Aldeia Presépio de Odeleite está a atrair apaixonados pelo Natal, pelas tradições, autenticidade e território. Na tarde de domingo, sob um belo dia de sol, o movimento de pessoas e viaturas era notório e a deste ano da Aldeia Presépio em Odeleite voltou a ser um sucesso absoluto.
Com mais novidades e inovação, com uma grande aposta nas tradições e numa pista de gelo ecológica única no interior da serra algarvia, que criou bons momentos nas famílias entre os dias 6 e 8 de dezembro, o Natal em Odeleite cresce como festa das famílias.
Odeleite transformou-se numa autêntica Aldeia Presépio, inaugurada com um desfile de Pais Natal motards e a presença dos alunos das escolas do concelho, que tiveram a oportunidade de visitar a Casinha do Pai Natal, andar de carrossel e insuflável e fazer pinturas faciais.
O baloiço com vista para a Barragem de Odeleite foi outro dos grandes destaques da Aldeia Presépio, que passa agora a ser um novo motivo de contemplação, tendo o a programação do evento contado ainda com um Mercadinho de Natal, repleto de produtos regionais, doces e pão, além das Casinhas do chá, dos doces da avó, da lã e das pinturas faciais.
No recinto da Aldeia Presépio foi também possível assistir à animação de rua a cargo dos «Pardais à Solta» e dos Cantares ao Menino pelo Grupo Cancioneiro Amigos do Montenegro, Grupo Cancioneiro de Faro e Grupo Etnográfico Amendoeiras em Flor.
A cada ano vem crescendo e apresenta já 5.900 peças, ocupando na íntegra o espaço do Centro Cultural António Aleixo. A estrutura, pode continua a crescer, em dimensão e minúcia das centenas de figuras, muitas criadas exclusivamente para esta edição.
Está construído com mais de 20 toneladas de areia, 4 toneladas de pó de pedra, 3.000 quilos de cortiça e uma diversidade de adereços que procuram recriar cenários natalícios e elementos característicos da região algarvia.
A montagem ocupou mais de 2.500 horas de trabalho, realizadas ao longo de 40 dias, com preparativos que começaram meses antes, segundo a câmara municipal de Vila Real de Santo António que destaca «as cerca de 100 peças animadas e motorizadas, os lagos e a iluminação que conferem dinamismo à exposição», com o curioso sobrevoo de pássaros mecânicos no seu espaço.
O Presépio Gigante incorpora elementos distintivos da região algarvia, como a Praça Marquês de Pombal, as salinas, as tradicionais noras e as antigas cabanas de Monte Gordo, para além de ilustrar os episódios bíblicos e cenas alusivas às tradições do Natal.
«A grande novidade deste ano é a inclusão de uma pedreira com o busto do poeta António Aleixo, natural de Vila Real de Santo António, que ganha destaque entre os cenários minuciosamente trabalhados», observa a autarquia.
O presépio no CCA é reconhecido como um dos «eventos âncora do município», atraindo também milhares de visitantes de todo o país e da vizinha Espanha, consolidando-se como um marco no Natal algarvio.
Foca uma vertente ecológica, sendo grande parte dos materiais utilizados naturais ou reciclados, como a cortiça e o musgo. A iluminação é composta por sistemas LED de baixo consumo e a água, usada nos lagos ornamentais, é reaproveitada.
Tem a assinatura de Augusto Rosa, Teresa Marques, Joaquim Soares e Luís Perrolas e pode ser visitado no Centro Cultural António Aleixo, de 3 de dezembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025, diariamente, das 10:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 19:00.
A 24 e 31 de dezembro, encerra às 18h00. No dia de Natal tem horário normal e no adia de Ano Novo abre às 14:30 horas.
Entrar no presépio custa 1 euro aos maiores de 10 anos adultos e 50 cêntimos às crianças.
Na presença dos presidentes das freguesias de Altura, Odeleite e Castro Marim, da Assembleia Municipal, da conselheira do município de Ayamonte, da diretora da Eurocidade, do provedor da Santa Casa da Misericórdia, do pároco do concelho e do presidente da câmara municipal de Castro Marim, no pátio da Casa do Sal, a vice-presidente Filomena Sintra inaugurou o Presépio de Sal.
