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Etiqueta: seca

  • Governo reclassifica quatro obras hidroagrícolas

    Governo reclassifica quatro obras hidroagrícolas

    O Governo publicou, no dia 8 de agosto, a Portaria n.º 283/2025/1, que reclassifica os aproveitamentos hidroagrícolas de Preguiças, Monte da Ladeira (Pisa Barros), Mealha e Pessegueiro para o grupo III – obras de interesse local com elevado impacte coletivo, nos termos do Decreto-Lei n.º 269/82.

    Localizadas no nordeste e sotavento algarvio, estas infraestruturas — que incluem barragens de aterro e redes de rega — abrangem uma área total de 126 hectares e asseguram o fornecimento de água a perímetros de rega coletivos. Construídas entre as décadas de 1980 e 2000, encontravam-se até agora classificadas no grupo IV.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Mar, a decisão visa adequar o modelo de gestão à importância e complexidade destas obras, garantindo melhor resposta aos desafios da escassez hídrica e permitindo o acesso ao regime de concessão, reservado a obras dos grupos I, II e III.

    A reclassificação reconhece não só o impacto coletivo da disponibilidade de água para regadio, mas também o potencial de utilização das albufeiras para mitigar os efeitos de secas cada vez mais frequentes e severas.

    A portaria foi assinada pelo ministro José Manuel Fernandes a 5 de agosto de 2025.

  • Alívio nas restrições ao consumo de água no Algarve

    Alívio nas restrições ao consumo de água no Algarve

    Segundo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na 19.ª reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, em Faro, em causa está um aumento de 2,65 hm3 no volume autorizado para o setor urbano, de 13,14 hm3 para a agricultura e de 4,17 hm3 para o turismo.

    Estas medidas,incluem golfe e alojamento. Disse que, em causa, está, face a 2023, uma diminuição de disponibilidade de 10% no consumo urbano e de 13% no consumo para agricultura e turismo.

    Para o Primeiro Ministro, o alívio será maior na agricultura, porque também foi a área que sofreu uma restrição maior relativamente à situação a 2023.

    A decisão teve em conta a evolução da situação hidrológica considerada pelo Governo como positiva nos últimos meses.

    Sob o lema ‘Água que une’, anunciou que, até ao final do ano, será apresentada uma estratégia que inclui um novo Plano Nacional da Água (PNA 2025) e que será financiada através de diversos instrumentos.

    Em paralelo será desenvolvido um plano de armazenamento e de distribuição eficiente da água para a agricultura (REGA), promovido pelo Ministério da Agricultura e das Pescas, a articular com o PNA.

  • Terminou a seca, mas deixou rasto

    Terminou a seca, mas deixou rasto

    O IPMA usou o índice PDSI, que se baseia no conceito do balanço da água tendo em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo e permite detetar a ocorrência de períodos de seca classificando-os em termos de intensidade (fraca, moderada, severa e extrema).

    Balanço e lições para o futuro

    A seca que assolou as regiões do Algarve e Alentejo foi um período desafiador que deixou marcas profundas na paisagem, na economia e na vida das pessoas.

    Durante este tempo, enfrentou-se a pior seca de que há registo, com barragens e reservatórios a atingirem níveis críticos de água, afetando severamente a agricultura, uma das principais atividades económicas destas regiões.

    No Algarve, a Barragem da Bravura, em Lagos, chegou a estar a apenas 8% da sua capacidade, o que representou um duro golpe para os agricultores que dependem deste recurso vital.

    A situação não foi muito diferente na Barragem do Arade, que desceu para 15% da sua capacidade, deixando cerca de 1.800 agricultores com uma quantidade de água insuficiente para as suas necessidades.

    A seca prolongada foi exacerbada pelas alterações climáticas, com 2023 a ser registado como o ano mais quente para o planeta, aumentando o pessimismo quanto à possibilidade de recuperação a curto prazo.

    No Alentejo, a situação também foi grave, com o território a sofrer de seca severa e extrema. Apesar de uma ligeira melhoria na primeira quinzena de Março, grande parte do sul de Portugal não viu variações significativas na quantidade de água no solo.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) relatou que, apesar das chuvas que caíram, o período de Outubro de 2021 a Março de 2022 foi o mais seco desde 1931, evidenciando a gravidade e a persistência da seca.

    A seca no Algarve e Alentejo não só afetou a agricultura mas também teve impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e na qualidade de vida das populações.

    A escassez de água levou a restrições no consumo, aumentou os custos de produção e forçou muitos a repensar as práticas de gestão de água e terra. Este período de seca destacou a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, bem como de uma gestão mais sustentável dos recursos naturais.

