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  • O Ouro Branco do Algarve Tem Nova Guardiã: Nasce a Confraria do Sal de Castro Marim

    O Ouro Branco do Algarve Tem Nova Guardiã: Nasce a Confraria do Sal de Castro Marim

    Castro Marim deu um passo decisivo para a valorização de um dos seus símbolos mais fortes de identidade. Numa reunião que decorreu no Edifício Multifuncional de Empresas, no passado dia 12 de fevereiro, foram formalizados os primeiros passos para a criação da Confraria do Sal, uma entidade que se propõe a promover, defender e valorizar o sal tradicional produzido no território.

    Este momento assume uma importância crucial tanto para o produto como para o concelho algarvio. O nascimento da Confraria marca o início de uma jornada dedicada à elevação do sal de Castro Marim a um estatuto de produto de excelência, intrinsecamente ligado às salinas tradicionais, ao território e ao saber-fazer ancestral transmitido pelos salineiros ao longo de gerações.

    A reunião fundacional centrou-se em temas fulcrais para a operacionalização da nova entidade. Foram debatidos e estabelecidos pontos essenciais para a sua formação, como a definição dos sócios fundadores, a elaboração do regulamento interno e o estabelecimento claro do âmbito de atuação da Confraria.

    Com a sua missão definida, a Confraria do Sal de Castro Marim visa unir esforços em torno da valorização de um produto único, assegurando a sua identidade, autenticidade e a importância histórica, cultural e económica que possui. Através da sua atuação, pretende-se contribuir ativamente para a preservação do património cultural e ambiental associado à produção salineira.

    A visão futura desta nova organização está firmemente assente nos pilares da sustentabilidade e na continuidade desta tradição milenar. A Confraria do Sal surge, assim, como a nova guardiã do ouro branco algarvio, garantindo que este legado perdure e seja reconhecido como um tesouro de Castro Marim.

  • Universidade do Algarve em Islantilla

    Universidade do Algarve em Islantilla

    Uma equipa de investigação do Instituto BlueZ C da Universidade do Algarve partilhou uma manhã com os alunos da Escola de Hotelaria de Islantilla, Huelva, para explicar o trabalho que está a ser realizado no âmbito do projeto Sal C, para uma melhor aplicação do conhecimento científico nos ambientes naturais de as tradicionais salinas.

    Estas obras melhoram a qualidade do sal ao mesmo tempo que conseguem converter estes espaços em imensos sumidouros de carbono.

    O projeto, apoiado pela Fundação La Caixa, BPI Fundação para a Ciência e Tecnologia , na linha Promove permite ao território da Eurocidade do Guadiana estar presente naquilo que de mais inovador se realiza ao nível mundial com o sequestro de carbono e combate às alterações climáticas.

  • Inaugurado o Presépio de Sal em Castro Marim

    Inaugurado o Presépio de Sal em Castro Marim

    Na presença dos presidentes das freguesias de Altura, Odeleite e Castro Marim, da Assembleia Municipal, da conselheira do município de Ayamonte, da diretora da Eurocidade, do provedor da Santa Casa da Misericórdia, do pároco do concelho e do presidente da câmara municipal de Castro Marim, no pátio da Casa do Sal, a vice-presidente Filomena Sintra inaugurou o Presépio de Sal.

    Antes, o Grupo da Associação Amendoeiras em Flôr, grupo folclórico de Altura, recebeu os presentes a cantar temas tradicionais da Quadra Natalícia.

    Grupo Amendoeiras em Flôr de Altura

    Saudando os castro-marinenses, os artesãos com uma palavra muito especial, em particular àqueles que colaboraram na elaboração do presépio e enaltecendo o Grupo Amendoeiras em Flor que vieram para enaltecer a abertura desta exposição, mais do que um presépio, Filomena Sintra disse:

    «É um momento de alegria e é um momento de partilha de muitas horas de entrega de algumas pessoas, mas acima de tudo, e antes de começar com os agradecimentos especiais, eu vou ler um bocadinho de um poema que está ali na exposição».

    Depois, afirmou que, no presépio da Casa do Sal, tendem, em cada ano, em cada edição, a «valorizar o que é nosso e fazer de Castro Marim uma referência a nível nacional com aquilo que são as comemorações do Natal».

    Presépio de Sal - Inasuguração

    Depois disse que o presépio, este ano, valoriza ainda mais aquilo que é a cestaria, explicitando: «Temos aqui uma grande obra de arte, uma obra inédita, uma obra inigualável, que aqui pelas mãos do Martinho e com a ajuda da Paula.