Antes, o Grupo da Associação Amendoeiras em Flôr, grupo folclórico de Altura, recebeu os presentes a cantar temas tradicionais da Quadra Natalícia.
Saudando os castro-marinenses, os artesãos com uma palavra muito especial, em particular àqueles que colaboraram na elaboração do presépio e enaltecendo o Grupo Amendoeiras em Flor que vieram para enaltecer a abertura desta exposição, mais do que um presépio, Filomena Sintra disse:
«É um momento de alegria e é um momento de partilha de muitas horas de entrega de algumas pessoas, mas acima de tudo, e antes de começar com os agradecimentos especiais, eu vou ler um bocadinho de um poema que está ali na exposição».
Depois, afirmou que, no presépio da Casa do Sal, tendem, em cada ano, em cada edição, a «valorizar o que é nosso e fazer de Castro Marim uma referência a nível nacional com aquilo que são as comemorações do Natal».
Depois disse que o presépio, este ano, valoriza ainda mais aquilo que é a cestaria, explicitando: «Temos aqui uma grande obra de arte, uma obra inédita, uma obra inigualável, que aqui pelas mãos do Martinho e com a ajuda da Paula.
A nova mulher de cestaria, feita em silêncio, com alma, em horas, noites, é a grande obra que vocês vão apreciar e vão ter um enorme orgulho, porque sem dúvida não haverá igual no nosso país».
Afirmou que também enaltece o bom nome de Castro Marim onde o sal atravessa «a nossa história milenar, e é também um tributo a todos que dele vivem e hoje fazem dele o ouro branco do mundo. E é isso, aquilo que guarda o nosso presépio. E temos a empreita, hoje aqui, representada pela Dona Fernanda»
Elogiou, depois, o trabalho dos artesãos que contribuíram para a feitura do presépio e a bela arte, «aquilo que as vossas mãos conseguem fazer tão bonito».
Destacou Vilma André, que é uma jovem de Altura, «que também reinventou a arte da cestaria e de outros produtos ao topo».
Na tarde foi aberto o presépio de crochet na Igreja de São Sebastião, a igreja que é da Misericórdia de Castro Marim.
Antes da bênção, o pároco de Castro Marim lembrou que o presépio representava o nascimento de Jesus.
«A palavra presépio», disse «podemos traduzi-la para português pela palavra estábulo ou manjedoura, porque escutamos nos Evangelhos que Jesus nasceu numa manjedoura, num estábulo, porque não tinha lugar para ele numa hospedaria».
Daí, lembrou os «quantos irmãos e irmãs nossas não têm também lugar numa hospedaria. Ou seja, não têm uma casa para viver, não têm um lugar onde possam nascer, onde possam viver. E por isso, ao olharmos para esta passagem do Presépio, lembremos todos aqueles que não têm lugar, dos que vivem sem lugar».
E, ainda «Lembremos todos os homens e mulheres que hoje não têm lugar nas nossas aldeias, vilas ou cidades», acrescentando que o presépio é o lugar de todos «onde todos são incluídos. Portanto, se ele é o lugar de todos, ele é o lugar da dignidade. E neste tempo que vivemos, que é o nosso, neste tempo histórico, procuramos a dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente. E colocar o lugar de dignidade no centro do nosso coração e da nossa mente é colocar as pessoas em primeiro lugar».
A inauguração do Presépio do Sal e das Artes, agendada para as 16h00 do dia 1 de dezembro na Casa do Sal, em Castro Marim, vai marcar o início da época natalícia no concelho, que a autarquia promete ser mágica e que tem a empreita como novidade.
Com uma nova linguagem para esta edição, o tradicional Presépio do Sal e das Artes vai utilizar este ano alguns elementos artesanais e do interior da serra de Castro Marim, como a empreita, a cana e a palma, através da sabedoria ancestral emanada pelas gentes da terra.