    Com o anúncio do fim da seca, há uma sensação de alívio, mas também a consciência de que eventos semelhantes podem voltar a ocorrer.

    É crucial aprender com esta experiência e trabalhar para garantir que as regiões do Algarve e Alentejo estejam mais bem preparadas para enfrentar os desafios que as alterações climáticas possam trazer no futuro.

    Foto: Joaquim Félix
  • Marcha lenta de agricultores em sexta-feira eleitoral

    Marcha lenta de agricultores em sexta-feira eleitoral

    Oa agricultores reúnem-se às 09:00 horas do próximo dia 8 de março, no campo de futebol de Boliqueime, seguindo em marcha lenta, com tratores e viaturas ligadas à agricultura, carrinhas e camiões, durante a toda a manhã.

    Uma representação dos agricultores planeia deslocar-se à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, em Faro, para fazer a entrega de um documento, no qual serão apresentadas reivindicações urgentes sobre os problemas ligados à falta de água e à futura reorganização do Ministério da Agricultura, já que dois dias depois ocorrem as eleições.

    A organização é de uma Comissão para a Sustentabilidade Hidroagrícola do Algarve (CSHA), que reunirá mais de 1.000 entidades e agricultores algarvios, ligados a todas as associações da região que tenham a ver com a agricultura, pecuária, floresta, flores e plantas ornamentais.

    Nos seu comunicado, a CSHA afirma que entre as reivindicações a entregar à CCDR do Algarve e ao próximo Governo estará o pedido urgente de ser aumentada a capacidade de armazenamento de água, a par de cortes equitativos na utilização de água e da reestruturação do Ministério da Agricultura, com a reinstalação das direções regionais de Agricultura e Pescas.

    A nova associação, foi formada em janeiro do ano em curso, na sequência do anúncio governamental de que a região seria alvo de cortes de água. A mobilização, esperam os agricultores que se torne num grande protesto de rua, entre as rotundas de Maritenda e das Quatro Estradas.

  • Transvases de água em Portugal abrem debate

    Transvases de água em Portugal abrem debate

    No entanto, a seca persistente no Sul do país, especialmente no Algarve, reacende o debate sobre a necessidade de transvasar água da barragem do Alqueva para o sistema Odeleite-Beliche.

    Para os agricultores do Algarve, a principal preocupação reside na necessidade de garantir água para rega, fundamental para a agricultura algarvia, especialmente durante a seca. A falta de água pode levar a perdas significativas nas colheitas e prejudicar a economia regional.

    A seca também afeta a população do Algarve, que rebe água do abastecimento público, com algumas zonas a sofrerem restrições no consumo de água e a ameaça de medidas de aumentos significtivos do preço por metro cúbico. O transvase poderia ajudar a aliviar a pressão sobre os recursos hídricos da região.

    Alguns ambientalistas adotaram uma posição moderada que, embora defenda o transvase, entende que devem ser tomadas medidas para minimizar o impacto ambiental, como a definição de caudais ecológicos mínimos nos rios e a monitorização da qualidade da água.

    A oposição ao transvase Alqueva-Odeleite-Beliche chega em especial de outros ambientalistas, mais preocupados com as consequências, receando que o transvase possa ter um impacto negativo no ecosistema do rio Guadiana e na albufeira do Alqueva, pondo em risco a fauna e flora aquática.

    A população alentejana teme que o transvase possa levar à diminuição da água disponível para a região, afetando a agricultura e o abastecimento público e uma parte dos especialistas em gestão da água entende que existem alternativas mais sustentáveis ao transvase, como a reabilitação de albufeiras, a modernização dos sistemas de rega e a sensibilização para o consumo responsável da água.

    Neste momento, está em estudo o Transvase Cabril-Tejo com a transferência de água da albufeira da barragem do Cabril para o rio Tejo, tendo sido, a água do Cabril, utilizada para compensar os caudais do Tejo e evitar a subida da cunha salina, demonstrando o potencial desta solução.

    Assim, o debate sobre os transvases de água em Portugal é complexo e envolve diversos fatores, desde as necessidades da agricultura e do abastecimento público até à preservação ambiental. Considera-se importante encontrar soluções que conciliem as diferentes necessidades e garantam a sustentabilidade dos recursos hídricos a longo prazo.

