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Etiqueta: regantes

  • Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    A gestão da água para a agricultura no interior do Sotavento Algarvio acaba de ser reforçada, numa medida crucial para a resiliência dos campos de Alcoutim.

    O Ministério da Agricultura e Mar, através do Ministro José Manuel Fernandes, aprovou a transferência da gestão de mais quatro aproveitamentos hidroagrícolas para a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

    Esta decisão, formalizada por despacho de 7 de janeiro, aprova a segunda adenda ao Contrato de Concessão para a Gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, dando seguimento a um modelo de gestão partilhada que visa maior eficiência e capacidade de resposta.

    Para o concelho de Alcoutim, esta é uma notícia de particular relevância, abrangendo duas infraestruturas críticas, que representam a maior área de intervenção desta nova tranche: o aproveitamento de Preguiças (24 ha), na freguesia de Vaqueiros, e o de Pessegueiro (68 ha), em Martim Longo. No seu conjunto, as quatro infraestruturas transferidas abrangem 126 hectares de área beneficiada e uma capacidade de armazenamento de 0,8 hectómetros cúbicos, essenciais para a produção agrícola da região.

    A necessidade desta consolidação surge devido à dificuldade sentida pelas anteriores entidades gestoras. As associações responsáveis pelos aproveitamentos de Pessegueiro, Mealha (Tavira) e Monte da Ladeira (Castro Marim) renunciaram voluntariamente à função, reconhecendo que a ABPRSA, por possuir maior capacidade e recursos humanos, estaria mais apta a prosseguir os fins de interesse público, garantir o cumprimento das obrigações legais e, fundamentalmente, responder aos desafios colocados pela emergência climática.

    No caso específico do aproveitamento das Preguiças, a sua gestão estava suspensa por despacho ministerial desde novembro de 2025, o que torna urgente esta nova atribuição de responsabilidade.

    A integração destes aproveitamentos insere-se numa estratégia ministerial mais vasta de consolidação da gestão dos pequenos aproveitamentos hidroagrícolas no Algarve. O objetivo é claro: garantir o cumprimento das exigências legais, promover a manutenção e valorização das infraestruturas e otimizar o uso e a gestão do recurso água, num contexto de crescente escassez hídrica.

    Para os agricultores de Alcoutim, a centralização da gestão na ABPRSA espera-se que represente uma garantia de maior estabilidade e eficiência operacional nas suas infraestruturas hídricas, assegurando que os aproveitamentos vitais para o interior têm o apoio necessário para enfrentar os períodos de seca e promover a sustentabilidade agrícola local.

  • Cortes iguais querem agricultores algarvios

    Cortes iguais querem agricultores algarvios

    A CSHA representa mais de 1.000 produtores, operadores e associações do setor agrícola algarvio.

    Segundo a CSHA, a previsão de armazenamento de água de superfície nas bacias do Algarve já foi ultrapassada, e a região possui níveis de água suficientes para os próximos anos.

    A comissão espera que os valores dos cortes em vigor desde janeiro sejam atualizados na reunião de terça-feira, com um corte de 15% para o setor urbano e turismo, e de 25% para a agricultura.

    Além do mais, esperam que seja apresentada uma proposta para a legislação da gestão da água subterrânea, permitindo a criação de associações de produtores e usuários de cada aquífero.

    A CSHA também gostaria de ouvir a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciar o aumento do volume de água a ser transferido da barragem do Funcho para a do Arade, no barlavento algarvio.

    A medida foi solicitada pela Associação de Regantes de Silves, Lagoa e Portimão, para que a agricultura naquele perímetro de rega possa operar com um corte de 15%, pois necessita de cinco hectómetros cúbicos de água do Funcho.

  • Regantes de Huelva querem troca com Pomarão

    Regantes de Huelva querem troca com Pomarão

    Na nota de imprensa, divulgada ontem, quarta-feira, referiram-se a decisões da ANP WWF Portugal e WWF, sobre o aumento do acesso às aguas do rio Guadiana e recordaram que a bombagem de água de Boca-Chança , em épocas de seca e escassez de chuvas, em Huelva e na regiãio transfronteiriça Alentejo-Algarve, espera legitimação desde 1985. Lembram a bombagem de 75 hm3/ano durante a seca de 1991-1995 que «solucionaram a escassez de água para consumo humano e para a indústri a agricultura de Huelva».

    Nestas reinvidicações referem-se à vontade de Portugal também efectuar bombagens das águas do rio para consumo humano, como o faz Espanha desde o ano de 1979 em Boca-Chança, no estuário do afluente do Guadiana, junto à localidade portuguesa do Pomarão.

    Estas novas reinvidicações espanholas estão a ser alimentadas pelas recentes possibilidades levantadas pelo Governo portguguês de utilizar águas doGuadiana a partir de semalhante origem para «aumentar a oferta de recursos hídricos no Sotavento do Algarve com um transvase para a barragem de Odeleite para usos urbanos, de turismo e agrícola».

    «Não se trata de repor água únicamente por seca, como, com ignorância da realidade nesta região transfronteriça de España e Portugal, se continua a insistir, por aqueles que não têm em conta os objetivos dos acordo hispano-lusos em matéria de agua nos rios internacionais anteriores ao ano 2000, nos que fica claro que se trata de atender também às situações de escassez na região transfronteriça”, aponta a Corehu.