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  • Plano de Gestão da Pesca ao Polvo

    Plano de Gestão da Pesca ao Polvo

    A proposta de um Plano de Gestão na Região foi enviada ao Governo, cocriada por pescadores, cientistas, autoridades e Organizações Não-Governamentais. Ela tem por objetivo a sustentabilidade desta pescaria, equilibrando proteção ambiental e viabilidade económica. Espera-se agora que seja oficializada em breve em Diário da República.

    Consta de uma proposta de portaria para a implementação de um defeso anual na região, aprovada no passado dia 22 de novembro, durante a 2.ª Assembleia Geral, na qual participou também a Secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar.

    Este plano foi desenvolvido ao longo de várias reuniões, e com base em dados técnico-científicos do CCMAR e do IPMA e nas recomendações do projeto ParticiPESCA. Terá a duração de cinco anos e estabelece medidas de curto, médio e longo prazo para promover a sustentabilidade da pescaria e a preservação dos stocks.

    Procura-se que a definição de um defeso venha a acontecer anualmente entre 15 de setembro e 15 de outubro. A comunidade piscatória visa a proteção dos juvenis, proibindo a captura, comercialização e desembarque.

    As medidas de gestão propostas incluem ainda a definição de áreas de proteção para polvos juvenis, debatida como crucial para a reprodução da espécie e sustentabilidade da pescaria, e a melhoria na troca de dados entre pescadores e entidades, apontada como fundamental para melhorar processos de eficiência operacional.

    A obrigatoriedade de aparelhos de seguimento em tempo real, considerada essencial para a monitorização da pescaria, permanece dependente de financiamento adicional para sua implementação.

  • Tavira à descoberta do património marítimo

    Tavira à descoberta do património marítimo

    São dois percursos, na freguesia de Santa Luzia, facilmente identificáveis, através da consulta das placas informativas. Dois itinerários criados com o objetivo dar a conhecer a história e os saberes desta comunidade, bem como valorizar o património marítimo, a cultura, a história local e as suas gentes.

    Estas rotas, explica-nos a câmara municipal, foram pensadas ao abrigo do projeto Mar 2020 e integram o Plano de Salvaguarda da Dieta Mediterrânica. Têm em vista o alargamento de programas educativos e a diversificação económica, nomeadamente, em termos de qualificação da oferta turística.

    cartaz rota do polvo e do atum
    cartaz rota do polvo e do atum

    A Rota do Polvo é um coinvite para percorrer Santa Luzia, num percurso com 10 paragens, onde em cada ponto é revelada a história desta vila piscatória, ao longo dos séculos, assim como a riqueza das artes de pesca, as embarcações e a essência desta comunidade com fortes tradições fluviais e marítimas.

    Seguindo as indicações de cada placa, é possível conhecer mais sobre a biologia do polvo, as personalidades incontornáveis da vila, a história por trás de ruas e construções, bem como a forma como se organizava a sociedade santaluziense a nível religioso, de saúde e ensino.

    A Rota do Atum desvenda in loco a história da pesca do atum na região algarvia, mais concretamente, na armação da Companhia de Pescarias “Três Irmãos” ou Barril.

    Na praia do Barril é possível conhecer um exemplo único de preservação de um aglomerado habitacional relacionado com esta pescaria. São nove pontos de paragem obrigatória que permitem descobrir mais sobre a importância do atum rabilho, na dieta alimentar, desde a antiguidade, o seu papel na economia algarvia, o método de trabalho no contexto de armação e o dia-a-dia do arraial.