencarceramento. O alerta foi dado às 04:38 e obrigou à mobilização de 11 operacionais apoiados por oito viaturas, de acordo com a informação disponibilizada no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

    A circulação na Estrada Nacional 125 foi retomada às 06:20 de hoje.

  • Hospital Central do Algarve proposto para o OE2022

    Hospital Central do Algarve proposto para o OE2022

    A proposta tem a assinatura de Jamila Madeira, Jorge Botelho, Luís Graça, Francisco Oliveira e Isabel Guerreiro que afirmam cumprir ´«a promessa da campanha eleitoral de fazer do novo Hospital Central e Universitário do Algarve a primeira iniciativa legislativa enquanto parlamentares eleitos sobre aquela que consideram a prioridade das prioridades para o Algarve».

    Os deputados socialistas lembram que o novo Hospital Central do Algarve foi por «iniciativa do Primeiro-ministro, António Costa, inscrito no Programa do atual Governo enquanto compromisso para a atual legislatura e que, decorrente desse objetivo, deveria passar a ter um artigo autónomo em sede de Orçamento de Estado».

    Os parlamentares algarvios sublinham o amplo consenso que existe em torno da necessidade deste equipamento de saúde, cujo concurso para adjudicação da Parceria Público Privada para a sua construção se encontra suspenso desde 2011.

    Até ao final do terceiro trimestre de 2022 o Governo adota as diligências necessárias que «assegurem o procedimento para a construção e equipamento do novo edifício do Hospital Central do Algarve, assumindo o modelo contratual mais célere para a concretização da obra, que concilie o princípio de viabilidade e sustentabilidade económica e financeira com o critério de imperiosa urgência e necessidade para a qualidade da assistência prestada à população da região».

  • Caranguejo azul marcado no Guadiana

    Caranguejo azul marcado no Guadiana

    O NEMA faz um apelo a quem capturar algum caranguejo azul equipado com os transmissores que lhe estão a ser instalados para que o devolva excecionalmente à água no local de captura,.

    Desta forma, é possível estender o período de recolha de dados o mais possível. Se tal acontecer, o NEMA pede também informação sobre o local de captura e o número da etiqueta.

    Ao longo dos próximos meses, estes pequenos transmissores irão permitir estudar os movimentos desta espécie invasora no estuário e na zona costeira adjacente.

  • Proprietários temem roubos de alfarroba

    Proprietários temem roubos de alfarroba

    O perigo fica a dever-se à burocracia que pode levar ao roubo de centenas de milhares de euros em alfarrobas, no barrocal do Algarve, a partir de meados de Julho próximo., num ano em que se prevê uma abundante produção de alfarroba e que coincide com um preço muito alto. O receio dos assaltos deve-se ao fato de a comercialização não exigir documentação de titularidade de terras, nem de contratos de arrendamento.

    alfarrobeira

    A Direção Regional de Agricultura está a ser apontada como responsável. Segundo um dos produtores, por «absoluta incompetência. Aquilo que pode e dever ser controlado com as normas adequadas para se reduzir e evitar o roubo descarado não foi feito».

    «Nós temos que cumprir prazos e todas as regras, mas o Estado perante nós falha redondamente por completa incúria.» queixam-se dizendo que será um Verão com as furgonetas do costume a roubar por todo o lado e a GNR a identificar um caso ou outro mas incapaz de resolver o problema de fundo.

  • Perguntas da PAS sobre a área agrícola no Algarve

    Perguntas da PAS sobre a área agrícola no Algarve

    A PAS, Plataforma Água Sustentável, chegou à conclusão que a água da barragem e de aquíferos subterrâneos, de melhor qualidade e mais barata, irá servir os interesses da agricultura intensiva, enquanto aa dessalinizadora, que disponibiliza água de mais baixa qualidade e muito mais cara, fica para consumo humano, onerando as despesas das famílias.

