FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Serra

Added by PressForward

  • Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Entre a Promessa Energética e o Grito de Alerta Ambiental da Serra


    TAVIRA E ALCOUTIM — O interior do Algarve encontra-se no centro de uma nova vaga de investimentos em energias renováveis que está a dividir opiniões.

    A instalação de parques eólicos com aerogeradores de nova geração — caracterizados por uma altura sem precedentes e elevada potência — nos concelhos de Tavira e Alcoutim está a colocar em confronto a urgência da transição energética e a preservação do património natural e social da região.


    O Projeto: Gigantes de Aço no Horizonte

    O principal foco de tensão é o projeto de hibridização da Central Fotovoltaica de Alcoutim (Solara4), que prevê a instalação de 25 aerogeradores com uma potência unitária de 6,6 MW. Somando a outros projetos em avaliação, como os parques de Cachopo (Tavira) e Pereiro, estima-se que mais de uma centena de turbinas possam vir a ocupar uma área de 500 km^2 no nordeste algarvio.

    Estes novos geradores são significativamente mais altos do que os modelos tradicionais, visando maximizar a captação de vento em altitudes superiores, o que altera de forma irreversível a linha do horizonte das serras algarvias.
    Autoridades: O Dilema entre Desenvolvimento e Ordenamento
    As autoridades locais e regionais encontram-se num equilíbrio delicado:

    Impacto Positivo: É reconhecido o potencial de criação de receitas diretas para os municípios (através de taxas e rendas) e o contributo para as metas nacionais de descarbonização. O reforço da rede elétrica na subestação de Tavira é visto como um ativo estratégico.

    Preocupações: Existe o receio de que o interior se torne um “quintal energético” do litoral, sem benefícios diretos na fixação de população ou na descida da fatura de energia para os residentes locais. A pressão sobre o ordenamento do território é uma preocupação constante nas câmaras municipais.
    Sociedade Civil e Ecologistas: “Impactos Irreversíveis”
    A reação da sociedade civil tem sido de forte oposição, liderada por movimentos como a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve (PPSBA) e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
    Em janeiro de 2026, a SPEA emitiu um parecer contundente pedindo o chumbo definitivo do projeto Solara4. Os argumentos focam-se em dois eixos:

    • Biodiversidade: O projeto situa-se num corredor migratório crítico e ameaça espécies protegidas, como a Águia-de-bonelli, o abutre e a cegonha, devido ao risco de colisão.
    • Qualidade de Vida: Aldeias como Malfrades e Monte das Preguiças poderão ficar a menos de 800 metros das turbinas, expondo os moradores a ruído constante e ao impacto visual de estruturas de grande escala.

    “A transição energética é necessária, mas não pode ocorrer à custa da natureza ou da qualidade de vida das populações locais”, afirma a SPEA em comunicado recente.

    Quadro Comparativo de Impactos

    DimensãoAspetos PositivosInconveniências / Riscos
    EconómicaReceitas municipais e investimento direto.Desvalorização de propriedades e impacto no turismo de natureza.
    AmbientalRedução de emissões de CO_2.Risco para aves migratórias e destruição de habitats sensíveis.
    SocialReforço das infraestruturas elétricas.Poluição sonora e alteração drástica da paisagem serrana.

    Antevisão Eólicas

    O processo de consulta pública para a reformulação do projeto de Alcoutim encerra no início de fevereiro, prometendo ser um marco na definição de quão longe o Algarve está disposto a ir na produção de energia “limpa”.

  • São Brás de Alportel disponível para mais camas turísticas

    São Brás de Alportel disponível para mais camas turísticas

    O Município de São Brás de Alportel aprovou um procedimento para a atribuição de 180 novas camas em estabelecimentos hoteleiros isolados em solo rural, ao abrigo do Plano Diretor Municipal em vigor.

    A autarquia nota que que a medida está integrada na estratégia de desenvolvimento turístico do território que considera pleno de potencialidades.

    A medida destina-se a atrair novos empreendimentos turísticos de qualidade, nomeadamente hotéis de categoria não inferior a três estrelas, associados a áreas como turismo de saúde, natureza, desporto e cultura. As novas camas serão distribuídas pela Serra e Barrocal.

