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  • Migrantes auxiliados pela Polícia Marítima de Lagos

    Migrantes auxiliados pela Polícia Marítima de Lagos

    Os elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos auxiliaram no passado dia 8 de agosto, 38 migrantes, dos quais duas crianças, que se encontravam a bordo de uma embarcação de madeira que desembarcou na praia da Boca do Rio, no concelho de Vila do Bispo.

    Foto: Autoridade Marítima Nacional

    O auxílio foi prestado «na sequência de um alerta recebido pelas 20:05 horas, através de um popular que se encontrava nas proximidades, a informar para a chegada de uma embarcação com migrantes. De imediato, foram ativados elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Lagos, da GNR e da Proteção Civil de Vila do Bispo. ​

    À chegada ao local, os elementos da Polícia Marítima constataram que «as pessoas apresentavam sinais de saúde débil, tendo prontamente auxiliado as mesmas».

    Foram também empenhados elementos da GNR, da Proteção Civil de Vila do Bispo, do INEM e dos Bombeiros voluntários de Vila do Bispo e Lagos, encontrando-se a realizar uma avaliação clínica a estes migrantes e a garantir o fornecimento de água e comida.

    O Comando Local da Polícia Marítima de Lagos tomou conta da ocorrência.

    As autoridades, lideradas pela GNR (Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras do Comando Territorial de Faro), prestaram socorro imediato. Relata a SIC Notícias que os migrantes se encontravam em estado debilitado, com sinais claros de desidratação e hipotermia. .

    Segundo o major Ilídio Barreiros declarou à RTP os migrantes são presumivelmente todos cidadãos marroquinos que partiram do Norte de África em busca de um destino na Europa.

    Após o atendimento médico, o grupo foi apresentado ao juiz de turno no Tribunal de Silves, onde foram identificados e detidos por imigração ilegal por via marítima.

    A Câmara Municipal de Vila do Bispo disponibilizou um pavilhão desportivo como Centro de Instalação Temporária para acolher os migrantes enquanto decorre o processo judicial. De acordo com a legislação, possuem duas opções: abandonar voluntariamente Portugal num prazo de até 20 dias ou enfrentar um processo de afastamento coercivo que pode demorar até 60 dias..

    Relata o Expresso que o Governo elogiou a rapidez e eficácia da resposta das autoridades, enfatizando o equilíbrio entre segurança nas fronteiras e respeito pela dignidade humana.

    Resumo das chegadas de migrantes à costa do Algarve (2023–2025)

    • Em 8 de agosto de 2025, uma embarcação de madeira transportando 38 pessoas — entre elas sete menores — chegou à Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo. Vários encontravam-se em estado de desidratação e hipotermia; dez foram hospitalizados Portugal Resident+13Arab News+13Expresso+13.
    • Historicamente, os anos de 2019 e 2020 concentraram o maior número de desembarques nesta região, contabilizando 97 migrantes desembarcados em seis embarcações SIC Notícias+2Portugal Pulse+2.
    • No geral, nos últimos seis anos, pelo menos 140 migrantes chegaram à costa algarvia, conforme levantamento da Lusa Google Drive+6SIC Notícias+6Rádio Renascença+6.
    • Embora dados detalhados para 2023 e 2024 não tenham sido encontrados neste momento, o evento recente de agosto de 2025 demonstra que a rota atlântica direta para o Algarve continua ativa, ainda que com fluxos relativamente restritos Arab NewsTerra Daily.

    Conclusão

    Nos últimos dois anos, embora não exista um registo anual completo, o principal acontecimento foi o desembarque em agosto de 2025 com 38 pessoas. Esse número é significativo dentro do total acumulado e evidencia que os desembarques continuam a ocorrer, ainda que de forma esporádica.

    Se quiser, posso procurar mais dados específicos de 2023 e 2024 ou aprofundar o perfil das operações de salvamento e resposta das autoridades costeiras

    ./Com Redação Digital
  • Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    Atravessar o Guadiana seguro por uma arame

    A travessia está prevista para o próximo dia 11 de Maio e, na divulgação do evento a organização, refere que o percurso tem 720 metros, que atravessa o rio Guadiana, pode alcançar uma velocidade de 70 a 80 quilómetros por hora.

    Dos 25 euros que custa o bilhete de participação, cinco revertem a favor da Associação de Alerta de Incêndios Florestais e dos bombeiros voluntários.

    Trata-se de uma ideia lançada pela britânica Jan Felton, administradora de dois grupos na rede social Facebook: Women of Loulé, mulheres de Loulé, e Algarve Womens Network , Rede de Mulheres do Algarve.

    A Associação de Alerta de Incêndios Florestais dedica-se a dar informação sobre a atividade dos bombeiros e a fazer publicações sobre o desenvolvimento de incêndios, de forma a “ajudar a comunidade e os serviços”.

    Foto: Limite Zero
  • Movimento Cívico nas Cabanas de Tavira responde à autarquia

    Movimento Cívico nas Cabanas de Tavira responde à autarquia

    Consideram, face à –falta de resposta às variadas exposições e pedidos de reunião solicitados por este movimento de cidadãos, em luta por um acesso pedonal–, ser o tempo do esclarecimento público, que lhes é devido.

    Quanto às afirmações de que o Movimento Cívico Por uma ponte pedonal para a ilha de Cabanas «tenha efetuado acusações sem qualquer fundamento» refutam e procuram, exercer o devido o direito de resposta, em outros meios.

