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Etiqueta: Ria Formosa

  • Providência cautelar contra o novo porto de Faro

    Providência cautelar contra o novo porto de Faro

    Há três associações regionais de defesa do ambiente – BlueZ C Institute, Civis Cidadania e PROBAAL – que tomaram uma ação legal contra a construção do novo porto de recreio em Faro.

    Estas organizações deram entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé com uma Ação Popular sob a forma de providência cautelar, visando a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, com o Município de Faro como contrainteressado, sendo este o responsável pela obra.

    A iniciativa das associações baseia-se em preocupações ambientais e no impacto potencial do projeto na Ria Formosa, uma área sensível e protegida.

    Segundo as organizações, o projeto levanta sérias questões sobre a sustentabilidade ecológica, o cumprimento das normas de proteção ambiental e a viabilidade de um empreendimento dessa dimensão em ecossistema delicado.

    O Município de Faro defende que o novo porto de recreio será uma peça-chave no desenvolvimento turístico e económico da região, criando empregos e promovendo a atividade náutica.

    No entanto, os opositores alertam para o risco de degradação ambiental e os impactos negativos na biodiversidade local.

    A providência cautelar busca suspender imediatamente qualquer avanço no projeto até que sejam realizados estudos e análises adicionais para garantir que não haja prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.

    A decisão do tribunal sobre a matéria será crucial para determinar os próximos passos do empreendimento.

    Este caso reflete uma crescente mobilização da sociedade civil em defesa do meio ambiente, um tema que ganha cada vez mais relevância no debate público e nos processos de desenvolvimento urbano e regional.

    Continuaremos a acompanhar o desenrolar deste processo judicial e o impacto que poderá ter nas políticas de desenvolvimento da região.

    Redação Digital
  • Ria Inquieta organiza M Grande Fest em Tavira

    Ria Inquieta organiza M Grande Fest em Tavira

    Este evento celebra a arte no feminino, promovendo projetos autorais de mulheres e reforçando a igualdade de género e o empoderamento feminino nas artes.

    Programação:

    • 11 de outubro: A banda Džezva abre o festival com uma fusão de sons folclóricos dos Balcãs, jazz e música improvisada, liderada pela cantora croata Marta Fiolić.
    • 12 de outubro: Mila Dores apresenta seu novo álbum “BRAVA”, que mistura indie pop com influências da música tradicional portuguesa, abordando temas de empoderamento feminino e contestação social.

    Outras Atividades:

    • Poesia Inquieta: Oficina de poesia que promove a partilha e reflexão.
    • Exposição de Artes Visuais: Obras de artistas colaboradoras da Ria Inquieta, no Hub Criativo da Ria Inquieta.

    O evento é parte do programa Equinácios da Câmara Municipal de Tavira e conta com o apoio de várias entidades locais.

    A exposição do M Grande Fest contará com obras de várias artistas que colaboram com a Associação Cultural Ria Inquieta. No entanto, os nomes específicos das artistas participantes não foram mencionados nas fontes disponíveis.

    A Associação Cultural Ria Inquieta é uma organização dedicada à promoção de espaços de criação, exibição e diálogo artístico e cultural em Tavira e na região algarvia.

    Fundada em resposta à escassez de oferta cultural na orla da Ria Formosa, a associação tem como objetivo principal dinamizar o setor cultural no Algarve, descentralizando-o e dando visibilidade a artistas locais ou residentes.

    Principais Iniciativas:

    • 6as Inquietas: Programação regular de eventos no Clube de Tavira, incluindo música, poesia, cinema, exposições, mercados, concursos de desenho e espetáculos de stand-up.
    • Coro Inquieto: Fundado em 2022, é um coro que promove a música coral na região.
    • Música com M Grande: Ciclo de concertos que destaca grupos liderados por mulheres, já na sua terceira edição em 2024.

    Missão e Valores:

    • Promoção da Igualdade de Género: Através de eventos como o M Grande Fest, a associação reforça a igualdade de género e o empoderamento feminino nas artes.
    • Colaboração e Redes Criativas: A Ria Inquieta acredita na importância das parcerias e trocas criativas para construir um polo artístico vibrante e dinâmico.
    • Descentralização Cultural: Busca descentralizar a oferta cultural, levando eventos e iniciativas para diferentes partes da região algarvia.