    Esta medida é considerada estratégica e pretende impulsionar a economia local, gerar emprego, valorizar o território e reforçar São Brás de Alportel como destino turístico sustentável. O procedimento está ativo até 26 de setembro, podem ser consultadas no separador de Editais da página oficial da Internet do Município.

  • Feira da Serra 2025 volta a São Brás de Alportel

    Feira da Serra 2025 volta a São Brás de Alportel

    A partir de 24 de julho, São Brás de Alportel volta a acolher a emblemática Feira da Serra, evento que há mais de três décadas celebra os saberes e sabores do Algarve profundo.

    Nesta edição, o mel é o protagonista, inspirando mais de 22 espaços temáticos num recinto renovado com mais de quatro hectares, 300 expositores e mais de 70 horas de espetáculos.

    Ao longo de quatro dias, espera-se uma verdadeira celebração da cultura local, da inovação e da ligação de gerações. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Vítor Guerreiro, «Temos aqui todos os motivos para nos virem visitar», com destaque para a forte adesão da comunidade — cerca de 2700 pessoas estão envolvidas na organização.

    Tradição, juventude e um cartaz musical de peso

    Este ano, o Grande Palco recebe nomes sonantes da música portuguesa e lusófona:

    • 🎤 Matias Damásio (24 julho)
    • 🎤 Emanuel (25 julho)
    • 🎤 Pedro Abrunhosa (26 julho)
    • 🎤 Carolina Deslandes (27 julho)

    Em cada noite, os concertos são abertos por bandas com ADN são-brasense, reforçando a ligação à comunidade local.

    A Feira aposta ainda na inclusão dos jovens através do Programa de Voluntariado Jovem, com mais de 100 participantes, e com projetos criativos como a Banda Feira da Serra Jovem, que este ano apresenta um videoclipe gravado com o artista luso-americano Oliver Sean, nomeado para os MTV EMA e membro votante dos Grammy.

    Serra Tech e Sopa da Serra: inovação com identidade

    A Vice-Presidente da Câmara, Marlene Guerreiro, destaca a crescente adesão das empresas ao evento, especialmente no novo espaço Serra Tech, dedicado à tecnologia, inovação e empreendedorismo no interior algarvio.

    Outra das novidades é a iniciativa “Sopa da Serra”, que oferece opções gastronómicas para diferentes regimes alimentares, reafirmando o caráter inclusivo e sustentável do certame.

    Mais segurança e acessibilidade

    A edição de 2025 reforça a aposta em segurança e acessibilidade com:

    • Novo posto de comando da Proteção Civil
    • Desfibrilhadores, unidade de primeiros socorros e comunicação de emergência reforçada
    • Zona reservada junto ao palco para pessoas com mobilidade reduzida ou outras necessidades específicas

    O vereador David Gonçalves destaca o empenho dos colaboradores do Município e das forças de segurança na criação de um ambiente acolhedor para todos.

    O mel como símbolo de tradição e sustentabilidade

    A escolha do mel como tema é sublinhada por representantes da Associação de Apicultores do Sotavento Algarvio como uma oportunidade para educação ambiental, valorização da apicultura e sensibilização para os desafios das abelhas na preservação do ecossistema.

    Entre os destaques estão o Sítio do Mel, com demonstrações gastronómicas, e a Aldeia Serrana, espaço dedicado ao artesanato ao vivo e saberes antigos.

    Um evento para toda a família

    A Feira da Serra continua a investir numa experiência interativa e multigeracional com:

    • 🐾 Palco Patudos com demonstrações caninas
    • 🐓 Capoeira com nascimento de pintainhos
    • 🐴 Batismo de equitação no picadeiro
    • 🧠 Atividades lúdicas no Sítio dos Curiosos
    • 🐐 Espécies autóctones no Sítio dos Animais

    As portas abrem às 19h00, com bilhetes à venda no local ou em Meo Blueticket, incluindo opções familiares e pacotes promocionais de 3 ou 4 dias.:

    Fonte: Município de São Brás e Copilot
  • Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Este verão, a serra são-brasense volta a contar com um reforço de peso na missão de proteger a floresta e as comunidades locais: as patrulhas do Exército Português.

