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Etiqueta: reciclagem

  • Portugal e o Desafio dos Pneus Usados

    Portugal e o Desafio dos Pneus Usados

    Portugal, como muitos outros países, enfrenta o desafio crescente da gestão de pneus usados. O abandono inadequado destes materiais representa uma séria ameaça ambiental, contaminando solos e água, propagando doenças e contribuindo para a proliferação de incêndios. No entanto, o país tem feito progressos significativos no aproveitamento destes resíduos, transformando um problema ambiental numa oportunidade económica e ecológica.

    Os pneus usados, quando abandonados em aterros ou na natureza, libertam substâncias tóxicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos. A sua composição, rica em borracha e outros materiais sintéticos, torna a sua decomposição extremamente lenta, persistindo no ambiente durante séculos. Além disso, os pneus descartados incorretamente podem acumular água, tornando-se criadouros de mosquitos transmissores de doenças como a dengue e a zika.

    Outro problema grave é o risco de incêndios. Os pneus são altamente inflamáveis e, uma vez incendiados, libertam gases tóxicos e fuligem que prejudicam a qualidade do ar e a saúde pública.

    Portugal e a Valorização de Pneus Usados

    Felizmente, Portugal tem vindo a implementar medidas para minimizar o impacto ambiental dos pneus usados. A legislação nacional promove a recolha e a valorização destes resíduos, incentivando a sua reciclagem e a sua utilização em diversas aplicações.

    A Valorpneu, entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados, desempenha um papel fundamental neste processo. Através de uma rede de pontos de recolha, a Valorpneu garante que os pneus usados são encaminhados para reciclagem ou valorização energética.

    Aplicações Inovadoras para Pneus Usados

    A reciclagem de pneus usados permite obter diferentes materiais, como granulado de borracha, aço e fibra têxtil. Estes materiais podem ser utilizados em diversas aplicações.

    Em pavimentos desportivos, o granulado de borracha é utilizado na construção de campos de futebol, pistas de atletismo e parques infantis, proporcionando superfícies seguras e confortáveis.

    Nas obras de engenharia civi, a borracha dos pneus pode ser incorporada em misturas betuminosas, aumentando a durabilidade e a segurança das estradas e no Isolamento acústico e térmico os pneus reciclados podem ser utilizados em materiais de construção para melhorar o isolamento acústico e térmico de edifícios.

    Apesar dos avanços, Portugal ainda enfrenta desafios na gestão de pneus usados. É crucial aumentar a consciencialização ambiental da população e garantir que todos os pneus usados são encaminhados para os pontos de recolha adequados.

    A investigação e a inovação tecnológica são igualmente importantes para desenvolver novas aplicações para os pneus reciclados, promovendo a economia circular e contribuindo para um futuro mais sustentável.

    Portugal tem trilhado um caminho positivo na gestão de pneus usados, mas é fundamental manter o compromisso com a sustentabilidade e continuar a investir em soluções inovadoras para este desafio ambiental.

    Com Google

  • Juventude de Castro Marim distribui baldes para biorresíduos

    Juventude de Castro Marim distribui baldes para biorresíduos

    A recolha destes resíduos está em contagem decrescente para ser iniciada no mês de setembro.

    O baldes são castanhos, de sete litros e não têm qualquer qualquer custo associado. Neles devem ser colocados os biorresíduos que posteriormente, deverão ser depositados em contentores apropriados.

    Os «Jovens pelo Ambiente» ofereceram já mais de 300 baldes, na vila de Castro Marim, na urbanização Quinta do Sobral, nos Corvinhos, na urbanização Quinta da Cerca e na urbanização Casas da Alcaria.

    São estas as zonas piloto determinadas pela autarquia, nesta primeira fase do projeto e que acolheram os contentores de proximidade de 240 litros.

    Paralelamente, os jovens iniciaram uma campanha de sensibilização com o objetivo de esclarecer a população sobre o tipo de resíduos que não se podem colocar nestes contentores.

    São, por norma, beatas, cinzas, excrementos de animais, restos de medicamentos, caricas, rolhas, lâmpadas, vidros, loiças partidas, resíduos líquidos, embalagens, recipientes, plástico, metal, papéis impressos, papel de alumínio, têxteis e fraldas, através da distribuição de mais de mil folhetos informativos.

    Os biorresíduos são os resíduos biodegradáveis produzidos nas cozinhas, como cascas de fruta, legumes, carne, peixe e outros restos de comida.

    Os resíduos devem ser depositados preferencialmente diretamente no balde, sem saco. O balde pode depois ser lavado facilmente. No entanto, é considerado mais vantajosa, a utilização de sacos biodegradáveis.

