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  • Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Os custos de gestão das lamas resultantes do tratamento de águas residuais têm registado um crescimento contínuo nos últimos anos.

    O aumento dos preços da energia e da mão-de-obra, bem como a intensificação da monitorização do mercado, explicam esta escalada.

    As entidades gestoras de saneamento enfrentam uma pressão crescente na gestão das lamas produzidas pelos processos de tratamento de águas residuais.

    Esta actividade essencial tem visto os seus custos aumentar de forma sustentada, criando desafios financeiros para o sector.

    Para além dos factores económicos, as entidades gestoras e as empresas do sector apontam problemas estruturais que agravam a situação.

    A burocracia associada à valorização agrícola directa é uma das principais preocupações, sendo que este destino representa actualmente menos de 10% das lamas tratadas.

    A insuficiência de unidades de tratamento orgânico constitui outro obstáculo significativo. O mercado caracteriza-se ainda por uma reduzida concorrência, com vários concursos públicos a ficarem desertos por falta de interessados.

    Apesar das dificuldades, o sector regista a entrada de novos operadores, o que poderá contribuir para aumentar a oferta e a competitividade.

    Tanto as entidades gestoras como as empresas privadas estão a avançar com novos investimentos para responder a este contexto desafiante e encontrar soluções mais eficazes e económicas para a gestão das lamas.

    Fonte: conferencias@about.pt

  • Atentado ambientalista segundo a Zero

    Atentado ambientalista segundo a Zero

    A associação ambientalista Zero classifica a ampliação, com a instalação de uma nova célula, como “ilegal” e um “atentado ao ambiente”. O projeto prevê, nos próximos 10 anos, a deposição de mais de 1,5 milhões de toneladas de resíduos, grande parte deles orgânicos não tratados, algo que a legislação nacional proíbe.

    Segundo a Zero, esses resíduos vão gerar odores, atrair vetores de doença (insetos, roedores, aves) e produzir efluentes altamente poluentes e de difícil tratamento, além de libertar metano, um gás de estufa que agrava as alterações climáticas. O estudo de impacto ambiental esteve em consulta pública entre 11 de agosto e 22 de setembro. Algarve Marfado

  • Aterro sanitário do Sotavento do Algarve no limite

    Aterro sanitário do Sotavento do Algarve no limite

    Sendo o jornal algarvio Barlavento,, passados vinte e cinco anos desde que o Aterro Sanitário do Sotavento entrou em funcionamento, e mesmo com «uma gestão cuidada» por parte da Algar, a infraestrutura na Cortelha está a chegar ao limite.

    Os camiões carregados não param de chegar e tudo o que entra já não sairá. «É o fim de linha, o destino final» de uma mescla indefinida de resíduos que não são recuperados e falharam o ciclo da reciclagem. Em média, são cerca de 150 mil toneladas por ano, segundo estima Carlos Juncal, engenheiro responsável pela operação no Aterro Sanitário do Sotavento da Algar, na Cortelha, interior do concelho de Loulé, citado pelo jornal

    Leia a resportagem completa no diário

  • Altri em projeto de recolha de resíduos florestais e agrícolas

    Altri em projeto de recolha de resíduos florestais e agrícolas

    O Grupo Altri associou-se à CIM-Região de Coimbra para implementar um projeto-piloto que visa a instalação de parques de biomassa e contentores florestais para recolha de sobrantes agrícolas e florestais.

    A iniciativa, enquadrada na Agenda transForm do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem como objetivo promover uma gestão mais sustentável e eficiente dos resíduos florestais, reduzindo a dependência de queimas a céu aberto e contribuindo para a descarbonização e prevenção de incêndios.

    Os parques de biomassa e contentores florestais vão permitir a recolha de resíduos provenientes de atividades de exploração e manutenção florestal, que seriam normalmente deixados no terreno ou queimados.

    Esses resíduos serão encaminhados para as centrais da Greenvolt, onde serão transformados em energia renovável e outros recursos sustentáveis.

    Além de reduzir os riscos ambientais e para a saúde pública, a iniciativa promove a economia circular e a colaboração entre proprietários florestais, empresas e autoridades locais.

    Miguel Silveira, administrador da Altri para a área Florestal, destacou que o projeto reflete a visão do grupo de aliar desenvolvimento económico à proteção ambiental. «Com os parques de biomassa, estamos a criar uma cadeia de valor que beneficia a comunidade local, a indústria e o ecossistema», afirmou.

