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Etiqueta: Poluição

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  • Castro Marim com bandeiras vermelhas nas praias

    Castro Marim com bandeiras vermelhas nas praias

    As praias do concelho de Castro Marim estão interditas a banhos, nomeadamente a Praia da Alagoa (Altura), Praia Verde-Lago e Praia Verde devido a contaminação microbiológica, com níveis de bactérias (nomeadamente Escherichia coli) acima dos limites de segurança para a prática balnear.

    A interdição foi decretada ontem, dia 5 de agosto de 2025, após análises de rotina realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) terem detetado valores anormais. Assim que a APA comunicou os resultados à Câmara Municipal de Castro Marim, foi imediatamente hasteada bandeira vermelha nessas praias, como medida preventiva.

    A posição das autoridades é muito clara, dado que a Direção-Geral da Saúde determinou a interdição para salvaguarda da saúde pública e que a situação pode colocar os banhistas em risco, embora até ao momento não haja relatos de efeitos adversos.

    As entidades oficiais e o município estão a investigar a origem da contaminação, sem indícios conclusivos até ao momento, e já realizaram novas análises à água. Dependendo dos resultados destes testes, a restrição poderá ser levantada nos próximos dias.

    As autoridades (APA, Câmara Municipal de Castro Marim e Direção-Geral da Saúde), reforçam a necessidade de respeitar a bandeira vermelha e a proibição de banhos até indicação em contrário, lamentando eventuais transtornos aos utentes das praias.

    ./com Perplexity, foto município Castro Marim, APA,
  • Amêijoa de lama contaminada no Guadiana e em Guadalquivir

    Amêijoa de lama contaminada no Guadiana e em Guadalquivir

    Um estudo colaborativo entre a Universidade de Sevilha, a Estação Biológica de Doñana e a Universidade Roma Tre detectou microplásticos na amêijoa Scrobicularia plana, conhecida como amêijoa da lama, nos estuários dos rios Guadiana e Guadalquivir.

    A maioria dessas partículas eram fibras escuras, originárias da lavagem de roupas e da filtragem inadequada em estações de tratamento de água.

    Esses micro plásticos são especialmente abundantes em ambientes aquáticos porque flutuam facilmente. Embora ambos os estuários compartilhem contaminantes como PET, celulose, PVC e acrílicos, o estuário do Guadiana tem uma presença maior de PET e celulose pigmentada, sugerindo diferenças nas fontes de contaminação.

    Uma das descobertas mais significativas é que as amêijoas menores continham mais micro plásticos do que as maiores, o que aponta para possíveis mecanismos de expulsão ou filtragem mais eficientes em indivíduos adultos. A Scrobicularia plana vive enterrada em estuários e pântanos, filtrando partículas da água e do sedimento.

    Portanto, além de ser um bioindicador de metais pesados, está emergindo como uma ferramenta fundamental para detectar microplásticos em diferentes camadas do ecossistema.

    Ao contrário de outras espécies usadas em estudos semelhantes, esta amêijoa reflete melhor a poluição da água e do fundo do mar, tornando-se um indicador muito valioso para avaliar a poluição ambiental em diferentes escalas.

    Embora os estuários do Guadalquivir e do Guadiana tenham diferentes níveis de pressão humana, os níveis de microplásticos encontrados nos bivalves foram semelhantes. Isso indica que fatores naturais como correntes e estações também influenciam sua distribuição.

    O estudo de longo prazo do acúmulo de microplásticos em S. plana e outras espécies é fundamental, tanto por seu papel nos ecossistemas quanto para seu consumo humano. Esta espécie pode atuar como vetor de contaminantes em toda a cadeia alimentar, trazendo sérias implicações para a saúde ambiental e humana.

    Fonte: Facebook.

  • GNR liberta tartaruga de uma rede e de plásticos

    GNR liberta tartaruga de uma rede e de plásticos

    Foi quando encontraram uma tartaruga presa numa arte de pesca, com dificuldades de locomoção. De imediato, foi efetuada a recolha, para monitorização do estado de saúde, libertando-a das artes de pesca e do restante material plástico e devolvendo-a ao seu habitat natural.

    A GNR observa que «Os resíduos de pesca deixados no mar constituem uma parte considerável da poluição plástica nos nossos oceanos. Estima-se que, anualmente, estes materiais sejam responsáveis pela morte de um grande número de espécies marinhas, como baleias, golfinhos, focas, leões marinhos e tartarugas».

    Pretendem alertar a população sobre os problemas da poluição marinha e destacar a importância da participação de todos na preservação dos nossos oceanos.

    Além do mais, solicitam que, caso os cidadão detectem algum foco de poluição, que contactem a GNR, através da Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 ou e-mail sepna@gnr.pt.

  • A diferença de critérios nas bandeiras das praias

    A diferença de critérios nas bandeiras das praias

    No entanto, a associação ambientalista ZERO apontou que várias destas praias não alcançaram o objetivo de poluição zero. Esta discrepância levanta questões sobre os critérios utilizados para a atribuição destes galardões.

