A empresa Águas do Algarve anunciou a adjudicação da prestação de serviços de elaboração do projeto de execução para abastecimento de água às aldeias de Mesquita e a Espírito Santo, no concelho de Mértola. No seu comunicado, a empresa revela que o projeto de abastecimento das duas localidades representa um investimento de 1,5 milhões de euros, decorrendo da solução da tomada do Pomarão para assegurar o fornecimento do Algarve.
A Águas do Algarve acrescenta ainda estar ciente da importância da concretização desta medida e que , já iniciou os contactos com a Câmara de Mértola e a empresa Águas Públicas do Alentejo.
Foi assinando, entre as entidades envolvidas, um protocolo tripartido de colaboração técnica, no passado dia 15 de dezembro, tendo o mesmo merecido a homologação da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.
Uma outra novidade é a reabertura a partir do mês de Abril do empreendimento de turístico «Turismo de Aldeia», recentemente anunciado.
A câmara municipal de Mértola divulgou a sua perspetiva atual, o ponto de situação, sobre a «Tomada de água do Pomarão», no âmbito do protocolo celebrado entre o município e as Águas do Algarve.
«É importante recordar que a Câmara Municipal de Mértola, lamentavelmente, não foi envolvida no projeto ‘Tomada de água no Pomarão’ e das suas implicações desde o início», lembra a autarquia que se queixa também da «ausência de informações prévias sobre um projeto de tal envergadura, que impacta diretamente a vida das comunidades locais, gerou grande preocupação e mobilização por parte do município».
Perante este cenário, a autarquia diz ter estabelecido estabeleceu três premissas fundamentais: «o acesso equitativo à água potável em condições dignas e justas, eliminando as desigualdades existentes para com a Freguesia de Espirito Santo; revisão da localização da torre de captação; e melhoria das condições de navegabilidade do Rio Guadiana, algo tão necessário para a promoção ambiental e recuperação do ecossistema do Rio Guadiana».
Releva que, com a assinatura deste protocolo, a Câmara Municipal de Mértola «alcança uma vitória significativa, garantindo o acesso à água potável para as localidades de Mesquita e Espírito Santo e abrindo caminho para o abastecimento de outras localidades e para a resolução das outras duas questões».
Em relação à relocalização, por agora, considera a câmara municipal «ficou salvaguardada uma avaliação cuidada que minimize os impactos ambientais, sociais e urbanísticos desta infraestrutura, em relação à navegabilidade foi possível inscrever verbas a rondar os 3 Milhões € para o efeito na reprogramação do PRR, havendo a possibilidade de atingir os 10 Milhões numa futura fase», como foi transmitido pela Sra. Ministra do Ambiente e Energia durante a inauguração do Pavilhão da Água – Exposição Ambiental em Faro.
Observa que a ministra Maria da Graça Carvalho, presente na cerimónia, destacou a importância deste acordo para garantir «soluções definitivas de acesso à água para consumo humano às populações e a necessidade da recuperação das Margens do Guadiana com o objetivo de ‘renaturalizar o Rio’».
A assinatura do documento contou com a presença do Conselho de Administração das Águas do Alentejo, da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, do Presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, da ARH Algarve, do Presidente da Junta de Freguesia do Espírito Santo, Luís Caetano, entre outras personalidades.
Assinala um «marco importante para estas localidades que há anos se debatiam com a escassez de acesso à água potável. Graças a este acordo, as populações da Freguesia do Espírito Santo, que até agora dependiam de soluções precárias como furos artesianos e autotanques, terão finalmente acesso a um sistema de abastecimento de água público, eficiente e seguro».
Mário Tomé, Presidente da Câmara Municipal de Mértola, mostrou a sua satisfação com este momento crucial para o concelho, afirmando ser este «um dia histórico para Mértola. Fruto destas negociações estamos a dar um passo decisivo para garantir a qualidade de vida das nossas populações e o desenvolvimento do nosso concelho. Conseguimos solucionar um problema com décadas, conferindo dignidade às populações da Freguesia do Espirito Santo e com uma perspetiva real de solução para a navegabilidade do Rio Guadiana até Mértola!»