    Fruto de uma parceria que já soma 13 anos, o Município de São Brás de Alportel e o Exército renovaram o protocolo que garante ações de vigilância e prevenção de incêndios rurais desde 1 de julho até 30 de setembro.

    Com dois terços do concelho integrados na área serrana, esta colaboração é uma peça-chave na Estratégia Municipal de Prevenção de Incêndios Rurais. As patrulhas militares garantem presença no terreno em zonas remotas e de difícil acesso, contribuindo para prevenir comportamentos de risco e identificar situações de perigo antes que se tornem incêndios.

    “Este trabalho conjunto tem sido essencial para manter a nossa serra mais segura. A presença do Exército no terreno, aliada ao esforço incansável dos nossos bombeiros, sapadores e da comunidade, reflete a nossa aposta firme na prevenção como melhor arma contra os incêndios”, reagiu o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, afirma Vitor Guerreiro.

    Exército vigia em S. Brás de Alporte - Protocolo

    Além do apoio do Exército, o Município conta com três Equipas de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, reforçadas no período crítico de verão com mais uma equipa dedicada ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Esta equipa adicional é destacada estrategicamente para a serra em dias de risco muito elevado, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz.

    Esta estratégia de proximidade e vigilância ativa é parte integrante do compromisso assumido pela autarquia com a proteção do território, a segurança das populações e a valorização de um património natural que é, também, fonte de identidade e riqueza para o concelho.

    Fonte: Cm S Brás

  • Centro de Dinamização em Cumeadas do Nordeste

    Centro de Dinamização em Cumeadas do Nordeste

    O Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste Algarvio foi inaugurado no sábado, dia 8 de fevereiro, na antiga Escola Primária da Corte Pequena, que tinha sido recentemente requalificada.

    Era um edifício localizado no interior da serra de Castro Marim e que estava fechado. No passado, foi local de aprendizagem e educação de crianças, tendo sido agora realizada uma intervenção de valorização, recuperação, reabilitação e preservação.

    Parte do investimento foi suportada suportado por uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural, Iniciativa Leader, com uma taxa de comparticipação média de 75%, o que levou Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, a afirmar que a obra e o projeto provam que a Serra inda não morreu.

    Reconheceu a Duarte e ao Valter Matias, dirigentes da Guadimonte, o dinamismo demonstrado e, à vice-presidente Filomena Sintra, o estar por detrás e ao lado não apenas do investimento, mas de outros como Verdelago, Almada D’Ouro e Retur que, agora «avançam em velocidade de cruzeiro com largos milhões de euros de investimento e criando várias centenas de postos de trabalho».

    O projeto integra uma estratégia de dinamização do interior. A Corte Pequena foi um dos montes onde recentemente se estendeu a rede de abastecimento de água, a par de outros 32 aglomerados, além de ser um dos locais onde duas empresas de jovens agricultores se vieram a instalar com o apoio do Município.

    O Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste tem como objetivos principais «valorizar e divulgar os valores paisagísticos e patrimoniais associados ao espaço rural e sensibilizar a comunidade para a identidade do seu património arquitetónico, histórico, natural e cultural».

    Outros dos objetivos deste projeto é a valorização da paisagem, a promoção da resiliência do território, dos produtos locais e da fruição do património cultural, educativo e turístico.

    Esta nova estrutura inclui um espaço de apoio a agricultores, produtores e desenvolvimento rural, além da dinamização de atividades turísticas como percursos pedestres, visitas às explorações agrícolas e disponibilização de informação a quem visita o território, mostrou a autarquia.

    O Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste pretende ainda combater o avanço do fenómeno da desertificação e despovoamento do interior do território.

    Guadimonte é parceira

    Como parceiro para a sua dinamização existe a Guadimonte – Cooperativa Agrícola Supramunicipal, sendo reforço do trabalho em rede e de criação de sinergias entre as associações e entidades instaladas no território tão desertificado e despovoado.

    «Acredito que a Guadimonte vai fazer a diferença, ajudar o Município e a Junta de Freguesia na dinamização dos nossos objetivos para este espaço”, disse na inauguração Filomena Sintra.