    O Algarve, nas soluções que vier a encontrar para a regular consinuidade do seu abastecimento deve analisar muito bem a capacidade das albufeiras do Algarve para armazenar água da chuva, o impacto do transvase na qualidade da água do rio Guadiana, o custo da construção e manutenção dos sistemas de transvase, a necessidade de uma política nacional de gestão da água abrangente e sustentável.

    A transparência do processo deve também ser apoiada em dados científicos, para que se possa tomar a melhor decisão para o futuro do Algarve e do País.

  • Andaluzia quer água de Portugal e prepara portos para receber navios

    Andaluzia quer água de Portugal e prepara portos para receber navios

    João Manuel Moreno, adiantou que a Andaluzia se encontra em situação de seca extrema e, numa intervenção perante a comissão de peritos da seca criada na Junta da Andaluzia, disse que as reservas de água, nalgumas áreas do território estão abaixo dos 15% da sua capacidade, com reposições por chuvas muito débeis.

    Estão 500.000 pessoas na região com abastecimento limitado de água e, se os níveis da precipitação não se modificarem, haverá restrições de consumo humano em cidades como Sevilha e Málaga.

    Ainda antes do Verão, a Andaluzia está a preparar todos os portos da região para, em caso de seca extrema, começar a receber água através de navios, de forma a garantir o abastecimento à população.

    O Presidente da junta da Andaluzia disse ainda que, ao mesmo tempo, a região é um grande destino turístico de Espanha, com cidades costeiras que alcançam o triplo da população e é também uma região agrícola que produz comida para milhões de pessoas em diferentes países.

    Juamma Moreno, como é também conhecido, anunciou a aprovação para a região de 50.000.000 de euros de ajuda direta aos agricultores e outros 150.000.000 em trabalhos relativos a obras de cimento de água

  • Corta-se a água e ainda bem que chove

    Corta-se a água e ainda bem que chove

    Ainda bem que chove, mas o que se tem observado, ao longo dos anos, é que as medidas são apenas tomadas quando a corda já está prestes a sufocar. Caracterizam-se por serem medidas repressivas, uma vez que, nas medidas preentivas, o que se tem observado é que há muito lirismo e pouco investimento. Cortar e reprimir até à carência, é sempre o mais fácl.

    Acontece que, há medida que se vão exaurindo mais soluções para se encontrar água, não se conhecem estudos que nos digam até onde se pode ir no crescimento sustentado das disponibilidades de água, quando todas as previsões e comportamento do clima apontam para o aumento da seca, devido às alterações. Falta-nos saber como quem nos governa planerá no futuro a gestão dos recursos que são, para além de escassos, finitos.

    As medidas, para já e para logo

    O volume titulado para rega no perímetro hidroagrícola do Sotavento terá uma redução de 50% e o Governo afirma que a redução na captação superficial vai ser compensada pela reativação de furos em zonas em que os aquíferos não estejam em situação crítica e também pela Água para Reutilização. Com esta medida pretende-se reduzir o consumo de água em 50% na agricultura.

    O volume utilizado para rega a partir da albufeira do Funcho, face à campanha de rega homóloga, vai ser reduzido, em cerca de 40% e reduz-se também, em 15%, a captação de água subterrânea para rega.

    Além das novas medidas, o Ministério da Agricultura e Alimentação nota que estão em curso obras de caráter estrutural, asseguradas com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, num valor próximo dos 240 milhões de euros.

    Espera-se a Construção de uma dessalinizadora em Albufeira, com capacidade para tratar 16hm3/ano e que pode atingir 24hm3/ano numa segunda fase. Está ainda em procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, prevendo-se o lançamento do concurso de conceção/construção até ao início de fefereiro.

    Continua a apostar-se na captação do Pomarão, para aportar mais 30 hm3 às afluências à barragem de Odeleite, ainda está em procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental e o fim da obra está previsto para 2026.

    A capacidade útil da barragem de Odelouca será aumentada através da descida do nível de captação num investimento de 5 milhões de euros e encontra-se a decorrer. O reforço da interligação do sistema de abastecimento público do Barlavento/Sotavento, num investimento de 26 milhões de euros, também se encontra a decorrer.

    O Aumento da disponibilização de Água para Reutilização para a rega de campos de golfe e agrícola, num valor de 8hm3/ano e com um investimento de 23 milhões de euros, concluído em 2025 (atualmente disponibilizados 2,5 hm3/ano).

    Quanro à redução de perdas no setor urbano, espera-se que em 2026 estarão requalificados 125 km de rede, num investimento de 43,5 milhões de euros dos quais estão em curso 14 milhões de euros.