    Nesta fase inicial de adesão e arranque, a autarquia de Castro Marim está também a distribuir alguns destes sacos.

    Segundo informa a câmara municipal, a iniciativa «irá evoluir gradualmente, com a perspectiva de se estender a mais zonas do concelho, com o objetivo de instalar também em restaurantes, cantinas e refeitórios escolares e de instituições particulares de solidariedade social».

    O processo de recolha seletiva está a dar os primeiros passos, dizem os responsáveis do município, pelo que entendem «fundamental a compreensão, participação e colaboração de todos, de modo a obter melhores resultados».

    E esclarecem que, atualmente, cerca de 40% dos resíduos que são despejados nos contentores de lixo indiferenciado são resíduos orgânicos como restos de alimentos sólidos que sobram das refeições.

    A recolha vai iniciar-se apenas a 2 de setembro «para não causar impacto na época balnear, uma altura em que a produção de resíduos quintuplica e é mais difícil a gestão desta área».

    O compostores domésticos continuam a ser disponibilizados e os compostores comunitários da urbanização Quinta da Cerca já podem iniciar a sua utilização.

  • Reciclagem de telemóveis

    Reciclagem de telemóveis

    A sustentabilidade e a inovação tecnológica são dois pilares fundamentais para o futuro do nosso planeta.

    Bruno Borges, CEO da iServices, partilhou com a Green Savers conhecimentos valiosos sobre como a sua empresa está a liderar pelo exemplo no mercado de reparação de dispositivos móveis.

    A iServices, reconhecida como a melhor empresa de reparação multimarca em 2023, não só repara telemóveis mas também os recondiciona, realizando mais de 40 testes para assegurar a qualidade dos equipamentos recondicionados.

    Esta prática não só oferece aos clientes dispositivos de topo a preços acessíveis mas também promove a economia circular e a sustentabilidade.

    Em 2023, a iServices conseguiu evitar que 43 toneladas de dispositivos se tornassem lixo eletrónico, o que por sua vez preveniu a emissão de 17,5 mil toneladas de dióxido de carbono e economizou uma quantidade de água equivalente a 12 piscinas olímpicas.

    A estratégia de sustentabilidade da empresa baseia-se numa política de 4R’s: Reparar, Recondicionar, Reutilizar e Retomar. Além disso, a iServices está comprometida com um plano de gestão de resíduos responsável e com a transição para uma frota de veículos totalmente elétrica.

    A entrevista completa com Bruno Borges revela mais sobre as iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social da iServices, e pode ser lida na íntegra na Green Savers.A sustentabilidade e a inovação tecnológica são dois pilares fundamentais para o futuro do nosso planeta.

    Bruno Borges, CEO da iServices, partilhou com a Green Savers insights valiosos sobre como a sua empresa está a liderar pelo exemplo no mercado de reparação de dispositivos móveis.

    A iServices, reconhecida como a melhor empresa de reparação multimarca em 2023, não só repara telemóveis mas também os recondiciona, realizando mais de 40 testes para assegurar a qualidade dos equipamentos recondicionados. Esta prática não só oferece aos clientes dispositivos de topo a preços acessíveis mas também promove a economia circular e a sustentabilidade.

    Em 2023, a iServices conseguiu evitar que 43 toneladas de dispositivos se tornassem lixo eletrónico, o que por sua vez preveniu a emissão de 17,5 mil toneladas de dióxido de carbono e economizou uma quantidade de água equivalente a 12 piscinas olímpicas.

    A estratégia de sustentabilidade da empresa baseia-se numa política de 4R’s: Reparar, Recondicionar, Reutilizar e Retomar. Além disso, a iServices está comprometida com um plano de gestão de resíduos responsável e com a transição para uma frota de veículos totalmente elétrica.

    A entrevista completa com Bruno Borges revela mais sobre as iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social da iServices, e pode ser lida na íntegra na Green Savers.

  • Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Pescadores em Quarteira receiam dessalinizadora

    Os pescadores locais, que dependem das águas costeiras para o seu sustento, expressaram preocupações de que o processo de dessalinização possa levar à poluição marinha, afetando negativamente a vida marinha e a qualidade do pescado.

    “O mar é a nossa casa e a fonte do nosso trabalho,” disse João Silva, um pescador veterano de Quarteira. “Qualquer ameaça à pureza das nossas águas é uma ameaça direta à nossa comunidade.”

