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Etiqueta: sem-abrigo

  • Sem abrigo baixaram mas ainda há mais de dois mil

    Sem abrigo baixaram mas ainda há mais de dois mil

    Mais de 10.700 pessoas viviam na condição de sem-abrigo em 2022, segundo dados oficiais divulgados em 20 de dezembro de 2023, após a primeira vez que foi feito um levantamento em todos os municípios de Portugal continental sobre este flagelo social.

    Segundo a síntese de resultados do Inquérito de Caracterização das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo para o ano de 2022, foram sinalizadas 10.773 pessoas em situação de sem-abrigo. Ainda assim, cerca de 2.500 pessoas deixaram de viver na condição de sem-abrigo nos últimos três anos, entre 2020 e 2022.

    Segundo a Lusa, que se apoia em dados do referido inquérito, das 10.773 pessoas em situação de sem-abrigo, 5.975 viviam na condição de sem-teto, ou seja, na rua, num abrigo de emergência ou noutro local precário. As restantes 4.798 não tinham casa e viviam num alojamento temporário.

    O Alentejo, a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve são as regiões que registaram as proporções mais elevadas, respetivamente 2,13; 1,60 e 1,51 de pessoas em situação de sem-abrigo por mil residentes.

  • Algarve 2030 para apoio aos sem-abrigo

    Algarve 2030 para apoio aos sem-abrigo

    No Algarve, além de respostas inovadoras como o Housing First ou os apartamentos partilhados, destaca-se o Centro de Alojamento de Emergência Social (CAES), criado pelo Movimento de Apoio à Problemática da Sida (MAPS), no Patacão, em Faro.

    As instituições europeias, o Governo português, os parceiros sociais, a sociedade civil, comprometeram-se a trabalhar em conjunto para lutar contra a situação de sem-abrigo na União Europeia e em Portugal.

    No Programa Regional Algarve 2030, o apoio a pessoas em situação de sem-abrigo tem uma dotação indicativa que duplica os valores do quadro de programação anterior. Pretendem-se intervenções precoces e acompanhamentos mais próximos, complementados pelo acesso à habitação, melhores resultados ao nível da reinserção social desta população vulnerável.

    Também com progressos no combate ao problema, o projeto LEGOS, uma parceria apresentada por instituições da região, com o apoio dos Municípios e respetivos Núcleos Locais para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, NPISA, constitui uma abordagem inovadora de desenvolvimento social e de promoção de estratégias locais de inclusão ativa, tornando o Algarve numa importante referência na meta estabelecida pela estratégia nacional.

    Neste sentido, foi lançada uma Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo e, a nível nacional, foi delineada uma Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA), conduzida por uma Estrutura Executiva.

    A condição de sem‑abrigo é considerada uma das formas mais graves de pobreza e privação que «tem de ser abolida por políticas específicas e integradas». Para além de se ter tornado uma prioridade da política social europeia, o apoio às pessoas em situação de sem-abrigo tem sido uma das bandeiras da Presidência da República e do Governo português, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

    O Programa prevê o apoio a projetos integrados, de base territorial, de resposta a pessoas em situação de sem-abrigo, que promovam respostas de acompanhamento, suporte habitacional e ações ocupacionais que promovam a empregabilidade e a (re)inserção no mercado de trabalho.

    Como objetivo pretende-se diminuir em 80% o número de pessoas sinalizadas em situação de sem-abrigo sem gestor de caso, aumentando a sua inserção no mercado laboral em pelo menos 30%.


    O prazo de candidatura ao Aviso em curso termina a 14 de dezembro.

  • Apartamentos de Monte Fino para situações de sem-abrigo

    Apartamentos de Monte Fino para situações de sem-abrigo

    Dentro do Programa do 1º Direito e da estratégia local que o município de Vila Real de Santo António definiu para a habitação a câmara municipal divulgou que vai, ainda nos primeiros meses do ano em curso, adquirir 29 apartamentos destinados a resolver situações urgentes dos sem-abrigo.

    Para tal, comprará um Aparthotel situado antigo aldeamento turístico Monte Fino, na entrada norte de Monte Gordo. O hotel está em situação de insolvência e o custo da operação de aquisição está estimado em 1,9 milhões de euros, sendo a autarquia financiada na íntegra pelos programas governamentais de habitação.

    «Os apartamentos ficam no Monte Fino, na freguesia de Monte Gordo. Serão destinados a pessoas sem-abrigo, para a reinserção social. Vai ser excelente!», revelou o edil vila-realense.

    Estas aquisições estão a ser realizadas no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH) de VRSA, que abrange 2139 pessoas integradas em 824 agregados familiares, numa estimativa de investimento que ronda os 107 milhões de euros, maioritariamente de promoção municipal (87 milhões de euros).

    Veja mais sobre a estratégia de Vila Real de Santo António

    A autarquia está também atenta a outras situações de prédios disponíveis, procurando introduzir algum controlar no mercado da habitação, inclusivamente para a classe média.

  • Casa de Inverno para sem-abrigo em Portimão

    Casa de Inverno para sem-abrigo em Portimão

    Uma casa temporária para albergar pessoas em situação de sem-abrigo foi disponibilizada no centro da cidade de Portimão pela câmara municipal.

    A disponibilidade do imóvel prolonga-se até 31 de março, para evitar que aqueles cidadãos passem o Inverno sem teto, tendo capacidade para quatro mulheres e oito homens. O horário de funcionamento é 20:00 e as 9:00 horas, e dispõe de acolhimento, copa de cozinha, dormida, balneário, apoio e encaminhamento psicossocial. Trata-se de uma resposta do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo de Portimão, que a autarquia pretende tornar permanente, aberto todo o ano.

    A autarquia assinou um protocolo de cedência de instalações com a Santa Casa da Misericórdia de Portimão, em que assumiu a concretização das obras para que o espaço tenha as condições necessárias, para que a resposta social se concretizasse no imediato.

    Para a gestão também foi estabelecido um acordo entre o município e as entidades que integram aquele Núcleo, como as Juntas de Freguesias de Portimão, Alvor e Mexilhoeira Grande, a unidade local do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, a Associação para o Planeamento da Família, a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, o Grupo de Apoio aos Toxicodependentes (GRATO), bem como as Misericórdias das três freguesias.

    O funcionamento está a cargo do Movimento de Apoio à Problemática da Sida que receberá uma comparticipação de quase 12 mil euros do município, para assegurar despesas com dois ajudantes noturnos, limpeza diária e refeições ligeiras, cabendo ainda às restantes instituições responder com os recursos de que dispõem, sempre que solicitadas.

    Segundo a autarquia a medida «reforça outras já existentes, que vão desde o alojamento e reinserção social, à alimentação, vestuário, saúde e higiene».
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