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  • Reposição das freguesias é fazer justiça

    A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP considera lamentável a decisão do Presidente da República de não promulgar a Lei que permitia a reposição de 17 Freguesias no Algarve – Barão de São João, Bensafrim, Alcantarilha, Pêra, Algoz, Tunes, Tôr, Querença, Benafim, Conceição de Faro, Estoi, Fuseta, Moncarapacho, Luz de Tavira, Santo Estevão, Cabanas de Tavira e Conceição de Tavira.

    A reposição destas freguesias é luta, decisão e vontade das populações. O partido recorda todo o processo de luta popular e política do PCP e eleitos CDU, que, durante mais de 12 anos, rejeitou este ataque ao poder local democrático.

    Considerea ser uma conquista de Abril, vingada na força popular e consagrada na Constituição da República Portuguesa. Lembra o «ataque dos subscritores da troika – PS, PSD e CDS, que anuíram com a reconfiguração do estado, que ao contrário do que se apregoou (e continua a ser feito) nunca foram benéficos paras as freguesias, concelhos ou populações».

    A decisão do PR traduz uma atitude de desprezo pela vontade popular e dos seus órgãos representativos, diz a DORAL do PCP.

    Recorda-se que esta reposição decorre não de iniciativas legislativas com origem na Assembleia da República mas sim da tradução na Assembleia da República, nos termos da Lei de Criação aprovada em 2021, da vontade manifestada expressamente por cada freguesia, em processos envolvendo populações e órgãos autárquicos.

    O PCP manifesta a sua discordância dos argumentos utilizados pelo PR e contrapõe com grande confiança na capacidade dos órgãos locais de conseguir cumprir prazos na execução da desagregação e na criação das novas freguesias, a tempo das próximas eleições autárquicas de Setembro/Outubro.

    As freguesias são órgãos de proximidade, de participação democrática e a melhor resposta aos problemas locais. «A reposição de freguesias é um factor de desenvolvimento político e social, não há contradição com questões economicistas, pelo contrário, o que se revela neste processo é a utilização de falsos argumentos por forças políticas reacionárias contrárias a Abril e às suas conquistas».

    O PCP considera que existem todas as condições para, dentro dos prazos legais, a Assembleia da República confirmar o diploma e fazer justiça às populações e ao seu direito de ver a sua freguesia e órgãos representativos de volta. PS e PSD em particular (Chega e IL são contra a reposição), têm a oportunidade de mostrar com clareza e sem mais manobras se estão empenhados na reposição das freguesias ou se querem refugiar-se, a coberto da lamentável decisão do Presidente, para consumarem o que durante mais de dez anos tentaram, ou seja, não devolver as freguesias às populações.

    Estas populações, como todas as outras, podem «contar com a intervenção do PCP e dos eleitos da CDU, essa intervenção que esteve presente quando se lutou contra a sua extinção e que até hoje sempre esteve presente para remover obstáculos e alcançar, contra a vontade de outros, a concretização da reposição das freguesias».

  • Luz verde para o Provedor do Animal

    Luz verde para o Provedor do Animal

    Foi já promulgado pelo Presidente da República o diploma do Governo que cria Provedor do Animal, um cargo que certamente irá acarretar muitas dores de cabeça ao titular.

    Destas dificuldades dá conta Marcelo Rebelo de Sousa na nota em que divulgou a proclamação do diploma, explicando que é particularmente difícil assegurar uma função cobrindo, por um lado, cerca 2,5 milhões de animais de companhia e, por outro, mais de 60 milhões de animais em exploração pecuária e outras atividades.

    O Presidente da República afirma que a solução encontrada é diversa da consagrada relativamente à autonomização do bem-estar dos animais de companhia e justifica a promulgação também por ser a solução adotada por alguns Estados-Membros da União Europeia e, entre nós, pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

    Foi em 25 março que o Conselho de Ministros aprovou a criação do Provedor do Animal. O cargo tem a direção do ministro do Ambiente e da Ação Climática e da ministra da Agricultura.

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    Erik-Jan LeusinkErik-Jan | Leusink@ejleusinkView profile@ejleusink | Unsplash.com