FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: tradições

  • Ruas coloridas atapetadas com aparas de cortiça

    Ruas coloridas atapetadas com aparas de cortiça

    A Arte Efémera na “Capital da Cortiça”: O Tapete Colorido de San Vicente de Alcántara

    Por ocasião da festividade do Corpus Christi (Corpo de Deus), que neste fim de semana, a 7 de junho de 2026, na transição da primavera para o verão, em San Vicente de Alcántara as ruas desaparecem sob um vibrante e extenso tapete colorido.

    Trata-se de uma localidade espanhola, na província de Badajoz, relaciona com o Guadiana existe nas suas margens sul.

    Algumas aldeias e zonas rurais pertencentes ao município (as chamadas pedanías), como Alcorneo, Aceña de la Borrega e Jola, ficam do lado de lá da linha de cumeada e drenam efetivamente para a bacia da Confederação Hidrográfica do Guadiana.

    Badajoz, Espanha, fronteira com Portugal, Tejo e Guadiana

    Trata-se, portanto, de um território de fronteira não apenas entre dois países, mas também entre as águas das duas maiores bacias hidrográficas do sul da Península Ibérica, uma vez que a maior relação da localidade é com o rio Tejo.

    Voltou a transformar-se essa localidade espanhola, a escassos quilómetro da fronteira portuguesa, voltou a transformar-se num deslumbrante museu efémero ao ar livre.

    Como investigador, mergulhei nos detalhes deste costume e trago-lhe todos os pormenores desta tradição comunitária, bem como uma curiosa clarificação geográfica sobre os rios da região.

    São 45 Anos os de Tradição: Das Flores à Cortiça

    Esta celebração conta com 45 anos de história. Tudo começou, diz-nos o nosso agente jornalístico F. Pesquiza, de forma modesta em 1981, quando os vizinhos da rua Cervantes decidiram criar um pequeno tapete feito de flores.

    Com o passar dos anos, e com o trajeto a crescer, as flores tornaram-se inviáveis para cobrir grandes extensões de terreno. A solução foi olhar para a identidade da própria terra, passando a utilizar serradura tingida, sal e, de forma muito especial, aparas de cortiça.

    A execução é um autêntico contra-relógio de dedicação e bairrismo. Hoje em dia, o percurso estende-se por mais de um quilómetro, abrangendo sete ruas e três praças.

    A Madrugada: Por volta das 5h30 da manhã de domingo, centenas de sanvicenteños saem à rua para começar a preencher os desenhos previamente traçados a giz no chão.

    Os Materiais: São aplicados mais de 5.300 quilos de cortiça, serradura e sal de variadíssimas cores.

    A Arte Efémera: Todo este esforço tem uma duração de apenas algumas horas. Ao meio-dia, com a passagem da procissão religiosa sobre os tapetes, a obra é desfeita.

    A singularidade e a beleza deste evento já lhe valeram a classificação de Fiesta de Interés Turístico de Extremadura, estando atualmente a lutar pela elevação a Interesse Nacional.

    O Peso da Cortiça na Identidade Local

    A utilização de aparas de cortiça na festividade não é um mero recurso estético — é a alma da vila. San Vicente de Alcántara ostenta o orgulhoso título de “Capital Mundial do Corcho”.

    A localidade concentra dezenas de fábricas que, em determinados períodos, chegaram a ser responsáveis por grande parte da produção de rolhas e derivados em Espanha. O município possui inclusivamente o Museo de Identidad del Corcho, que atesta a profunda ligação socioeconómica da população aos montados de sobro da região.

    A rede fluvial principal que atravessa a vila é dominada pelo rio Sever (que nasce na nossa Serra de São Mamede e delimita a fronteira natural com Portugal até desaguar no Tejo) e pelos seus afluentes diretos, como o rio Alburrel e a Ribeira de Avid.

    Fotos de Carmen Azáustre Clemente (Ayamonte

  • Podcast “E Antes, Como Era?” resgata memórias do Baixo Guadiana

    Podcast “E Antes, Como Era?” resgata memórias do Baixo Guadiana

    A Associação Odiana lançou hoje, 6 de outubro, o podcast E Antes, Como Era?, uma iniciativa que dá voz aos idosos do interior algarvio e preserva as suas histórias de vida. O primeiro episódio — A água vinda do poço — conta com o testemunho de Dona Custódia, 94 anos, que relembra os tempos em que a água era transportada em cântaros e cada gota tinha valor.

