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Etiqueta: social

  • Maioria da opinião pública  legitima o apoio social

    Maioria da opinião pública legitima o apoio social

    Investigação mostra que opinião pública portuguesa legitima o apoio social

    Os portugueses tendem a aceitar e a defender os direitos sociais de populações que necessitam dos mínimos sociais, revelou uma investigação citada pela Lusa que teve como objetivo compreender a opinião pública sobre quem merece ajuda do Estado.

    A investigação sobre a «Perceção do Merecimento ao Apoio Social Não Contributivo» foi desenvolvida por uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC).

    «Nós queremos continuar a ajudar todos os grupos sociais que possam ser considerados desmerecedores ou que possam não ter contribuído para a Segurança Social. E queremos que essa ajuda seja plena e não punitiva» avançou à agência Lusa a investigadora Clara Santos.

    O conceito de merecimento social refere-se aos julgamentos formulados sobre quem deve ter acesso a prestações e apoios sociais, e que habitualmente se baseiam em critérios como necessidade, contribuição prévia para a sociedade, responsabilidade individual pela situação de vulnerabilidade ou perceção de proximidade social e moral dos beneficiários.

    Segundo Clara Santos, o Governo «tende a considerar como menos merecedores do apoio social aqueles grupos que acha que têm alguma responsabilidade por estarem como estão».

    Este estudo revelar que a opinião pública não está de acordo com o Governo e continua a acreditar num Estado de Direito e nos valores previstos na Constituição da República Portuguesa, frisou a investigadora, numa altura em que se debate a proposta que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única.

    De uma forma geral, os resultados do estudo mostram que a população tem tendência a valorizar critérios de reciprocidade, reconhecendo maior merecimento a quem contribuiu para a sociedade, no entanto, rejeita «perspetivas excessivamente punitivas ou excludentes».

    No que respeita a grupos sociais que incluem toxicodependentes, sem abrigo, migrantes irregulares ou mulheres em situação de prostituição, num Estado de Direito não se pode pensar que “não merecem tanto como outros”, frisou.
    «Cada um de nós pode cair numa situação de grande vulnerabilidade em que depende unicamente do sistema não contributivo», alertou Clara Santos, lembrando que quem paga impostos está a contribuir «para que o Estado represente a solidariedade».
    Acrescentou que é este “pacto social de coesão” que tem de existir e ser tido em conta no debate sobre a proposta de criação da prestação social única, que tem sido criticada por várias associações por poder aumentar o estigma e reforçar a exclusão de pessoas pobres e vulneráveis.

    «Esta proposta entra em todos os critérios do desmerecimento», afirmou, lamentando o “regime de suspeição” em que foi apresentada.

    A investigadora exemplificou com a criação do trabalho social, que tem como objetivo “que não haja prevaricação” e passa a ideia de que as pessoas “não trabalham porque não querem”.

    Ao comparar estes resultados com a falta de confiança dos cidadãos no Governo e nas instituições de proteção social, o estudo permite identificar a existência de «uma crise de legitimidade social do Estado que se concretiza em sentimentos de suspeição e insegurança que podem, se muito agravadas, criar fraturas sociais graves».

    A investigação decorreu no final de 2024 e usou o protocolo “Perceções de Merecimento no Acesso ao Apoio Social”, que envolveu dois mil portugueses.

    Este protocolo integra um questionário sociodemográfico e vários instrumentos de avaliação: a versão portuguesa da escala CARIN e as escalas de Orientações Básicas de Justiça Social, de Preocupação Social com Grupos Vulneráveis e de Merecimento no Acesso ao Apoio Social e aos Cuidados de Saúde de Pessoas com Comportamentos Aditivos e Dependências.

    A proposta do Governo sobre a prestação social única baixou na sexta-feira à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos.

  • Diagnóstico Social em Castro Marim

    Diagnóstico Social em Castro Marim

    No âmbito do projeto Radar Social, o Município de Castro Marim está a atualizar o Diagnóstico Social do Concelho e a solicitar a colaboração para o preenchimento de um questionário disponível em https://forms.cm-castromarim.pt.

    O objetivo é identificar os principais problemas e desafios da comunidade e a opinião considerada essencial para o planeamento de futuras intervenções sociais.

    A participação é pedida como voluntária, anónima e confidencial e estima que o preenchimento do questionário demore, em média, dois minutos, podendo ser realizado até dia 31 de janeiro de 2025.

    A câmara faz um apelo a que se seja «um agente ativo e contribua para o desenvolvimento da sua comunidade», dando como fundamental a participação pública.