    A autarca considera ainda que esta jovem cooperativa que «emergiu das cinzas do incêndio de 2021 com uma impressionante dinâmica, quer na capacidade de agregar, quer no concretizar», pode ser «uma porta aberta ao mundo dos apoios à floresta, ao desenvolvimento rural e à agricultura, mas também um parceiro na dinamização turística do nosso património rural e rede de percursos pedestres».

    A Corte Pequena e outras cumeadas apresentam, no ver da autarquia, um potencial enorme, «assente na vontade de uma nova geração que voltou às origens para investir e reforçar o plano de dinamização promovido pelo Município, como por exemplo a Cooperativa de Rega que instalou painéis solares e passou a níveis de poupança energética significativos».

    O Município de Castro Marim pretende que esta operação seja um instrumento de reforço da resiliência daquele território, que está enfraquecido e diminuído quando comparado com o litoral, devido à desertificação e isolamento.

    Este reforço irá apostar na valorização e beneficiação patrimonial e paisagística, para que estes valores sejam um estímulo à visita e ao repovoamento do interior da serra, nomeadamente nas freguesias de Odeleite e Azinhal.

    Inauguração do Edifício da Cooperativa das Guadimonte
  • NATAL NA SERRA – Parises – São Brás de Alportel

    NATAL NA SERRA – Parises – São Brás de Alportel

    A aldeia de Parises, no coração da Serra do Caldeirão, em São Brás de Alportel, apresenta-se como uma mágica Aldeia de Natal Verde, celebrando a época natalícia com decorações naturais e uma programação especial para toda a família.

    A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal, apoiada pela Junta de Freguesia e conta com o empenho dos habitantes das aldeias serranas, voluntários e amigos.

    A aldeia transformou-se num cenário que se afigura encantador, utilizando apenas materiais naturais e reutilizados, sem plásticos ou efeitos artificiais. É trabalho fruto de semanas de dedicação na Oficina de Natal e pode ser apreciado até ao Dia de Reis, 6 de janeiro.

    Ao final do dia 8, acenderam-se as luzes e a atuou o novo agrupamento musical que junta quatro amigos a “Dar de Vaia”, com algumas das melodias que fazem parte das memórias popular.

    O ponto alto da programação acontece nos dias 14 e 15 de dezembro, com um fim de semana repleto de atividades, magia e sabores natalícios para toda a família. Basta subir à Serra, até Parises por a 18 km ao norte de São Brás de Alportel, pela EM 1202.

    A decoração da Aldeia de Natal Verde reflete as cores, texturas e aromas da serra algarvia, num tributo à natureza e à criatividade local.

    Desde o momento de abertura desta aldeia com o acender das luzes de Natal realizado no último domingo, 8 de dezembro, acompanhado por um brinde de café de chocolateira preparado no fogo a lenha, a aldeia de Parises convida toda a gente a participar de momentos especiais dos que aquecem o coração.

    As atividades do próximo sábado, 14 de dezembro, têm início às 10:30 com o acender do Fogo da Aldeia e a abertura do Mercadinho da Aldeia, na Casa da Serra, espaço museológico que faz as delicias de miúdos e graúdos.

    Durante a manhã, será possível aprender a fazer o tradicional jantar de feijão no forno a lenha na Oficina de Sabores, fruto da colaboração da Confraria da Serra do Caldeirão, enquanto na Oficina de Natal se cria um ratinho natural.

    A D. Serafina ensina como fritar filhós lêvedas, antes dos vários momentos culturais e musicais que prometem animar a aldeia na parte da tarde.

    No final do dia, será possível degustar o café de chocolateira e o chocolate quente, ambos feitos no fogo a lenha. Às 18:30, terá lugar o Jantar Comunitário, uma oportunidade para partilhar sabores e convivência, numa colaboração da Confraria Gastronómica da Serra do Caldeirão.

    No domingo, 15 de dezembro, o Fogo da Aldeia é novamente aceso às 10:30, marcando também a reabertura do Mercadinho da Aldeia.

    Pela manhã, a Oficina de Natal ensinará a construir uma Estrela de Natal com canas da ribeira, atividade integrada no programa Aldeias de Portugal. O almoço, às 13:00, será uma açorda à moda da serra.