    O projeto, que já conta com um contentor instalado no município de Mortágua, é coordenado pelo CoLAB ForestWISE e integra 56 parceiros, com uma taxa de execução física e financeira de 30% até ao momento.

    A iniciativa reforça o compromisso da Altri com a sustentabilidade e a gestão responsável dos recursos florestais, contribuindo para a transformação estrutural do setor florestal em Portugal.

  • Algar e NILG.AI vão otimizar gestão de resíduos no Algarve

    Algar e NILG.AI vão otimizar gestão de resíduos no Algarve

    Com o objetivo de atingir as metas europeias de reciclagem definidas no Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PERSU 2030), a Algar, em parceria com a startup portuguesa NILG.AI, está a liderar um projeto inovador que promete transformar a gestão de resíduos no Algarve.

    Trata-se de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA), desenvolvida no âmbito do programa «Re-Source 3.0» da Sociedade Ponto Verde, que visa otimizar a instalação de ecopontos, tornando o processo mais rápido, eficiente e sustentável.

    De acordo com a Algar, será necessário duplicar o número de ecopontos na região até 2030 para melhorar o acesso da população a equipamentos de deposição seletiva e aumentar significativamente as taxas de reciclagem.

    No entanto, o processo atual de identificação de locais para novos ecopontos é moroso, podendo demorar até um dia por instalação e enfrentar altos índices de rejeição por parte dos municípios.

    A nova ferramenta, desenvolvida pela NILG.AI, utiliza algoritmos de machine learning para analisar dados como históricos de recolha de resíduos, densidade populacional e infraestruturas locais.

    Com esses dados, a IA identifica os melhores locais para instalação de ecopontos, otimizando a acessibilidade e reduzindo os custos operacionais.

    Além disso, integra imagens de satélite e Google Street View para avaliar obstáculos no terreno, aumentando a precisão das propostas e a taxa de aprovação pelos municípios, que poderá crescer em 30%.

    A Algar destaca que o programa prevê a instalação de mais 6.230 ecopontos nos 16 municípios do Algarve até 2030. Com a ferramenta, o tempo para elaborar propostas foi reduzido em 50%, tornando possível cumprir os prazos estabelecidos no PERSU 2030.

    Um projeto-piloto realizado no município de Lagoa testou a eficácia da solução. A proposta final para dez novas localizações foi concluída em apenas dois dias, representando uma redução de 83% no tempo de execução comparado ao método tradicional.

    A ferramenta demonstrou-se particularmente eficiente ao combinar as análises de dados técnicos e a avaliação visual, tornando o processo mais ágil e preciso.

    Esta iniciativa reforça o compromisso da Algar em modernizar a gestão de resíduos na região e contribuir para as metas de sustentabilidade e economia circular em Portugal.

  • Vila Real testa modelo que devolve dinheiro aos cidadãos

    Vila Real testa modelo que devolve dinheiro aos cidadãos

    É expectativa dos autarcas daquele concelho que o pagamento seja apenas de 20% daquilo que atualmente é pago e que as pessoas o percebam, na fatura d emitir, a diferença, em relação ao pagamento que teriam

    Aquele município transmontano quer incentivar a separação da totalidade dos resíduos para que estes sejam valorizados e nota que, para além da separação dos plásticos, vidros e papel, a autarquia também possui a recolha de resíduos orgânicos, destinados à compostagem, e locais para a deposição de têxteis.

    O bairro Habutad, onde decorreu a demonstração inicial, existem 55 habitações. Foi explicado que, durante o período do projeto-piloto a taxa de resíduos será eliminada da fatura de água destes moradores, o que significa que não terão que pagar pela gestão de resíduos durante esse período..

    O sistema RFID (radio frequency identification) é uma tecnologia de ligação sem fios que faz transmissão de dados via radiofrequência. Para simulação de fatura só ficarão registadas as aberturas do contentor indiferenciado, que passa a ter a cor negra, e, por cada abertura, o sistema vai admitir que foram depositados 50 litros de resíduos. As famílias só pagarão o número de aberturas que fizerem.

    De acordo com a câmara, em função dos resultado obtidos durante este ano de teste o modelo pode vir a ser expandido.

