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Etiqueta: urgências

  • Adiamento de Cirurgias Não Urgentes

    Hoje foram adiadas todas as cirurgias não urgentes, devido a circunstâncias ainda não detalhadas pelas autoridades de saúde. Esta medida foi tomada para garantir recursos suficientes para situações prioritárias ou de emergencia. Os pacientes afetados serão informados e reagendados oportunamente.

    Para mais informações, recomenda-se o contacto com a unidade de saúde responsável ou a consulta de comunicados oficiais.


  • Falta de pediatras em Faro e Portimão

    O Sindicato dos Médicos da Zona Sul está a exigir a intervenção urgente da ministra da Saúde devido à falta de médicos pediatras nos hospitais de Faro e Portimão.

    Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM) diz que o Ministério da Saúde é responsável por não travar a falta de médicos pediatras na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, levando à limitação do funcionamento das urgências pediátricas e dos blocos de partos.

    Para além do mais o Sindicato exigiu uma reunião com o Conselho de Administração da ULS do Algarve, para a qual não obteve qualquer resposta.

    Trata-se da limitação do número de pediatras disponíveis que tem obrigado à concentração de funções da urgência noturna num único médico pediatra escalado no serviço de medicina intensiva pediátrica e neonatal, ficando responsável por cinco postos de cuidados intensivos neonatais, 12 de cuidados intermédios e ainda três postos de cuidados intensivos pediátricos.

    Para além do mais, este médico é cumulativamente responsável pelo atendimento contínuo ao bloco de partos, apoio aos recém-nascidos internados no puerpério, e orientação do transporte inter-hospitalar pediátrico.

    «Em situações limite, este único médico poderá ter de escolher entre socorrer um recém-nascido que necessite de reanimação, receber um doente crítico na sala de emergência ou atender uma situação de doença complexa na enfermaria“, refere o Sindicato.

  • PCP analisa urgências encerradas no Algarve

    PCP analisa urgências encerradas no Algarve

    O PCP nota que esta situação se junta aos encerramentos que têm ocorrido na urgência pediátrica do hospital de Faro, e diz que «revela não só a ausência de medidas que garantam a atracção e fixação de médicos e de outros profissionais de saúde no SNS – como o PCP tem proposto designadamente durante a discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2022 – mas também, uma política que de forma indirecta contribui para alimentar o negócio dos grupos económicos privados que lucram com a falta de resposta do SNS».

    O recurso em situações de urgência pediátrica apenas em Portimão, ou de urgência de ginecologia e obstetrícia apenas em Faro, «não são solução», diz este partido, negando a opinião do Ministério da Saúde, e acrescenta: «As crianças e os pais algarvios precisam de ter a segurança de que, em qualquer eventualidade, as portas da urgência não se encontram encerradas, nem a saúde e a vida são postos em causa».

    O PCP relembra que, infelizmente, «a falta de profissionais de saúde em todo o Algarve – desde os cuidados primários, passando pelos hospitais, aos cuidados continuados – é uma realidade que, pese embora as muitas promessas, não tem tido resposta. Ausência que é inseparável das opções de PS, PSD, CDS, Chega e IL de favorecimento dos grupos privados de saúde».

    O PCP exige que se tomem medidas urgentes com vista a garantir a atracção e fixação de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, investindo nas suas carreiras e remunerações e combatendo o assalto que os Hospitais e Clínicas privadas estão a fazer aos profissionais do SNS. «Medidas urgentes que só não estão implementadas porque o Governo PS assim o tem recusado».

  • Encerramento noturno da Urgência do Hospital de Serpa preocupa o PCP

    Encerramento noturno da Urgência do Hospital de Serpa preocupa o PCP

    O serviço passará a encerrar no período noturno, entre as 00:00 e as 8:00 horas e todas as quintas feiras. O hospital está entregue à Santa Casa da Misericórdia de Serpa desde 2014 e por um período de 10 anos, ao abrigo de um contrato tripartido estabelecido entre a entidade, a Administração Regional de Saúde do Alentejo e a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).

    Segundo afirma aquele Grupo Parlamentar, a Misericórdia de Serpa tem revelado «imensas dificuldades de cumprir o que foi definido no acordo de cooperação». Em outubro de 2017, acabou mesmo por denunciar o referido acordo de gestão, num processo que culminou na assinatura de uma adenda ao protocolo.

    Em 2021, referem os deputados comunistas João Dias e Paulo Santos, foram vários os dias em que a administração do hospital de São Paulo decidiu, unilateralmente, pelo encerramento do serviço de urgência, deixando a população sem acesso a este serviço e a situação agravou-se esta semana com o anúncio deste encerramento.

    Os deputados do PCP consideram que a Santa Casa da Misericórdia de Serpa «está claramente a violar os deveres a que está obrigada, revestindo-se numa clara perda de qualidade do serviço prestado e redução do acesso aos cuidados de saúde a que a população tem direito, mais ainda quando o país se depara com uma situação epidémica onde o caminho é o de reforço das respostas em saúde e não a sua redução».

    Para aquele partido o que deveria estar a acontecer era o reforço da resposta do Serviço Nacional de Saúde, mediante a «contratação de profissionais em falta, de mais investimento em equipamentos e meios materiais para prestar cuidados de saúde de qualidade”.

    No requerimento, o PCP considera que o caminho do Hospital de São Paulo é o da sua reversão para o Ministério da Saúde, tal como previsto no referido acordo e questionam o Governo se governo estaria disponível para reverter a sua gestão.