    À tarde, será possível participar na confeção de biscoitos fritos e fatias douradas na Oficina de Sabores, enquanto a animação continua com a apresentação do Coro Infantil de São Brás de Alportel, na Capela de Parises, que merece uma visita, e com danças tradicionais a cargo do Rancho Típico Sambrasense.

    Parises integra ainda a Rota dos Presépios de São Brás de Alportel, com um presépio tradicional algarvio patente na Capela da aldeia, um presépio de pedra, instalado na paragem de autocarro, e outro presépio tradicional no Centro de Convívio de Parises, todos disponíveis para visita até 6 de janeiro.

    Além do espírito natalício, Parises oferece experiências autênticas em qualquer época do ano, como trilhos pedestres e de todo-o-terreno, paisagens deslumbrantes e o acolhimento da Casa da Serra, um centro interpretativo que preserva a história, as tradições e o património local da Serra do Caldeirão.

    A Aldeia de Natal Verde, em harmonia com a natureza e as tradições algarvias, é uma oportunidade imperdível para viver um Natal sustentável e repleto de encanto.

  • Monte Rei vai ser ampliado

    Monte Rei vai ser ampliado

    Este segundo campo faz parte de uma intervenção mais ampla no Plano de Urbanização das Sesmarias, incluindo desenvolvimentos residenciais e turísticos, além de equipamentos e projetos hoteleiros.

    O projeto, que já recebeu uma Declaração de Impacte Ambiental favorável com condições em 2019, teve sua validade prorrogada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve em dezembro de 2023.

    Está atualmente sujeito a um processo de Consulta Pública, permitindo a apresentação de opiniões e sugestões, com possibilidade de impugnação administrativa e contenciosa de decisões relacionadas ao projeto, junto da CCDR Algarve.

  • Gestão da paisagem da Nova Serra em Silves

    Gestão da paisagem da Nova Serra em Silves

    «As áreas de gestão da paisagem visam uma abordagem territorial integrada para dar resposta à necessidade de ordenamento e gestão da paisagem e de aumento da área florestal gerida a uma escala que promova a resiliência aos incêndios, a valorização do capital natural e a promoção da economia rural», salienta a câmara municipal de Silves.

    Informa a autarquia que, nestas áreas serão criadas as condições necessárias ao desenvolvimento de OIGP, a executar num modelo de gestão agrupada da responsabilidade de uma entidade gestora, no caso de Silves, através da associação VIVER SERRA – Associação para a Proteção e o Desenvolvimento das Serras do Barlavento Algarvio e suportada por um programa multifundos de longo prazo que disponibiliza apoios ao investimento inicial, às ações de manutenção e gestão ao longo do tempo e à remuneração dos serviços dos ecossistemas.

    A proposta está disponível no portal do Município em digital e em suporte papel, na Biblioteca Municipal de Silves, na Sala Garcia Domingues. As sugestões sobre quaisquer questões que possam ser consideradas relevantes, podem ser enviadas por via eletrónica através do email: viverserra.gtf@gmail.com ou entregues, em suporte de papel, na Biblioteca Municipal de Silves.

    Para mais informações e esclarecimentos a entidade gestora, VIVER SERRA – Associação para a Proteção e o Desenvolvimento das Serras do Barlavento Algarvio, está preparada para responder. O projeto é financiado pela União Europeia através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

  • Plantar água na Serra do Caldeirão

    Plantar água na Serra do Caldeirão

    O objetivo e o disseminar as boas práticas junto dos proprietários florestais, da comunidade técnica e científica e das entidades locais e regionais, e o sensibilizar da comunidade local na preservação ativa da sua floresta.

    O projeto Plantar Água, que teve início em 2019, tem como objetivo o restauro ecológico de várias áreas afetadas pelo incêndio florestal da Catraia em 2012 que devastou cerca de 25.000 hectares de floresta no coração da Serra do Caldeirão.

    Através da instalação de mais de 50 mil árvores e arbustos mediterrânicos em 100 hectares da Serra, pretende-se restaurar e devolver ao território a sua água, para todos os usos, bem como recuperar a qualidade dos habitats, biodiversidade e ecossistemas.

    Com o objetivo de assegurar a continuidade e expansão deste projeto, a ANP|WWF está neste momento empenhada em encontrar mais financiamento que permita o restauro ecológico desta região.