FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Minas

  • Prospecção Mineira em debate pelas freguesias de Mértola

    Prospecção Mineira em debate pelas freguesias de Mértola

    O professor João Gonçalves, chefe de departamento da prospecção e Vera Palma, chefe do departamento do ambiente, da empresa Almina, estiveram presentes e apresentaram uma exibição de diapositivos com todos os passos com que se desenvolverá a prospecção(exploitation), que não se deve confundir com exploração (exploration).

    O professor esclareceu que, ao projeto de prospecção, foi atribuído o nome de Mértola, porque, usualmente, por tradição, costuma funcionar assim, com os nomes das concessões.

    O orador referiu-se ao enquadramento geral do projeto, a Lei 54 de 2015 e o Decreto-Lei 30 de 2020, passando para a parte da perspetiva.

    Autorização governamental

    A tutela da atividade é a Direção-Geral de energia e geologia, a quem a Almina tem de responder. 

    A  Almina é uma empresa de capitais nacionais. Neste momento, há cerca de 1000 pessoas a trabalhar no complexo mineiro, 700 pessoas do grupo Almina, que tem a Almina por si só, depois tem APDM. Também tem uma empresa do grupo com aproximadamente 300 e outras empresas a colaborar. Foi fundada em 1973 e, desde 2010, está com uma produção contínua de concentrados de cobre e zinco. 

    Foi apresentado um vídeo com a forma como funciona a mina, que nada tem a ver com o que vai ali ser feito, sendo notória a preocupação de destrinçar o trabalho de intervenção no terreno, que naquela freguesia abrangerá apenas um pouco da área norte.

    «A preferência da pesquisa daquilo que nós fazemos neste trabalho é tentar saber e conhecer aquilo que temos em termos da geologia. É uma sessão de etapas multidisciplinar e envolve vários meios humanos especializados, em geofísica, na geologia, na biologia, na arqueologia. Usamos o máximo de meios para reconhecer bem uma área e ver o seu potencial», revelou João Gonçalves.

    «Nós queremos reconhecer, queremos identificar e queremos detalhar todo o nosso recurso e ver se ele tem potencial. Isto, de alguma forma, é o que é prospecção em pesquisa.»continuou.

    O pedido de prospecção foi solicitado à Direção-Geral de Energia e Geologia, um ano atrás, e a consulta pública a 31/07/2023, tendo esta terminado a 11 de setembro. 

    Com o final desta consulta pública e não havendo empresas que manifestassem interesse sobre a área, esta foi reservada à Almina. E o passo seguinte à reserva do pedido são as sessões públicas em curso com as populações, para «explicar qual a nossa ideia, em termos de trabalhos enquadrados no local. Neste momento, estamos no início das sessões públicas, a decorrer até dia 9 de novembro», esclareceu.

    A expectativa é de, até ao final de 2023 haver assinatura do contrato com a Direção-Geral de Energia e Geologia. Os contratos, depois, são públicos e têm uma vigência de três anos, que é o que nós chamamos providencial, e podem ter uma prorrogação de dois anos. Por isso, estes projetos de prospecção, de pesquisa, enquadram-se em termos temporais, em cinco anos.

    O investimento mínimo proposto é de 850000 EUR para estes trabalhos. A área de prospecção abrange dois concelhos, sete freguesias, aproximadamente de 500 km quadrados da área. Grosso modo, a prospecção recai no concelho de Mértola, nas suas freguesias.

     O que vai ver a população

     «Muitas das vezes hão de ver a pickup, uma carrinha da Almina. No lado, elas estão todas identificadas. Uma equipa de, normalmente, duas pessoas, com umas pranchetas com os martelos, com umas bússolas, com um GPS, com umas tábuas, com mochila às costas, e andamos no terreno, a olhar para as rochas

    «Andaremos a ver a geologia, as zonas que possam ser mais e menos favoráveis, até podem pensar que são dois turistas que estão ali a passear, a olhar um pouco para as rochas. Mas, quando vejam alguém com um martelo  e com uma bússola, de certeza que é um geólogo que está lá, isso posso garantir. »

    «Vamos para o campo e fazemos os tais trabalhos de cartografia, reconhecimento geológico mapeando as várias unidades e as estruturas geológicas que vão aparecendo, algumas muito engraçadas, que até fazem dobras.  As pessoas podem não ter ideia, mas as rochas dobram».concluiu.

  • Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

    Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

    O projeto prevê a instalação de mais de 44.500 painéis solares com uma potência total instalada de 24,4 MWp e a produção pode superar os 41.000 MWh anuais, permitindo uma redução expressiva nas emissões de CO2 da Almina, contribuindo para o seu objetivo de descarbonização.

    Pretendendo tirar partido da sua localização geográfica, em pleno Alentejo, a empresa portuguesa de exploração mineira focada na extração e valorização de pirites, sulfuretos e de outros minérios, pretende com esta UPAC, que ocupará uma área de cerca de 35 hectares, captar o potencial de geração de energia limpa, obtida a partir do sol, para as suas atividades.

    Os painéis solares que serão instalados na Almina – Minas do Alentejo terão uma capacidade instalada de 24,4 MWp, o que representará a maior UPAC no espaço europeu. Com o elevado número de horas de sol que caracterizam esta região será possível alcançar uma produção de energia de 41.222 MWh anuais, permitindo suprir 25% das necessidades da empresa.

    Além destes painéis solares fotovoltaicos que serão instalados no solo, será também implementado um carport, com uma capacidade instalada de 1 MWp, que irá produzir anualmente aproximadamente 1.553 MWh. Este sistema de estacionamento de viaturas com painéis solares permitirá alimentar a frota automóvel cada vez mais eletrificada da Almina – Minas do Alentejo.

    «Este é um projeto de grande dimensão, que a Greenvolt Next se orgulha de ter a oportunidade de implementar na Almina – Minas do Alentejo. Construir a maior UPAC da Europa é, sem dúvida, um feito para nós, permitindo-nos aplicar neste projeto todo o nosso know-how e profissionalismo», diz Pedro Lavareda de Carvalho.

    João Manso Neto, CEO da Greenvolt, salienta a opção estratégica da Almina – Minas do Alentejo «de procurar uma solução que tem um forte racional económico, já que permitir-lhe-á uma importante estabilidade nos custos com energia num período de preços muito elevados, mas também é revelador da crescente consciência das empresas quanto ao impacto que têm no ambiente».

    «Queremos, com este investimento, aumentar a eficiência do nosso consumo, reduzindo os custos associados, mas também dando um passo importante na redução da nossa pegada carbónica», diz Humberto da Costa Leite, CEO da Almina – Minas do Alentejo. «Na Almina, defendemos a utilização sustentável dos recursos e a minimização dos impactes ambientais da nossa atividade», acrescenta.

    Além da expressiva redução da fatura energética, num contexto marcado pelos elevados preços, a solução apresentada pela Greenvolt Next vem permitir uma forte redução nas emissões de gases poluentes para a atmosfera. Em conjunto evitar-se-á a emissão de 20.104 toneladas de CO2 por ano.