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Etiqueta: mulheres

  • Ataque à autonomia das mulheres

    Ataque à autonomia das mulheres

    A recente aprovação da lei que proíbe o uso da burca e outras vestes que ocultem o rosto em espaços públicos, contando com os votos favoráveis do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP, está a gerar forte controvérsia em Portugal.

    O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) reagiu veementemente, classificando a legislação como um “ataque direto aos direitos fundamentais das mulheres, à sua dignidade e à sua autodeterminação”.

    Numa nota pública, o MDM esclarece que o cerne da questão não reside na apreciação pessoal da veste, mas sim no reconhecimento do direito das mulheres decidirem sobre a sua vida, a sua fé e a sua forma de expressão. O movimento acusa o Estado de utilizar um pretexto de “proteção” que, na verdade, se traduz em “opressão”.

    De acordo com o MDM, a lei reproduz uma visão profundamente paternalista e tutelar, que trata as mulheres como “sujeitos menores, destituídas da capacidade de autonomia moral e decisão individual”. Esta abordagem, segundo a organização, acaba por reforçar as mesmas lógicas de subordinação que alegadamente visa combater.

    O movimento argumenta que proibir o uso da burca é negar a voz e a autonomia das mulheres que a escolhem livremente ou por opção religiosa. Nesse sentido, o MDM aponta três eixos de crítica severa à nova legislação: a inconstitucionalidade, a discriminação e o caráter abusivo.

    A lei é considerada inconstitucional por violar o direito à liberdade de consciência, de religião e de culto (Artigo 41.º da Constituição da República Portuguesa). É também vista como discriminatória, uma vez que visa especificamente práticas religiosas de uma minoria, e opressiva, ao impor limites à forma como as mulheres podem existir e expressar-se em público.

    O MDM condena ainda a retórica usada por alguns proponentes da lei, como a afirmação de que era preciso “impedir que as mulheres andem pela rua como se fossem um animal ou uma mercadoria”. O movimento considera esta linguagem “profundamente ofensiva, hipócrita e desumanizadora”, revelando uma visão que reduz as mulheres à condição de objetos.

    Em vez de escutar e respeitar as escolhas das próprias mulheres, o MDM afirma que a lei fala por elas, negando-lhes a autonomia necessária para resistir à discriminação que já enfrentam diariamente. O movimento alerta para as consequências observadas noutros países, onde medidas semelhantes empurraram muitas mulheres para fora do espaço público, afastando-as da escola, do trabalho e da vida comunitária.

    “Esta proibição não liberta — exclui. Não emancipa — controla. E aprofundará ainda mais o isolamento daquelas que afirma querer proteger”, sublinha o Secretariado Nacional do MDM.

    O movimento feminista alerta para o precedente perigoso que esta lei cria. Hoje é a burca, mas questiona-se se amanhã não será a vez do lenço, do decote, da tatuagem ou do comprimento da saia, sempre em nome de uma suposta “proteção” que, na prática, restringe e impõe um modelo único de mulher.

    A posição do MDM é firme: “Nenhuma mulher deve ser forçada a usar burca, mas nenhuma mulher deve ser impedida de a usar, se essa for a sua escolha.”

    O movimento rejeita a lei, classificando-a como um insulto à inteligência e à autodeterminação feminina, e apela a todas as mulheres, independentemente da sua opinião sobre o uso da burca, a unirem-se na condenação desta proibição, pelos precedentes que estabelece. O MDM conclui que as verdadeiras mudanças sociais se alcançam através de direitos, diálogo e respeito, e não com leis que restringem e excluem.

  • Igualdade de Género é compromisso renovado

    Igualdade de Género é compromisso renovado

    Esta manifestação não foi apenas uma celebração dos 50 anos da Revolução dos Cravos, mas também um grito de resistência contra qualquer retrocesso nos direitos das mulheres.

    O MDM, uma organização com uma longa história de advocacia pelos direitos das mulheres, destacou a importância de garantir que a igualdade estabelecida na lei seja efetivamente vivenciada no dia a dia.

    A marcha começou no Rossio, avançando para o Largo do Carmo, um local simbólico da liberdade conquistada em 1974. A presença de artistas como Celina da Piedade, o movimento Baque Mulher Lisboa e as Mondeguinas, reforçou a mensagem de que a cultura e a arte são fundamentais na promoção da mudança social.

    O MDM enfatizou que, após as eleições de 10 de Março, surgiram novos desafios políticos que exigem uma participação mais ativa das mulheres na sociedade. A organização apela às eleitas para que se posicionem ao lado das mulheres, garantindo que os avanços alcançados desde a Revolução de Abril não sejam perdidos.

    Este evento é um lembrete de que a igualdade de género não é apenas uma questão de justiça social, mas também um pré-requisito para o desenvolvimento sustentável e a paz.

    A determinação e força demonstradas pelas «Mulheres de Abril» são um testemunho da resiliência e do compromisso contínuo de Portugal com os valores da igualdade e da liberdade.

  • No Mar Shopping Algarve mulheres ocupam maioria dos quadros de topo

    Por ocasião do Dia Internacional da Mulher a Inka Centres Portugal revelou que Sandra Monteiro, Ana Antunes, Ana Machado, Sónia Martins ou Mónica Costa fazem parte das 61,5% de colaboradoras mulheres da Ingka Centres Portugal e que todas elas ocupam cargos de topo.