  • O que as pessoas entregam para reciclar

    O que as pessoas entregam para reciclar

    No ano de 2023 a associação Electrão recolheu e vinte e sete mil toneladas de equipamentos elétricos, o que representa mais 16% que no ano anterior, mas avalia que os números ficaram longe das 100 mil toneladas anuais por reciclar.

    Esta associação de gestão de resíduos, ´é responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem, embalagens, pilhas e equipamentos elétricos usados e afirma que os bons resultados se devem ao empenho dos parceiros e ao alargamento dos locais de recolha e dos serviços ao cidadão, havendo já 11.500 pontos de recolha no país.

    Portugal, está, contudo abaixo do cumprimento das metas europeias, baseando o cálculo no que se etima vender am Portugal todos os anos. São 245 mil toneladas de equipamentos elétricos, com 60% deles a ser para substituir outros, que vão originar resíduos. «O que significa que se produzem anualmente 147 toneladas de resíduos. Se no ano passado só foram recolhidas 46 mil toneladas (destas, 27 mil pela Electrão), faltam cerca de 100 mil».

    Noutras contas, a produção de resíduos elétricos e eletrónicos ronda os 14,5 quilogramas per capita mas só foram recolhidos 4,5 quilos, pelo que cada português, em média, tem 10 quilos de resíduos, que deviam estar a ser recolhidos e tratados.

    A associação diz que «muitos equipamentos estarão esquecidos nas gavetas e acumulados em garagens, sótãos e arrecadações. E cita um estudo segundo o qual existem, em média, 74 equipamentos elétricos nas casas europeias».

    Segundo afirma o diretor-geral da associação, Ricardo Furtado, faz com que o problema essencial resida «nos milhares de toneladas que são desviadas, todos os anos, do circuito formal da reciclagem para o mercado paralelo. Esta prática implica graves prejuízos para a saúde pública e para o ambiente, já que estes aparelhos são tratados sem que seja acautelada a sua descontaminação”.

    A associação Electrão recorda que oferece na região de Lisboa um serviço de recolha porta-a-porta para grandes eletrodomésticos, que facilita a vida ao cidadão e ajuda a combater o mercado paralelo. E ainda sobre o balanço do ano passado diz que entre os equipamentos elétricos mais reciclados estão os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secar roupa.

    Em segundo lugar os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores, e depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar, e ainda os equipamentos de informática e telecomunicações. Monitores e televisores, tal como as lâmpadas, representam uma minoria.

    A associação tem como principal missão assegurar a reciclagem dos resíduos recolhidos, contribuindo para a minimização do impacto ambiental e para um reaproveitamento dos materiais que os constituem, promovendo a economia circular.

  • Em Janeiro há mais um saco nos resíduos a separar

    Em Janeiro há mais um saco nos resíduos a separar

    Se o consumidor separar os biorresíduos do lixo comum estará a diminuir a quantidade de resíduos despejados em aterro e, consequentemente, a contribuir para uma menor pegada ambiental.

    Segundo a Deco, cerca de 37% do lixo produzido pelas famílias portuguesas é composto por resíduos orgânicos, constituído por sobras de refeições e sobras da preparação dos alimentos. Estas podem, se aproveitadas, ser encaminhadas para a produção de composto orgânico, utilizado na agricultura ou na produção de energia elétrica.

    Alguns municípios em Portugal já se encontram a fazer recolha dos biorresíduos, outros estão ainda na fase de implementação de projetos piloto e muitos outros nem sequer começaram, observou aquela organização de defesa do consumidor.

    Há assim, uma tarefa urgente e imperativa, uma nova responsabilidade, na definiçao dos modelos de recolha que permitam a medição dos biorresíduos separados, dos tarifários para 2024, dos incentivos monetários para que os consumidores se empenham, nessa tarefa a aacrescentar às muitas que já existem no quotidiano doméstico.

    Fala-se na impolementação de um sistema de recolha seletiva desses resíduos, que se deverá manter até à implementação do sistema Pay-As-You-Throw (PAYT). Atualmente o sistema de pagamento de resíduos tem o pagamento indezado ao consumo da água, penalizando a limpeza e a higiene pessoal.

    Para a DECO deve existir uma campanha nacional de comunicação sobre o tema, que, e «considerando as especificidades de cada região e os sistemas de recolha adotados localmente, mobilize os consumidores para a participação ativa na separação dos seus biorresíduos. Com essa campanha pretende-se, ainda, proporcionar uma melhor compreensão de como funciona o serviço de gestão de resíduos urbanos em Portugal».