Noutro âmbito, mas relacionado com a mesma temática, o presidente Mário Tomé, aproveitou a ocasião para entregar à Ministra Maria da Graça Carvalho os contributos do Município de Mértola para a revisão Plano Nacional da Água 2025-2035, transmitindo-lhe também o seu agradecimento público pelo empenho na resolução dos problemas do Concelho de Mértola.
A câmara municipal de Mértola emitiu um convite à população dirigido aos habitantes de Mesquita, Pomarão e Formoa, participarem numa reunião no próximo dia 10 de agosto às 10:00 horas.
A reunião terá lugar no Centro Interpretativo do Pomarão, sendo objetivo, segundo informa a câmara municipal no convite, esclarecer sobre o Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve e a apresentação e discussão do Projeto de Saneamento do Pomarão.
Para além destes pontos a câmara municipal está aberta à discussão de outros assuntos que se entendam por necessidade.
Desta vez, é a camara municipal de Mértola que toma posição expressando «a sua satisfação com as recentes decisões anunciadas pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em relação ao abastecimento de água e à recuperação das margens do rio Guadiana no concelho de Mértola».
Nessa tomada de posição, a autarquia faz também referência à recuperação das margens do Guadiana entre a vila de Mértola e a localidade do Pomarão e considera:
«Este plano é crucial para resolver os problemas crónicos de escassez de água que afetam as localidades de Espírito Santo e Mesquita, especialmente durante o verão, quando as populações são frequentemente abastecidas por autotanques devido aos grandes défices hídricos existentes nesta freguesia».
Diz ainda que a instalação de uma unidade de captação de água superficial do rio Guadiana junto ao Pomarão, para reforço do sistema Odeleite-Beliche no Algarve, necessita que salvaguarde estas necessidades do território «sob pena de não tornar justo e equativo o acesso a uma necessidade tão elementar como a água».
A câmara municipal de Mértola anota ainda que «a reabilitação das margens do rio Guadiana entre Mértola e Pomarão é essencial para melhorar a navegabilidade do rio, que atualmente é prejudicada pelo assoreamento progressivo causado pelo excesso de sedimentos acumulados desde o encerramento das comportas do Alqueva em 2002 que impede que o leito natural do rio realize a sua regeneração natural».
A autarquia afirma que as decisões da ministra «são resultado direto de um conjunto de diligências que o município tem vindo a desenvolver junto das entidades competentes, com particular ênfase numa reunião realizada durante a semana passada entre a Sra. Ministra do Ambiente e Energia e o Presidente da Câmara de Mértola»,
Neste encontro a autarquia confirma que «foi discutido o problema crónico de escassez de água e elevado stress hídrico no concelho».
Na sua nota, diz que a articulação com a Águas Públicas do Alentejo (AgdA) e outras entidades locais «será fundamental para garantir que estas medidas tenham um impacto positivo na vida da população de Mértola».
A câmara municipal de Mértola agradeceu à ministra Maria da Graça Carvalho, bem como ao eng. Pimenta Machado da APA, «pelo compromisso demonstrado e pela rápida ação em prol do bem-estar dos habitantes do concelho, sublinhando que a garantia de acesso à água potável é um direito fundamental e que necessita de ser salvaguardado».
O abastecimento também abrange a localidade de Mesquita, local perto da qual será criada a tomada de água do rio Guadiana, em articulação com a Águas Públicas do Alentejo e a Câmara Municipal de Mértola.
Como medida adicional foi anunciado o apoio e financiamento da reabilitação das margens do rio Guadiana, entre Mértola e Pomarão, com o objetivo de melhorar a navegabilidade e combater o assoreamento.
Esta decisão foi tomada na sequência de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, alertou para a grave situação de escassez hídrica no concelho.
Reuniões entre as equipas técnicas da APA e da Câmara Municipal de Mértola já estão agendadas para dar seguimento a estas medidas.