    A nova mulher de cestaria, feita em silêncio, com alma, em horas, noites, é a grande obra que vocês vão apreciar e vão ter um enorme orgulho, porque sem dúvida não haverá igual no nosso país».

    Afirmou que também enaltece o bom nome de Castro Marim onde o sal atravessa «a nossa história milenar, e é também um tributo a todos que dele vivem e hoje fazem dele o ouro branco do mundo. E é isso, aquilo que guarda o nosso presépio. E temos a empreita, hoje aqui, representada pela Dona Fernanda»

    Elogiou, depois, o trabalho dos artesãos que contribuíram para a feitura do presépio e a bela arte, «aquilo que as vossas mãos conseguem fazer tão bonito».

    Destacou Vilma André, que é uma jovem de Altura, «que também reinventou a arte da cestaria e de outros produtos ao topo».

    Na tarde foi aberto o presépio de crochet na Igreja de São Sebastião, a igreja que é da Misericórdia de Castro Marim.

    Presépio de crochet

    Antes da bênção, o pároco de Castro Marim lembrou que o presépio representava o nascimento de Jesus.

    «A palavra presépio», disse «podemos traduzi-la para português pela palavra estábulo ou manjedoura, porque escutamos nos Evangelhos que Jesus nasceu numa manjedoura, num estábulo, porque não tinha lugar para ele numa hospedaria».

    Daí, lembrou os «quantos irmãos e irmãs nossas não têm também lugar numa hospedaria. Ou seja, não têm uma casa para viver, não têm um lugar onde possam nascer, onde possam viver. E por isso, ao olharmos para esta passagem do Presépio, lembremos todos aqueles que não têm lugar, dos que vivem sem lugar».

    E, ainda «Lembremos todos os homens e mulheres que hoje não têm lugar nas nossas aldeias, vilas ou cidades», acrescentando que o presépio é o lugar de todos «onde todos são incluídos. Portanto, se ele é o lugar de todos, ele é o lugar da dignidade. E neste tempo que vivemos, que é o nosso, neste tempo histórico, procuramos a dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente. E colocar o lugar de dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente é colocar as pessoas em primeiro lugar».

  • Presépio do Sal e das Artes no Natal de Castro Marim

    Presépio do Sal e das Artes no Natal de Castro Marim

    A inauguração do Presépio do Sal e das Artes, agendada para as 16h00 do dia 1 de dezembro na Casa do Sal, em Castro Marim, vai marcar o início da época natalícia no concelho, que a autarquia promete ser mágica e que tem a empreita como novidade.

    Com uma nova linguagem para esta edição, o tradicional Presépio do Sal e das Artes vai utilizar este ano alguns elementos artesanais e do interior da serra de Castro Marim, como a empreita, a cana e a palma, através da sabedoria ancestral emanada pelas gentes da terra.

    O Presépio do Sal e das Artes volta a contar com os acervos do colecionador Ernesto Pires, colaborador de edições anteriores, em parceria com a Junta de Freguesia de Castro Marim, que tem vindo também a adquirir as suas próprias peças, enquanto o presépio de cana tem a assinatura de Martinho Fernandes e Paula Gaspar.

    A empreita do interior do concelho de Castro Marim é um dos novos elementos que se junta ao Presépio do Sal e das Artes.

    É feita e trabalhada por artesãos locais naturais da Junqueira, que desde sempre, deu vida e forma a objetos com os mais diversos usos, tendo um papel importante na sua função de acondicionamento, transporte de bens, agricultura, pesca, salinicultura e atividades domésticas.

    Sob um céu estrelado, estará patente este Presépio do Sal e das Artes até ao dia 6 de janeiro de 2025, com novas formas e interpretações criativas sobre o nascimento de Jesus, juntamente com o «ouro branco» de Castro Marim: o sal.

    O Presépio do Sal e das Artes, ao longo dos anos, continua o seu trabalho na promoção e reforço do grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal, com o objetivo de enriquecer e valorizar a ligação simbiótica do concelho à atividade salineira e, paralelamente, promover outros elementos da cultura e patrimónios locais, como o artesanato e as artes.

    A promoção do sal e das artes ancestrais é fundamental para a reafirmação do património imaterial do concelho de Castro Marim, e para a sua continuidade com uma aposta na originalidade e numa permanente evolução e adaptação dos materiais e das técnicas tradicionais aos dias de hoje.