    Este projeto integra o programa Vilas em Movimento BG 2.0, que combate o isolamento social e geográfico da população sénior, promovendo o envelhecimento ativo e a valorização da identidade local. A cada dois meses, um novo episódio será disponibilizado nas plataformas digitais da Odiana, com histórias recolhidas nos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    Segundo a equipa da Odiana, o objetivo é transformar o passado num elo de ligação entre gerações, reforçando o sentimento de pertença e cuidando do património imaterial da região.

    O projeto conta com o apoio da Fundação Galp, no âmbito do Programa de Parcerias para o Impacto do Portugal Inovação Social, financiado pelos fundos comunitários do Algarve 2030.

    Se quiseres, posso adaptar esta notícia para publicação em blog, boletim comunitário ou redes sociais. Desejas que o formate para algum desses canais?

  • Festas no Algarve ganham caráter mais local

    Festas no Algarve ganham caráter mais local

    Este fim de semana, o Algarve está em plena celebração das suas raízes, com várias festas tradicionais que evocam a cultura popular, a música, a gastronomia e a religiosidade da região. Eis um breve apontamento sobre algumas das iniciativas previstas:

    Festas em Honra de Nossa Senhora da Encarnação

    Durante quatro dias, a cidade celebra a sua padroeira com uma mistura vibrante de tradição, fé e animação popular:

    • 4 de setembro
      • 21h30 – Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha na Praça Marquês de Pombal
    • 5 de setembro
      • 22h00 – Concerto da banda Cookie Monsters
    • 6 de setembro
      • 22h00 – Espetáculo com José Cid, ícone da música portuguesa
      • 00h00 – DJ Matt anima a noite
    • 7 de setembro
      • 10h00 – Jogos tradicionais como o pau de sebo
      • 12h00 – Corrida de barcos no Guadiana
      • 17h00 – Missa solene
      • 18h00 – Procissão fluvial em honra de Nossa Senhora da Encarnação
      • 22h00 – Concerto XP Covers com tributo aos Xutos & Pontapés
      • 00h00 – Espetáculo de fogo de artifício na Avenida da República

    Organizada pela Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação com apoio da Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Associação de Pescadores Santo António de Arenilha, esta festa é um verdadeiro encontro entre o sagrado e o popular.

    Festas Tradicionais no Algarve — Setembro 2025

    • Festas do Pescador – Albufeira
      De 5 a 7 de setembro, estas festas homenageiam a comunidade piscatória com concertos, tasquinhas, artesanato e folclore.
    • Festival F – Faro
      De 4 a 7 de setembro, este festival junta música portuguesa, arte urbana e gastronomia num ambiente vibrante no centro histórico de Faro.
    • Feira da Dieta Mediterrânica – Tavira
      De 4 a 7 de setembro, celebra-se o património alimentar mediterrânico com produtos locais, showcookings, música e atividades culturais.
    • Festa da Praia Maravilha – Aljezur
      Nos dias 12 e 13 de setembro, esta festa junta música ao vivo e atividades lúdicas junto à costa.
    • Festival Recantos de Música – Lagos
      De 15 de setembro a 5 de outubro, promove-se a música tradicional portuguesa em locais emblemáticos da cidade.

    Estas festas não só animam as localidades, como também reforçam o sentimento de identidade e pertença entre os residentes e visitantes.

  • Banho Santo em Manta Rota

    Banho Santo em Manta Rota

    Consubstancia um prática cultural rica e profundamente enraizada na comunidade local. Este evento anual, que acontece no final de agosto, dia 29, é mais do que um simples mergulho nas refrescantes águas do Algarve; é um ato de purificação e uma celebração da história e da identidade regional.

    Originária dos tempos em que os habitantes da serra algarvia desciam até ao litoral em busca de cura e purificação nas águas salgadas do oceano, esta tradição sobreviveu ao teste do tempo e transformou-se num evento festivo que atrai visitantes de todas as partes.

    A recriação histórica do Banho Santo é realizada pela associação “A Manta”, que se esforça para manter viva a memória deste ritual singular.

    O Banho Santo coincide com as festividades de São João da Degola, uma figura histórica cujo martírio é comemorado com respeito e reverência.

    A praia enche-se de vida com música, dança e, claro, o banho coletivo, que agora é acompanhado de um ambiente festivo e inclusivo. Após o banho, os participantes e espectadores juntam-se para um piquenique comunitário, partilhando petiscos e convívio.