    Quais são os resíduos orgâncicos que temos de separar

    Os resíduos orgânicos são, como se disse, todos os restos de alimentos, como cascas de frutas, legumes, ovos, saquetas de chá, borras de café, etc. e representam uma grande parte do lixo que produzimos e o que as autoridades decisoras esperam é que sejam reciclados de forma ecológica e útil.

    A compostagem consiste em transformar a matéria orgânica em adubo natural para as plantas. Pode ser feita em casa, usando um recipiente com várias camadas onde se depositam os resíduos orgânicos e se misturam com serragem, folhas secas ou outros materiais ricos em carbono.

    Temos de ter em atenção que o processo de decomposição dos resíduos orgânicos leva alguns meses. Resulta num composto rico em nutrientes que pode ser usado como fertilizante natural, mas esta solução apenas ter´s utilidade paara as zonas rurais ou para quem possui pequenas hortas. As vantagens, como reduzir o volume de lixo que vai para os aterros, evitar a emissão de gases de efeito estufa, economizar dinheiro com fertilizantes e melhorar a qualidade do solo.

    Outra forma de reciclar os resíduos orgânicos é separá-los do lixo reciclável e colocá-los em sacos biodegradáveis, que se degradam mais facilmente do que os sacos de plástico, encontrados em alguns supermercados ou lojas de produtos ecológicos, mas trata-se de um custo acrescentado.

    Os resíduos orgânicos separados devem ser colocados em contentores específicos, que são recolhidos pelos serviços municipais e encaminhados para aterros sanitários ou para unidades de tratamento de resíduos orgânicos. Nestas unidades, os resíduos orgânicos são submetidos a processos de digestão anaeróbia ou de compostagem industrial, que permitem produzir biogás, energia elétrica ou composto orgânico.

  • Formas naturais de limpar águas residuais na Índia

    Formas naturais de limpar águas residuais na Índia


    Serpenteando pelas montanhas e planícies do norte da Índia, o rio Ganges é sagrado para a religião hindu. Mais prosaicamente, sua água e nutrientes são vitais para as terras agrícolas da região, centenas de milhões de habitantes e a economia da Índia.
    O Ganges é personificado como Ganga, a deusa hindu da purificação e do perdão. Mas, como muitos rios ao redor do mundo, o Ganges está severamente poluído, ameaçando a saúde das pessoas que vivem nas proximidades e as culturas que cultivam.


    Grande potencial

    Dois projetos financiados conjuntamente pela UE e pela Índia estão a melhorar a recolha, a sanitização e a reutilização das águas residuais – um desafio cada vez mais urgente, uma vez que as alterações climáticas exercem uma maior pressão sobre o abastecimento de água. Denominadas PAVITR e PAVITRA GANGA, as duas iniciativas fazem parte de uma Parceria UE-Índia para a Água.

    PAVITR está a utilizar o poder de filtragem natural das árvores para transformar o esgoto em um recurso. O objetivo insere-se no esforço da UE no sentido de uma economia circular, em que os recursos são reutilizados em vez de descartados.
    «Com o foco na economia circular, a Índia tem um enorme potencial», afirmou Mirko Hänel, coordenador europeu do PAVITR.

    O PAVITR, que começou em 2019 e vai até janeiro de 2024, é também um exemplo de solução baseada na natureza. A utilização de plantações de árvores pelo projeto para tratar águas residuais não só é inspirada e apoiada pela natureza, como também proporcionará benefícios ambientais, sociais e económicos locais.

    A equipa represou águas residuais municipais num hectare de terra para cultivar uma cultura densa de bambus, salgueiros e choupos. O sistema funciona em perfeita harmonia: os nutrientes como o azoto e o fósforo presentes nas águas residuais ajudam as árvores a crescer, enquanto as bactérias das raízes limpam naturalmente a água. A análise mostra que este tratamento natural faz com que as águas residuais cumpram os regulamentos necessários, de acordo com Hänel.

    Devoluções de boas-vindas

    O sistema é barato de instalar e operar em comparação com os altos custos de funcionamento em produtos químicos e eletricidade de uma estação de tratamento de águas residuais padrão – e as árvores, além de limpar a água, atrairão pássaros, insetos e outros animais selvagens.