  • Exposto o «Pôr do Sal» de Pedro Seromenho

    Exposto o «Pôr do Sal» de Pedro Seromenho

    A exposição pioneira que transforma sal em arte, assinada pelo artista Pedro Seromenho, iniciou o roteiro em Castro Marim, com inauguração marcada ocorrida no dia 26 de janeiro, na Casa do Sal.

    Inspirado pelas salinas da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e com o sal como material de eleição e protagonista, Pedro Seromenho iniciou o projeto que seguirá em périplo por outros territórios.

    O momento de inauguração foi o culminar de muitas horas de trabalho, com o artista a finalizar uma instalação artística de 12 metros ao vivo e à vista de todos os presentes que observaram de perto a técnica desta arte efémera, ao som da harpista Helena Madeira.

    A exposição “Pôr-do-Sal” inclui dez desenhos de profissões tradicionais e ainda uma instalação artística com 12 metros, além de uma residência de uma semana em que o artista Pedro Seromenho realizará desenhos com sal.

    A mostra vai retratar pastores, pescadores, aguadeira, salineiros ou cesteiros, enquanto as crianças das escolas do concelho vão ter oportunidade de participar em oficinas de ilustração e horas do conto.

    O sal utilizado nesta exposição foi retirado nas salinas de Castro Marim em setembro do ano passado, cujo processo pode ser visualizado através de um vídeo em time lapse.

    Pedro Seromenho nasceu no Zimbabué, reside em Braga e é licenciado em Economia. Em 2006 estreou-se na literatura infanto-juvenil, e tem já 18 livros publicados, sendo atualmente considerado como um grande contador de histórias.

  • Em Castro Marim o presépio faz-se com o sal tradicional

    Em Castro Marim o presépio faz-se com o sal tradicional

    O Ernesto Pires, que já colaborou no projeto no ano passado, contribuirá com o seu acervo do colecionadore e com o da Junta de Freguesia de Castro Marim que tem vindo a adquirir as suas próprias peças.

    «Às novas formas e interpretações criativas sobre o nascimento de Jesus, junta-se um céu estrelado que invoca os sentimentos que ilustram a história, de luz, esperança e amor, e faz cintilar ainda mais a base deste presépio, o ‘ouro branco’ de Castro Marim», anunciou a câmara municipal.

    A iniciativa é conjunta, do município e da Junta de Freguesia de Castro Marim, e destina-se tambem a dar continuidade ao trabalho de promoção e reforço do «grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal».

    O presépio por fito enriquecer e valorizar a ligação simbiótica de Castro Marim à atividade salineira e, ao mesmo tempo, promover outros elementos da cultura e patrimónios locais, como o artesanato e as artes.

    Depois, o presépio pode ser visitado até ao dia 7 de janeiro, diariamente entre as 09:00 e as 13:00 horas e as 14:30 às 17:30 horas.

  • É mesmo necessário dessalinizar?

    É mesmo necessário dessalinizar?

    Contra a opinião de muitos algarvos que conhecem e acompanham o regime de chuvas no Algarve, o projeto de construção da estação dessalinizadora, avança. Neste momento está em fase de estudo de impacto ambiental.

    Para os defensores desta obra, o projeto é necessário para o Algarve, atendendo às alterações climáticas que se têm vindo a sentir nas últimas décadas e que se fazem sentir mais intensamente nestes últimos anos.

    E acreditam que ele nos dará uma maior garantia de abastecimento, como outrora acreditaram aqueles que apostaram que a construção das barragens resolveria, como resolveu, por muitos anos o problema da flutuante seca algarvia, mas que a voragem do consumo deixou de respeitar. O Guadiana é cada vez mais um fio de água, apesar da Barragem do Alqueva, mas eu não sou gestor de águas, estou só a emitir uma opinião.

    Porém, a filosofia das barragens era a de termos água quando não chove, porque foi represada quando choveu e não, porque temos água na barragem vamos fazer plantações, vamos aumentar o número de campos de golfe, apartamentos, hotéis, resorts, bombas de água, piscinas, esquecendo que, mesmo os recursos abundantes, são finitos.

    Não há duvida, por experiências ocorridas em outras zonas do globo onde não há outro remédio que não seja utilizar a água do mar, que a dessalinização pode ser um recurso de emergência a ter à mão.

    Porém, responder ao gigantismo da procura atual e futura, esquecendo as vozes avisadas dos mais experientes, não contribuirá para a solução sustentável, aquela que nos interessa.