    Esta conclusão foi retirada da anunciada a criação no Algarve do primeiro aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens do país, quando, em declarações públicas, o Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Alg).

    Ele afirmou que, no projeto piloto, onde se pretende pretende investir três a quatro milhões de Euros de dinheiros públicos para beneficiar 500 a 600  hectasres, incluindo duas grandes explorações de monocultura de abacates, o investimento consiste em obras a levar a cabo no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, a água a utilizar na agricultura terá três origens diferentes: a utilização de águas residuais tratadas da ETAR de Vila Real de Santo António, a requalificação e utilização de furos, que não estavam a ser usados e que serão recuperados, e água das barragens do sistema Beliche – Odeleite, cuja capacidade pensam aumentar com o transvase do Pomarão.

    «O que se perfila é que, em vez de se adaptar os consumos aos recursos hídricos que temos, a pretexto de uma pretensa eficiência hídrica e económica, se vão consumir e poluir as águas dos aquíferos do Sotavento que deveriam ser preservadas e constituir uma reserva estratégica para consumo humano», segundo a Plataforma.

    Foi nesse sentido que decidiram questionar a Direção Regional de Agricultura e Pescas e os seus parceiros neste investimento, nomeadamente à APA, perguntado se área agrícola a beneficiar existe, ou vai ser criada e/ou alargada e onde precisamente se encontram geolocalizados os 600ha mencionados.

    Querem saber os nomes das duas grandes empresas a beneficiar com este sistema, se estão sediadas em Portugal e são detentoras de TURH (Títulos de Utilização de Recursos Hídricos) válidos.

    Perguntam também em que secção do Plano de Eficiência Hídrica do Algarve- PREHA vem descrito este projeto como uma das «intervenções mais estruturais».

    Da série de perguntas constam ainda perguntas se as orientações da CE sobre a inadequação de investimento em plantas com exigências hídricas elevadas e inadequadas às capacidades hídricas de uma determinada zona foram tomadas em consideração; se este aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens respeita o Plano Nacional  de (água) gestão integrada de recursos hídricos, será acatada a exigência de cumprir  um Plano de Gestão de Rega e de Uso de Fertilizantes e Pesticidas, especialmente importante no caso de explorações com culturas inadaptadas às características climáticas do Algarve.

    Querem daber, ainda, se haverá, sobretudo nas grandes explorações a beneficiar, uma atenção especial na implementação das medidas de regulação, monitorização e fiscalização da eficiência hídrica nas origens do consumo agrícola, se os normativos da RAN, da REN e eventualmente da Rede Natura 2000 nessa área de 600 a a beneficiar, são respeitados e, finalmente, se existe estudo e uma Avaliação de Impacto Ambiental para esse aproveitamento hidroagrícola.

    A PAS insta as entidades responsáveis «a responder publicamente a estas perguntas e manifesta o mais profundo desagrado e oposição à operacionalização do investimento para este primeiro aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens do país, porque pretende gastar o dinheiro que é de todos para, aparentemente, beneficiar maioritariamente duas empresas privadas em prejuízo do interesse público e hipotecando o futuro das novas gerações».

    2 A PAS, Plataforma Água Sustentável, é constituída por A Rocha Portugal, Água é Vida, Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, CIVIS – Associação para o Aprofundamento da Cidadania, Ecotopia Activa,  FALA-Forum Ambiental do Litoral Alentejano, Faro 1540- Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, Glocal Faro, LPN –  Associação Nacional de Conservação da Natureza, ProBaal, Quercus, Regenerarte- Associação de Proteção e Regeneração dos Ecossistemas e Associação.

  • Oficina de costura avental com tecido

    Oficina de costura avental com tecido

    A oficina terá a orientação de Maria José Torres e Marilyn Pannett e será realizada no CIIP, em Santa Rita já amanhã, domingo, 15 de Maio, entre as 10:00 e as 17:00 horas, com pausa para almoõ.