  • Coca Maravilhas e Cabeço do Mocho com mais habitação social

    Coca Maravilhas e Cabeço do Mocho com mais habitação social

    O rendimento líquido mensal líquido per capita não pode exceder vez e meio o valor do indexante dos apoios sociais, atualmente 480,3 euros, e também não pode estar abrangidos por nenhum impedimento legal. Em Coca Maravilhas, nas tipologias,T1-23, T2-140 e T3-41, estão disponíveis 204 fogos e , em Cabeço do Mocho, nas tipologias T1-194 e T4-16, são 210 fogos.

    O contrato de arrendamento é celebrado por dez anos e o valor da renda será determinado pela aplicação de uma taxa de esforço ao rendimento mensal corrigido do agregado familiar. O montante não pode ser de valor inferior a 2% do IAS – Indexante dos Apoios Sociais em vigor, que neste momento é de 480,43 euros. Até 28 de dezembro do ano em curso podem ser entregues as candidaturas, formalizadas em requerimento próprio, junto da câmara municipal de Portimão.

    Esta disponibilidade de habitação integra-se, tal como tem vindo a ocorrer noutros municípios, obedece à elaboração da Estratégia Local de Habitação 2020-2030 do Município de Portimão ao abrigo do programa governamental 1º Direito.

    O Município de Portimão prevê um investimento na ordem dos 85 milhões de euros, onde inclui a construção de cerca de 800 fogos e a reabilitação de 582 fogos. No âmbito do Programa 1º Direito e do Acordo de Colaboração com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), até 2025 está previsto um investimento próximo dos 70 milhões de euros, com a construção de 572 fogos, sendo que os 414 fogos relativos ao concurso agora aberto terão um custo de cerca de 38.000.000 euros, com conclusão prevista para 2025.

  • Castro Marim terá Lar de Alzhimer em 2023

    Castro Marim terá Lar de Alzhimer em 2023


    O lar construído para doentes de Alzhimer tem previsão de abertura para o mês de Janeiro de 2023, com capacidade para acolher 70 portadores da doença e de outras demências, em regime de internamento e para 20 doentes em regime de Centro de Dia.

    O executivo da câmara municipal de Castro Marim acompanhou a visita técnica da diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Faro, Margarida Flores, à Estrutura Residencial para Idosos e Centro de Dia para pessoas com Alzheimer e outras demências, da St. Casa da Misericórdia de Castro Marim, agora em fase de recrutamento de pessoal.

    Está a ser negociada a possibilidade de um acordo colaborativo atípico com a Segurança Social, dado que «esta resposta social, implica um investimento mais exigente em estrutura técnica e assistência».

    O orçamento é de quase cinco milhões de euros, o projeto está incluído no Plano de Ação da ARU e do PARU e é um investimento financiado pelo programa PO CRESC Algarve 2020, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado pelo FEDER em 1.134.701,80 euros alocados, somados ao milhão de euros de apoio do Município de Castro Marim. O restante montante é assumido pela Santa Casa da Misericórdia, através de capitais próprios e empréstimo bancário.

  • Morangos apreendidos entregues a centro social

    Morangos apreendidos entregues a centro social

    No decorrer de uma operação de fiscalização e combate à venda ambulante sem licença, os militares da GNR do Carvoeiro detetaram um comerciante a vender morangos, sem que fosse titular de licença de vendedor ambulante.

    No decorrer das diligências policiais foram apreendidas 48 caixas de morangos, perfazendo um total de 96 quilos. Os bens apreendidos foram verificados pela Autoridade de Saúde local e, após certificação de que se encontravam aptos para consumo, foram entregues ao Centro Popular de Lagoa, instituição de solidariedade social, servindo assim estes alimentos para ser consumidos pelos utentes do lar e do infantário.

  • Integração socio laboral em Moura

    Integração socio laboral em Moura

    O evento, destinado a empresas locais e outras entidades decorre no Parque de Leilão de Gado, em Moura e é necessária a inscrição junto da câmara municipal do concelho.

    O Incorpora é um programa de interação socio laboral que tem por objetivo melhorar a integração de pessoas em situação ou risco de exclusão social, através da identificação de oportunidades e trabalho na empresa.

    Segundo os promotores, permite «fazer a ligação entre as entidades sociais e as empresas portuguesas com a finalidade de criar um clima de entendimento e colaboração entre ambas, que se traduza na criação de oportunidades de emprego para quem mais necessita».