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Etiqueta: Medidas

  • Governo Equipara Depressão Cláudia a Catástrofe Natural

    Apoio Agrícola no Algarve Ativado até 2026

    O Governo português deu luz verde a um conjunto de apoios cruciais para a agricultura algarvia, após reconhecer formalmente a Depressão Cláudia como um “fenómeno climatérico adverso equiparável a catástrofe natural”.

    Esta decisão, que sublinha a gravidade dos impactos da intempérie, permite acionar o mecanismo de “Restabelecimento do Potencial Produtivo” no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o Continente.

    Esta medida emergencial visa mitigar os prejuízos e financiar a recuperação das infraestruturas e dos potenciais produtivos que foram danificados pelas chuvas intensas e outros eventos adversos associados à depressão.

    O apoio é visto como um balão de oxigénio vital para a resiliência do setor agrícola da região sul.

    As áreas elegíveis para este apoio concentram-se em várias freguesias e concelhos do Algarve, refletindo os locais mais severamente afetados.

    Os agricultores das seguintes zonas podem apresentar candidaturas: Castro Marim (Odeleite); Faro (União das Freguesias de Faro – Sé e São Pedro); Loulé (Alte e São Sebastião); Portimão (Mexilhoeira Grande); e, Silves, abrangendo as freguesias de São Bartolomeu de Messines, Alcantarilha, Algoz, Pêra e Tunes.

    Os interessados em beneficiar deste apoio devem agir dentro do prazo estipulado e submeter as suas candidaturas através do portal oficial do PEPAC. É imperativo notar que o prazo limite é alargado, estendendo-se até às 17h00 do dia 31 de março de 2026.

    No entanto, é crucial que os agricultores com explorações afetadas procedam primeiro à declaração de prejuízos, um passo prévio obrigatório. Esta declaração de ocorrências deve ser formalizada junto das entidades regionais competentes. Todos os pormenores sobre a legislação aplicável e os formulários de declaração de prejuízos estão disponíveis nos portais oficiais das entidades governamentais e regionais.

  • PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    PCP propõe medidas para reforçar a pesca artesanal e garantir sustentabilidade do setor

    Projeto apresentado na Assembleia da República prevê renovação automática de licenças e criação de subsídios permanentes para combustíveis.

    O Partido Comunista Português (PCP) apresentou na Assembleia da República uma proposta que visa proteger e valorizar a pesca local e artesanal, considerada essencial para a economia das comunidades costeiras e para a soberania alimentar do país.

    Entre as medidas propostas, destaca-se a «renovação automática das licenças» para embarcações de pesca local e artesanal, reduzindo a burocracia e garantindo a continuidade da atividade. Outra medida central é a «criação de um regime permanente de subsídio» para compensar os custos elevados com combustíveis, incluindo descontos no preço da gasolina e do GPL, à semelhança do benefício já aplicado ao gasóleo.

    Segundo o PCP, estas medidas são fundamentais para «travar o abandono da atividade», assegurar «condições dignas para os pescadores» e promover a «sustentabilidade do setor».

    O partido alerta para o «declínio das capturas nacionais na última década», sublinhando que a pesca artesanal tem um papel estratégico na defesa da produção nacional e na preservação das comunidades piscatórias.

    O impacto esperado inclui maior estabilidade económica para os profissionais da pesca, redução da dependência externa em produtos alimentares e valorização das práticas sustentáveis, que contribuem para a preservação dos recursos marinhos.

  • Ayamonte implementa melhorias na infraestrutura

    Ayamonte implementa melhorias na infraestrutura

    O alcaide de Ayamonte, Alberto Fernández, anunciou avanços significativos em vários projetos de infraestrutura que visam melhorar a qualidade de vida dos residentes e modernizar a cidade.

    Estas iniciativas abrangem desde melhorias no sistema de esgoto até renovações urbanas e expansão da iluminação pública, sendo um dos projetos mais urgentes a modificação da rede de transporte de águas residuais no polígono industrial SEPES.

    A obra tem como objetivo eliminar os cheiros desagradáveis que afetam o bairro de la Villa e que é uma preocupação recorrente dos moradores locais. Alberto Fernández enfatizou a importância desta intervenção para o bem-estar da comunidade.

    Além da resolução de problemas sanitários, a administração municipal está focada na revitalização de espaços públicos, dando notas de que se encontram atualmente, estão em curso os projetos de substituição das passarelas da Plaza de España, renovação que visa modernizar um dos principais pontos de encontro da cidade: a renovação da rede de abastecimento da avenida Cayetano Feu e avenida de Andalucía, obra destinada a garantir um fornecimento de água mais eficiente e fiável para os residentes destas áreas; e a iluminação do parque canino e parque de calistenia tornar estes espaços de lazer mais seguros e utilizáveis durante a noite.

    Adicionalmente, autarca informou que estão planeados trabalhos de asfaltamento em vias secundárias em todas as áreas de Ayamonte, iniciativa que visa melhorar a segurança rodoviária e a qualidade das vias para os veículos e peões.

