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Etiqueta: Monchique

  • Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    As recentes e intensas tempestades que têm assolado o Sul da Europa deixaram marcas visíveis na rede de percursos pedestres mais emblemática do Algarve.

    Os responsáveis pela gestão da Via Algarviana emitiram um alerta urgente, documentado por um testemunho fotográfico impactante, que confirma o estado de cheia em várias secções do percurso.

    A fotografia divulgada foca-se na passagem pela ribeira de Monchique, ilustrando o nível alarmante a que as águas subiram durante o fim de semana.

    O registo mostra claramente o caminho que desce até à ribeira completamente inundado, com a água a cobrir sensivelmente metade de um poste de sinalização, um indicador claro da profundidade e do risco atual.

    Este cenário não se limita apenas às linhas de água. Os gestores da Via Algarviana sublinham que o estado atual de muitos trilhos e caminhos foi gravemente afetado pela saturação dos solos e pela força dos caudais.

    A passagem pela ribeira de Monchique é apenas um exemplo da vulnerabilidade do percurso face à sequência de eventos meteorológicos extremos deste inverno.

    Face à instabilidade e aos perigos inerentes à circulação em caminhos potencialmente danificados ou submersos, a recomendação é perentória: os caminhantes e entusiastas da natureza devem adiar os seus planos de exploração da Via Algarviana por “mais uns dias (ou semanas)”.

    O objetivo é simples: garantir que todos possam desfrutar do percurso em segurança e em pleno contacto com a natureza, assim que as condições climatéricas permitam a recuperação total dos trilhos.

  • O Futuro do sabor no projeto Pêro de Monchique

    O Futuro do sabor no projeto Pêro de Monchique

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve, I.P.) anunciou o reforço e a continuidade do projeto do campo experimental do Pêro de Monchique.

    Esta iniciativa é celebrada como um marco na defesa do património genético regional, garantindo que as variedades tradicionais de fruteiras do Algarve não se percam no tempo.

    O projeto insere-se na missão de serviço público da CCDR Algarve, que tem como prioridade a preservação ativa e a valorização destes recursos biológicos únicos.

    O trabalho de recolha, identificação e multiplicação das espécies é desenvolvido de forma rigorosa nos Polos de Inovação e Centros de Experimentação da instituição, nomeadamente nas estruturas localizadas em Tavira e Patacão.

    Recentemente, foram instaladas novas fruteiras no campo experimental do Pêro de Monchique, um passo essencial para consolidar a diversidade da coleção. O material vegetal utilizado nestas novas plantações provém diretamente do acervo preservado no Centro de Experimentação Agrário de Tavira (CEAT).

    Esta proveniência controlada assegura a continuidade e autenticidade genética das variedades, transformando o campo experimental numa arca genética viva e acessível.

    A CCDR Algarve sublinha que a preservação destas variedades tradicionais é fundamental, não só para a biodiversidade agrícola da região, mas também como um recurso valioso para futuras inovações, consolidando um investimento crucial na identidade cultural e agrícola algarvia.

  • Conservação do Carvalho-de-Monchique

    Conservação do Carvalho-de-Monchique

    O relançamento do «Renature Monchique», tem como principal objetivo reflorestar as áreas devastadas pelo incêndio de 2018, estando prevista a realização de uma conferência de imprensa no próximo dia 7 de novembro, às 11h00, no emblemático pico da Fóia, o ponto mais alto da serra de Monchique.

    Participam os parceiros do projeto, para apresentar os progressos alcançados e as metas para a nova fase, a qual inclui a plantação de mais 125 mil árvores autóctones na serra algarvia.

    No terreno desde 2019, o projeto Renature Monchique procura contribuir para a conservação do carvalho-de-monchique, uma espécie «criticamente em perigo» segundo a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.

    Este ano, o projeto entra no seu sexto ano de atividade com um novo impulso financeiro de 400 mil euros, assegurado pela companhia aérea Ryanair.

    A parceria estratégica está formada entre a Ryanair, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o Turismo do Algarve, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Câmara Municipal de Monchique.

    PROGRAMA

    11:00 horas – Boas-vindas por Paulo Alves (Município de Monchique)

               Intervenção Rogério Ivan Rodrigues (GEOTA)

    Intervenção Elena Cabrera (Ryanair)

    Intervenção André Gomes (Turismo do Algarve)

    Intervenção Castelão Rodrigues (ICNF)
  • Passadiço do Barranco do Demo inaugurado

    Passadiço do Barranco do Demo inaugurado

    Esta infraestrutura amiga do ambiente foi cofinanciada pelos Fundos Europeus geridos na Região, está integrado no projeto de Valorização e Musealização do Castelo de Alferce, uma iniciativa da freguesia do Alferce, com o apoio do município de Monchique e do Programa Regional ALGARVE 2030, no âmbito do Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos, PADRE.

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    O projeto dota, aquela freguesia do território serrano no Concelho de Monchique, de um «novo polo de atração turística como complemento à oferta de atividades e elementos de interesse para melhor conhecimento do território em causa, contribuindo para a fixação de população e combater o despovoamento humano, valorizar o património cultural material e imaterial e incutir nos jovens, nos idosos e na população em geral a sensibilização e o conhecimento sobre o património histórico-arqueológico e natural».

    Ministra passou a manhã em Silves


    Acompanhada pela presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, e pelo presidente da CCDR Algarve, Ana Abrunhosa visitou as obras da Escola Básica do 1.º Ciclo de Alcantarilha, alvo de remodelação e ampliação com apoios do Fundos Europeus. O equipamento escolar será dotado com capacidade para 100 alunos e melhores condições para alunos, professores e funcionários.

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    Após esta visita, visitou as obras em curso na Ciclovia / Ecovia de Silves, troço Armação de Pêra – Salgados,, incluído na operação Ciclovia / Ecovia do Litoral Sul, onde também está prevista a beneficiação dos troços de Tavira: Troços TV1, Limite Concelho – Tavira poente, TV3, Tavira – Cabanas e TV5, Cabanas – Limite Concelho nascente.

    Integrada no Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS), na tipologia «Construção de ciclovias ou vias pedonais», a intervenção no concelho de Silves, engloba um troço rural-natural ao longo da Praia Grande de Pêra, que se inicia na ponta nascente da malha urbana, e atravessa a Ribeira de Alcantarilha, onde se une com o passadiço existente na Lagoa dos Salgados, numa extensão de 3,40 Kms.

    O troço desenvolve-se em passadiço paralelamente ao cordão dunar, fazendo a ligação do concelho de Albufeira com a Vila de Armação de Pêra, potenciando um encurtamento de tempo que pode captar deslocações diárias para o modo ciclável de trabalhadores residentes nestas zonas turísticas de ambos os concelhos e será um marco na eliminação de pontos de acumulação de acidentes que envolvem peões e ciclistas.




  • Trinta mil toneladas  de madeira aguardam novo desastre

    Trinta mil toneladas de madeira aguardam novo desastre

    O problemas de financiamento da recolha e transporte atrasam uma retirada urgente e necessária se o objetivo é prevenir,. Caso contrário fica no terreno um bomba de retardador que sairá muito mais cara em termos de eventuais prejuízos resultantes de uma diferente calamidade.

    Até existe um compromisso para um protocolo entre o município e a tutela para para ser assegurado o transporte e cinco mil toneladas de madeira já cortadas e empilhadas ao longo de várias estradas da serra e a começaram a ser transportadas para a fábrica de produção de biomassa em Huelva, Espanha.

    O transporte financiado pela autarquia de Monchique e o acordo para as restantes 30 mil toneladas terá como base o protocolo assinado entre o município e a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio.

    Sobra então sobre os problema económicos, de proteção civil e de saúde pública, a questão ambiental. As árvores que não são retiradas apodrecem e podem criar um problema fitossanitário capaz de prejudicar as outras espécies e atrasar o ciclo normal do corte.

    O presidente câmara municipal Rui André, ouvido pela agência Lusa, revelou que a autarquia decidiu avançar com os 45 mil euros necessários para transportar a madeira queimada, já recolhida, para uma fábrica em Espanha, porque o preço de compra deixou de cobrir os custos da operação.

    Claro que a autarquia não mas não tem capacidade para custear a totalidade da recolha. Além do mais foi encerrada inesperadamente a central de biomassa mais próxima, no Cercal do Alentejo, e há ainda o facto de o valor pago por outra fábrica em Setúbal, com o aumento do custo do transporte, deixar de compensar o trabalho dos madeireiros.