    Será necessário necessário saber utilizar máquina de costura própria e transportável. O valor da oficina inclui kit de tecidos necessários para o avental, porém cada participante pode levar, se o desejar, retalhos a seu gosto para personalizar o seu avental, bem como rendas ou fitas decorativas.

    É também necessário levar alfinetes, tesoura de bico fino e, preferencialmente, uma vez que o processo de coser à mão será muito demorado atendendo ao tempo da oficina.

    O valor mínimo da participação reverter para ajuda humanitária à Ucrânia.

  • Ordenamento do Território do Algarve deve ser revisto

    Ordenamento do Território do Algarve deve ser revisto

    Eleitos pelo círculo de Faro, os deputados do grupo parlamentar do PSD, exigem, do Governo um compromisso claro e urgente para rever os Programas Regionais de Ordenamento do Território (PROT), para evitar que os fundos previstos no Programa de Recuperação e Resiliência sejam desperdiçados.

    «A existência de Planos Diretores Municipais (PDM) com mais de duas décadas vai impedir a aplicação dos fundos comunitários, que trazem projetos pensados para o futuro, mas impossíveis de serem concretizados num território gerido com regras do passado», dizem aqueles eleitos, afirmando que os bons exemplos têm de começar pelo Estado «e é o Estado quem está a dar o pior exemplo, quando existem regiões sem PROT e outras cuja vigência dos mesmos alcança os 20 anos, como é o caso da Área Metropolitana de Lisboa».

    Afirmam não poder o país continuar a esperar anos pela concretização de projetos estratégicos e não podemos perder a oportunidade que o PRR traz, apenas por uma questão burocrática e que o Governo não pretende resolver. O deputado do PSD, Luís Gomes, releva que o Algarve é uma das regiões em que os PDM estão mais desatualizados, com uma vigência média de 22 anos.

    O PSD Algarve diz que não há no Orçamento do Estado, nem no Plano de Governo, nenhuma proposta que vise modernizar o território, projetando-o para o futuro e capaz de acolher as verbas que o Primeiro-Ministro prometeu com o PRR.

  • Vila Real de Santo António faz 246 anos

    Vila Real de Santo António faz 246 anos

    Alfredo Graça foi presidente da câmara municipal faleceu em 14 de dezembro passado, com com 83 anos, tendo exercido o cargo de janeiro de entre 1980 e 1985, eleito pela coligação APU, entre o Partido Comunista Português (PCP), do qual foi militante até ao fim da vida, e o MDP/CDE. Antes da sessão, às 09:30, a fotografia de Alfredo Graça será finalmente colocada na galeria de presidentes, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

    Fernando Reis, foi diretor do Jornal do Algarve, entre 1983 e os primeiros dias de dezembro de 2021, e será agraciado com a Medalha de Mérito Cultural pelos serviços de excelência que prestou à comunidade. Fernando Reis era o diretor do Jornal do Algarve, cuja sede se encontra situada em Vila Real de Santo António, cargo que exerceu ao longo de cerca de quatro décadas, desde 1983. Fernando Reis era licenciado em História na Universidade Clássica de Lisboa em 1980, foi professor da Escola Dom José I, em Vila Real de Santo António, tendo lecionado também nas escolas preparatória e secundária de Loulé. Decana do jornalismo algarvio, era um regionalista convicto e destacou-se como dirigente da Associação de Defesa do Património Pombalino de Vila Real de Santo
    António.

    Jorge Dourado, médico, receberá a Medalha de Mérito Profissional pelos serviços de exceção que prestou, enquanto médico de família, no Centro de Saúde de Vila Real de Santo António, uma vida inteira dedicada à saúde pública, motivo da homenagem que praticamente todos consideram em Vila Real de Santo António como justa e merecida. Entre os homenageados é o único que poderá estar presente a assistir.

    O Dia da Cidade começa às 08:00 horas , com a alvorada, seguido do habitual hastear das bandeiras com a participação da Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António às 09:00 horas, na Praça Marquês de Pombal.

