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Etiqueta: trabalhadores

  • Greve na Algar

    Os trabalhadores estão em greve para forçar a administração da empresa a satisfazer as suas principais reivindicações.

    Os trabalhadores consideram ridículo o aumento de salário proposto, no valor de 2%, e a recusa do aumento do subsídio de refeição, nem a resposta a outras matérias do Caderno Reivindicativo 2025.

    Neste caderno é proposta a criação do subsídio de insalubridade, penosidade e risco; aumento dos valores do trabalho suplementar; negociação da tabela salarial e das carreiras, entre outras matérias.

    A greve começou paralizou os serviços da Triagem de Faro, Portimão, UTM de Portimão e a CVO de São Brás do Alportel.

    Os trabalhadores concentraram-se na Estação de Tratamento de São João da Venda (Faro) e no Aterro Sanitário do Barlavento. As fortes chuva não desmobilizaram as concentrações. Em São João da Venda a chuva era tal que forçou os trabalhadores a abrigarem-se sob o telheiro do serviço da entrada da Estação.

    Esteve presente o Grupo Laboral do BE/Algarve, a coordenadora da USAL, Catarina Marques e o dirigente do Site-Sul, António Hilário.

  • Santa Casa vende hospitais e reduz trabalhadores

    O Plano de reestruturação destinado a reduzir os custos operacionais da Santa Casa da Misericórdia em 15%, será executado com a venda de património, a redução das rendas pagas, cortes no pessoal e introdução de novos jogos.

    Este plano destina-se a enfrentar a queda nas receitas e o aumento dos custos, tendo sido aprovado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

    As medidas vão ser aplicadas até 2027, com o objetivo de reverter a crise da instituição.

  • Estacionamento para trabalhadores em Monte Gordo

    Estacionamento para trabalhadores em Monte Gordo

    Terão acesso os trabalhadores do comércio, hotelaria e serviços, por um preço 30 euros, que a autarquia considera acessível, num título único, válido para quele local no período de 15 de junho a 15 de setembro de 2024.

    Para beneficiar da medida, os trabalhadores elegíveis devem dirigir-se ao Parque dos Pinheiros, em Monte Gordo, a partir do dia 1 de junho, em dias úteis, entre as 9:00 e as 13:00 horas e ente as 15:00 e as 17h00.

    Devem fazer-se acompanhar por documento de identificação; carta de condução; contrato de trabalho ou recibo de vencimento; e comprovativo de domicílio fiscal, preferencialmente declaração do site das finanças. O pagamento será efetuado no ato da requisição do cartão.

    O acesso ao parque será efetuado através de um cartão intransmissível, em virtude da associação à matrícula do veículo.

    foto: Google Earth
  • Esteve em greve o «Mundo do Café» no Forum Algarve

    Esteve em greve o «Mundo do Café» no Forum Algarve

    O protesto dos trabalhadores é contra o assédio e repressão que se «têm acentuado nas últimas semanas e para exigir respeito pelos seus direitos laborais e contratuais».

    O estabelecimento apenas abriu às 14 horas, com a entrada ao serviço da funcionária da tarde e os restantes trabalhadores aderiram à greve, fazendo com que estivesse encerrado entre as 08:00 e as 14:00 horas.

    Oa trabalhadores apontam ainsda o fato de «nas últimas semanas os trabalhadores têm sido pressionados a assinar acordos para a resolução dos seus contratos de trabalho e outros já receberam cartas registadas da administração a comunicar a intenção de não renovação do contrato de trabalho ao mesmo tempo que a empresa está a fazer entrevistas e a contratar novos trabalhadores».

    O sindicato já fez um pedido de intervenção à ACT para que esta autoridade reponha a legalidade, nomeadamente adopte os procedimentos necessários para garantir o vínculo sem termo aos trabalhadores que receberam a comunicação de não renovação do contrato, e aplique as devidas sanções.

    Exigim melhores salários e condições de trabalho que lhes permita ter uma vida digna, bem como o pagamento de subsídios em atraso.

