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  • Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Por Redação GEM-DIGI | 9 de Janeiro de 2026

    QUARTEIRA — É já na próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro, que se inicia a grande operação de reposição de areia no litoral de Loulé. A intervenção, aguardada com ansiedade num Algarve fustigado por sucessivos temporais, avança num momento de fragilidade institucional: as autarquias clamam por falta de meios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dona da obra, atravessa um período de incerteza na sua liderança.

    Uma Operação de Engenharia Global contra a Erosão

    O arranque dos trabalhos incidirá no troço costeiro entre a praia de Quarteira e a praia do Garrão. A empreitada, orçada em cerca de 14,3 milhões de euros, visa a alimentação artificial do sistema costeiro, repondo o perfil de segurança das praias que perderam milhares de metros cúbicos de areia nos últimos invernos.

    Para mitigar o ceticismo local quanto ao cumprimento de prazos, a investigação sobre a adjudicação revela dados concretos sobre a robustez da operação. A obra está a cargo da Dravo S.A., empresa sediada em Madrid que opera como o braço ibérico do Grupo Van Oord.

    Trata-se de uma garantia técnica relevante: a matriz holandesa é uma das líderes mundiais em engenharia marítima e dragagens, com um histórico de execução de obras complexas e elevada capacidade financeira. Este perfil empresarial afasta, à partida, os receios de insolvência ou incapacidade técnica que frequentemente paralisam obras públicas em Portugal, permitindo antever que o areal estará pronto antes do início da época balnear.

    Autarquias “De Mãos Atadas” e o Vazio Central

    Apesar do avanço das máquinas em Quarteira, o enquadramento nacional permanece crítico. O temporal que atingiu a costa algarvia expôs, uma vez mais, a vulnerabilidade de um modelo de gestão centralizado.

    As Câmaras Municipais debatem-se com um duplo constrangimento:

    1. Falta de Competência Legal: A intervenção direta no Domínio Público Marítimo é exclusiva da administração central.
    2. Incapacidade Financeira: Os orçamentos municipais não comportam obras de dezenas de milhões de euros para proteção costeira.

    As autarquias restam, assim, dependentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Ministério do Ambiente. Contudo, esta dependência agrava-se com a instabilidade na própria agência. Confirmam-se as movimentações para a substituição da atual liderança da APA, criando um cenário onde a entidade responsável por gerir a crise costeira se encontra, ela própria, em gestão de mudança.

    Num momento em que não foi apenas Quarteira a sofrer danos — com registos de destruição em várias frentes de mar da região — a resposta do Estado surge agora com esta obra de grande envergadura, mas deixa por responder às questões estruturais sobre a agilidade e a estabilidade dos organismos que tutelam o litoral português.

  • Molhes de Quarteira vão ser reestruturados

    A Agência Portuguesa do Ambiente, APA, anunciou que a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do processo da reestruturação dos molhes de Quarteira, está em consulta pública precisamente a partir de hoje e até 17 de outubro próximo.

    No portal Participa, estão disponíveis os elementos constantes do estudo prévio da «Evolução da Linha de Costa – Projeto de Execução para a Reestruturação dos Molhes de Quarteira» remetidos pela APA, enquanto autoridade para o licenciamento único de ambiente.

  • Dino Santiago recebe Medalha de Mérito do Governo e saudação da CCDR Algarve

    Dino Santiago recebe Medalha de Mérito do Governo e saudação da CCDR Algarve

    Dino D’Santiago tem dado voz a vários movimentos que lutam contra a discriminação racial e participado ativamente em projetos de integração social e promoção da igualdade nas escolas e nas cadeias e a distinção até decorreu no Estabelecimento Prisional do Linhó, em Sintra, onde participa regularmente na iniciativa De Dentro para Fora, coordenada por Filipe Gameiro Neves, que procura fazer da música «um espaço de liberdade no interior da cadeia».

    Dino D’Santiago é o nome artístico adotado por Claudino Pereira, nascido em Quarteira, em 13 de dezembro de 1982, filho de pais cabo-verdianos, naturais de Santiago, que cresceu no Bairro dos Pescadores para o qual os pais tinham ido morar ao chegarem a Portugal.

    Este bairro, que após a revolução do 25 de Abril, tornou-se residência de emigrantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe para trabalhar na construção civil e no turismo, bairro que começou a ser demolido em 1997 fazendo com que Dino fosse morar com a família para o Bairro da Abelheira. Seria no Coro da Igreja de São Pedro do Mar, ali mesmo ao lado, que começaria a cantar com os pais e os irmãos.