    Durante a manhã, será inaugurado um um painel evocativo a homenagear o coronel Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, primeiro governador de Vila Real de Santo António.

    Âs 18:30 são recriadas as “Danças e Contradanças”, que animaram a noite do 13 de Maio de 1776, durante as primeiras festividades da fundação de de Vila Real de Santo António e em vários locais da Praça Marquês de Pombal e da Avenida da República.

    Ana Bacalhau, vocalista da banda, Deolinda, sobe ao palco da Praça Marquês de Pombal para um concerto a solo,

    foto dos homenageados : Jornal do Algarve

  • No sábado há limpeza na Praia dos Salgados

    No sábado há limpeza na Praia dos Salgados

    A ação, além do impacto óbvio da limpeza, pretende «promover a consciência ecológica e avaliar o impacto humano no ecossistema,
    nomeadamente quando as boas práticas de deposição do lixo não são respeitadas» e tem início às 9:30 horas com a participação das entidades parceiras tais como, IKEA, Designer Outlet Algarve, Agência Portuguesa para o Ambiente, Instituto Nacional Conservação Natureza e Florestas, SPEA – Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves, ERP Portugal / European Recycling
    Platform – Entidade Gestora de Resíduos, CCMAR – Centro de Ciência e do Mar / UALG,
    Zoomarine ARA – Animal Rescue Algarve e Concessionário da Unidade Balnear denominada Praia
    dos Salgados – UB1.

    No final hasverá um workshop às 11:30, horas sobre o modo correto de descarte das pilhas e as suas consequências nos oceanos.

    Na primeira edição, realizada em maio de 2021, na Ria Formosa, foram recolhidos 53 sacos de lixo com capacidade de 120 litros cada, e contou com a participação de 120 voluntários. Na segunda edição, realizada em outubro do mesmo ano, 67 voluntários recolheram 2600 litros de resíduos.

    Na divulgação da iniciativa, Ana Antunes, diretora-geral do MAR Shopping Algarve, garantiu que «a responsabilidade, como membros desta comunidade é envolvermo-nos no bem-estar comum e na preservação dos
    recursos. Mais do que uma simples ação de limpeza, usaremos o nosso espaço e plataformas para
    continuar a alertar para o impacto do comportamento humano durante a época balnear no
    ecossistema, nomeadamente no que respeita à quantidade de lixo produzida e abandonada nas
    dunas e no mar
    ».

    Os participantes terão acesso a um KIT de participação composto por sacos específicos para os
    diferentes resíduos, luvas, máscaras certificadas e uma t-shirt. A iniciativa não carece de inscrição
    prévia e a participação é gratuita.

  • Luz fotovoltaica na Ciclovia da Lezíria

    Luz fotovoltaica na Ciclovia da Lezíria

    A autarquia toma esta decisão baseada em que «a energia solar fotovoltaica, como energia renovável apresenta menor impacto ambiental e um impacto visual mais leve do que as soluções tradicionais, além de, no caso concreto, ser também uma solução menos intrusiva para a avifauna.»

    A Ciclovia da Lezíria é uma ligação sustentável entre Castro Marim e Vila Real de Santo António com a distância de três quilómetros, com uma vista para a Reserva Natural do Sapal, sendo o primeiro troço de um projeto integrado de sustentabilidade ambiental promovido pela autarquia como Triângulo Verde, que ficará ligado em breve até à Praia Verde.

    A intervenção está avaliada em 310 mil euros e tem um prazo de execução de seis meses, com o investimento quadrado no PO CRESC Algarve 2020, no âmbito do plano de ação PADRE, aprovado na operação READY e apoiada por Portugal e pela União Europeia, cofinanciado a 70% pelo FEDER.

    As propostas para este projeto, que ficará localizado na Estrada Nacional 122 que liga Castro Marim a Vila Real de Santo António, podem ser apresentadas até ao próximo dia 2 de junho.