    O sindicato vai também enviar um caderno reivindicativo e solicitar uma reunião à administração para negociar um acordo que responda às reivindicações e necessidades dos trabalhadores que precisam de um aumento salarial para facer face ao brutal aumento do custo de vida que se continua a verificar.

    Os trabalhadores receberam as apoio do Sindicato da Hotelaria do Algarve que expressou «a sua total solidariedade com esta luta mais que justa e apela à sua continuação até que os objectivos sejam alcançados.

  • PCP solidário com trabalhadores das «Águas do Algarve»

    PCP solidário com trabalhadores das «Águas do Algarve»

    Aumento dos salários, negociação do Acordo Coletivo de Trabalho e a resolução de problemas internos estiveram na origem da ação de luta que mobilizou largas dezenas de trabalhadores em todo o Algarve.

    O PCP afirma que estas lutas «não podem deixar de ser acompanhadas pelo PCP face ao inaceitável congelamento salarial que tem vindo a ser imposto há vários anos pelas Águas do Algarve e que contrasta com os 415 milhões de euros de lucros alcançados pelo grupo Águas de Portugal (entre 2018 e 2021) a que esta empresa pertence».

    A empresa Águas do Algarve é responsável pelo abastecimento de água a toda a região algarvia, um bem fundamental para a vida das populações, e que depende do trabalho destes profissionais que não vêm os seus direitos e o seu papel reconhecidos, diz também este partido.

    O PCP sublinha que a luta pelo aumento dos salários, pela valorização das carreiras e das profissões, é tão mais necessária «quanto se tem vindo a assistir ao agravamento do custo de vida, com a subida generalizada dos preços – energia, alimentação, habitação, etc. -, «corroendo os já baixos salários que são praticados em Portugal e empurrando os trabalhadores para situações de privação e pobreza».

    A delegação do PCP que esteve presente nesta ação de luta contou com as presenças de Vasco Cardoso e Celso Costa, membros do Comité Central do PCP.

    Por as Águas do Algarve serem uma empresa pública o PCP diz não poder deixar de responsabilizar diretamente o Governo PS pela degradação das condições de vida destes trabalhadores e que, ao impedir a valorização dos salários para combater o aumento do custo de vida, «junta-se a PSD, CDS, Chega e IL nas suas opções de favorecimento dos interesses dos grupos económicos e financeiros que apostam no agravamento da exploração e no aumento dos preços».

  • A situação nos lares de idosos de Portugal

    Duarte Caldeira, em artigo publicado em AbrilAbril.pt analisa a situação nos lares de idosos onde salienta que a Covid-19 «veio expor as incapacidades da maioria dos lares e do modelo de cuidados a pessoas idosas, existente em Portugal».

    Começando por dizer que não existem ainda estatísticas rigorosas, cruzando as notícias divulgadas nos últimos dez meses com os dados oficiais chegou à conclusão que «é necessário refletir a problemática dos direitos dos mais velhos, nomeadamente quando institucionalizados em equipamentos coletivos onde, para além de expostos a vários riscos, são vilipendiados na sua dignidade e na salvaguarda da sua segurança», notado que nos lares de idosos não se evitaram cadeias de transmissão do vírus, «tardou a adoção de medidas de precaução, revelou-se uma deficiente formação de pessoal técnico e auxiliar para lidar com a situação, revelaram-se anomalias no ponto de vista da organização, da higiene, da alimentação e da disponibilização de adequados equipamentos de proteção individual, entre outras gravosas falhas. De tudo isto resulta o número verdadeiramente dramático de óbitos ocorridos nestas instituições».

    O ator alonga-se depois sobre a forma como foram inspecionados os lares e diz que é tempo do Estado exercer a legítima defesa defesa dos cidadãos institucionalizados em equipamentos sociais, e garanta, através de inspeções tecnicamente rigorosas, o cumprimento das normas em vigor para defesa da segurança e bem-estar dos ali residentes, bem como respeitar os direitos dos trabalhadores que exercem a sua atividade nestas instituições, «deixando de nelas se praticar a política de baixos salários, respeitando os seus direitos e garantindo a sua qualificação, através de planos de formação permanente».