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Etiqueta: Passos Contados

  • Passos Contados – Passeios Pedestres

    Passeios pedestres de interpretação da paisagem, 17ª Edição, Cacela 2024, anuncia o CIIP, notando que estão de volta os Passos Contados, passeios pedestres de interpretação da paisagem em Cacela e Vila Real de Santo António.

    Nesta 17ª edição, seis passeios temáticos distribuídos entre Abril e Outubro, propõem novas experiências de interpretação e descodificação das paisagens culturais, seus valores naturais e elementos patrimoniais, no sotavento algarvio, como forma diferente e estimulante de conhecer o nosso património, conversando com os orientadores dos percursos e numa relação próxima com a natureza.

    Este ano começam em abril, com um percurso sobre plantas e aves do Algarve interior orientado pelo professor e fotógrafo José Filipe;

    em maio é o descobrir as origens e evolução da Mata Nacional de Vila Real de Santo António com os engenheiros Paulo Silva, Alexandra Silva e Alexandra Amorim;

    em junho propõem conhecer a história de Monte Gordo (a praia, o turismo e o território) com o arquiteto e escritor José Carlos Barros e habitantes locais;

    em julho será o escutar, na aldeia de Santa Rita, histórias misteriosas das noites de escuridão pela voz dos contadores Rita Sales e Pedro Bravo;

    em Setembro seguem o ciclo do milho, entre o campo, a eira e a panela com elementos da associação «A Manta» e a engenheira hortofrutícola Ana Arsénio;

    terminam em Outubro com um percurso sobre o culto dos mortos e cemitérios em Cacela Velha com as arqueólogas Cristina Garcia, Maria João Valente e Catarina Oliveira.

  • Uso da Cana utilitário e lúdico

    Uso da Cana utilitário e lúdico

    A iniciativa é do Clip Cacela, sediado na antiga Escola Primária de Santa Rita que nos situa sobre o que vão fazer desta vez:

    «A cana, abundante junto aos cursos de água e fácil de trabalhar, tem ainda no Algarve, inúmeros usos ligados às atividades rurais. O mais conhecido é certamente para a cestaria. Nesta técnica, o entrelaçar das ripas da cana permite fazer os mais variados cestos e canastras, instrumentos de trabalho essenciais nas tarefas agrícolas, na pesca e para o armazenamento e transporte de produtos.»

    «A cana é ainda utilizada no varejo e na apanha de frutos secos e da azeitona, nas hortas para sustentar o crescimento de tomates e leguminosas. Na área da construção tradicional, são conhecidos os telhados de caniço na cobertura interior da habitação. A cana foi também, ao longo dos tempos, matéria de eleição para a construção de muitos brinquedos: pífaros, apitos, reco-recos, curre-curres, espingardas, gaiolas de grilo e até a estrutura dos papagaios de papel».

    «Deambulando pelos campos, transportando sempre a navalhinha no bolso, se passava junto de um canavial, das mãos da criançada podia sair o brinquedo que a necessidade ou o desejo ditasse no momento. Usos da cana para fins lúdicos que remetem para um tempo em que, nos meios rurais, “brinquedos não os havia” ou “eram poucos” e os que havia eram feitos pela criança ou familiares próximos com os materiais existentes no meio natural ou doméstico»

    Ao longo de um percurso pelo campo, os responsáveis pelo Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela», na companhia do artesão, Domingos Romeira Vaz, cujas mãos hábeis trabalham a cana desde criança, explorar os diversos usos da cana, vão fazer o acompanhamento dos participantes. e de desafiar os mais hábeis a trazer no bolso a sua navalhinha.

    As inscrições são limitadas e no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, Antiga Escola Primária de Santa Rita, há um telefone e um endereço eletrónico, respetivamente 281 952600 e ciipcacela@gmail.com e custam cinco euros por participante.