  • Três feridos num incêndio em Ayamonte

    Três feridos num incêndio em Ayamonte

    O fogo foi originado por uma frigideira e apagado pelos próprios moradores, mas três pessoas precisaram de cuidados de saúde:, duas por inalação de fumo e outra por queimaduras numa mão, tendo sido transferidos para o centro de saúde local.

    Na resolução de emergência intervieram serviços de saúde, polícia local e bombeiros do Consórcio Provincial de Huelva, que procederam à ventilação do fumo acumulado.

    Fonte: Safeplace52
  • A avenida

    A avenida

    Crónicas Avulsas de Henrique Bonança

    Acerca Daquilo Que Me Recordo da Avenida de Outros Tempos, do seu Comércio, das Pessoas

    Desde logo do icónico café Firmo, do cartaz afixado a proibir os trabalhos manuais às senhoras que passavam as suas tardes na conversa, a fazer malha ou croché e a bebericar um garotinho sentadas nos sofás forrados a napa preta e com os apoios de braços de cor verde, enquanto observavam o interminável vai-e-vem dos que se passeavam lá fora, dos inesquecíveis gelados de corte e de mola da tia Camila a entremear duas saborosas e crocantes bolachas; do pronto-a-vestir Trindade Coelho do senhor Duarte e das suas montras compostas com muita arte e muito bom-gosto, das medidas de madeira e das alcofas cheias de ervelhanas da Tia Maria de saias largas e lenço na cabeça, encostada ao canto exterior da loja, sentada num banquinho de madeira.

    No entanto, se vindos de poente entrássemos na central rua pedonal dos mosaicos para nela comprar, beber café nalguma das suas esplanadas ou simplesmente passear, do nosso lado direito nos depararíamos com a mercearia e riquíssima garrafeira do senhor Madeira, a casa Dynia, ponto de paragem quase obrigatório da criançada pelo facto das suas montras salientes, a partir da quina de metal cromado que as protegia, reflectirem o movimento de uma das pernas criando a ilusão de que seriam duas.

    Praticamente em frente, do outro lado da avenida, com certeza para passar o seu tempo e satisfazer a sua curiosidade, assomando-se às janelas abertas de uma casa térrea de paredes caiadas de branco e platibanda a esconder o telhado, apoiando os cotovelos em almofadinhas, duas irmãs gémeas já idosas, entretinham-se a ver quem por ali se passeava.

    Umas casas a seguir, deparávamo-nos com o Empurre, famosa cervejaria de saborosíssimas tapas e iguarias regionais, onde os clientes se dessedentavam ao balcão de madeira envernizada com imperiais bem tiradas e frescas acompanhadas de tremoços ou ervelhanas ainda na sua frágil casca estaladiça servidas em pires das chávenas de café.

    Continuando no mesmo lado, quase à esquina desse quarteirão, antes de se converter em loja de atoalhados, existia a marcenaria do senhor Gastão, local onde também trabalhava um outro senhor conhecido como Fato Justo, uma vez que se dizia que os caixões ali construídos eram apertadinhos para poupar na madeira.

    A recordação mais antiga, seria eu muito novo, é a do café Portugal, local que conheci por ser lá levado pelos meus pais, tendo gravado na memória um comentário quanto à grande qualidade dos chocos que ali eram cozinhados; em frente à estalagem da Hortinha, espaço onde anos mais tarde foi edificada a actual estação dos correios, localizava-se o café Piquenique, como ele era conhecido, apesar de alguém me ter dito que o seu nome seria outro, local que frequentei algumas vezes com o meu pai, aonde tive a oportunidade de ver uma televisão pela primeira vez na minha vida, experiência marcante que me deixou extasiado.