Já foram apresentados os resultados da IACAM- Mesquita, na Faculdade de Filosofia e Letras, em Granada sobre minorias, identidade e materialidade dos Moçárabes.
No Sul de AL-ANDALUS celebrou-se ontem em Granada a aul Garcia Lorca, atividade coordenada por Luca Mattei, no quadro do projeto «I+D Proyecto “DICRAN” Dimmies cristianos en el sur de al-Andalus: análisis arqueológico sobre su identidad y agencia campesina».
Bilal Sarr (UGR) e Maria de Fátima Palma (CAM), de Mértols apresentaram a investigação arqueológica sobre «Mesquita, ¿una alquería mozárabe en el territorio de Mértola?»
Enquadramento do projeto
As escavações na aldeia de Mesquita, no concelho de Mértola, estão a ser realizadas em colaboração com a Universidade de Granada e são coordenadas por Maria de Fátima Palma (Campo Arqueológico de Mértola/Universidade de Granada) e Bilal Sarr (Universidade de Granada).
Um habitante da aldeia, situada frente ao Pomarão, bem conhecido dos locais, era tido como pessoa como muito especial, inteligente e informada, sem praticamente sair do monte, a não ser ter feito o serviço militar, onde ingressou a 2 de Março de 1938.
A pessoa que conta a história, lembra que, nas décadas de 50 e 60, ainda havia muita gente na Mesquita e frequentavam a aldeia com frequência, porque o marido era caçador e por ali havia muita caça. Adoravam lá ir.
Assim, tudo contribuiu para que tivesse conhecimento de uma história bem curiosa. O tio gostava muito de conversar e, bem como ela, passavam muito tempo na conversa.
Um dia, ele fez-lhe uma confissão muito curiosa e perigosa. Contou que, muito ao fim da tarde e mais no princípio da noite, quando todos os homens do campo já tinham regressado ao monte, o homem citado punha uma saca às costas como se fosse em busca de um ninho.
Ia até ao Serro da Fome, onde havia um cabanejo e um seu camarada, de longe, vinha esconder o jornal «Avante!». Ele, então, trazia o jornal na saca, deixava num outro esconderijo e, no dia seguinte, voltava lá, como se fosse à lenha, e lia o jornal.
Ele dizia que nem contava à esposa com medo que ela não fosse capaz de guardar segredo.
O prazo termina a 29 de abril, sendo a obra denominada Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve – Solução da Tomada de Água no Pomarão.
Esta obra destina-se a captar água superficial na zona estuarina do Rio Guadiana, junto à povoação de Mesquita, a montante do Pomarão, através de uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, em Castro Marim.
De acordo com a literatura inclusa, «permitirá reforçar a garantia e aumentar a resiliência do sistema multimunicipal de abastecimento urbano de água do Algarve, face aos efeitos esperados e já sentidos das alterações climáticas».
A não execução deste projeto, contribuirá para «o agravamento da situação atual de exploração do sistema Odeleite-Beliche, agravando os efeitos da seca na região do Algarve, com previsão de impactos muito significativos na economia, no bem-estar das populações e no aumento da pressão sobre as massas de água»,
A bombagem da água ocorrerá apenas durante sete meses do ano, entre outubro e abril, com paragem nos meses excecionalmente secos ou depois de ter sido atingida uma acumulação anual de 30 hm3.
A condutas terão cerca de 37 a 41 quilómetros, passando pelos concelhos de Mértola, Alcoutim e Castro Marim e dependendo de qual dos três traçados alternativos seja adotado.
Impactos negativos
Previsivelmente, esta captação de água do Guadiana, que entra em Odeleite em estado natural, afetará de forma negativa, para além da quantidade da massa de água do estuário, a qualidade da água das massas de água que afluem às albufeiras de Odeleite e de Beliche, a alteração de habitats e das comunidades biológicas, o efeito-barreira e a fragmentação de habitats, bem como a disseminação de espécies exóticas invasoras aquáticas.
