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Etiqueta: Medieval

  • Aldeia da Mesquita citada na National Geographic

    Aldeia da Mesquita citada na National Geographic

    A população local e a própria sociedade recreativa, tem manifestado grande interesse neste projeto, bem explicado nos seus objetivos pelos técnicos do projeto e pela própria câmara municipal de Mértola.

    Assim, com grande satisfação, foi acolhida naquela pequena localidade serrana, junto ao rio Guadiana e frente ao Pomarão, a reportagem publicada pela National Geographic, dado nota de resultados das escavações e que sintetisamos a seguir:

    Descobertas Arqueológicas: Em Mértola, Portugal, escavações na aldeia de Mesquita revelaram sepulturas cristãs do século X, uma casa medieval islâmica e uma necrópole tardia do século XVI.

    Comunidade Moçárabe: A presença de sepulturas cristãs em território muçulmano sugere uma comunidade moçárabe que adotou elementos da cultura árabe sem se converter ao Islão.

    Elementos Decorativos: Foram encontrados elementos de mármore reutilizados na construção, datados entre os séculos VI e IX.

    Estudo de Alcarias: A equipa identificou espaços habitacionais e oficinais com uma cronologia extensa entre os séculos XI e XIV.

    Com Copilot. Para mais detalhes, consulte a National Geographic.

  • Fernando Pessanha e o corsário de 1336

    Fernando Pessanha e o corsário de 1336

    Ao cair a noite do dia 21 de outubro, pouco passava das 19:00, um público que lotou por completo o Velho Cavalinho Taberna Medieval, em Castro Marim assistiu ao lançamento do último trabalho do historiador vila-realense Fernando Pessanha.

    A apresentação “A expedição do corsário D. Gonçalo Camelo contra as costas de Huelva, em 1336», tratou este episódio da nossa História Militar Naval.

    Perante uma casa cheia e manifestamente atenta, o historiador algarvio, recentemente doutorado pela Universidade de Huelva, dissertou sobre uma expedição militar naval silenciada pelas crónicas castelhanas e nunca antes sujeita a cuidada apreciação crítica pela historiografia portuguesa.

    Segundo o historiador, também investigador da Academia de Marinha, esta expedição militar naval foi sendo, ao longo dos tempos, referida de forma ambígua e mesmo contraditória pelos historiadores nacionais, «pelo que se tornava pertinente analizar criticamente este episódio bélico ocorrido durante o reinado de D. Afonso IV, nomeadamente, durante a guerra luso-castelhana de 1336-1339».

    Foi nesse contexto que Pessanha clarificou a identidade de D. Gonçalo Camelo, para posteriormente se concentrar na análise dos recursos materiais e humanos disponibilizados para esta expedição, da qual resultaram assaltos contra Lepe e Gibraleón.

    No final, o historiador explicou ainda que os ataques castelhanos ao castelo de Castro Marim, entre 1337 e 1338, onde então se encontrava aquartelada a Ordem de Cristo, que constituíram uma clara represália movida pela expedição naval de D. Gonçalo Camelo e de outras acções militares ocorridas durante este conflito luso-castelhano. 

    Foto: João Conceição.

  • História de Silves evocada na Feira Medieval

    História de Silves evocada na Feira Medieval

    Para Rosa Palma, presidente da câmara municipal, recriar o quotidiano numa das sexta-feiras do ano de 1147 é o mote da edição atual, pelo que a autarquia convida os visitantes para possam experienciar «Um dia na História». Silves recua ao quotidiano da Xilb islâmica, numa das sextas-feiras do ano de 1147 que enche a madinat Xilb de momentos e sons já tão conhecidos, como as boas vindas dadas pelo Vizir, o chamamento à oração pelo Al-Muezzin, o burburinho dos vendedores e o som da música e alegria contagiante destes dias.

    Muita animação, caso de dois torneios diários, um espetáculo no Castelo, uma dezena de pontos de animação fixos, animação itinerante, seis praças de tascas medievais, dois roupeiros, um espaço educativo e lúdico dirigido aos mais novos (Xilb dos Pequenos), mais de duas dezenas de grupos de animação.

    Através da recriação histórica também se pode apreciar um acampamento berbere com mercadores de produtos exóticos, ferreiros, carpinteiros e oleiros a trabalhar nos seus ofícios e as habituais experiências medievais são alguns dos atrativos desta Feira Medieval de Silves, que regressa após dois anos devido à pandemia, onde também marcam presença mais de uma centena de expositores, entre artesãos, mesteirais, doçaria, místicos, mercadores e mouraria.

  • Regressa o Festival Medieval de Elvas

    Regressa o Festival Medieval de Elvas

    O XIV Festival Medieval de Elvas foi inaugurado oficialmente ao final da tarde de ontem, dia 7 de julho.

    Até domingo próximo, dia 10, a Praça da República e a Rua da Cadeia servem de cenário para um evento que regressa após a paragem de dois anos motivada pela pandemia relacionada com a Covid-19.

    Além das muitas tasquinhas e bancas que comercializam artigos de época, o programa conta com animação a cargo de grupos de danças orientais, saltimbancos, trapezistas, jogos, tiro com arco, treino de guerreiros e passeios de camelo, anunciou a autarquia.

    Na abertura desta edição 2022 do Festival Medieval de Elvas, o presidente do Município, comendador José Rondão Almeida, destacou «o significado deste regresso do certame e a dinâmica que ele proporciona ao Centro Histórico da cidade», tendo a vereadora da cultura, Paula Calado, deixado um agradecimento a todos os trabalhadores municipais pelo apoio à concretização das diferentes iniciativas da Autarquia.