  • Sete pessoas resgatadas em naufrágio na ria Formosa

    Sete pessoas resgatadas em naufrágio na ria Formosa


    A Autoridade Marítima Nacional, através dos elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Faro e dos elementos da Estação Salva-vidas de Quarteira, resgatou ontem sete pessoas de sexo masculino, das quais uma criança, que caíram à água depois da embarcação de recreio em que navegavam se ter virado na agitação marítima, na zona da Barrinha-Barra de São Luís, em Faro.

    Recebido o alerta pelas 16h47, através de um popular, a dar conta que se encontrava uma embarcação virada, foi de imediato ativado para o local uma mota de água do Instituto de Socorros a Náufragos, uma embarcação do Comando-local da Polícia Marítima de Faro e uma embarcação da Estação Salva-vidas de Quarteira.

    As sete pessoas foram todas resgatadas da água sem ferimentos pelos elementos da mota de água do Instituto de Socorros a Náufragos, com auxílio algumas pessoas que estavam próximas do local, sendo que uma das vítimas que navegava na embarcaçao que se voltou acabou por ser transportada para a zona da Marinha de Faro, onde foi observada por uma ambulância do INEM, uma vez que tinha ingerido água e estava assustada.

    A embarcação de recreio onde seguiam, com cerca de 7,20m de comprimento, foi depois rebocada pela embarcação da Estação Salva-vidas de Quarteira para o Porto de Pesca de Quarteira, por constituir um perigo para a navegação. O Comando-local da Polícia Marítima de Faro tomou conta da ocorrência.

    Créditos:/PlanetAlgarve

  • “Ria Solidária” continuará a salvar vidas

    “Ria Solidária” continuará a salvar vidas

    O protocolo, iniciado em 2018 foi renovado no princípio da semana entre os municípios de Faro, de Olhão e o Instituto Nacional de Emergência Médica, ficando garantida a operacionalização, utilização e sustentabilidade da emergência naquele vasto território húmido.

    Os custos desta operabilidade estão repartidos equitativamente entre estas três entidades e ascendem a 21 mil euros anuais, destinados a cobrir as despesas de manutenção e operacionalização. A embarcação foi construída pelo Governo Civil de Faro em 2007 e entregue pela Autoridade Nacional de Proteção Civil à Autoridade Marítima Nacional, AMN, em 2013.

    Auxílio às populações

    O «Ria Solidária» é operado pela AMN a partir da Estação Salva Vidas de Olhão, para, de modo regular, servir as populações dos núcleos da ilha da Culatra, concelho de Faro, e das ilhas da Fuseta e Armona, concelho de Olhão.

    Efetua o transporte logístico de doentes e pessoas com mobilidade reduzida face à inacessibilidade por outros meios com as condições adequadas. Em média, executa 180 evacuações por ano, consideradas como assistência pré-hospitalar às populações destas ilhas.

  • Poluição na Ria Formosa

    Poluição na Ria Formosa

    Cidadãos preocupados perguntam-se até quando vão assistir ao envenenamento das águas do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, uma vez que ali se proíbe «milhares de pessoas de governarem a vida na Ria Formosa».

    Acusam ainda o presidente da câmara municipal de Olhão de gastar milhões em dois jardins históricos situados na Zona Ribeirinha da cidade, enquanto o «veneno» é diariamente descarregado na Frente Ribeirinha de Olhão, «com a conivência da Agência Portuguesa do Ambiente, do Parque Natural da Ria Formosa, da ASAE e do Capitão do Porto de Olhão e do SEPNA».

    Temem que «à força de tanta modernização das zonas ribeirinhas de Olhão, de tanta ansiedade em deixar obra feita para uma glória futura, dando luz verde a tanta construção sem precaver os reais impactos negativos nos ecossistemas, não sejamos, num futuro próximo, surpreendidos com mutações genéticas nas espécies aquáticas!»