As escavações que tem vindo a ser realizadas na Aldeia da Mesquita, concelho de Mértola, ganham, cada ano que passa, maior importância. Desta vez, foram apresentadas em Madrid pelo Al-Andalus – Magred – Bilal al-Sudan Projects, no Museu Arqueológico Nacional de Espanha.
Na Mesquita, há já três anos que o IACAM investiga, nos arredores da Capela e nas Alcarias, as transições e mudanças culturais do mundo rural do nosso Alentejo, projeto na qual participa a câmara municipal de Mértola.
Ontem à tarde, foram apresentados, perante um público mais numeroso que seria de esperar e com destacados assistentes, os resultados das três campanhas de intervenção arqueológica na Mesquita.
O IACAM aproveitou a oportunidade para anunciar que, no próximo mês de Maio, regressava ao local das escavações na aldeia e pediu para estarem atentos todos os que queiram colaborar ou participar no projeto.
O penúltimo dia de trabalhos foi dedicado a perfilar sondagens, documentar espaços e a realizar as primeiras medidas de consolidação e conservação das estruturas.
No último domingo esteve ali presente Miguel Rego, técnico arqueólogo na Direcção Regional de Cultura do Alentejo, para, em primeira mão, conhecer os resultados da campanha, em visita oficial.
Foi bem acolhida a visita do poeta mesquitense, António Afonso e a equipa de Al-Andalus tem um apreço especial por José Ribeiro, a quem consideram «o nosso voluntário mais fiel», dado que os tem acompanhado desde a primeira campanha, tanto em trabalhos de campo como na resolução de dúvidas e referências sobre a história contemporânea da Mesquita.
Agradeceram a «sua amável e sempre desinteressada contribuição para o projeto IACAM. «Sabemos que o seu trabalho exemplar é para recuperar a memória da sua aldeia e, com ela, a do território de Mértola, Alentejo, Portugal e a Península Ibérica», observaram os participantes da equipa.
Os resultados prolongam-se para além das escavações.
Bilal Sarr e Mª de Fátima Palma apresentaram os resultados alcançados nas escavações, num congresso de alto nível organizado pelo Instituto de Estudos de Albacete Don Juan Manuel.
cercado das alcarias 2
Está previsto o retomar das escavações no próximo Verão, num projeto que mobiliza o interesse do concelho de Mértola e o carinho entusiasmado dos residentes da Aldeia da Mesquita, na margem direita do rio Guadiana.
As fotos são da autoria de Manuel Tristán, voluntário do projeto, e Inmaculada Camarero, árabe, oradora do simpósio.
A IACAM anunciou que vai continuar a sua investigação em Mesquita e anunciou a concessão, em resolução provisória do projeto de «Intervenção Arqueológica nas Cercas das Alcarias de Mesquita (Mértola, Portugal). Campanha (2022-2023)» do Ministério da Cultura de Espanha, um programa co-dirigido por Bilal Sarr, Universidade de Granada e Maria de Fátima Palma, da Câmara Municipal de Mértola.
«Estamos entusiasmados por continuar a desenvolver o nosso trabalho num espaço natural como o de Mesquita e especialmente com um grupo humano como os mesquitenses, sem cujo apoio teria sido impossível desenvolver as duas campanhas anteriores», dizem na IACAM.
Esperam continuar a contar com a «inestimável ajuda das autoridades e agentes locais, da Câmara Municipal de Mértola, da Junta de Freguesia Espírito Santo e da Sociedade Recreativa Mesquitense, a quem estaremos sempre gratos pelo seu contributo e acolhimento tanto ao pessoal de investigação como aos voluntários».
Este projeto, que consta de escavações nas proximidades, em especial nas Cercas da Alcaria e no Adro da Igreja da Senhora das Neves, começou no ano passado e as escavações atuais vão durar até ao final deste mês.
No âmbito da apresentação do vídeo acontecerá um momento de convívio com a possibilidade de perguntas sobre a intervenção em curso, uma parceria da Universidade de Granada, Espanha, com a câmara municipal de Mértola.
