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  • Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Portugal Perde Galardões na Bandeiras Azul, Mas Mantém Liderança Ambiental

    Número de praias, marinas e embarcações distinguidas desce ligeiramente para 438, mas país continua no top mundial de qualidade e segurança balnear.

    Portugal hasteará a Bandeira Azul em 438 praias, marinas e embarcações durante a época balnear de 2026, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

    Este número representa uma ligeira diminuição face aos 444 galardões atribuídos em 2025. No entanto, Portugal mantém a sua posição de destaque a nível internacional, ocupando o 5º lugar no ranking mundial de praias costeiras com Bandeira Azul e o 2º lugar em praias interiores.

    O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, pelo presidente da ABAE, José Archer. Segundo o responsável, a diminuição no número de galardões reflete, em parte, as condições climatéricas adversas registadas durante a época balnear anterior, que afetaram a qualidade da água em algumas zonas.

    “Tivemos menos galardões que no ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as condições climatéricas que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear,” explicou José Archer.

    Apesar da ligeira quebra, a ABAE sublinha que a situação não é motivo de preocupação, sendo considerada “uma situação pontual.”

    Novidades e Perdas

    Entre as novidades deste ano, destaca-se a estreia do município da Sertã com a Praia Fluvial da Ribeira Grande a receber a distinção.

    A nível nacional, a Foz do Lima e Rodanho (Viana do Castelo), Agudela Sul e Meia Laranja (Matosinhos), Oriola (Portel), Albufeira de Odeleite (Tavira) e Praia do Lago Verde (Castro Marim) são outras das novas praias que ostentarão a Bandeira Azul.

    Por outro lado, várias praias perderam o galardão, incluindo Cavadinho (Braga), Arquiteto Albino Mendo (Mirandela), Espinho-Baía, Cornicovo (Penacova), Cova Gala Hospital (Figueira da Foz), Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), Praia Fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Praia da Pampilhosa da Serra, Porto da Calada (Mafra) e Praia dos Pescadores (Albufeira). Nos arquipélagos, a Calheta dos Lagadores (Praia da Vitória, Açores) e a Calheta (Porto Santo, Madeira) também perderam a Bandeira Azul.

    Ano de Transição e Novos Critérios

    2026 marca um período de transição nos critérios de atribuição da Bandeira Azul, que serão reforçados a partir de 2027, com a introdução de auditores externos na validação das candidaturas.

    Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas,” afirmou José Archer, explicando que a mudança está relacionada com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro.

    Para permitir a adaptação aos novos critérios, a ABAE abrirá um período extraordinário de candidaturas em julho e agosto, com os resultados a serem analisados em setembro.

    Celebração e Compromisso

    O programa Bandeira Azul celebra este ano o seu 40º aniversário. A Praia de Mira, que ostenta o galardão ininterruptamente desde a sua criação, é um símbolo do compromisso de Portugal com a qualidade e a sustentabilidade das suas zonas balneares.

    A primeira cerimónia de hasteamento da Bandeira Azul terá lugar na Praia de Mira, a 8 de junho, seguida pela Praia Fluvial de Mourão, no Alentejo, a 13 de junho. A marina de Angra do Heroísmo, nos Açores, será a primeira a hastear a Bandeira Azul, a 15 de junho.

    Para além das praias e marinas, foram ainda reconhecidos 31 Centros Azuis, estruturas de informação e educação ambiental localizadas nas proximidades das praias, reforçando o compromisso com a sensibilização para a proteção do ambiente.

    com Lusa

  • Debate em Loulé sobre o Campo de Concentração do Tarrafal

    Debate em Loulé sobre o Campo de Concentração do Tarrafal

    A história sombria de um dos mais duros símbolos da repressão do Estado Novo, o Campo de Concentração do Tarrafal (1936-1954), vai ser revisitada e analisada sob uma perspetiva inovadora na Biblioteca Municipal de Loulé.

    No próximo dia 28 de outubro, terça-feira, pelas 18h30, será apresentado o estudo “O campo de concentração do Tarrafal (1936-1954) – História e uma proposta de reabilitação urbana” no âmbito da iniciativa “Livros Abertos”.

    O trabalho, apresentado pelos seus autores, José Soares e Luís Gomes, propõe-se a uma dupla análise. Por um lado, mergulha nas causas que levaram à construção do campo em Cabo Verde e detalha o quotidiano da prisão durante os dezoito anos da sua existência, um período marcante para a história política portuguesa e caboverdiana.