    A dessalinização, processo que remove o sal e outros minerais da água do mar para torná-la potável, tem sido promovida como uma solução para as crescentes necessidades hídricas da região. No entanto, os resíduos salinos e químicos resultantes do processo podem ser reintroduzidos no oceano, levantando questões ambientais.

    Os pescadores apelam às autoridades para considerarem alternativas e para realizarem estudos de impacto ambiental mais aprofundados. “Não somos contra o progresso,” afirmou Maria Costa, proprietária de uma pequena empresa de pesca. “Mas queremos garantias de que o progresso não virá à custa do nosso modo de vida.”

    A tensão entre o desenvolvimento sustentável e a preservação dos meios de subsistência tradicionais continua a ser um tema quente em Quarteira, com os pescadores determinados a fazer ouvir a sua voz.

    A Associação dos Pescadores Armadores de Quarteira, Quarpesca, classificou, na passada quinta-feira que a instalação de uma estação dessalinizadora na praia da Falésia, concelho de Albufeira será uma tragédia que pode impossibilitar o sustento a muitas famílias de pescadores.


  • O que as pessoas entregam para reciclar

    O que as pessoas entregam para reciclar

    No ano de 2023 a associação Electrão recolheu e vinte e sete mil toneladas de equipamentos elétricos, o que representa mais 16% que no ano anterior, mas avalia que os números ficaram longe das 100 mil toneladas anuais por reciclar.

    Esta associação de gestão de resíduos, ´é responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem, embalagens, pilhas e equipamentos elétricos usados e afirma que os bons resultados se devem ao empenho dos parceiros e ao alargamento dos locais de recolha e dos serviços ao cidadão, havendo já 11.500 pontos de recolha no país.

    Portugal, está, contudo abaixo do cumprimento das metas europeias, baseando o cálculo no que se etima vender am Portugal todos os anos. São 245 mil toneladas de equipamentos elétricos, com 60% deles a ser para substituir outros, que vão originar resíduos. «O que significa que se produzem anualmente 147 toneladas de resíduos. Se no ano passado só foram recolhidas 46 mil toneladas (destas, 27 mil pela Electrão), faltam cerca de 100 mil».

    Noutras contas, a produção de resíduos elétricos e eletrónicos ronda os 14,5 quilogramas per capita mas só foram recolhidos 4,5 quilos, pelo que cada português, em média, tem 10 quilos de resíduos, que deviam estar a ser recolhidos e tratados.

    A associação diz que «muitos equipamentos estarão esquecidos nas gavetas e acumulados em garagens, sótãos e arrecadações. E cita um estudo segundo o qual existem, em média, 74 equipamentos elétricos nas casas europeias».

    Segundo afirma o diretor-geral da associação, Ricardo Furtado, faz com que o problema essencial resida «nos milhares de toneladas que são desviadas, todos os anos, do circuito formal da reciclagem para o mercado paralelo. Esta prática implica graves prejuízos para a saúde pública e para o ambiente, já que estes aparelhos são tratados sem que seja acautelada a sua descontaminação”.

    A associação Electrão recorda que oferece na região de Lisboa um serviço de recolha porta-a-porta para grandes eletrodomésticos, que facilita a vida ao cidadão e ajuda a combater o mercado paralelo. E ainda sobre o balanço do ano passado diz que entre os equipamentos elétricos mais reciclados estão os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secar roupa.

    Em segundo lugar os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores, e depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar, e ainda os equipamentos de informática e telecomunicações. Monitores e televisores, tal como as lâmpadas, representam uma minoria.

    A associação tem como principal missão assegurar a reciclagem dos resíduos recolhidos, contribuindo para a minimização do impacto ambiental e para um reaproveitamento dos materiais que os constituem, promovendo a economia circular.

  • Câmara de Mourão entrega cantis de metal

    Câmara de Mourão entrega cantis de metal

    A autarquia pretende, a pouco e pouco, acabar com a utilização de plástico no consumo de água e retirar, assim, de circulação milhares de toneladas de plástico.

    «Estamos a fazer uma convocatória aos colegas do universo da Câmara Municipal de Mourão para combaterem o uso do plástico», justificou o presidente da câmara municipal, João Fortes, «ao tomar parte num gesto que doravante é diário, ou seja, cada funcionário encher a sua própria garrafa de metal num dispensador de água».

    «São ações muito simples que qualquer um pode seguir e, para isso, a Câmara está a fornecer garrafas a quem trabalha nos gabinetes ou para aqueles que trabalham no exterior, levando a que lentamente vamos abandonando as garrafas de plástico que tem imensas repercussões negativas sobre o ambiente e sobre a própria biodiversidade, nomeadamente nos Oceanos», disse ainda.