Estiveram presentes vários participantes do Campo Arqueológico de Mértola, Marco Fernandes, arqueólogo e José Nogueira, ajudante, a equipa do Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora e Instituto de Ciências da Terra, liderada por Bento Caldeira, José Borges, Rui Oliveira e os diretores da intervenção e do projeto IACAM, Mª de Fátima Palma e Bilal Sarr.
A prospeção geofísica tem-se centrado no setor 1, ao pé da Ermida de Nossa Senhora das Neves e no seu interior. As primeiras impressões têm sido muito promissoras, até elevando as expectativas dos resultados da investigação que já se projetava no setor.
Além disso, algumas áreas foram limpas, removendo pedras colapsadas para facilitar os levantamentos GPR nos sectores 2, 3 e 4. O material recuperado tem sido abundante, sendo as mais importantes as peças meladas e manganês e de vidrado verde que ligam Mesquita à rede de troca de al-Andalus.
No próximo sábado, dia 24 de julho, a partir das 21h30, na aldeia da Mesquita, concelho de Mértola realiza-se uma pequena caminhada noturna com histórias de “medos” dinamizada por Pedro Bravo e Rita Sales, seguida de uma sessão de observação de lua conduzida pela Dark Sky® Alqueva. A iniciativa integra a programação do projeto FUTURAMA – iniciativa Constelações e articula-se com a divulgação da oferta turística associada ao produto Dark Sky® no território de Mértola.
O limite é de 20 participantes que devem ir munidos de lanterna e preparados para respeitar as normas de segurança DGS.
Com a presença de Cláudio Torres e Fátima Palma, respetivamente diretor e arqueóloga do Campo Arqueológico de Mértola, CEAACP, Bilar Sarr, professor e investigado da Universidade de Granada Rosinda Pimenta, vereadora a cultura da câmara Municipal de Mértola, foi ontem, 12 de Junho, ao final da tarde, no salão de festas da Sociedade Recreativa Mesquitense, lançado o novo projeto de escavações arqueológicas da Aldeia da Mesquita, freguesia do Espírito Santo. Presente esteve também Cláudia Arsénio, presidente da freguesia do Espírito Santo, território onde se integra a aldeia alvo da intervenção.
´«Este é um projeto da comunidade da Aldeia da Mesquita» disse Maria de Fátima Palma, arqueóloga no Campo Arqueológico de Mértola, CEAACP, na apresentação do novo projeto arqueológico das Cercas da Alcaria aos naturais da Aldeia da Mesquita que ali acorreram. Estava presente uma plateia de gente interessada, bem representativa, descendente dos fundadores.
Bilar Sarr, professor e invetigador na Universidade de Granada, logo que lhe foi dada a palavra, esclareceu: «O projeto que aqui estamos a apresentar para as Cercas da Alcaria, parte da estreita colaboração que sempre existiu entre a Universidade de Granada, especialmente do grupo em que me integro, e o Campo Arqueológico de Mértola. Um campo que tem sido uma grande referência não apenas para Granada, mas também para toda a arquologia peninsular, Ibérica, e para toda a arqueologia europeia. Temos aprendido e participado aqui, a diversos títulos, nas atividades e em congressos, em cada iniciativa, em cada ação participando e em ações de formação», continuando:
«Este projeto vem na continuidade desta colaboração estreita não apenas dos centros mas das relações de amizade entre os dois países, Espanha e Portugal. E eu atesto a influência que tem tido este campo», e definiu o que se procurava: «A nossa participação neste projeto das Cercas da Alcaria vem na sequência da autorização que pedimos para realizar atividades arqueológicas no estrangeiro».