    Aguardemos com calma o estudo de impacto. Para os prós soam muitas palmas, mas têm de ser sinceros com os contras que, por acaso, até contribuem para a degradação ambiental e o cambio climático.

  • Casa do Sal reabriu em Castro Marim e tem exposição sobre a Guerra Colonial

    Casa do Sal reabriu em Castro Marim e tem exposição sobre a Guerra Colonial

    A nova exposição sobre a guerra conhecida por «Guerra Colonial» ou «Guerra do Ultramar» ficou patente no âmbito das comemorações do 25 de Abril do município de Castro Marim.

    Foi uma guerra travada entre 1961 e 1974, na sequência da eclosão dos movimentos independentistas, após a II Guerra Mundial, nos territórios africanos e asiáticos dominados pelas potências europeias.

    Portugal, o último país a descolonizar, opunha-se à independência das suas colónias e o conflito, que só viria a ter fim com o 25 de Abril de 1974, ia fragilizando o país.

    casa do sal exposicao
    casa do sal exposicao

    Homenagem aos combatentes

    A inauguração da Casa do Sal foi antecedida por uma homenagem aos Combatentes da Guerra do Ultramar, junto ao monumento dedicado aos combatentes na Rua de São Sebastião, em Castro Marim.

    Estiveram presentes estiveram diferentes núcleos do Algarve da Liga dos Combatentes, representados pelo presidente, General Joaquim Chito Rodrigues.

    A exposição foi desenvolvida pelo Núcleo de Vila Real de Santo António da Liga dos Combatentes em estreita colaboração com o Município de Castro Marim e pretende resgatar memórias e acontecimentos, entre os momentos bélicos e contextos integradores, em que os combatentes socializavam com as populações locais.

    Da exposição fazem também parte algumas peças colecionadas por combatentes do Ultramar, nomeadamente João Caldeira e António Vidal.

    Os organizadores atribuíram um aspeto intimista, tendo por objetivo «que as pessoas se identifiquem e integrem», uma vez que, sendo de uma história «ainda tão recente e viva e que tende a reviver-se e a repetir-se de outras formas, noutros lugares, pretende-se que esta exposição seja também um espaço de reflexão, partindo-se agora para o desenvolvimento de atividades relacionadas, nomeadamente com as escolas e com a universidade sénior».

  • Uma nova classificação para o sal artesanal defendida pelo Bloco

    Uma nova classificação para o sal artesanal defendida pelo Bloco

    O Bloco pretende ainda que seja distinguido o sal marinho do sal industrial, considerando que é fundamental que seja feito um enquadramento que permita uma segmentação feita com base em indicadores de produção biológica que garantam a preservação da biodiversidade, a produção sustentável e o consumo de energia verde, uma vez que o sal marinho usa diretamente energias renováveis como a solar e a eólica.

    O BE deseja a tutela para o sal marinho no Ministério da Agricultura e da Alimentação, por forma a garantir que a produção de sal seja enquadrada enquanto atividade agrícola e não como indústria extrativa, tal como se encontra atualmente classificada.

  • Na Casa do Sal um presépio sobre o sal

    Na Casa do Sal um presépio sobre o sal

    A iniciativa é do Município e Junta de Freguesia de Castro Marim, na expetativa que o Presépio de Sal «continue o seu trabalho na promoção e reforço do grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal».

    Na construção estão utilizadas cerca de 6 toneladas de ouro branco. No dia da abertura, os visitantes foram ainda conhecer o Presépio em Croché, patente no Mercado Local de Castro Marim, tricotado pelas mãos de Maria do Carmo Pires, iniciado há 4 anos e com mais de 200 figuras, este também aberto até 8 de Janeiro do próximo ano.

    Cartaz Sal

  • Defesa da produção de sal

    Defesa da produção de sal

    Para os produtores este selo deve ser atribuído apenas ao sal marinho tradicional que não passe por processo de lavagem e nem lhe sejam colocados aditivos. A Associação de Valorização do Salgado de Castro Marim está a apelar à Comissão Europeia, para que a atribuição de selo biológico do sal se baseie nas melhores práticas ambientais.

    O município de Castro Marim já se solidarizou com este o posicionamento e com as preocupações dos produtores de sal artesanal, reforçando a mensagem junto dos eurodeputados. Referindo-se à legislação em vias de ser aprovada, a câmara municipal nota que «esta legislação considera que quase todos os métodos de produção de sal são compatíveis com a produção orgânica, incluindo aqueles que têm maior impacto ambiental, como o sal de mina e o sal de vácuo».