    Mas, antes do café Piquenique, na mesma fileira de casas, para além da barbearia do senhor Corvo e da pastelaria e cafetaria Ideal do senhor Dourado, recordo o estabelecimento do senhor Marinheiro, entre outras razões, pela fantástica exposição de comboios eléctricos que tanto me atraía, prendendo-me à montra por largos períodos imaginando-me a brincar às estações e, anos mais tarde, em tempos posteriores à revolução de 74, ter na sua montra um anúncio em que se dizia aceitarem-se inscrições num determinado partido político, indicando a condição de se ser apoiante da linha de um dos seus dirigentes históricos.

    No andar de cima da sapataria Duarte, nas suas duas janelas viradas para a avenida cujos mosaicos se esticavam para cada um dos lados, em cada uma delas, muito arranjadas e de lábios pintados de vermelho vivo, como que a vigiar o que se passava junto ao solo, quando o sol já não batia na parede pintada de cor-de-rosa e pelo fresquinho da tarde, punham-se a ver passar outras duas irmãs gémeas tão iguais que era impossível distingui-las cá debaixo.

    Embora não na avenida mas, logo ao virar da esquina da sapataria, na lateral do quarteirão seguinte, encontrávamos a drogaria do senhor Faísca, local de trabalho do senhor Lenine e o senhor Agostinho, estabelecimento antigo onde a pedido do meu pai ia comprar palha-de-aço ou pregos a peso ou, ainda, massa para fixar os vidros das janelas lá de casa.

    Outra vez na avenida, à esquina, a pastelaria Império onde trabalhava a dona Augusta vendia gelados da Olá, rifas em caixas de cartão em que se fazia um buraco para saber qual era o prémio, sombrinhas de chocolate da Regina e, sobretudo, bolos do senhor Parquico: gostava muito dos pastéis-de-nata, do bolo-de-arroz e dos pastéis de feijão que comprava quando tinha dinheiro para isso.

    Em frente ao café Cantinho do Marquês, local de trabalho do senhor Joaquim, do senhor Chico, do senhor Rufino, do senhor Delmar e de outros cujos nomes já não me lembro, situava-se a Casa Capa que abastecia as mercearias e onde os sapateiros que ainda havia na vila iam comprar o couro para as meias solas dos sapatos que arranjavam.

    Claro, como esquecer a barbearia do senhor Padesca, situada antes da sapataria Duarte, que cortava o cabelo ao meu primo Cavaco e que eu acompanhava para entre muitas gargalhadas nossas, nos ser mostrado o pequeno boneco trajado de frade a que o barbeiro puxava um fiozinho escondido nas vestes para levantar e expor as suas partes intimas.

    Para além da Casa Raposo, pronto-a-vestir que até samarras alentejanas vendia e da sua raposa empalhada com óculos de arame apoiados no focinho a dar-lhe ar de grande intelectualidade em harmonia com o nome da loja, espaço ainda para recordar o estabelecimento do senhor Gravanita pela particularidade de ser onde a minha mãe me pedia para ir, para que a dona Risete puxasse as malhas caídas das suas meias-de-vidro.

    Henrique Bonança
    VRSA – 05 de Maio de 2022

    PS – Por economia de espaço, a partir de memórias antigas, apenas referi estes locais e estabelecimentos. Poderiam ser também outros, nomeadamente aqueles que existiam no interior e à volta do antigo mercado da verdura, hoje Centro Cultural António Aleixo. Talvez noutro momento, num outro texto!

  • Plantar água na Serra do Caldeirão

    Plantar água na Serra do Caldeirão

    O objetivo e o disseminar as boas práticas junto dos proprietários florestais, da comunidade técnica e científica e das entidades locais e regionais, e o sensibilizar da comunidade local na preservação ativa da sua floresta.

    O projeto Plantar Água, que teve início em 2019, tem como objetivo o restauro ecológico de várias áreas afetadas pelo incêndio florestal da Catraia em 2012 que devastou cerca de 25.000 hectares de floresta no coração da Serra do Caldeirão.