    A redução de perdas no setor agrícola nos perímetros hidroagrícolas, terá investimento de 14,5 milhões de euros e, nos privados, de quatro milhões de euros.

    O Governo destacou que, no que diz respeito à região do Alentejo, a ligação da barragem do Monte da Rocha a Alqueva foi adjudicada na semana passada.

    No âmbito da agricultura, explica que foi aprovado estudo prévio da barragem da Foupana. Além de se ter aberto um aviso no PDR2020 dirigido e para apoio aos agricultores do Algarve, para captação subterrânea, com a devida autorização por parte da Agência Portuguesa do Ambiente. O ministério diz ainda estar a profundar o debate e análise de possíveis medidas compensatórias.

    Recorde-se que inicialmente a Agência Portuguesa do Ambiente ponderou cortar em 70% o abastecimento agrícola em território algarvio, sugestão que foi alvo de críticas do setor.

  • É necessário passar dos estudos à prática quanto à desertificação e à seca

    É necessário passar dos estudos à prática quanto à desertificação e à seca

    Não retirando a importância de assinalar o dia, o que considera muito importante, entende que «só teremos motivos para celebrar, quando sentirmos que das reflexões saiam ações concretas que contribuam para melhorar o problema», e enfatizou a necessidade de passar dos estudos à prática e de resolvê-los, «especialmente no que diz respeito ao acesso a condições de vida digna para aqueles que lutam contra esses fenómeno».

    A Semana Nacional do Combate à Desertificação e Seca, organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas Algarve (ICNF) em parceria com o Município de Alcoutim, na direção do CCDesert (Centro de Competências na Luta Contra a Desertificação), teve início em Gouveia no passado dia 16 e encerrou no dia 22 de junho no CEAM (Centro de Educação Ambiental de Marim), em Olhão.

    Neste ano, em que a região enfrenta uma situação de seca, foi dada ênfase à comunicação através da exibição da curta-metragem “Sortes”, da realizadora Mónica Nunes, premiada em 2022 nos Prémios Nacionais de Cinema na Alemanha. Através das cenas de paisagens e evidências de um meio rural despovoado, a curta-metragem despertou emoções e reações entre os participantes.

    O evento contou com a participação de diversas entidades regionais, incluindo o ICNF – António Miranda (Diretor Regional adjunto); do Município de Alcoutim – Osvaldo Gonçalves (Presidente da Câmara) e Alice Teixeira (técnica do município); do Município de Olhão – Ricardo Calé (Vice-Presidente da Câmara); da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve – José Pacheco (Vice-Presidente Regional); da Agência Portuguesa do Ambiente – Carlos Martins (chefe de Divisão do Planeamento e Informação da ARH); e da Direção Regional de Agricultura e Pescas – Mário Dias (Diretor Regional Adjunto). Durante as intervenções, foi destacada a importância de reforçar o papel das mulheres na gestão sustentável do território, em consonância com o desafio lançado pelas Nações Unidas para 2023. Também se exigiu uma maior contribuição por parte dos agentes do território no delineamento dos programas de intervenção regional.

    A Semana Nacional do Combate à Desertificação e Seca destacou-se como uma «oportunidade crucial para refletir sobre os desafios enfrentados pela região e para fortalecer o compromisso com a gestão sustentável do território», no qual o Município de Alcoutim se declara empenhado em enfrentar esses desafios e colaborar com todas as partes interessadas para encontrar soluções eficazes.

  • Seca e escassez são preocupações ibéricas

    Seca e escassez são preocupações ibéricas

    O esforço passa pela entrada em funcionamento de estruturas permanentes para controlar o cumprimento da convenção que regula a gestão dos rios partilhados, segundo a declaração final da 33ª Cimeira Ibérica, realizada em Viana do Castelo, em especial no domínio do abastecimento de água às populações e da exploração dos aproveitamentos hidroelétricos.

    Desta cimeira também sairá um grupo de trabalho sobre água e energia que «contribua para abordar conjuntamente o papel da água como fonte de energia e explorar as oportunidades do armazenamento energético».

    Foi lembrado que o ano hidrológico de 2021/2022, que findou em 30 de setembro, foi considerado como o mais seco das últimas décadas e, no seu decurso, Espanha não cumpriu os caudais mínimos dos rios Douro e Tejo, previstos no pacto entre os dois países, em relação aos cursos de água partilhados.