    A Universidade Muçulmana de Aligarh, um dos parceiros do projeto na Índia, decidiu catalogar as espécies no local. As árvores e o bambu podem ser colhidos a cada dois ou três anos, proporcionando uma cultura de madeira sustentável para ser vendida à Europa dependente de importações e um fluxo de renda para os agricultores na Índia. Poderia também, idealmente, substituir materiais de construção e fabrico menos sustentáveis derivados de combustíveis fósseis.

    Não é necessária fertilização ou irrigação adicional, uma vez que as águas residuais fornecem tudo. Os fertilizantes químicos, outro recurso cada vez mais escasso e caro, não são necessários. O sistema radicular permanece no lugar, pronto para crescer novamente e continuar tratando a água.

    Olhando além do PAVITR, Hänel diz que os esforços precisarão se concentrar em ideias de negócios para mover o sistema da pesquisa exploratória para o mercado comercial e para mais áreas ao longo do Ganges, bem como outros rios.

    Limpeza de produtos químicos

    Enquanto PAVITR tem se concentrado em águas residuais municipais padrão, PAVITRA GANGA tem lidado com o tipo contaminado por produtos químicos industriais.

    Também uma iniciativa de cinco anos que decorre até janeiro de 2024, PAVITRA GANGA está a estudar formas de remover compostos perigosos de águas residuais insuficientemente tratadas. O projeto centra-se nas águas residuais em zonas urbanas e circundantes – periurbanas –, procurando garantir que possam ser reutilizadas com segurança para ajudar a cultivar culturas.
    Na cidade industrial de Kanpur, que tem mais de 400 fábricas de curtumes, as estações de tratamento de esgotos são incapazes de lidar com os grandes volumes e com o despejo ilegal de resíduos industriais nos esgotos municipais.

    A análise das águas residuais revelou concentrações elevadas de substâncias, como o crómio, que podem causar cancro.
    Se não for tratada adequadamente, essa poluição pode contaminar os solos, prejudicar a saúde dos agricultores e reduzir a produtividade das culturas se usada para irrigar terras agrícolas, de acordo com Paul Campling, coordenador do projeto. Ele também é gerente de desenvolvimento de negócios internacionais em uma organização belga de pesquisa de tecnologia limpa chamada VITO.

    PAVITRA GANGA tem como objetivo encontrar as melhores tecnologias para remover compostos nocivos das águas residuais para que possam ser reutilizadas com segurança para irrigação de culturas.

    A equipe também usa sensores e tecnologias de modelagem para monitorar e prever a qualidade dos corpos hídricos regionais afetados por águas residuais descarregadas e ajuda os governos locais a planejar medidas mais seguras para lidar com a água natural não tratada em rios, lagos e águas subterrâneas.

    Local e global

    Em Kanpur, a equipe está testando um sistema de tratamento de filtração secundária, bem como tecnologias de “polimento” para remover contaminantes, incluindo cromo. Primeiro, um tipo específico de membrana filtra o esgoto, separando-o em permeado, que é a água que será reutilizada, e retentado, que é a matéria orgânica restante.

    Zonas húmidas construídas “mais” depois limpam ainda mais o permeado. Estes vão um passo além das zonas húmidas construídas – um sistema de tratamento de água que utiliza estações para limpar águas residuais – ao incluir uma combinação de substâncias sorventes especificamente concebidas para remover poluentes, conhecidas como tecnologias de polimento.

    Mesmo os compostos, como o crómio, podem ser devolvidos ao sistema de economia circular se forem recolhidos em quantidades suficientes. Os parceiros da indústria local do projeto têm um grande papel a desempenhar, trabalhando com um instituto de conhecimento chamado IIT Kanpur.

    «Estão testando os sistemas de tratamento em Kanpur e poderiam facilmente ampliá-los se virem os benefícios», disse Campling. «Queremos chegar ao ponto em que as empresas locais possam levar as tecnologias mais longe quando o projeto terminar

    A esperança é que as abordagens sejam incorporadas na tomada de decisões do setor e reconhecidas pelas autoridades locais.
    As atividades poderiam, em última análise, produzir benefícios muito além de Kanpur e da Índia, que esta semana ultrapassou a China como o país mais populoso do mundo.

    «Se funcionar bem na Índia, provavelmente funcionará bem na África e na América do Sul também», disse Campling.

    Este artigo teve publicação original em Horizon, the EU Research and Innovation magazine. A investigação contida neste artigo foi financiada pela UE. Se você gostou deste artigo, considere compartilhá-lo nas redes sociais.

  • Reguengos de Monsaraz tem unidade de recolha de resíduos perigosos

    Reguengos de Monsaraz tem unidade de recolha de resíduos perigosos


    No âmbito da recolha de proximidade, foi instalada em Reguengos de Monsaraz a «Unidade Especial de Recolha de Resíduos Perigosos (UERP)», no Campo 25 de Abril, junto ao tribunal.

    Como o lugar dos perigosos não é no lixo comum, qualquer pessoa pode dirigir-se a esta unidade , nos dias 22 a 27 de Novembro e 29 de Novembro, das 11:00 às 14:30 horas e das 15:30 às 18:30 horas, durante a semana, e das 10:00 às 13:00 horas e das 14: 00 às 18:00 horas aos sábados, para depositar resíduos domésticos que têm na sua composição materiais perigosos.

    São estes materiais, cosméticos, telemóveis, eletrodomésticos, lâmpadas, aerossóis, produtos de limpeza, pesticidas, tintas, vernizes, pilhas, baterias, que são objetos de uso quotidiano, perfeitamente seguros, mas que possuem na sua composição materiais tóxicos, inflamáveis, corrosivos e até contaminantes. Por estas razões, devem ser descartados em segurança.

  • Resíduos da construção em Webinar no Algarve

    Resíduos da construção em Webinar no Algarve

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, promove um Webinar sobre o Plano de Ação para os RCD’s – Transporte e Gestão de RCD’s, destinado a técnicos, decisores municipais, empresários e colaboradores de Operadores de Gestão de Resíduos e a transportadores-

    Esta acção pretende dar continuidade ao ciclo de Sessões Informativas dinamizados pela (CCDR) da Região do Algarve, no âmbito do Programa de Ação da Agenda Regional de Transição para a Economia Circular. Decorrerá às 10:00 horas do próximo dia 21 de outubro.

    O principal objetivo da iniciativa consiste na transmissão e partilha de informação relativa a esta matéria e a contribuir para a capacitação dos profissionais e promovendo a saudável discussão sobre este tema «tão significativo na Região do Algarve».

    A CCDRA diz contar com um painel de especialistas que, «atualizando o enquadramento legal e divulgando as boas práticas do setor, promoverá disseminação dos aspetos preponderantes para garantir a execução da atividade de forma mais circular e ambientalmente sustentada».

    A inscrição é gratuita.

  • Saiba as escolas que vão ter «Eletrão» no Algarve

    Saiba as escolas que vão ter «Eletrão» no Algarve

    A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, informou que a campanha é destinada a sensibilizar para o correto encaminhamento de pilhas, lâmpadas e equipamentos elétricos fora de uso e espera que este seja um marco na recolha deste equipamento nas escolas, desviando, para boa reciclagem, estes materiais, do depósto em lixo indiferenciado.

    Assim, não iriam poluir solos ou linhas de água, nem seriam desviados para operadores que não procedem à sua descontaminação, alertou o diretor-geral do Electrão, Pedro Nazareth.

    A campanha “Escola Electrão” permitiu a recolha de mais de seis mil toneladas de equipamentos elétricos usados nas várias escolas aderentes, de norte a sul do país. A 11ª edição desta iniciativa prolonga-se até junho de 2022. No total participam mais de 360 escolas.

    Como incentivo pelo trabalho de sensibilização, as escolas aderentes podem receber vales para a compra de novos equipamentos elétricos, que são atribuídos com base num sistema de pontos, em função da quantidade de equipamentos recolhidos pela escola.

    O desafio Repórter Electrão, um concurso de vídeos produzidos pelos alunos sobre o tema da reciclagem, é outra das iniciativas promovida no âmbito da campanha que também dá direito a prémios a atribuir às equipas vencedoras.

    Com os meios de acondicionamento e comunicação enviados pelo Electrão, as escolas aderentes incentivam alunos, professores, funcionários e pais a entregar equipamentos fora de uso, como forma de consciencializar para o papel de cada um na proteção do ambiente através da separação para reciclagem.

