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Etiqueta: renováveis

  • Produção nacional de fontes renováveis

    Produção nacional de fontes renováveis

    A produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis foi de 44 816 GWh e corresponde a 78,1% do total da produção bruta, mais saldo importador de eletricidade.

    É o que se afere do documento das estatísticas rápidas das renováveis, publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), no ano-móvel (últimos 12 meses) de dezembro de 2023 a novembro de 2024,

    De acordo com a metodologia da Diretiva UE 2018/2001, que estabeleceu os objectivos a atingir em 2030, estima-se que essa percentagem se situe em 66,1%.

    Neste mesmo período, 76,1% da produção de eletricidade de origem renovável foi obtida através das tecnologias eólica e hídrica.

    No final de novembro de 2024, a potência instalada em unidades de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis foi de 20 361 MW, dos quais 2 459 MW são referentes a instalações de produção descentralizada.

    A capacidade instalada na produção descentralizada representa 12,1% da potência instalada renovável.

    As tecnologias hídrica e eólica representam 70% da capacidade instalada. A potência instalada da fotovoltaica foi atualizada de 2015 a 2021. No mesmo período, verificouse uma redistribuição geográfica da potência instalada da produção descentralizada. Os dados 2023 e 2024 são provisórios.

    A publicação abrange o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e pretende acompanhar a utilização da energia proveniente de fontes renováveis.

    Fonte: Portal Ambiente Online
  • Fábrica de hidrogénio funcional em Huelva no ano de 2008

    Fábrica de hidrogénio funcional em Huelva no ano de 2008

    Desta forma, a província de Huelva terá vantagem tecnológica sobre outras localidades para que continuem a chegar investimentos comprometidos com a geração e transporte de energias renováveis.

    A Casa Colón, em Huelva, acolheu a apresentação deste projeto, anunciado na cimeira do clima do Dubai, há pouco mais de um mês, e estiveram presentes o presidente da Junta de Andalucía, Juanma Moreno, o CEO da Cepsa, Maarten Wetselaar, segundo relata o jornal onubense Huelva Información.

    O CEO da C2X, Brian Davis, destacou a idoneidade da cidade de Huelva para desenvolver este projeto, que envolve um investimento de até 1.000 milhões de euros e a criação de 2.500 postos de trabalho diretos e indiretos associados.

    Calcula-se que, em 2028, a fábrica de metanol verde de Huelva estará em plena capacidade, tornando-se a maior da Europa e uma das cinco maiores do mundo, com uma capacidade de produção anual de 300.000 toneladas.

    Segundo Juanma Moreno, a aliança entre a Cepsa e a C2X «faz de Huelva o epicentro, a capital da energia limpa, principalmente do hidrogénio verde. A Andaluzia e Huelva têm uma vantagem tecnológica sobre outros territórios da Europa que nos permitirá atrair investimento e capacidade produtiva nos próximos anos

    Assegurou, ainda, a Andaluzia tomou a decisão de ser líder na geração de energia limpa e renovável e «vamos consegui-la nesta legislatura, queremos ser líderes, não em Espanha, mas na Europa e queremos liderar todos os projetos de hidrogénio verde».

  • Emissões zero previstas para 2050

    A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que o mundo pode alcançar o objetivo de “emissões zero” no setor da energia em 2050, triplicando para 2030, a capacidade de produção das energias renováveis.

    A AIE publicou hoje a atualização da estratégia de 2021 no sentido de alcançar os objetivos em meados do século e limitar o aumento global das temperaturas a 1,5 graus. Para o organismo, apesar da “falta de ambição política e da cooperação” é possível que “os avanços dos últimos anos” possam ajudar a alcançar as metas inicialmente propostas.

    Deste modo, a AIE concentra-se em estratégias que visam triplicar em 2030 a capacidade de produção mundial de energias renováveis; duplicar o ritmo anual do aumento das melhorias de eficiência energética, incrementar a venda de veículos elétricos e promover as medidas com vista ao corte das emissões de gás metano (do setor energético) em 75%.