  • Contingência no Algarve para combater a seca

    Contingência no Algarve para combater a seca

    Durante o mês de agosto e muito provavelmente também em setembro, vão estar encerradas as piscinas com exceção das abertas nos territórios mais do interior, imobilizadas as fontes ornamentais, exceto para a manutenção, reduzidos os dias de rega e cessar a rega dos espaços verdes públicos relvados, com reconversão por espécies autóctones e com necessidades menores de disponibilidade hídrica.

    Estas medidas foram decididas pelos municípios algarvios, tendo estado presente Pedro Coelho, diretor da ARH Algarve/APA, Agência Portuguesa do Ambiente.

    Se algumas medidas já estavam a ser aplicadas existem outras que apenas serão tomadas ou reforçadas durante as próximas semanas, uma vez que a região está com «cenário de seca», em alguns casos extrema.

    Cada município vai agora tentar sensibilizar a própria população para a gravidade do problema e para a urgência na redução dos consumos de água. As medidas já em vigor tinham avançado desde o início de março.

    De recordar que a AMAL está também, em concertação com os municípios, empresas municipais e empresas concessionárias de exploração e gestão dos serviços públicos de distribuição de água, a investir no «controlo ativo de perdas de água e na reabilitação de infraestruturas, numa das medidas enquadradas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência».

  • Seca em Loulé vai ter plano de contingência

    Seca em Loulé vai ter plano de contingência

    Este instrumento de planeamento dotará o município com um mecanismo que lhe permita «lidar de forma eficaz com períodos de seca, garantindo a diminuição dos seus efeitos e danos».

    O plano é elaborado num momento em que a totalidade do território continental vive um período que aponta para uma seca meteorológica e quando o Algarve implementa o «Plano Regional de Eficiência Hídrica».

    O PMCPS de Loulé inclui medidas de preparação, prevenção, contingência e adaptação, com horizontes temporais de curto, médio e de longo prazo, que deverão tornar as diferentes componentes da cadeia de utilização de água mais resilientes e espera-se que «ajude, em termos operacionais, a dinamizar a atualização do cadastro de infraestruturas hidráulicas, a georreferenciação e a renovação do parque de contadores, a revisão da estrutura tarifária, a criação de zonas de medição e controlo e, em momentos de especial severidade do fenómeno, a imposição de condicionamentos ao consumo de água dos maiores consumidores e/ou a suspensão temporária de equipamentos públicos.»

    O município de Loulé está a apela rà participação e envolvimento de todos uma vez que considera ser «este é o momento em que é possível os interessados darem o seu contributo, apresentando sugestões que enriqueçam este instrumento orientador e operacional, podendo fazê-lo através do Portal Participa».

  • Água a mais sobre o Guadiana

    Água a mais sobre o Guadiana

    A semana e a Primavera entraram com chuva forte sobre o Vale do Guadiana, onde se temiam os mais variados cenários à mingua de água nos aquíferos, ribeiras e barragens, mas a população sentiu a carga súbita e repentina e os efeitos expressos no aforismo popular «o que é demais não presta».

    Em qualquer dos casos, a chuva abundante de domingo que inundou ruas e praças, espera-se que vá ter continuidade durante a semana, desejando-se que passe a moderada e reponha as reservas que permitam enfrentar as necessidades da agricultura e o normal funcionamento da atividade turística.

    Cá estaremos para acompanhar o desenvolvimento da situação.

    Vídeo de Ayamonte Interesa – Costa de La Luz

    Precisamente no dia em que havia visita à nau Santa Maria. Chuvada sobre Ayamonte cai este inusitado aguaceiro.

    Reportagem da Arenilha TV, televisão local em Vila Real de Santo António.

  • Agricultores do Guadiana querem  água para animais

    Agricultores do Guadiana querem água para animais

    A Cooperativa Agrícola do Guadiana, no Baixo Alentejo, defende o aumento da capacidade de armazenamento e a operacionalização de uma rede de fornecimento de água de emergência para animais, em situações de seca.

    Em comunicado a cooperativa, com sede em Mértola, refere que as «funções da produção animal extensiva estão “ameaçadas” pela “dificuldade progressivamente sentida em muitas das regiões do interior, com destaque para o sul do Baixo Alentejo, em fazer face ao aprovisionamento de água para abeberamento dos animais».

    Solicitam uma reflexão consequente sobre o problema com vista a “uma ação proativa e não, como tem sido hábito até agora, meras medidas reativas avulsas, que não têm conseguido resolver a questão“.

    Neste sentido, a cooperativa propõe uma abordagem integrada ao problema que deverá abranger duas ações: o aumento da capacidade de retenção e armazenamento de água e a operacionalização de uma rede de fornecimento de água de emergência.