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Etiqueta: oceanos

  • Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    O foco é no Relaxamento e Sofisticação

    A Oceania Cruises, reconhecida pelo seu posicionamento no segmento «upper premium» com ênfase na gastronomia e destinos culturais, anunciou uma alteração estrutural significativa no seu modelo operacional.

    A partir de 7 de janeiro de 2026, a companhia passará a ser estritamente “Adults Only”, aceitando apenas novas reservas para passageiros com 18 ou mais anos de idade.

    Esta decisão estratégica, divulgada em conjunto com o grupo Norwegian Cruise Line Holdings (NCLH), reflete uma profunda análise de mercado e a auscultação de clientes e parceiros comerciais.

    Segundo a empresa, a mudança visa alinhar-se com a preferência dos seus passageiros por ambientes mais tranquilos, focados no relaxamento, na sofisticação a bordo e na descoberta de destinos.

    Os nossos passageiros procuram, acima de tudo, calma e sofisticação a bordo”, refere a companhia, sublinhando a intenção de elevar a essência da experiência de cruzeiro.

    O Período de Transição

    É importante notar que a nova política se aplica exclusivamente a reservas efetuadas a partir da data definida (7 de janeiro de 2026). Todas as viagens já contratadas anteriormente, mesmo que incluam menores de 18 anos, serão integralmente respeitadas. Isto implicará um período de transição durante o qual poderão ainda viajar famílias em alguns itinerários.

    A Oceania Cruises estima que, à medida que os cruzeiros pré-vendidos se esgotam, praticamente 100% da sua frota estará a operar sob o conceito exclusivo para adultos no início da temporada de 2027.

    O marco desta transição será a entrada em operação do «Oceania Sonata», prevista também para 2027. Este navio será o primeiro da companhia a iniciar a sua atividade já totalmente enquadrado no novo modelo Adults Only.

    Nos navios atualmente em serviço, a implementação será gradual, sendo as classes Regatta e Insignia – tipicamente associadas a itinerários mais longos – as primeiras a refletir o novo conceito. Já os navios mais recentes, como o «Vista» e o «Allura», eliminarão progressivamente a presença de famílias, à medida que as reservas antigas forem sendo concluídas.

    Segmentação Estratégica no Grupo NCLH

    Com esta decisão, o Norwegian Cruise Line Holdings reforça a segmentação clara das suas três marcas. A Oceania Cruises passa a ocupar inequivocamente o nicho *upper premium* para adultos, direcionado a casais, viajantes individuais e grupos de amigos que valorizam a alta gastronomia, itinerários culturais e um ambiente mais reservado.

    Em contraste, a Norwegian Cruise Line (NCL) manterá o seu foco no segmento familiar e de lazer, com uma oferta sem restrições de idade e orientada para o entretenimento multigeracional.

    Por sua vez, a Regent Seven Seas Cruises, no segmento de ultra-luxo, continuará a aceitar menores. Contudo, dado o seu posicionamento «all-inclusive» e os elevados padrões de serviço, o seu público-alvo permanece, maioritariamente, adulto.

  • Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    A cidade brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida hoje como sede da Conferência da Década dos Oceanos de 2027, evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para promover a ciência oceânica e o desenvolvimento sustentável.

    A escolha foi anunciada num comunicado divulgado pela prefeitura de câmara do Rio de Janeiro, que explicou que a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Década do Oceano, foi declarada pelas Nações Unidas em 2017 e compreende o período de 2020 a 2030.

    O objetivo da cimeira que será organizada no Brasil é consciencilizar a população em todo o mundo sobre a importância dos oceanos e mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares.

    A escolha do Rio de Janeiro, feita em Paris durante reunião da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, refletiu, segundo a UNESCO, a liderança do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à conservação marinha e à ciência oceânica.

    A conferência reunirá chefes de Estado, cientistas, sociedade civil e o setor privado para definir estratégias para reverter a degradação dos oceanos e promover sua sustentabilidade além de 2030.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comemorou a eleição, destacando o histórico da cidade mais emblemática do Brasil em mudanças climáticas, que remonta à cimeira da Terra de 1992.

    “É uma honra representar o Brasil mais uma vez, mostrando ao mundo não só a beleza da nossa cidade, mas também a nossa capacidade de organizar grandes eventos internacionais com excelência”, disse Paes no comunicado.

    O Brasil, com mais de 10.000 quilómetros de litoral é líder em diversas iniciativas de proteção dos oceanos, incluindo uma iniciativa para transformar o Atlântico Sul em um santuário para baleias.

    Apesar dos esforços para promover a conservação marinha, o Governo brasileiro atualmente apoia a exploração de petróleo em uma área marinha na foz do rio Amazonas.

    Na semana passada, o país promoveu um polémico leilão de áreas de petróleo no qual ofereceu concessões perto da foz do Amazonas a empresas interessadas em operar na região sensível e pressiona autoridades ambientais para que concedam a respetiva licença.

    ./Com LUSA e CYR // RBFSã
  • Recife algarvio merece Área Marinha

    Recife algarvio merece Área Marinha

    Aqui encontra-se setenta por cento de toda a biodiversidade da região do Algarve, onde 19 espécies tem estatuto de conservação, como por exemplo os cavalos-marinhos e os meros. Registaram-se 45 novas espécies para Portugal e 12 novas espécies para a ciência.

    O processo de zonamento, no qual é definida a área a proteger e qual o nível de proteção, «foi cientificamente sustentado e incorporou as preocupações dos vários envolvidos, desde pescadores locais a entidades governamentais».

    É por toda esta riqueza que se torna fundamental proteger o Recife do Algarve através da criação desta Área Marinha Protegida.

    Vídeo partilhado pela Fundação Oceano Azul

  • Ações coletivas para salvar o Oceano e o Clima

    Ações coletivas para salvar o Oceano e o Clima

    Durante a próxima semana, irá decorrer um pouco por toda a cidade de Lisboa, tendo o Altice Arena como local principal – a 2ª Conferência do Oceano das Nações Unidas, co-organizada por Portugal e pelo Quénia.

    Além da conferência, a sociedade civil vai mobilizar-se e a semana será também palco de ações coletivas que exigirão mais ação climática e o reconhecimento do oceano como um aliado no combate às alterações climáticas e um poderoso regulador do sistema climático.

    É esperada a participação de mais de 60 organizações nacionais e internacionais que convocaram uma semana de ações durante a semana da Conferência e uma Marcha Azul pelo Clima no dia 29 de Junho, amanhã, quarta-feira, com início às 18 horas na Gare do Oriente.

  • As salpas dos oceanos filtram o ar que respiramos

    As salpas dos oceanos filtram o ar que respiramos

    São normalmente confundidas com pequenas águas-vivas (alforrecas) com aspeto de bolinhas gelatinosas cujo comprimento vai de alguns milímetros a alguns centímetros. Não possuem células urticantes, as tais que provocam queimaduras na pele.

    Chegaram recentemente às praias do Algarve e, segundo declarações prestadas à publicação «Portugal de Norte a Sul» pelo biólogo Juan Jesus Martin, o seu habitat natural é o mar aberto. Correntes, vento ou o aumento da luminosidade podem levar a uma produção massiva de salpas e à aproximação da costa.

    São aptas para duplicar de número, várias vezes ao dia, sendo comuns nos oceanos em todas as temperaturas. São animais capazes de se juntarem em filas de mais de um quilómetro e podem absorver cerca de 4.000 toneladas de CO2 por dia, quantidade muito relevante para o planeta. Alimentam-se de fitoplâncton das algas. Ajudam a limpar o oceano e filtram o ar que respiramos.