    Através da instalação de mais de 50 mil árvores e arbustos mediterrânicos em 100 hectares da Serra, pretende-se restaurar e devolver ao território a sua água, para todos os usos, bem como recuperar a qualidade dos habitats, biodiversidade e ecossistemas.

    Com o objetivo de assegurar a continuidade e expansão deste projeto, a ANP|WWF está neste momento empenhada em encontrar mais financiamento que permita o restauro ecológico desta região.

  • Soul e Jazz em Lagoa

    Soul e Jazz em Lagoa

    Shirley Davis & The Silverbacks levam a música soul e o jazz, em busca de novos horizontes. Após o reconhecimento dos álbuns “Black Rose” (2016) e “Wishes and Wants” (2018), chegou o momento para a própria banda e os produtores Tucxone Records formarem uma aliança focada nas melhores e mais reconhecidas musicas da herança Afro-Americana com o objetivo de providenciar um refugio musical que, apesar de não ser frequentemente utilizado hoje em dia, encontra-se surpreendentemente em voga.

    A tour europeia de Shirley Davis & The Silverbacks passa por Portugal e tem como destino, no Algarve, Lagoa e o Auditório Carlos do Carmo, onde os algarvios «certamente que não vai querer perder esta oportunidade única de vibrar com a música e o espetáculo que a banda preparou para esta nova digressão!», diz a câmara municipal de Lagoa.

  • Conferências sobre património religioso em Lagoa

    Conferências sobre património religioso em Lagoa

    No âmbito do projeto de inventário e catálogo monográfico do património e da memória político administrativa do município de Lagoa, a autarquia tem em curso o inventário do património histórico, arquitetónico e artístico do seu território.

    Este inventário, que é ao mesmo tempo catálogo, sustentado por trabalho de terreno e criteriosa crítica de fontes e bibliografia, abrange todo o património religioso e tem também por objetivo a disseminação do conhecimento sobre esta área patrimonial.

    A conferência prevista pretende divulgar a metodologia de trabalho, sustentada na gestão da informação, e partilhar alguns dos dados ainda em construção. Este trabalho incide não somente no património considerado nobre como é o caso, por exemplo, da Igreja Matriz de Estômbar, mas também no considerado pequeno património, como é caso dos Passos da Paixão de Cristo da cidade de Lagoa.

    A conferência será dinamizada por Bárbara Santos que é mestranda em História e Patrimónios, com especialização em História da Arte, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, e licenciada (2020) em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que presta serviços no Município de Lagoa, como técnica na área de História da Arte, estando integrada no projeto da Casa da Cidadania de Lagoa. Entre 2020 e 2021 realizou nesta câmara o seu Estágio PEPAL.

  • Foz do Guadiana

    Foz do Guadiana

    Fotografia fantástica tirada por um drone de Paulo Vasques de um barco a entrar na barra do rio Guadina. Á esquerda Vila Real de Santo António e o molhe da barra. À direita o baixio do delta que se forma junto a Isla Canela.

  • Novos linces libertados em Alcoutim

    Novos linces libertados em Alcoutim

    Neste dia foram libertados mais dois exemplares de lince-ibérico numa zona da serra algarvia, entre Pereiro e Fonte Zambujeiro de Cima , concelho de Alcoutim). É uma das áreas de expansão natural da população constituída na área de reintrodução da espécie no Vale do Guadiana.

    Esta foi a segunda solta que decorreu fora da região do Alentejo, desde o início do projeto de reintrodução da espécie em território nacional. A natureza fica a contar com Sidra, fêmea, e Salão, macho, ambos de 13 meses de idade, provenientes do Centro de Cría del Lince-Ibérico de Zarza de Granadilla, em Cáceres (Espanha). 

    Os dois animais foram previamente submetidos a controlo sanitário no Centro de Reprodução onde nasceram e são portadores de coleiras emissoras para subsequente monitorização.