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Etiqueta: Sociedade

  • Ciclista Português Parte de Lousada Rumo a Roma em Campanha Solidária a Favor da ANEM

    Ciclista Português Parte de Lousada Rumo a Roma em Campanha Solidária a Favor da ANEM

    O ciclista Joaquim Aires inicia a 12 de agosto, uma viagem de bicicleta de mais de 2.700 quilómetros, com o objetivo de chegar a Roma e angariar fundos para a Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM).

    A partida oficial terá lugar em frente à Câmara Municipal de Lousada, às 08:30 horas com a presença de representantes da autarquia, associações locais e da direção da ANEM.

    O percurso de 15 etapas levará Joaquim Aires até à Praça de São Pedro, no Vaticano, onde a chegada está prevista para o dia 29 de agosto.

    Esta não é a primeira aventura solidária do ciclista que, em 2023, percorreu de bicicleta o trajeto entre Lousada e Paris, arrecadando cerca de 9 mil euros para associações locais.

    A campanha solidária, intitulada “Projeto Roma a favor da ANEM“, visa sensibilizar e angariar donativos para apoiar a ANEM no seu trabalho de apoio a pessoas com esclerose múltipla.

    As doações podem ser feitas através da plataforma online em na plataforma de doação

    Durante a viagem, o departamento de comunicação da iniciativa manterá contacto diário com Joaquim Aires, disponibilizando à imprensa relatos, vídeos e fotografias da jornada.

    A equipa estará também disponível para agendar entrevistas com o ciclista via videoconferência, telefone ou outro formato, ao longo das 15 etapas.

    Esta iniciativa solidária de Joaquim Aires demonstra o seu compromisso com a causa da esclerose múltipla e a sua determinação em fazer a diferença na vida de quem mais precisa. A comunidade foi convidada a acompanhar e apoiar esta inspiradora jornada rumo a Roma.

  • Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    A Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou um alertou numa altura em que lança o documento Vamos Falar Sobre Autocuidado dos Cuidadores Informais e apela a melhores políticas públicas nesta área

    A publicação reconhece e valoriza o papel essencial de mais de 1,4 milhões de pessoas que prestam cuidados diretos, não remunerados, a familiares, amigos ou vizinhos em situação de dependência.

    «Cuidar de alguém pode ser profundamente gratificante, mas também emocional, física e socialmente exigente. Os Cuidadores informais têm risco 51% maior de depressão e até 38% maior de problemas de ansiedade. Mais de 86% dos cuidadores informais são mulheres, e 88,3% reportam já ter experienciado exaustão emocional». Lê-se no documento que aborda as consequências negativas que o cuidar pode ter, nomeadamente:

    O cansaço e fadiga, desconforto, lesões musculoesqueléticas como as contraturas, dores lombares e cervicais, fraturas ósseas e hérnias, entre outras, dificuldades em dormir e descansar, capacidade diminuída de autoavaliação do estado de saúde, sistema imunológico enfraquecido, maior risco de doenças crónicas e de mortalidade.

    Também maior vulnerabilidade e necessidade de apoio social e financeiro, oportunidades profissionais limitadas, isolamento social involuntário, menor participação em atividades comunitárias, aumento de despesas relacionadas com cuidados (e.g., medicação, consultas, tratamentos), diminuição da satisfação conjugal e agravamento de conflitos familiares.

    Há ainda a preocupação, medo, angústia, tristeza, culpa, irritabilidade e o fato de 88,3% dos cuidadores e cuidadoras informais terem referido já se ter sentido num estado de exaustão emocional.

    A publicação foca-se também em diferentes contextos de cuidado como para com crianças com cancro, marcado pelo medo e ansiedade, hiper vigilância e sentimentos de culpa; cuidar de uma criança com deficiência, com impacto na saúde mental dos pais/cuidadores, a dificuldade em aceitar a situação, eventual necessidade de se fazer o luto por uma criança que se imaginou e a preocupação com o futuro da criança.