    As escolas aderentes no Algarve:

    • Colégio da Penina
    • Escola Básica Cónego Dr. Clementino de Brito Pinto, Almancil, Loulé
    • Escola Básica D. Afonso III, Faro
    • Escola Básica D. Francisca de Aragão, Quarteira, Loulé
    • Escola Básica D. Martinho de Castelo Branco, Portimão
    • Escola Básica das Naus, Lagos
    • Escola Básica de Algoz, Silves
    • Escola Básica de Ameijeira, Lagos
    • Escola Básica de Carvoeiro, Lagoa
    • Escola Básica de Conceição, Faro
    • Escola Básica de Estoi, Faro
    • Escola Básica de Hortas de Santo António, Loulé
    • Escola Básica de Montenegro, Faro
    • Escola Básica de Santa Bárbara de Nexe, Faro
    • Escola Básica de São João da Venda, Loulé
    • Escola Básica Dr. António de Sousa Agostinho, Almancil, Loulé
    • Escola Básica Dr. António João Eusébio, Moncarapacho, Olhão
    • Escola Básica Dr. Francisco Cabrita, Albufeira Escola Básica Dr. João Lúcio, Fuseta, Olhão
    • Escola Básica Dr. Joaquim Rocha Peixoto Magalhães, Faro
    • Escola Básica Dr. José de Jesus Neves Júnior, Faro
    • Escola Básica e Secundária da Bemposta, Portimão
    • Escola Básica e Secundária de Albufeira
    • Escola Básica Eng. Duarte Pacheco, Loulé
    • Escola Básica Eng. Nuno Mergulhão, Portimão
    • Escola Básica Jacinto Correia, Lagoa
    • Escola Básica João da Rosa, Olhão
    • Escola Básica João de Deus, São Bartolomeu de Messines, Silves
    • Escola Básica José Carlos da Maia, Olhão
    • Escola Básica José Sobral, Mexilhoeira Grande, Portimão
    • Escola Básica Júdice Fialho, Portimão
    • Escola Básica n.º 4 de Faro
    • Escola Básica Padre João Coelho Cabanita, Loulé
    • Escola Básica Poeta Emiliano da Costa, Estoi, Faro
    • Escola Básica Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, Boliqueime, Loulé
    • Escola Básica Professor João Cónim, Estômbar, Lagoa
    • Escola Básica Rio Arade, Parchal, Lagoa
    • Escola Básica Santo António, Faro
    • Escola Básica Vale de Pedras, Albufeira
    • Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve
    • Escola Secundária de Albufeira
    • Escola Secundária de Vila Real de Santo António
    • Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, Olhão
    • Escola Secundária Dr.ª Laura Ayres, Quarteira, Loulé
    • Escola Secundária Júlio Dantas, Lagos
    • Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira, Lagoa
    • Escola Secundária Pinheiro e Rosa, Faro
    • Escola Secundária Tomás Cabreira, Faro
  • União Europeia insiste em carregador universal

    União Europeia insiste em carregador universal

    Apesar de há muitos anos estar na ordem do dia, a criação de um carregador universal para telemóveis ainda vem longe.

    Agora e novamente, a Comissão Europeia, aproveitando a acção conjunta dos 27 países que formam a UE em torno da compra das vacinas e do PRR, parece estar decidida a colocar um ponto final nesta questão e acabar com o desconforto dos cidadão que enfrentam a compra de carregadores de todos os tamanhos e feitios e harmonizar o formato do interface de carga em torno de um único modelo.

    A proposta apresentada esta semana pela Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu, vai alterar uma diretiva do ano de 2014 e pode fazer com que todos os dispositivos comercializados na União Europeia sejam compatíveis com um carregador USB-C. Para os equipamentos que requerem mais potência e voltagem, a proposta é a da utilização da tecnologia padrão USP-PD.

    A iniciativa é do comissário da Indústria e Mercado Interior, Thierry Breton e destina-se a acabar com a obrigatoriedade de comprar o carregador no momento da compra do dispositivo eletrónico. Em Bruxelas, calcula-se que tal vai trazer uma poupança aos consumidores europeus da ordem dos 250 milhões de euros. É claro que, a implementação da medida, vai demorar e contará com a resitência das empresas, em especial da Apple que não utiliza aquele tipo de carregadores.