A arqueóloga do Centro de Mértola, Fátima Palma, adiantou que as escavações vão ser realizadas entre os próximos dias 23 de Agosto e 19 de Setembro. «A aldeia vai ter mais umas quantas pessoas a andar por aqui. A informação não ficará mantida em meio académico e será aberto um gabinete de informação para manter a população informada, revelou Fátima Palma», informou:
«O projeto para o qual foi obtido o financiamento, terá a participação de arqueólogos portugueses, espanhóis e mesmo italianos, apresenta segundo Bilar Sarr, várias perguntas, desde a transição do mundo tardo antigo para o medieval, tendo em conta os vestígios arqueológicos presentes na jazida».
«Esta colaboração entre a câmara municipal de Mértola e a Universidade de Granada de referência internacional ajuda-nos muito. Há colaboradores espanhóis, continuidade da colaboração estreita entre as duas entidades dos dois países» disse Fátima Palma para destacar como positivo, entre os vários lugares, o interesse especial.
Mesquita, Espírito Santo, Mértola
A vereadora da cultura Rosinda Pimenta observou: «Não estamos apenas a falar de um projeto de investigação no domínio da arqueologia o campo arqueológico. O projeto é uma iniciativa que acontece numa pequena aldeia, na busca do conhecimento, que possa ser importante, vestígios que possam ter interesse para os dias de depois de adaptados à realidade e ao contexto do local».
E figurou o futuro: «Um caminhante. quando chega da aldeia vai dizer muitas coisas, mas uma das coisas que vai acrescentar é que ali, no lugar da Mesquita, há uma zona de escavação. À medida que este conhecimdento for encontrado e transmitido, as pessoas vão-se dele apropriar e tornar-se seus transmissores. Este processo, mais que em Mértola, que é um local maior, ganha mais significância, por ser numa pequena aldeia, entrando a Mesquita numa escala global, quanto mais não seja no Sul e no Mediterrâneo.
Para Cláudio Torres, «Este conjunto do rio, a chegada ao velho porto! Isto é um sítio fantástico, portanto deve ter tido outro desenvolvimento histórico. É provável criar de um cerro abandonado qualquer coisa interessante. Que pode ser valorizada. E isso é um ponto fundamental. É o fato do seu passado é a riqueza arqueológica, que vai trazer a vida!»
Cláudio considera fundamental para o projeto arqueológico da Mesquita, o apoio e o interesse dos habitantes locais e a sua participação. Conseguindo alguma possibilidade de fixação na terra poderá ser ensaiado um caminho inverso ao dos seus antepassados.
O arqueólogo Cláudio Torres e a equipa esteviveram de visita aos campos da Aldeia da Mesquita, Mértola, na preparação dos trabalhos precisto para o próximo mês de Junho.
É provável que comece uma escavação nas Cercado das Alcarias, nos arredores daquela aldeia que começou a adquirir poeminência com o projecto de turismo de aldeia, a criação de um Albergue com a Sociedade Recreativa Mesquitense, a recuperação da Venda da Mariana e a recuperação de caminhos e percursos, em especial ligados à GR5 e aos Caminhos de Santiago.
Este projeto acompanha outros como «Da Hispânia a al-Andalus: Arabização, islamização e resistência no meio rural», um projeto que será dirigido por Bilal Sarr (UGR) juntamente com Maria Fátima Palma (FCT/CAM/CEAACP/UGR), que será também principal responsável pelas intervenções em Portugal, e que tem uma importante participação da Universidade de Granada, do Campo Arqueológico de Mértola, Câmara Municipal de Mértola, através do Museu de Mértola, Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património (CEAACP).
Os investigadores Susana Gómez, Virgílio Lopes, Luca Mattei, Antonio Reyes Martínez, Marco Fernandes e Miguel Reimão também participam neste projeto. A organização comprometeu-se a informar sobre o desenvolvimento das atividades arqueológicas e os resultados deste projeto a ser desenvolvido nas proximidades do rio Guadiana ao longo do próximo ano 2021 e que considera estimulante.
A aldeia da Mesquita, localizada na margem do Guadiana, frente ao Pomarão, no concelho de Mértola tem em curso um projeto de Turismo de Aldeia do qual já demos conhecimento aos nossos leitores: