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  • Nova Direção da SEDES Algarve toma posse em S. Brás

    Nova Direção da SEDES Algarve toma posse em S. Brás

    A nova direção do Núcleo Distrital do Algarve da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social – iniciou funções no dia 1 de agosto, em São Brás de Alportel, com o objetivo de impulsionar a participação cívica e fomentar o desenvolvimento económico e social da região.

    A cerimónia de tomada de posse contou com a presença de representantes da autarquia, incluindo a vice-Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, e o presidente da Câmara Municipal, Vítor Guerreiro. Ambos sublinharam a importância da SEDES para a região e a relevância da participação cívica no desenvolvimento do concelho.

    O empresário Paulo Bernardo, natural de São Brás de Alportel, assumiu a liderança do núcleo distrital e apresentou as principais linhas de ação para o seu mandato. O Presidente do Conselho Coordenador da SEDES, Álvaro Beleza, também marcou presença e partilhou a sua ligação pessoal ao concelho.

    Paralelamente à tomada de posse, realizou-se uma conferência intitulada «A Economia do Algarve e os Desafios do Futuro», proferida por Luís Serra Coelho, da Universidade do Algarve, que proporcionou um espaço de reflexão sobre os desafios económicos que a região enfrenta.

    A SEDES, fundada em 1970, é uma associação cívica portuguesa que tem como objetivo promover o debate democrático, a integração europeia e a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Ao longo da sua história, a associação tem procurado contribuir para o desenvolvimento económico e social de Portugal, independentemente do contexto político.

    Foto do Arquivo Fotográfico Municipal
  • Luta pela água organiza-se no Algarve

    Luta pela água organiza-se no Algarve

    Começa com críticas às medidas do governo, que acusa de tornar a agricultura no parente pobre da economia da região e sugere soluções para combater a escassez de água no Algarve.

    A nova Comissão pretende reunir os interesses de todas as atividades agrícolas do Algarve, desde a produção de fruta, vinho, aromáticas, animal, entre outras que perduram e identificar a economia e paisagem algarvia, reunindo, para já, mais de 120 entidades e agricultores.

    Considera que os cortes de 25% do fornecimento de água para a agricultura são uma «mera operação de cosmética», que em alguns casos, a redução pode chegar a 50%, uma vez que foi anunciado um corte de 15% para a utilização da água subterrânea, sendo que a «água subterrânea representa 75% da água utilizada pela agricultura».

    Foi proposto um corte entre 44% e 50% para a utilização da água superficial, sendo que a água superficial representa 25% da água utilizada pela agricultura.

    Diz a CSHA que os cortes anunciados se somam aos anteriores, porque nos anos de 2022 e 2023, houve cortes ao consumo de água pela atividade agrícola, quer na água subterrânea, quer na água superficial dos perímetros de rega do Alvor e Silves, Lagoa e Portimão;

    Foram considerados 35 hectómetros de chuvas até abril, água que até agora ainda não existe, acrescentam para lembrar que «com esta quantidade de água disponível e se não chover, não teremos condições de fazer produção em grande parte das áreas instaladas».

    Para a Comissão, os cortes anunciados configuram no desaparecimento do sector agrícola no Algarve, com consequente impacto ao nível do emprego e da economia da região, da alteração da paisagem, que afetará o turismo do Algarve, e do custo da alimentação dos portugueses.

    Não sendo contra as medidas e apoiando soluções concretas, não aceitam que a agricultura continue a ser considerada o parente pobre da economia algarvia e defendem a redução dos valores dos cortes, a definição do intervalo de tempo da sua vigência, a execução rápida, de obras com meios remotos, nas redes urbanas que reduzam as perdas de água tratada.

    Defendem ainda uma fortíssima campanha de sensibilização junto da população que vise a redução do consumo de água, proibir e suspender a instalação de novos investimentos consumidores de água de forma transversal a toda a economia regional, reativar furos das Câmaras Municipais, onde exista água subterrânea disponível.

    Quer também o levantamento e redução dos caudais ecológicos existentes na região do Algarve, investir em unidades móveis de dessalinização para tratamento de água salobra, implementar estratégia urgente para o transvase da água do Pomarão para Odeleite, aprovar a ligação entre a Barragem de Santa Clara e Odelouca e considerar a existência de uma moratória para legalização de furos.

    A médio e longo-prazo, defende a construção da Barragem da Foupana e outra na zona do Algarve Central, o desenvolvimento de sistema de retenção de água nas serras algarvias, o desenvolvimento de sistema para aproveitamento da água existente em lagos a norte de Monchique.