    Estas estratégias têm como base tecnologias que já existem e que “já demonstraram rentabilidade” face aos cortes de emissões e que podem garantir a redução de mais de 80% de reduções necessárias até ao final da década, indica a AIE.

    Os investimentos globais devem multiplicar-se no início da próxima década para que se mantenha o ritmo da redução de emissões.

    Visto em Greensavers
  • As 42.000 novas árvores da EDP e os sobreiros abatidos

    As 42.000 novas árvores da EDP e os sobreiros abatidos

    A motivação governamental foi a «imprescindível utilidade pública» do empreendimento eólico, a ser desenvolvido pela empresa Parque Eólico de Moncorvo, que não tem Sines no nome, por ter sido criada inicialmente para desenvolver um projeto eólico na região de Moncorvo, acabando por transferir o investimento para o litoral alentejano.

    A EDP Renováveis informou que o plano de compensação pelo abate de sobreiros do parque eólico de Morgavel, prevê a plantação de cerca de 42.000 árvores e arbustos, das quais 30.000 sobreiros numa área aprovada pelo ICNF, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, equivalente a 50 hectares, superior à que será intervencionada para a construção do parque eólico.

    A EDP comprometeu-se a assegurar a manutenção dos sobreiros ao longo da duração do projeto e, de modo imediato, beneficiar estradas e acessos em mais de sete quilómetros, com impacto direto no apoio ao combate a incêndios. Diz a EDP Renováveis que, dos sobreiros identificados para eliminação, 75% estão em fase jovem, existindo ainda uma quantidade significativa de sobreiros que se encontram em mau estado de conservação.

    Utilidade Pública

    O despacho por Duarte Cordeiro declara a imprescindível utilidade pública do Parque Eólico de Morgavel (PEM) e da linha elétrica a 400 kV de interligação à subestação de Sines, e considera estarem reunidas as condições necessárias, como a conformidade ambiental do projeto, as autorizações de abate/corte de sobreiros pelos proprietários e que a Parque Eólico de Moncorvo, da EDP Renováveis, apresentou um projeto de medidas compensatórias por arborização de povoamento misto de sobreiros e medronheiros numa área de 50,07 hectares.

    A empresa pediu autorização para proceder ao abate de 1.821 sobreiros numa área de 32,22 hectares de povoamento, localizados nas freguesias de Sines e Porto Covo, União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra, nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém.

    Na decisão do Governo pesou «relevante interesse público, económico e social do empreendimento, cumulativamente às obrigações inerentes ao contrato assinado entre a requerente e o Governo Português, a qual se encontra contratualmente obrigada a promover a execução de um Parque Eólico que concorra para o cumprimento pelo Estado Português dos objetivos de Quioto e do Plano Nacional de Energia».

    Foram ainda consideradas a Avaliação de Impacte Ambiental, que decidiu em conformidade com a localização do empreendimento, após equacionadas as alternativas, bem como a declaração da Câmara Municipal de Sines que expressa o interesse do município na instalação daquela central eólica.

    Em fevereiro, a Autoridade da Concorrência (AdC) autorizou a EDP Renováveis a comprar a Parque Eólico de Moncorvo, que atualmente se dedica a conceber e implementar o parque eólico de Morgavel, no concelho de Sines.

    A Morgavel é titular de um direito de interconexão à rede para capacidade de produção eólica de remuneração garantida a instalar de 50 megawatts (MW), bem como de um direito a instalar 10 MW adicionais de sobreequipamento, nos termos de contrato celebrado com a Direção-Geral de Energia e Geologia, em maio de 2009.

    O processo de aquisição do parque eólico de Morgavel por parte da EDP Renováveis encontra-se atualmente em fase de conclusão, segundo a empresa.

  • Metade da energia a chegar de renováveis até 2030 pede a ZERO

    Metade da energia a chegar de renováveis até 2030 pede a ZERO

    Também apela para aumente para, pelo menos 50% até 2030 e, numa perspetiva de mais longo-prazo, para pelo menos 90% em 2040, a meta de incorporação de energias renováveis em todo o sistema, não apenas na eletricidade.