    Também o cuidar de sobreviventes de AVC, exigindo conhecimento técnico e adaptação emocional a uma nova realidade ou de pessoas com demência, podendo sentir que cuidam de alguém que já não conhecem e que não os reconhece, sentindo exaustão devido às dificuldades de comunicação e frustração por não conseguir acalmar a pessoa.

    Perante este cenário, a OPP reforça o conceito de que o autocuidado não é egoísmo, é uma necessidade e, por isso mesmo cuidadores informais precisam de manter a sua própria saúde física e psicológica para conseguir prestar apoio continuado e de qualidade.

    O documento fornece sugestões práticas para autocuidado, designadamente atividades de lazer; entretenimento e cuidado pessoal; atividades de convívio, partilha e pertença; alimentação saudável, sono e exercício físico; participação em redes de apoio, ativismo e grupos de partilha; realizar exercícios de respiração num lugar tranquilo; ou escrever um diário (journaling), de forma livre, sobre o que pensa e sente.

    Nota a Associação que oito em cada dez cuidadores informais referem necessidade de apoio psicológico, mas apenas quatro em dez o procuraram. O documento explica como os psicólogos podem ajudar em cada fase do processo, desde a adaptação, à gestão emocional, até ao luto ou ao regresso à vida ativa após o término dos cuidados.

    Para quem conhece alguém em situação de cuidador informal, o apoio passa por ouvir, ajudar em tarefas concretas, conhecer a pessoa cuidada e reconhecer o valor do trabalho invisível que é cuidar.

    A Ordem dos Psicólogos lança ainda um Policy Brief, roteiro com propostas para os decisores políticos, que passam por estabelecer políticas laborais que garantam o direito à assistência da pessoa cuidada, estabelecer um período alargado de faltas justificadas, licenças de assistência sem quebra de remuneração no apoio urgente ou programado, por exemplo, um subsídio diário de assistência em situações de cuidados de curta ou média duração.

    A publicação pode ser consultada em ORDEM DOS PSICÓLOGOS e é acompanhada de recursos úteis, checklists de autocuidado e contactos de apoio, como a Linha de Apoio Psicológico do SNS24 (808 24 24 24) e a Linha Nacional de Apoio ao Cuidador (800 24 22 52).

  • CDU não concorda com «Carta Social do Município de Portimão»

    Na passada terça-feira, dia 3 de Dezembro de 2024, decorreu a 5.ª sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Portimão (AMP), em que foram discutidas e votadas a proposta da Carta Social do Município, instrumento de diagnóstico social, dado como pela autarquia local como fundamental para o apoio à decisão pública em áreas como a pobreza, e a criação do Conselho Municipal de Mobilidade.

    CA CDU votou contra porque entende que o documento está desatualizado, pois que «contém dados sobre a situação social do município, da região e do país apenas até 2021, muitas vezes apenas até 2020 ou mesmo 2019».

    Criticado também o documento por não apresentar soluções alternativas de combate à pobreza ou à precariedade dos contratos de trabalho, tendo sido a única força política a chamar a atenção para o facto de que a proposta «nem por um só momento aposta na promoção e valorização da contratação coletiva, tema que grande parte dos trabalhadores desconhece».

    A CDU lembra também que através daquele tipo de contratação, é possível «criar regras laborais que permitam fixar trabalhadores e ajustar condições de trabalho a um determinado setor e território», e também um «instrumento que pode ser muito importante no combate às desigualdades e ao desemprego».

    Quando ao seu voto sobre a criação do Conselho Municipal de Mobilidade, a CDUn votou contra por a «proposta de composição do Conselho integrar representantes dos patrões.

  • Corpo de de homem encontrado no areal de Altura

    Corpo de de homem encontrado no areal de Altura

    Na sequência de um alerta, dado através de um concessionário da praia, deslocaram-se para o local elementos do comando-local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, da equipa de Vigilância Motorizada, dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim e do INEM.

    O óbito foi declarado no local pela Delegada de Saúde, tendo o corpo sido transportado para o Instituto de Medicina Legal de Faro.

    com Arenilha TV