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  • Apicultura em Mértola

    Apicultura em Mértola

    Entre o Potencial Inexplorado e os Desafios Crescentes

    Mértola, 16 de Maio de 2024 – O concelho de Mértola, incrustado no coração do Baixo Alentejo, possui um vasto e diversificado património natural que o torna num território fértil para a apicultura. No entanto, este setor enfrenta uma série de desafios que ameaçam a sua sustentabilidade e pleno desenvolvimento.

    Uma investigação aprofundada revela um panorama complexo, onde o potencial inegável colide com as dificuldades inerentes a um clima agreste e a um mercado global cada vez mais competitivo.

    O mel de Mértola, reconhecido pela sua qualidade e autenticidade, é um produto intrinsecamente ligado à identidade da região. A flora diversificada do Parque Natural do Vale do Guadiana, rica em esteva, rosmaninho, tomilho e outras plantas silvestres, confere ao mel características únicas de sabor e aroma, apreciadas por consumidores exigentes. Contudo, esta mesma riqueza natural é também uma fonte de instabilidade.

    A Apicultura em Mértola é, na sua grande maioria, de pequena escala e de cariz familiar. Muitos apicultores complementam os seus rendimentos com a produção de mel, mantendo viva uma tradição secular. No entanto, a falta de investimento em tecnologia e a dificuldade em aceder a mercados mais amplos são obstáculos significativos.

    A investigação apurou que a falta de apoio técnico especializado e a burocracia excessiva também contribuem para a fragilidade do setor. A legislação, por vezes complexa e desajustada à realidade local, dificulta a legalização das explorações e o acesso a apoios financeiros.

    Apesar dos desafios, a Apicultura em Mértola demonstra resiliência e capacidade de adaptação. A procura por produtos naturais e sustentáveis tem impulsionado o interesse dos consumidores pelo mel local, o que representa uma oportunidade para os apicultores da região.

    A Apicultura em Mértola representa um importante contributo para a economia local e para a preservação do património natural da região. Ao enfrentar os desafios com determinação e ao aproveitar as oportunidades que se apresentam, os apicultores de Mértola podem garantir um futuro próspero para este setor vital.

  • Mel egípcio de 3 mil anos desafia o Tempo

    Arqueólogos descobriram potes de mel com mais de 3 mil anos em tumbas do Egito Antigo, encontrando-os surpreendentemente bem preservados e comestíveis. A descoberta ressalta as propriedades únicas do mel como conservante natural, capaz de resistir ao tempo e manter suas características originais por milênios.

    A excepcional preservação do mel egípcio antigo é atribuída à sua composição química. A alta densidade do mel, com baixíssimo teor de água, dificulta o desenvolvimento de bactérias e fungos, micro-organismos responsáveis pela deterioração de alimentos. Adicionalmente, a acidez natural do mel cria um ambiente inóspito para esses micro-organismos.

    Outro fator importante é a enzima invertase, adicionada pelas abelhas durante o processo de produção do mel. A invertase quebra açúcares complexos, conferindo ao mel seu sabor característico e contribuindo para a sua capacidade de auto-conservação.

    Esse processo natural de «embalsamento» pelas abelhas permite que o mel se mantenha intacto por longos períodos, resistindo a fatores externos e garantindo sua qualidade ao longo de eras.

    A descoberta reforça a importância do mel não apenas como alimento, mas também como um conservante natural milenar. Sua capacidade de resistir ao tempo, às guerras e às mudanças de civilizações o torna um produto único e fascinante, capaz de preservar seu sabor e qualidade por milhares de anos.

  • 38º ‘Concurso do Mel do Algarve’ na FATACIL 2025

    38º ‘Concurso do Mel do Algarve’ na FATACIL 2025

    A 38ª edição do Concurso do Mel do Algarve terá lugar a 24 de agosto de 2025, pelas 10h30, no âmbito da 44ª edição da FATACIL, em Lagoa.

    O evento, organizado pela Melgarbe – Associação dos Apicultores do Sotavento Algarvio, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve I.P. (CCDR Algarve) e a Câmara Municipal de Lagoa, visa reconhecer e premiar a excelência do mel produzido na região.

    O concurso reúne produtores, embaladores e apreciadores de mel, sublinhando a importância do setor apícola para a agricultura algarvia, a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade dos ecossistemas.

    Podem participar apicultores e embaladores legalmente registados que produzam mel de origem algarvia. As inscrições e a entrega de amostras estão abertas até às 17h00 do dia 21 de agosto de 2025, nas instalações da Melgarbe, situadas no edifício da CCDR Algarve, no Patacão – Faro.

    O regulamento completo do concurso está disponível para consulta online [substituir por link real para o regulamento].

    Um júri independente avaliará as amostras com base em critérios de análise sensorial, incluindo cor, sabor, aroma e apreciação global. Os melhores méis do Algarve serão devidamente distinguidos.

    A iniciativa procura promover o valor do mel algarvio, aproximar produtores e consumidores, e celebrar a identidade e a riqueza agrícola da região.

    Fonte: CCDR Algarve / DIRP – Gabinete de Comunicação