O Presépio do Sal e das Artes volta a contar com os acervos do colecionador Ernesto Pires, colaborador de edições anteriores, em parceria com a Junta de Freguesia de Castro Marim, que tem vindo também a adquirir as suas próprias peças, enquanto o presépio de cana tem a assinatura de Martinho Fernandes e Paula Gaspar.
A empreita do interior do concelho de Castro Marim é um dos novos elementos que se junta ao Presépio do Sal e das Artes.
É feita e trabalhada por artesãos locais naturais da Junqueira, que desde sempre, deu vida e forma a objetos com os mais diversos usos, tendo um papel importante na sua função de acondicionamento, transporte de bens, agricultura, pesca, salinicultura e atividades domésticas.
Sob um céu estrelado, estará patente este Presépio do Sal e das Artes até ao dia 6 de janeiro de 2025, com novas formas e interpretações criativas sobre o nascimento de Jesus, juntamente com o «ouro branco» de Castro Marim: o sal.
O Presépio do Sal e das Artes, ao longo dos anos, continua o seu trabalho na promoção e reforço do grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal, com o objetivo de enriquecer e valorizar a ligação simbiótica do concelho à atividade salineira e, paralelamente, promover outros elementos da cultura e patrimónios locais, como o artesanato e as artes.
A promoção do sal e das artes ancestrais é fundamental para a reafirmação do património imaterial do concelho de Castro Marim, e para a sua continuidade com uma aposta na originalidade e numa permanente evolução e adaptação dos materiais e das técnicas tradicionais aos dias de hoje.
Partilhamos, nesta quadra natalícia, um texto que nos foi trazido pelo Lugar ao Sul, de Álvaro Ferreira, escrito por Hernâni Matos, e que recolhe variados aspetos da quadra natalícia, das tradições às searinhas e presépios, com citação ao blog «no tempo da outra senhora».
Entrámos no período de Natal. Este é a festividade cristã que enaltece o nascimento de Jesus Cristo. A data da sua celebração ocorre a 25 de Dezembro (Igreja Católica Apostólica Romana) ou a 7 de Janeiro (Igreja Ortodoxa). O Natal é, de resto, mundialmente encarado por pessoas de diferentes credos, como o dia consagrado à família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
No período de Natal cumprem-se ciclicamente tradições. Assim, no início do mês de Dezembro, semeiam-se as searinhas do menino Jesus, monta-se o presépio e a árvore de Natal.
Na noite de Natal queima-se o madeiro no adro da igreja ou no largo principal. Vai-se à missa do galo e só depois decorre a ceia de Natal. À lareira ou junto do madeiro de Natal são entoadas loas ao Menino Jesus, as quais integram o Cancioneiro Popular de Natal. Estas loas são muitas vezes acompanhadas com toque de ronca. Os presentes só são distribuídos no dia de Natal.
É um presépio figurativo, obra de Amdrelino Pena, ocupa cerca de 70 metros quadrados numa área de 100 m2, e está instalado na Casa-Irmandade de Nossa Senhora da Beleza, e que é actualmente considerado a maior da província de Huelva.
Outra novidade do Natal em Lepe é o desfile de «Bem-vindo ao Papai Noel» que decorre na sexta-feira, 22 de dezembro, no qual participam as associações de pais de alunos de todas as escolas e centros de educação infantil do município, acompanhados pela Banda de Cornetas e Tambores da Irmandade de Cristo da Misericórdia.
As tradicionais nevascas, as projeções de videomapping no campanário da igreja paroquial de Santo Domingo de Guzmán ou as zambombas de flamenco que chegam a todos os cantos do concelho, são outros dos eventos que caracterizam Natal
O Ernesto Pires, que já colaborou no projeto no ano passado, contribuirá com o seu acervo do colecionadore e com o da Junta de Freguesia de Castro Marim que tem vindo a adquirir as suas próprias peças.
«Às novas formas e interpretações criativas sobre o nascimento de Jesus, junta-se um céu estrelado que invoca os sentimentos que ilustram a história, de luz, esperança e amor, e faz cintilar ainda mais a base deste presépio, o ‘ouro branco’ de Castro Marim», anunciou a câmara municipal.
