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  • A chama olímpica é eléctrica

    A chama olímpica é eléctrica

    Pela primeira vez, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ocorreu fora de um estádio, tendo o rio Sena como cenário principal. Contudo, o destaque global foi para a chama olímpica inovadora, que homenageou o legado francês enquanto projetava um olhar futurista.

    Mathieu Lehanneur, designer do caldeirão olímpico, buscou inspiração nos irmãos Montgolfier, pioneiros franceses da balonismo. O resultado é uma chama que ascende aos céus, única na história olímpica.
    O caldeirão, com 30 metros de altura, eleva-se outros 30 metros à noite, alcançando impressionantes 60 metros acima do solo. Em sua base, um anel de 7 metros de diâmetro representa a fraternidade, valor essencial da República Francesa.

    A chama olímpica se destaca por ser totalmente elétrica, substituindo combustíveis fósseis por uma mistura de luz e água, gerando um efeito espetacular e sustentável: 40 LEDs iluminam uma nuvem de vapor d’água;
    200 injetores de alta pressão criam o efeito de fumaça.

    Eletricidade e água são canalizadas do solo até a estrutura do balão. Esta inovação, fruto da parceria com a EDF, marca um avanço importante para Jogos Olímpicos mais verdes.

    A chama olímpica de Paris 2024 não apenas ilumina os Jogos, mas também sinaliza

  • Nas ruas de Paris, a fúria popular ouve-se alto e bom som.

    Milhares de pessoas concentram-se na Praça da Concórdia, perto da Assembleia Nacional, em protesto contra a reforma do sistema de pensões e o mentor: Emmanuel Macron.

    O presidente francês conseguiu a aprovação do polémico projeto-lei que aumenta dos 62 para 64 anos a idade de reforma. Sem maioria garantida na câmara baixa do Parlamento, o Governo da primeira-ministra Elisabeth Borne optou por não levar a lei a votos, forçar, antes a aprovação através do artigo 49.3 da Constituição francesa. Constituição. Na prática, contempla a possibilidade de se aprovarem leis sem que estas sejam votadas.

    Um ultraje para várias forças da oposição que já acenaram com moções de censura. Enquanto isso, os sindicatos apelaram a protestos ainda mais musculados para os próximos dias, num braço-de-ferro que promete durar e abalar o executivo. /EURONEWS