    Por outro lado, o estudo avança com uma proposta concreta para a sua reabilitação urbana. A componente de reabilitação é crucial, pois visa potencializar o espaço e atribuir-lhe um novo uso, garantindo que este património, carregado de significado histórico, possa ser melhor aproveitado pela comunidade.

    Não se trata apenas de preservar a memória, mas de integrar o local na vida contemporânea de forma digna e útil.

    Para debater este tema de grande relevância histórica e urbanística, estarão presentes dois especialistas com forte ligação a Cabo Verde. José Soares, natural de Chão Bom – Tarrafal, é licenciado e mestre em História. Com experiência em coordenação de turismo e atualmente deputado na Assembleia Municipal do Tarrafal, traz uma perspetiva local e política essencial à discussão.

    Luís Gomes, natural da Cidade da Praia, complementa o painel com a sua vasta experiência em arquitetura e urbanismo. Com mais de 12 anos de prática em planeamento urbano e projetos arquitetónicos, o atual Assessor do Ministro de Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território de Cabo Verde, é o principal impulsionador da visão de futuro para o aproveitamento do antigo campo de concentração.

    Esta sessão, que une a memória histórica à visão de futuro e ao ordenamento do território, promete ser um momento de reflexão profunda sobre como lidar com os legados dolorosos do passado, transformando-os em espaços de aprendizagem e serviço comunitário. A entrada é livre e o público está convidado a participar no debate na Biblioteca Municipal de Loulé.

  • Mendes Bota apresenta em Loulé «Palavras em Saco Roto»

    Mendes Bota apresenta em Loulé «Palavras em Saco Roto»

    O Mendes Bota, destacou-se no passado na política algarvia, como presidente da câmara municipal de Loule e como deputado pela região do Algarve e pretende, com este seu livro, colocar um dedo no que considera «um urbanismo suicida; a betonização brutal em curso da faixa litoral do Algarve; a explosão descontrolada da construção clandestina; o colapso das infraestruturas de saneamento; a carência de água face aos consumos atuais e futuros; a saturação da rede viária; a falta de estacionamentos; a densificação exagerada dos centros urbanos.»

    Nele se mostra preocupado com o que considera «a privatização encapotada das praias; a necessidade de habitação a custos controlados; a lógica perversa do financiamento autárquico, baseada no metro quadrado de construção; a descaracterização cultural e arquitetónica da região.»

    Entende que existe «a impunidade da grafitagem generalizada; o agravar das desigualdades interior/litoral; a debilidade da diversificação da atividade económica; os contrastes sociais extremos; o campo livre para os traficantes das adições e das migrações; a insegurança e a criminalidade crescentes.»

    José Mendes Bota entende que se nada for feito, em função do que denuncia e ali publica, para memória futura, chegaremos a um desatre, embora considere que, ainda se vai a tempo.

    A introdução da obra vai estar a cargo do editor Nuno Campos Inácio e do professor doutor José Carlos Vilhena de Mesquita, finalizando com a intervenção do autor, seguida de sessão de autógrafos.

  • Luís Montenegro na festa do Pontal

    Luís Montenegro na festa do Pontal

    Conforme anunciado pelo partido, o evento no Calçadão da Quarteira está agendado para 14 de agosto, começando às 20h30 com discursos de Cristóvão Norte, presidente da distrital algarvia do PSD, e do primeiro-ministro Luís Montenegro.

    Às 21h30, haverá um concerto do músico José Cid, com o encerramento previsto para as 23h30.

    Será a primeira vez que Luís Montenegro participará na Festa do Pontal como primeiro-ministro, após ter tomado posse em março deste ano, na sequência da vitória da Aliança Democrática (AD) nas eleições legislativas.

    Desde que assumiu a liderança do PSD em 2022, Montenegro tem usado a Festa do Pontal como palco para definir a agenda política do partido, apresentando medidas prioritárias.

    No ano anterior, por exemplo, foi no mesmo local que Montenegro revelou a proposta do PSD para a redução do IRS, após ter lançado, em 2022, um programa de emergência social na sua primeira aparição como líder do partido.

    O evento também tem sido palco para aparições surpresa de figuras notáveis do PSD, como o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em 2022, e no ano seguinte, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, marcaram presença no evento.