A iniciativa é conjunta, do município e da Junta de Freguesia de Castro Marim, e destina-se tambem a dar continuidade ao trabalho de promoção e reforço do «grande motor económico, social e cultural de Castro Marim, que é o sal».
O presépio por fito enriquecer e valorizar a ligação simbiótica de Castro Marim à atividade salineira e, ao mesmo tempo, promover outros elementos da cultura e patrimónios locais, como o artesanato e as artes.
Depois, o presépio pode ser visitado até ao dia 7 de janeiro, diariamente entre as 09:00 e as 13:00 horas e as 14:30 às 17:30 horas.
A partir do próximo sábado, dia 28 de Novembro de 2020, regressa a apresentação daquele que é considerado o maior presépio do país, realizado por iniciativa do Município de Vila Real de Santo António.
A princípio apontado para ter 5.550 figuras, a câmara municipal anuncia agora que pode voltar a bater mais um recorde, ao ultrapassar a fasquia das 5600 figuras.
As figuras do Presépio
A autarquia revelou que «Para dar vida a esta iniciativa, que atinge ‘a maioridade’ em 2020, ao completar a sua 18ª edição, foram necessários mais de 40 dias e 2500 horas de trabalho, embora os preparativos já tenham começado há vários meses, mesmo perante a incerteza da pandemia da Covid-19». Que a lista de materiais utilizados na sua construção é extensa e incorpora mais de 20 toneladas de areia, 4 toneladas de pó de pedra, 3000 quilos de cortiça e centenas de adereços.
TO presépio tem 230 metros quadrados, ocupando toda a área expositiva do Centro Cultural António Aleixo, com milhares de figuras, muitas feitas de raiz pelos seus autores e outras que podem atingir as várias centenas de euros.
«Em 2020, a estrutura apresenta-se com nova configuração, mas volta a ter peças evocativas da região, nomeadamente a Praça Marquês de Pombal, as antigas cabanas da praia de Monte Gordo, as salinas, as tradicionais noras algarvias, assim como outros monumentos locais», anuncia a autarquia.
As mais de 80 peças animadas e motorizadas, os quatro lagos e a iluminação cénica constituem “o segredo” do evento e são, simultaneamente, alguns dos pontos mais atrativos. Tudo isto assenta numa complexa base de suporte onde estão instalados os vários quilómetros de cabos que permitem dar vida a esta obra de arte e garantem, por exemplo, a circulação da água, a iluminação das casas e os efeitos cénicos.
Estes elementos juntam-se à reconstituição de muitos episódios cristãos e pagãos associados à quadra natalícia – patentes no presépio – fatores que o distinguem de todos os outros existentes no país e são uma das razões do seu sucesso.
A vertente ecológica também não foi esquecida, já que a maior parte dos materiais são naturais ou foram reaproveitados, com destaque para a cortiça e musgo. Por outro lado, foram implementados, em muitas das peças, sistemas de iluminação led.
Enquadramento no Cntro Cultural
A presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, considera que «o Presépio Gigante já faz parte das tradições natalícias do Algarve e é, sem dúvida, um dos eventos âncora do município, reunindo visitantes de todas as idades e de todos os pontos do país. Mesmo em ano de pandemia, não quisemos deixar de dar vida a esta tradição e reunimos todos os esforços não só para colocar a estrutura de pé, mas também para assegurar todas as condições de segurança e higiene para quem visitar o presépio».
A segurança foi reforçada e, este ano, o presépio terá pontos de entrada e de saída diferenciados, tendo sido também estabelecida uma lotação máxima para assegurar a distância mínima de dois metros entre visitantes. O uso de máscara será obrigatório, assim como a desinfeção das mãos à entrada.
O Presépio Gigante de VRSA tem a assinatura de Augusto Rosa e Teresa Marques, dois funcionários autárquicos que contaram com a colaboração de Joaquim Soares e António Bartolomeu.
Pode ser visitado no Centro Cultural António Aleixo, entre 28 de novembro de 2020 e 6 de janeiro de 2021. Está diariamente aberto das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00. A entrada tem o valor de 0,50 euros.