    A Bandeira Azul é um eco-label internacional que é atribuído a praias e marinas que cumprem um conjunto rigoroso de critérios ambientais, educacionais, de segurança e de gestão.

    Estes critérios estão divididos em quatro grupos principais: Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água, Gestão Ambiental e Equipamentos, e Segurança e Serviços.

    Para receber a Bandeira Azul, as praias devem cumprir todos os critérios imperativos e a maioria dos critérios guia.

    Por outro lado, a Qualidade de Ouro é um galardão atribuído pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que se foca especificamente na qualidade da água balnear.

    As praias que recebem este selo demonstram consistentemente uma água de excelente qualidade ao longo de cinco anos consecutivos.

    A diferença entre os dois prémios reside, portanto, no âmbito dos critérios. Enquanto a Bandeira Azul abrange uma avaliação mais ampla e diversificada, incluindo educação ambiental, gestão e serviços, a Qualidade de Ouro centra-se exclusivamente na análise da qualidade da água.

    É possível que uma praia cumpra os requisitos para a Qualidade de Ouro, mas não para a Bandeira Azul, se não atender a outros critérios como educação ambiental ou gestão de resíduos.

    A situação apontada pela ZERO pode indicar que, apesar da excelência da qualidade da água, existem outros fatores ambientais que necessitam de atenção e melhoria.

    Este é um lembrete importante de que a sustentabilidade ambiental é multifacetada e requer um compromisso contínuo com todos os aspetos do ecossistema.

    Para os visitantes das praias algarvias, estas distinções são essenciais para entender o nível de compromisso das praias com a sustentabilidade e a proteção ambiental. Enquanto desfrutam das águas cristalinas e das areias douradas, também podem contribuir para a preservação destes espaços naturais, adotando práticas responsáveis e respeitando as diretrizes ambientais.

    A discussão sobre os critérios de atribuição das bandeiras é uma oportunidade para aumentar a consciência ambiental e promover ações que garantam a saúde e a beleza das praias do Algarve para as gerações futuras.

    É um convite à reflexão sobre o que cada um de nós pode fazer para ajudar a atingir o objetivo de poluição zero e assegurar que as praias continuem a ser um tesouro nacional.

    Foz com Copilot
  • Minúsculos plásticos invadem costas da Galiza

    Um incidente ambiental recente afetou as costas de Portugal e da região espanhola da Galiza, envolvendo um grande derrame de granulados de plástico.

    Este desastre teve origem no navio Toconao, de bandeira liberiana, que perdeu vários contentores no mar, perto da costa portuguesa, ao largo de Viana do Castelo. Um desses recipientes, cheio de sacos de pellets de plástico, foi identificado como a fonte da poluição.

    Estes minúsculos granulados de plástico, num total de cerca de 26 toneladas, foram acidentalmente libertados no mar ao largo da costa portuguesa. Consequentemente, chegaram às costas da Galiza, causando preocupações ambientais significativas. Este evento levou a um esforço substancial de limpeza.

    Centenas de voluntários foram mobilizados para peneirar as praias arenosas da região noroeste da Galiza, empregando ferramentas como coadores e pás para enfrentar as consequências e remover os milhões de pellets que se acumularam.

    Ambientalistas levantaram alarmes sobre o incidente, criticando a falta de padrões de segurança e responsabilidade na cadeia de abastecimento de plásticos. Este derrame, referido como um derrame em massa de nurdle (nurdles são pequenos pellets de plástico utilizados como matéria-prima no fabrico de plástico), deixou milhões destes pellets espalhados pelas praias da Galiza.

    O impacto deste evento não é apenas ambiental, mas também político, uma vez que desencadeou um jogo de culpas entre vários intervenientes.

    Esta situação evidencia os desafios atuais em matéria de gestão e prevenção da poluição marinha, em especial no que diz respeito aos plásticos e às suas cadeias de abastecimento. Os esforços de limpeza e a resposta de grupos ambientais e autoridades serão cruciais para mitigar o impacto deste desastre nos ecossistemas e comunidades locais.

  • Poluição na Ria Formosa

    Poluição na Ria Formosa

    Cidadãos preocupados perguntam-se até quando vão assistir ao envenenamento das águas do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, uma vez que ali se proíbe «milhares de pessoas de governarem a vida na Ria Formosa».

    Acusam ainda o presidente da câmara municipal de Olhão de gastar milhões em dois jardins históricos situados na Zona Ribeirinha da cidade, enquanto o «veneno» é diariamente descarregado na Frente Ribeirinha de Olhão, «com a conivência da Agência Portuguesa do Ambiente, do Parque Natural da Ria Formosa, da ASAE e do Capitão do Porto de Olhão e do SEPNA».

    Temem que «à força de tanta modernização das zonas ribeirinhas de Olhão, de tanta ansiedade em deixar obra feita para uma glória futura, dando luz verde a tanta construção sem precaver os reais impactos negativos nos ecossistemas, não sejamos, num futuro próximo, surpreendidos com mutações genéticas nas espécies aquáticas!»