    Em 2018, os carregdores foram responsáveis pela formação de onze mil toneladas de resíduos eletrónicos, com emissões associadas de seiscentas quilotoneladas de CO2, informou a Comissão Europeia.

  • Algarve coopera com Andaluzia sobre resíduos de sabões

    Algarve coopera com Andaluzia sobre resíduos de sabões

    O projeto Economia Circular e Resíduos de Sabonetes de Hotelaria (ECRESHOTO) foi criado no âmbito da Agenda Regional para a Economia Circular em 2018, associado ao programa Interreg VA España-Portugal (POCTEP), que apoia e promove projetos de cooperação transfronteiriça com o apoio da União Europeia.

    É liderado pela CCDR Algarve, visa «conhecer as quantidades de resíduos de sabonete e de outros tipos de resíduos (tais como os bio resíduos, os resíduos têxteis, os móveis e eletrodomésticos) que resultam da atividade hoteleira», e tenta identificar parceiros no tecido empresarial da região que demonstrem interesse em valorizar esses resíduos e produtos, «promovendo um modelo de negócio inovador que integre o seu potencial de circularidade».

    Dadas as características comuns entre a região do Algarve e da Andaluzia, a comissão de coordenação considerou vantajosa a adoção de uma estratégia comum, em particular com a província de Huelva, e estabeleceu contactos de parceria com a Diputación Provincial de Huelva, estendendo a parceria ao NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve.

    A expectativa, no final do projeto, é que, a par do contributo do setor do turismo para a Agenda Regional da Economia circular no Algarve, possa ser conhecida a «quantidade de resíduos produzida, atingir um nível elevado de separação e transporte para destino adequado e promover a sua valorização».

    Aquele organismo da Administração Pública, dirigido por José Apolinário, pretende incentivar a criação de novas empresas de gestão de resíduos, a reconversão de outras já existentes no Mercado, promovendo a «responsabilidade ambiental e social da Hotelaria e dos Operadores de Gestão de resíduos intervenientes no processo, na região do Algarve e da Andaluzia».

    A CCDR faz notar que, ao tratar-se de um projeto participativo, «é essencial o contributo dos agentes da hotelaria e alojamento, bem como dos operadores de gestão de resíduos da região».

    Para conhecer os dados quanto à quantidade, tipologia e encaminhamento dado aos resíduos durante o ano de 2019 na região do Algarve, foi preparado um questionário que está disponível para preenchimento na Plataforma.

    Página da Internet divulgada pela CCDR

  • Governo duplica valor dos resíduos sólidos

    Governo duplica valor dos resíduos sólidos

    Com a publicação do diploma que “Altera o regime geral da gestão de resíduos” o Governo aumenta o valor da taxa de gestão de resíduos (TGR), duplicando o seu valor de 11 para 22 euros, a partir de 1 de janeiro de 2021.

    É assim que este valor quadruplica nos últimos cinco anos, poi o valor da TGR já tinha duplicado entre 2015 e 2020, quando passou de 5,5 euros por tonelada para os atuais 11 euros.

    O PCP acaba de requerer a apreciação parlamentar da decisão por entender que causa impactos profundamente negativos sobre as autarquias e por sua vez sobre as populações e terá repercussões na faturação, penalizando as populações.

    Aquele partido afirma que a intenção do Governo é ir ainda mais longe. O regime geral de resíduos que está em discussão pública, apresenta como objetivo o aumento da TGR em 2021 para 22 euros por tonelada, em 2022 para 25 euros, em 2023 para 28 euros, para 2024 para 34 euros e para 2025 para 40 euros. Entre 2020 e 2025, o Governo pretende aplicar um aumento de 263,6% no valor da TGR, alerta.

    Explicando melhor a sua intenção de chamar o diploma à Assembleia da República, o PCP afirma que O produto resultante da cobrança da taxa de gestão de resíduos, na sua esmagadora maioria, constitui receita da Agência Portuguesa do Ambiente, desconhecendo-se a sua aplicação. A receita proveniente da TGR não tem sido utilizada para qualquer investimento em soluções que assegurem maior qualidade e racionalidade na gestão de resíduos. Na prática, a TGR tem sido uma fonte de financiamento de serviços da Administração Central.

    Diz ainda o PCP que , sobre todo este processo, há uma enorme contestação dos Municípios em relação ao brutal aumento da TGR, denunciando que não foram auscultados.