    A Zero pronunciou-se tendo em conta o Plano Nacional de Energia e Clima 2021-2030 (PNEC), cuja versão preliminar revista terá de ser apresentada à Comissão Europeia até final deste mês.

    A associação também considera que a revisão que agora se apresenta é essencial para os Estados assegurarem planos mais exigentes, e pronuncia-se para que o PNEC seja «suficientemente ambicioso, para ir além das metas estabelecidas pela União Europeia e, desta forma, alinhar-se com o compromisso estabelecido pelo Acordo de Paris».

    A Zero defende a promoção do armazenamento partilhado de energia renovável e a introdução no PNEC de um novo objetivo, de promoção da economia de partilha, um modelo económico em que os diferentes atores e atividades partilham recursos, diminuindo-se assim as necessidades de consumo e a pressão sobre os recursos.

    Seria o caso de produção partilhada de eletricidade, ou uso comum de eletrodomésticos como máquinas de lavar roupa.

    E considera que o mais importante a rever no PNEC é a suficiência e eficiência energética, que é preciso melhorar, e a segurança energética, porque as secas deverão reduzir a produção de energia hídrica, pelo que são importantes políticas que levem ao desenvolvimento das capacidades de armazenamento de energia.

    No documento, a Zero pede ainda a revisão do Simplex Ambiental, para haver critérios rigorosos de sustentabilidade, a antecipação para antes de 2040 do fim da produção de eletricidade a partir de gás fóssil, começando pelo fim da central da Tapada do Outeiro, cuja licença termina em 2026), a proibição da compra de novos autocarros a gás natural e prioridade ao uso interno de hidrogénio verde, orientado para setores onde não é possível usar a eletricidade.

  • Mar Shopping Algarve com 14 pontos elétricos de carregamento

    Mar Shopping Algarve com 14 pontos elétricos de carregamento

    O meeting place procura aumentar a sustentabilidade na área da mobilidade urbana, posicionando-se por um lado como um destino de compras e também como um espaço de conveniência e convívio com que os algarvios podem sempre contar no seu dia a dia.

    Esta infraestrutura é possibilitada pela GALP, empresa que desenvolveu equipamentos de vanguarda alimentados através de energia proveniente de fontes 100% renováveis.

    São sete carregadores elétricos, cada um com duas tomadas independentes, que totalizam 14 pontos de carregamento. Há diferentes potências, adequadas a cada necessidade, entre 7,4 kW a 60 kW (carregador rápido), na zona coberta de estacionamento no Piso -1. Juntamente com a loja IKEA são disponibilizados ao todo 30 pontos de carregamento neste complexo comercial.

    Ana Antunes, Meeting Place Manager MAR Shopping Algarve, explica que a preocupação «é transversal à estratégia da Ingka Centres de ambicionar uma operação ambientalmente positiva até 2030 e, em breve, o centro comercial algarvio dará mais um passo nesta matéria com a entrada em funcionamento de um parque fotovoltaico».

  • Comunidades de Energias Renováveis no Algarve e PRR

    Comunidades de Energias Renováveis no Algarve e PRR

    Para debater os desafios a vencer para dar vida às Comunidades de Energia Renovável (CER) e para a partilha de conhecimento nos domínios da descarbonização e da transição energética na Região do Algarve, .ocorreu no passado dia 2 de junho um encontro entre o Município de Lagos, a Universidade do Algarve (UALG) e a Agência Regional de Energia e Ambiente do Algarve (AREAL), por iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito do acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR),

    O Município de Lagos é promotor do projeto «Área Empresarial de Lagos +Resiliente, +Verde e +Digital», a UALG dinamiza a iniciativa «Culatra 2030 – Comunidade Energética Sustentável» e a AREAL tem vindo a realizar projetos nos domínios da descarbonização e da eficiência energética em parceria com autarquias e empresas da Região, recorrendo aos fundos do Programa Operacional do Algarve – CRESC ALGARVE 2020 e do programa de cooperação transfronteiriça Interreg V-A España-Portugal (POCTEP).

    As CER são consideradas pelos promotores como figuras chave nas dinâmicas de transição energética e de sustentabilidade em progresso nos projetos mencionados.