    Dino D’Santiago junta esta distinção a uma coleção variada de prémios e galardões conquistados ao longo da sua carreira artística. Ainda antes do Globo de Ouro de 2022, na Categoria Intérprete, quando era já o artista com mais prémios nos Play – Prémios da Música Portuguesa, prémios anuais cuja primeira edição ocorreu em 2019.

    Em 2021, foi distinguido pelo município de Loulé com a Medalha de Mérito – Grau Ouro. Nesse ano, seria ainda considerado pela Most Influential People of African Descend, um dos mais influentes, em termos globais, e colocado entre as personalidades negras mais influentes da lusofonia, listadas na PowerList100 criada pela revista Bantumen com o apoio de várias entidades.

  • Mike Ghost expõe em Quarteira

    Mike Ghost expõe em Quarteira

    Mike Ghost é natural de Quarteira e apresenta esta exposição fotográfica, um ensaio sobre Quarteira contemporânea. O fotógrafo e músico tem uma forma peculiar e realista de abordar os temas, convidando a conhecer um estilo de vida que «se vive na cidade desde sempre, que evolui ao longo dos tempos, mas que não perde a sua verdadeira essência».

    “Esplanada” procura afastar-nos do ambiente de estúdio do fotógrafo, transportando-nos imediatamente para «um ambiente exterior, um terreno descoberto, um lugar povoado por mesas, cadeiras, bebidas e pessoas junto à praia, transporta-nos para um ambiente de verão, quando a população de Quarteira duplica e nas esplanadas encontramos os habituais conhecidos e os habituais desconhecidos».

    Nesta altura do ano, nestes lugares comuns, a cidade que tão bem sabe receber, expande os seus horizontes. O som e a imagem são indissociáveis no seu processo criativo de Mike Ghost. Imagens e sonoridades acontecem sempre em simultâneo, sem hierarquia. Mike pertence a uma talentosa geração de criativos de Quarteira que hoje é reconhecida internacionalmente.

    Recebe influências que podem ser reconhecidas no seu trabalho vindas de artistas de gerações precedentes, tais como Martin Parr ou Jurgen Teller, fotógrafos que trabalharam sobretudo o retrato.

    A exposição vai estar patente ao público até 29 de outubro, no seguinte horário: de terça-feira a sábado, das 15:00 horas às 20:00 horas e das 21:00 horas às 23:00 horas, até final de agosto; de terça-feira a sábado, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:00 às 18h00 horas, partir do início de setembro.

  • Luís Montenegro na Festa do Pontal em Quarteira

    Luís Montenegro na Festa do Pontal em Quarteira

    O líder social-democrata, Luís Montenegro, nunciou que «é com muita alegria que vos anuncio que a Festa do Pontal está de volta. Queremos reacender a chama e alma de um Novo PPD. É para participar e partilhar este caminho que vos convido a estar no próximo dia 14 de agosto, às 19h00, no Calçadão de Quarteira»”.

    Todos os anos o PSD tem vindo a realizar a sua tradicional festa de Verão que antecipa o regresso ao ano político . O partido não anunciou mais pormenores.

  • Matos Fernandes inaugura passadiços no litoral de Loulé

    Matos Fernandes inaugura passadiços no litoral de Loulé

    Segue-se a ligação à Marina de Vilamoura. O espaço ora inaugurado tem por objetivo promover a qualidade ambiental na zona de excelência como se classifica o Parque Natural da Ria Formosa.

    O ministro descerrou a placa inaugural do equipamento Integrado no Programa POLIS e que corresponde à primeira fase da intervenção, que se estende entre a Quinta do Lago (Ludo) e a Praia do Garrão. São 4,85 quilómetros de passadiços.

    Foram criadas seis zonas de descanso e reabilitados os espaços adjacentes, a par da remoção de plantas invasoras, da plantação de pinheiros e da construção de paliçadas para proteção dunar.

    Posteriormente, na segunda fase do projeto, será realizada a ligação à cidade de Quarteira, totalizando 7,8 quilómetros de percurso. O valor base da empreitada rondou 3,7 milhões de euros€, tendo também sido criado um parque de estacionamento no Ancão, com 427 lugares convencionais e 16 destinados a pessoas com mobilidade reduzida e, ainda, quatro áreas para motociclos, favorecendo os veraneantes que frequentam esta zona balnear.