    Sandra Monteiro e Ana Antunes são, respetivamente, diretoras do MAR Shopping Matosinhos e do MAR Shopping Algarve. Ana Machado é communication business partner para os mercados de Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Portugal, Itália e Croácia. Sónia Martins é diretora financeira e Mónica Costa diretora de leasing, ambas para Portugal. Todas foram promovidas no seio do Grupo Ingka que, em 2019, lançou o seu Plano de Igualdade global e estabeleceu objetivos para a igualdade de género.

  • Rota turística pelo Alentejo criada pela «Três Culturas»

    Rota turística pelo Alentejo criada pela «Três Culturas»

    A Fundación Tres Culturas está a celebrar o Dia da Europa com a criação de uma rota turística a ligar Espanha e Portugal pelo Alentejo.

    A empresária espanhola Mar Villalba começou no dia 10 de Maio a percorrer, em carro elétrico, uma parte do Alentejo e a visitar uma seleção de empresárias portuguesas até ao próximo dia 14 de maio de 2021. Para a Fundação a seleção de empresárias «é uma amostra do enorme potencial que tem a região do Alentejo, que juntamente com as regiões do Algarve e da Andaluzia estão presentes no projeto INTREPIDA plus, através de todas as empresas já aderentes a esta iniciativa de cooperação transfronteiriça».

    O projeto INTREPIDA plus é uma segunda fase da iniciativa de 2017 e visa promover uma maior internacionalização das empresas geridas por mulheres, situadas na Eurorregião (Alentejo, Algarve, Andaluzia). O projeto desenvolve diferentes ações que incrementam a visibilidade das empresas geridas por mulheres, através de um guia digital para empresárias, visitas a empresas, fóruns de trabalho, B2B e diversos encontros que aproximam empresárias e cidadãos, por meio de encontros INTREPIDA, promovendo assim um consumo consciente e responsável.

    A Fundação referencia os 71 anos desde que, em 9 de maio de 1950, Robert Schuman, Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, anunciou o projeto de integração da União Europeia, Referencia que a Três Culturas do Mediterrâneo se juntou a este «importante projeto de união e paz na Europa, através de uma cooperação mais estreita entre países vizinhos como Espanha e Portugal».

    No âmbito do projeto INTREPIDA plus, do qual a Fundação é coordenadora, juntamente com os restantes sócios desta parceria, e com o apoio do programa Interreg POCTEP Espanha-Portugal, «arranca uma atividade que conjuga empreendedorismo e turismo intitulada de Conexão INTREPIDA».

    Mar Villalba é responsável pela Associação Mi Ruta Responsable, saíu de Sevilha, na Andaluzia, para uma viagem que lhe permitirá descubrir vilas e cidades do Alentejo como Pedro do Corral, Redondo, Campo Maior, Arraiolos, Elvas, Cabeço de Vide, Marvão e Évora. as quais considera fascinantes.

    O objetivo deste itinerário «servirá de base à construção de uma rota turística pelo Alentejo onde integrará aspetos relacionados com a cultura e património histórico, além de visitar uma seleção de empresárias que oferecem produtos e serviços com o denominador comum de qualidade, inovação, tradição e empreendedorismo feminino».

    Este itinerário surgiu graças aos espaços de networking do I fórum empresarial INTREPIDA plus, realizado em Sevilha, durante o mês de outubro de 2020. Neste encontro, uma seleção de até 80 empresárias de Espanha e Portugal tiveram a oportunidade de se encontrar durante dois dias para trabalhar em possíveis acordos, aprender mutuamente e encontrar inspiração para a sua carreira profissional e pessoal.

    Mar Villalba, que já publicou um roteiro turístico em carro elétrico de Cortegana, naAndaluzia, até Alejezur no Algarve, dirige-se agora ao Alentejo com uma forma de se deslocar «mais respeitosa para com o meio ambiente».

    Segundo revela o projeto INTREPIDA estão à sua espera as empresárias portuguesas: Manuela Marques, da Olaria Bulhão, cerâmica; Eduarda Tavares, da Courela de Zambujeiro, vinho do Porto e azeite; Maria do Céu, da Na Sombra do Alentejo, turismo sustentável e Alpendre, restauração; Isabel Diogo, da Sempre Noiva, tapetes de Arraiolos; Joana García, da Queijaria Monte da Vinha, queijos; Ana Isabel Pereira, da Horta do Muro, alojamento turístico;, Paula Carvalho; da Discover Alentejo, turismo e cultura; Ana Paula Leitão, da Água Mole, cosmética natural; Catarina Machado, da Mercearia de Marvão, gastronomia;Teresa Rita Mila Barrocas, de Moinho de Pisões, alimentação; Ana Rita Guerreiro, de Alentejo Natural,alimentação; Isabel de Mello da Quinta, da Espada, alojamento turístico; e Delfina Marques, da Capote’s Emotion,moda.

    Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é image-47.pngEsta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é Manuela-Marques-de-Olaria-Bulhao-1-1200x900.jpgEsta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é image-46.png
    Maria do Céu e Isabel, na Sombra do AlentejoManuela Marques, Oliaria do BulhãoEduarda Tavares, Courela do Zambujeiro

    Destacam o trabalho dos sócios do projeto no Alentejo: NERE (Núcleo Empresarial da Região de Évora) e NERPOR-EA e Núcleo Empresarial da Região de Portalegre. Além desses sócios a Fundación Tres Culturas conta com a Diputación de Huelva, a Mancomunidad Condado de Huelva e o Município de Faro no Algarve. O projeto INTREPIDA plus conta com financiamento europeu do programa INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP).

    O itinerário através das redes sociais da @mirutaes @miruta.es e da Fundación Tres Culturas @funtresculturas @FunTresCulturas @TresCulturas.