    Se aprovada, esta legislação irá colocar em risco «a economia do sal tradicional, levando a sérios prejuízos em relação à produção e à qualidade do sal artesanal produzido, mas também em relação à própria sustentabilidade da atividade e ao emprego gerado pela mesma».

    Os produtores portugueses de sal artesanal lembram que também “Espanha, França, Itália e Grécia estão empenhados em travar o documento que está em cima da mesa em Bruxelas”, pelo que é imperativo uma atitude por parte dos nossos representantes e responsáveis pela agricultura em Portugal com direito de voto na Comissão Europeia.

    Em Castro Marim existe uma das maiores comunidades de produtores do país. Filomena Sintra, vice-presidente da autarquia local releva que «A União Europeia tem caminhado para valorizar os produtos biológicos e a flexibilização da utilização do selo prejudica toda a certificação biológica».

    Ao tomar conhecimento que a União Europeia está a equacionar a certificação do sal produzido em fábrica na Alemanha com certificação de selo biológico «o que faz com que os nossos produtores de sal marinho sejam completamente atropelados», a deputada do PCP no Parlamento Europeu, Sandra Pereira, questionou a Comissão Europeia sobre o regulamento que fixa as regras relativas à produção biológica e à rotulagem dos produtos biológicos designadamente o “sal marinho e outros sais utilizados para géneros alimentícios”.

    Como é sabido, nota a deputada europeia, «a produção de sal assume importância para várias regiões de Portugal, como o Algarve e Aveiro. Sendo que no Algarve ela assume particular expressão em Castro Marim». e releva na pergunta que fez à Comissão Europeia que as estruturas de produtores e organizações de defesa do ambiente têm vindo a alertar para o risco de se considerar como produto biológico todo o tipo de sal, incluindo os que decorrem de modos de produção agressivos para o meio ambiente.

    Sandra Pereira pergunta à Comissão Europeia se confirma a possibilidade de virem a ser elegíveis para rotulagem como produto biológico técnicas de produção de sal com impactos ambientais negativos, como o sal de mina e de vácuo, cuja extração provoca destruição de ecossistemas e uso intensivo de água; se considera que a proposta de incluir sais de mina e de vácuo está de acordo com os objetivos e princípios do Regulamento (UE) 2018/848?3; e que medidas e apoios estão considerados para a defesa e promoção do sal enquanto produto biológico.

    Para o PCP, a defesa da produção nacional, mais concretamente, da produção de sal de elevada qualidade no nosso País, e em equilíbrio com o meio ambiente, precisa de ser garantida e nota que, ao longo dos anos tem vindo a intervir na defesa deste sector, designadamente, para que o sal produzido em Castro Marim seja rotulado como produto biológico.

  • “Sal e Flor de Sal de Castro Marim”  são denominações protegidas

    “Sal e Flor de Sal de Castro Marim” são denominações protegidas

    Foi determinada, a nível nacional, proteção à denominação “Sal de Castro Marim” / “Flor de Sal de Castro Marim” como Denominação de Origem.

    O uso desta denominação de origem fica reservado aos produtos que obedeçam às disposições constantes no respetivo caderno de especificações depositado na Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

    Esta iniciativa, candidatada pela Cooperativa Terras de Sal com o apoio do Município de Castro Marim, é um enorme passo no reconhecimento da excelência do Sal e Flor de Sal de Castro Marim, manualmente recolhidos e seco ao sol em plena Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, o que lhe permite a sua cor naturalmente branca e a retenção de microelementos da vida marinha, contrariamente ao sal industrial, extraído com recurso a meios mecânicos e depurado com sistemas e produtos industriais.

    A produção de sal é uma atividade tradicional e um dos ex-libris do município de Castro Marim, que muito se tem empenhado, ao longo dos anos, em ações diversas para a revitalização da atividade salineira, assente no princípio de que é um produto único e distinto. Além da formação de salineiros, a Câmara Municipal de Castro Marim tem trabalhado na valorização desta atividade, tendo inclusive produzido o documentário “Os Dias do Sal”, de Ivan Dias, que traduz a identidade castromarinense, profundamente ligada à exploração do sal, e todo o potencial deste produto nos mercados nacionais e internacionais.

    A Câmara Municipal de Castro Marim aprova também nestes dias a entrega de espaços no Edifício Multifuncional de Empresas à Cooperativa Terras de Sal, contribuindo para que possam também potenciar a sua relação institucional com o mercado.

    Ver em Despacho n.º 6105/2020 – Diário da República n.º 110/2020, Série II de 2020-06-05