    Elencam uma série de exposições, 6 de Abril de 2021 quando solicitaram uma reunião para a qual não obtiveram qualquer resposta, 20 de Dezembro 2021 com nova exposição, «desta vez a comentar o pedido de parecer que a Autarquia enviou com duas opções de travessia pedonal, voltamos a solicitar uma reunião e novamente sem resposta».

    Houve uma nova exposição enviada a 12 de Maio de 2022, para diversas entidades, incluindo a autarquia e, perante as questões pertinentes colocadas, a resposta «foi invariavelmente o silêncio».

    No passado 20 de Agosto, relatam –várias centenas de pessoas, a maioria munícipes de Tavira e muitos turistas, que desde há décadas escolhem Cabanas para desfrutar das suas férias, uniram-se num «Cordão Humano» de apelo, por uma ponte pedonal para a praia a nascente de Cabanas–.

    A iniciativa é considerada «Uma manifestação muito salutar em democracia, para a qual a Senhora Presidente foi previamente convidada, ou no caso de não ter disponibilidade, fazer-se representar, pois entendemos que quem governa deve estar sempre disponível para ouvir quem os sufragou».

    E lamentam que «Mais uma vez, os cidadãos que há cerca de três anos se uniram pelo apelo a uma infraestrutura pública ecológica, segura, inclusiva, para uma praia pública, visitada anualmente por centenas de milhares de pessoas, tenham sido ignorados!».

    Dizem lamentar a ausência da presidente, considerando que «teria tido oportunidade de conhecer o sentimento que une milhares de pessoas, que assinaram a petição»-.

    Dizem não compreende que, passado quase um mês desse evento, que teve a cobertura mediática televisiva e de variados jornais, continuam «sem as respostas que se impõem às variadas questões que temos colocado e sem qualquer comentário ao apelo que os seus munícipes manifestaram de forma tão clara».

    Afirmam falar para que «a Senhora Presidente, entenda que, continuaremos a escrever, a publicar artigos na imprensa e voltaremos a realizar manifestações populares, no exercício de direitos democráticos. Enquanto Movimento de Cidadãos reiteramos a disponibilidade para o diálogo com a nossa Autarquia e a determinação de continuar a luta até à concretização do justo desejo da esmagadora maioria da população de Cabanas e dos seus visitantes. Um dia terá de nos ouvir e terá de responder aos seus munícipes e aos milhares de portugueses que assinaram a petição»-.

    Consideram inaceitável o «descartar de responsabilidade por parte da Câmara Municipal pela atribuição da exclusividade da travessia marítima, atribuindo-a à Docapesca e ao Tribunal. É inconcebível, para além de ilegal, que a Autarquia se recuse intervir em todo esse processo, aguardando passivamente que lhe sejam entregues os contratos já concluídos e assinados.»

    E ara melhor se perceber a estranheza desse posicionamento, apresentam o excerto de resposta a uma exposição que enviaram ao Ministério Público, sobre o caso em apreço.

    Apos varia argumentação de natureza jurídica que aparenta nao inviabilizar as pretensões dos responsáveis pelo movimento cívico, estes dizem registar com regozijo que a presidente « finalmente se assuma como defensora da travessia pedonal».

    E ficam a aguardar uma atitude politicamente responsável por parte da presidente CMT, com a recomendação de que «Agarre o dossiê relativo ao contrato da pretensa travessia marítima, para que o possa avaliar e ajustar às reais necessidades dos munícipes ou, preferencialmente anulá-lo em definitivo, por forma a apresentar uma solução integrada que inclua a acessibilidade pedonal.»

    Na opinião do Movimento Cívico Por uma ponte pedonal para a ilha de Cabanas , numa Zona Lagunar de Uso Restrito, -«não tem cabimento nenhuma travessia marítima massiva. Estamos convictos de que um necessário e desejável estudo de impacto ambiental o comprovará-».

    E reiteram que não é o querer de um grupo de pessoas, é o querer de centenas de cidadãos que no passado dia 20 de Agosto, encheram o passadiço da Marginal e gritaram bem alto aquilo por que lutam.

    A reivindicação da população de Cabanas é a que melhor serve os seus interesses, ignorá-lo será um pesado erro político.

    «Senhora Presidente, assuma para a Autarquia a responsabilidade da acessibilidade pública para a ilha de Cabanas, em conformidade com a Transferência de Competências recentemente concretizada por força do artigo 14º do Decreto-Lei nº 72/2019, de 28 de Maio e do Memorandum assinado em 29 de Maio de 2023, entre a Câmara Municipal de Tavira, representada pela sua Presidente, e a Doca Pesca – Portos e Lotas, SA».

    E, já que se afirma favorável à travessia pedonal, não se fique pelas palavras, faça acontecer.

  • Praia de Cacela-Velha e riscos

    Praia de Cacela-Velha e riscos

    Em 2011 foi realizado um rasgão no cordão dunar, a nascente de Cacela Velha, cujas correntes e ação marítima procuraram repor o ciclo das marés e evitar a acumulação excessiva de areias, intervenção planeada pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e financiada pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

    A nova barra de Cacela visou resolver o problema da fraca ação das marés que se vinha sentindo naquele troço final da Ria Formosa (delta), o que estava a afetar os viveiros da zona, conforme foi alertado pela Cooperativa Formosa, mas existem sinais de que a Natureza tinha outros planos.

    Foto: Agostinho Gomes