    Este evento não é apenas uma oportunidade para celebrar a cultura local, mas também para refletir sobre a importância das tradições na preservação da identidade de uma comunidade.

    O Banho Santo de Vila Nova de Cacela é um testemunho vivo da riqueza cultural do Algarve e um convite aberto a todos aqueles que desejam experienciar a hospitalidade e o espírito comunitário desta região encantadora.

    Com ArenilhaTV e Copilot
  • Porquê brindar com espumante no Réveillon?

    Porquê brindar com espumante no Réveillon?

    A prática de brindar com espumante remonta aos tempos antigos, quando a bebida era associada à realeza e à opulência. Amplamente utilizada em grandes celebrações, a prática ganhou notoriedade ao longo dos séculos e tornou-se uma presença marcante nas festividades de fim de ano, sendo vista como uma forma de celebrar e atrair coisas positivas para o novo ano.

    Naquela época, possuir uma garrafa de espumante era considerado um sinal de grande riqueza e poder. Era como se representasse a abundância e a prosperidade nas festividades. Embora tenha tido origem na Europa, a tradição rapidamente se disseminou por outros continentes e países.

    Este gesto, na sua simbologia, evoca celebração, alegria e a esperança de um novo ano repleto de realizações, enquanto aguarda novos caminhos que podem apresentar-se.

    A escolha do espumante como símbolo de celebração, além da história, também se baseia no seu sabor e apresentação. A bebida em si confere um toque de sofisticação e festividade à ocasião.

    Há opções para todos os gostos, como Moscatel e Brut. No universo dos brindes de Réveillon, o espumante, especialmente o Moscatel, destaca-se como uma escolha refinada e versátil para celebrar a virada do ano. O Moscatel, reconhecido por sua doçura e aroma floral distintivos, adiciona uma dimensão única à experiência de brindar, cativando paladares diversos.

    O ato de brindar com espumante é considerado uma superstição positiva. Muitas pessoas que valorizam as tradições de

    Ano Novo acreditam que brindar com uma bebida espumante traz boa sorte e prosperidade para o ano que se inicia. Ao erguer a taça, parece que estamos invocando boas energias e atraindo coisas positivas para o próximo ano.

    Além do sabor e da cor, a presença das bolhas confere um apelo festivo ao espumante. Pela simbologia e significado que esta tradição carrega, as bolhas do espumante e o ato de abrir a garrafa trazem consigo um apelo festivo que outras bebidas não têm.

    Brindar em conjunto e o tilintar das taças são algumas das imagens mais comuns quando se trata de festas de Ano Novo, reforçando ainda mais a importância e o significado de uma tradição como esta.

  • Comércio e autarquia preparam a Feira da Praia

    Comércio e autarquia preparam a Feira da Praia

    A câmara municipal operou alterações no recinto da feira, para a distribuir pela Avenida da República, a zona ribeirinha do rio Guadiana, a muralha e a Praça Marquês de Pombal.

    O dia maior da feira e o mais aguardado pelos comerciantes locais é o 12 de Outubro, feriado em Espanha, em que é normal uma massiva presença dos vizinhos espanhóis, embora não sejam apenas eles os únicos animadores e visitantes .

    Diversões, utilidades, utensílios e roupas em exposição, passando por múltiplos produtos alimentares e tasquinhas, presentes na Praça Marquês de Pombal são a matriz deste certame. A feira verá acrescentado um programa de animação, com vários concertos e espetáculos, de entrada livre, a decorrer entre os dias 12 e 15 de outubro, às 21:30, no palco instalado na zona ribeirinha da cidade, a norte do novo posto da PSP.

    A Feira da Praia, teve origem nos areais de Monte Gordo, em 1765 e foi transferida em 1774, data do início da construção da nova Vila Real de Santo António, quando ganhou a função de alargamento social e económico e o objetivo de promoção das pescarias.

    Nos dias 9, 10, 11 e 15, a feira decorre das 10h00 à 01h00 e nos dias 12, 13 e 14, das 10h00 às 02h00.

  • Banhos de S. João da Degola na Praia da Manta Rota

    Banhos de S. João da Degola na Praia da Manta Rota

    Na minha infância, nos anos (50/60) vivia junto a uma estrada, que ligava as Zonas Serranas a Vila Nova de Cacela e à Praia. Lembro-me muito bem, durante um ou dois dias antes, ouvir o zurrar dos burros dos (Serrenhos) que desciam da Serra ao Mar, para tomarem os seus banhos Sagrados. Instalavam-se com os seus animais numas Dunas com Pinheiros que havia a norte, onde hoje é o Parque de Campismo.

