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Etiqueta: subaquática

  • Arqueologia subaquática no Arade

    Arqueologia subaquática no Arade

    O projeto Water World integra a Campanha Arqueológica Subaquática e o sítio «Arade 23» situa-se no estuário do Arade, junto à foz e frente à Praia Grande, na freguesia de Ferragudo, Lagoa. A sessão de apresentação terá debate no final.

    O financiamento é do Programa Cultura do Mecanismo Financeiro EEA Grants, operacionalizado em Portugal pelo Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). O projeto Water World desenvolve trabalhos de arqueologia, conservação e divulgação do Património Arqueológico Náutico e Subaquático nacional, visando a capacitação do CNANS através do desenvolvimento de metodologias de registo úteis para a monitorização e disseminação do património cultural subaquático, tendo como base experiências acumuladas.

    Este projeto está orçado em 995 mil euros provenientes do EEA Grants, tem a duração de quatro anos e conta com a participação do Museu Marítimo da Noruega (ou Norsk Maritimt Museum), entidade parceira do Estado Doador (Noruega).

    No Arade 23, os técnicos do CNANS e do museu norueguês estão a aplicar, desde 14 de março, a fotogrametria subaquática georreferenciada, metodologia que permite obter um registo rigoroso da jazida arqueológica correspondente a um naufrágio datável do século XIX.

  • NEMA organiza expedição fotográfica submarina ao “verme de fogo”

    NEMA organiza expedição fotográfica submarina ao “verme de fogo”

    O projeto de ciência cidadã NEMA pretende monitorizar a presença de espécies marinhas de outras regiões do globo no Algarve. O NEMA tem aumentado o conhecimento científico deste tipo de espécies denominadas não-indígenas, contando com a ajuda de algarvios e turistas que visitam a região.

    Na edição deste ano, os cinco FotoBlitzs subaquáticos, que não são concurso de fotografia, mas sim fotografias para documentar a biodiversidade de um dado local, durante um curto período de tempo.

    Nas últimas duas décadas, dia a NEMA, a quantidade de espécies não-indígenas tem vindo a aumentar no Algarve, sendo que algumas destas espécies são de origem subtropical e têm surgido nesta zona devido ao aquecimento das águas dos oceanos, num fenómeno conhecido como tropicalização.

    O verme de fogo “Hermodice carunculata“, tal como o seu nome comum indica, é um animal que «se for manuseado sem proteção ou cuidado provoca uma forte sensação de queimadura e dor localizada que duram vários dias». Esta reação inflamatória acontece porque o verme de fogo tem uma série de sedas (pêlos brancos) ao longo do corpo que injetam na pele uma toxina que provoca dor, sensação de queimadura, e inchaço.

    O seu manuseamento é extremamente desaconselhado e torna-se por isso necessário alertar a população para a sua presença uma vez que ainda é pouco conhecido em Portugal continental. Com a realização desta iniciativa, o NEMA procura alertar a população para o perigo de contacto direto com esta espécie pouco conhecida, que irá decorrer em paralelo com uma campanha de sensibilização nas redes sociais.

    Para mais informações sobre o verme de fogo, para efetuar o seu registo num FotoBlitz organizado pelo NEMA, ou pré-requisitos de mergulho, deve consultar o site do NEMA ou enviar email para: NEMAlgarve@gmail.com.

    Aos participantes aconselha-se ainda a leitura do guião do FotoBlitz, disponível no final da página da organização.

    Esta atividade insere-se também no projeto recentemente aprovado ATLAZUL (Poctep/Interreg 0755_ATLAZUL_6_E – Impulso da Aliança Litoral Atlântica para o Crescimento Azul), em que a Universidade do Algarve é um dos parceiros e coordenadores, e que tem como objetivo explorar as novas espécies da região para fins turísticos ou introdução na gastronomia.