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    Na praia observando as águas

    Os Banhos eram tomados, os homens de ceroulas e as mulheres de combinações de dormir,. Claro que quando se molhavam, tudo transparecia. E estes ainda, para se lavarem, levavam bocados de sabão azul, espuma! Já era…

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    O burro também ia a banhos

    Lembro-me também que quase todos os anos morriam muitos Serrenhos, quando havia alguma ondulação. Eram enrolados e arrastados pelas ondas,. As causas das mortes era mais por engolirem muita água salgada, tudo isto em pouca altura de água.

    Hoje em dia e desde há alguns anos, os filhos da minha Tterra tentam reconstituir o passado, para não se perder a história de um Povo.

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    Não falta o farnel
  • Banho Santo regressa à Manta Rota

    Banho Santo regressa à Manta Rota

    A Manta procura recuperar antigas tradições e este era o dia em que as pessoas que viviam na serra algarvia vinham até à praia, acompanhadas dos seus animais, para tomar um banho de mar, que se acreditava ser capaz de curar todas as maleitas.

    Após o banho havia tempo para um pic-nic, cantar e dançar ao som do acordeão.

    A associação está a convidar para, todos os interessados, em participar na celebração da efeméride, a comparecerem devidamente trajados, no início da zona pedonal da Manta Rota, junto à papelaria Marta, no dia 29 de agosto, pelas 10:00 horas, a fim de integrar o cortejo e o Banho Santo, com paragem no Largo S. João da Degola.

  • Procissão no Rio Guadiana

    Procissão no Rio Guadiana

    A Virgem del Carmen é a Padroeira de Canela, povoação da margem direita do rio Guadiana, a sul da cidade de Ayamonte, fronteiriça a Vila Real de Santo António. Teve, no passado domingo, no passeio pelas ruas do bairro, a companhia da prefeita da cidade, Natalia Santos, e dos membros da sua equipe de governo local.

    É um domingo sempre muito aguardado por todos os habitantes que a veneram, numa edição que se celebra de novo após dois anos de pandemia que impediram a celebração desta tradicional festa popular e religiosa.‎

    A procissão, que partiu às cinco da tarde a partir do Eremitério de Canela, conduziu a Virgem a viajar, acompanhada por inúmeros fiéis, pelas ruas de um bairro que aguardava esse momento com especial entusiasmo.

    Como de costume, o destaque do percurso é a entrada da Virgem, aos ombros de seus portadores, nas águas do rio acompanhados pelos sons dos bateristas.‎ A procissão foi seguida pelo tradicional leilão da vara e das flores, nos portões do eremitério.‎

    Foto de José Luís Rua Náscer
  • Lançado em Estremoz Catálogo de Alexandre Correia

    Lançado em Estremoz Catálogo de Alexandre Correia

    Quando tinha 4 anos, Alexandre Correia considera ter-se dado um milagre o Santo ter aparecido ao avô e salvando-o da morte. Um homem agnóstico tornou-se, assim, um profundo e convicto devoto de Santo António.

    Desde então Alexandre Correia andou de mão dada com o avô e com o Santo e, assim, tornou-se também ele um devoto de Santo António.

    Com a morte do seu avô herdou a imagem de Santo António que ele tinha na mesa de cabeceira. Imagem essa que consta do catálogo, assim como umas largas centenas que foi acumulando e que agora os fotografou e compilou nesta obra que pretende divulgar e partilhar como a história de amor e o milagre de Santo António que salvou o avô da morte.

    A entrada é gratuita e aberta ao publico, numa iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e da Associação de Coleções.

  • Silve assinala «Noite Europeia dos Museus»

    Silve assinala «Noite Europeia dos Museus»

    Neste vídeo é homenageada a arte da latoaria e o último latoeiro do concelho de Silves, António da Silva Nascimento, conhecido por António Raul, numa viagem que levará os participantes à sua última oficina para apreciar o processo de fabrico de uma peça em latão.

    A Noite Europeia dos Museus é uma iniciativa criada em 2005 que pretende, com a organização de múltiplas atividades, desafiar os visitantes a usufruírem de uma experiência cultural diferente, em período noturno.

    Foi atendendo à crise sanitária atual, que o Município de Silves assinalou esta efeméride com o lançamento do vídeo do video nas suas rede sociais.