    Em comunicado oficial, a prefeitura de Ayamonte reiterou o seu compromisso contínuo com o desenvolvimento e a melhoria da cidade e enfatizou a importância da colaboração com a comunidade para construir um Ayamonte melhor.

  • Governo reclassifica quatro obras hidroagrícolas

    Governo reclassifica quatro obras hidroagrícolas

    O Governo publicou, no dia 8 de agosto, a Portaria n.º 283/2025/1, que reclassifica os aproveitamentos hidroagrícolas de Preguiças, Monte da Ladeira (Pisa Barros), Mealha e Pessegueiro para o grupo III – obras de interesse local com elevado impacte coletivo, nos termos do Decreto-Lei n.º 269/82.

    Localizadas no nordeste e sotavento algarvio, estas infraestruturas — que incluem barragens de aterro e redes de rega — abrangem uma área total de 126 hectares e asseguram o fornecimento de água a perímetros de rega coletivos. Construídas entre as décadas de 1980 e 2000, encontravam-se até agora classificadas no grupo IV.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Mar, a decisão visa adequar o modelo de gestão à importância e complexidade destas obras, garantindo melhor resposta aos desafios da escassez hídrica e permitindo o acesso ao regime de concessão, reservado a obras dos grupos I, II e III.

    A reclassificação reconhece não só o impacto coletivo da disponibilidade de água para regadio, mas também o potencial de utilização das albufeiras para mitigar os efeitos de secas cada vez mais frequentes e severas.

    A portaria foi assinada pelo ministro José Manuel Fernandes a 5 de agosto de 2025.

  • Pisciculturas no Algarve alvo de roubos

    Pisciculturas no Algarve alvo de roubos

    O setor da aquacultura no Algarve, uma região com forte tradição piscatória e em crescimento na produção de peixe em cativeiro, tem vindo a enfrentar desafios preocupantes, incluindo roubos de elevado valor comercial e outras perturbações que afetam a atividade dos produtores.

    Recentemente, foram assinalados furtos de espécies de alto valor, como atum-rabilho e corvina, de uma aquicultura na região, nomeadamente numa armação situada em frente à Praia do Barril. Estes incidentes, que causam prejuízos significativos às empresas, levantam questões sobre a segurança e a vulnerabilidade destas instalações, relatados pelo Jornal do Algarve.

    Apesar da crescente importância da aquacultura para a economia algarvia – a produção aquícola representou 57% da produção nacional em 2022, com 10.792 toneladas – os investimentos em segurança parecem não acompanhar o ritmo, deixando os produtores expostos a este tipo de crimes. O elevado valor comercial do pescado torna as pisciculturas alvos apetecíveis para redes de furto organizadas.

    Outras Perturbações e Medidas de Prevenção

    Para além dos roubos, as pisciculturas do Algarve têm sido palco de outros incidentes, nomeadamente a morte de aves protegidas, como flamingos, que ficam presas nas redes de proteção dos tanques.

    Uma empresa e o seu administrador em Faro foram inclusive condenados pela morte de 24 aves, incluindo 8 flamingos, que sucumbiram após ficarem enredadas em fios de nylon quase invisíveis.

    A legislação exige licenças do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para a instalação destas redes, que devem garantir a proteção das espécies selvagens, mas o problema persiste em muitas instalações.

    Face a estes desafios, os produtores e as autoridades procuram soluções para reforçar a segurança e mitigar os impactos. As medidas para prevenir roubos e perdas em empresas, que podem ser adaptadas às pisciculturas, incluem medidas de controlo de acesso rigoroso, com a implementação de sistemas que controlem a entrada e saída de pessoas e veículos nas instalações.

    Também sistemas de videovigilância com câmaras de monitorização 24 horas por dia em pontos estratégicos, com possibilidade de monitorização remota; alarmes e sensores de movimento para detetar intrusões e acessos não autorizados.

    A vigilância humana passa pela contratação de equipas de segurança treinadas; a gestão de inventário pela Implementação de softwares e tecnologias como RFID (Radio Frequency Identification) para um controlo mais eficaz do stock de peixe.

    É fundamental manter as instalações bem iluminadas, incluindo as áreas de acesso e os tanques e reforçar a colaboração com as autoridades, denunciando os incidentes e, també, trabalhar em conjunto com a GNR e a Polícia Marítima para investigar os crimes e reforçar o patrulhamento.

    As entidades responsáveis, em colaboração com os produtores, são chamadas a implementar planos de segurança abrangentes que considerem as especificidades da aquacultura, protegendo não só os ativos das empresas, mas também a fauna selvagem que coexiste com estas explorações.

  • Agricultura centraliza controlo

    O Ministro da Agricultura irá retomar o controle direto dos serviços regionais, nomeando um vice-presidente específico para este setor nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

    Além de reverter a extinção das direções regionais decidida pelo governo socialista, o Conselho de Ministros aprova a melhoria prometida por José Manuel Fernandes às confederações agrícolas. cumprindo a promessa de Luís Montenegro de corrigir a estratégia do governo de António Costa.


  • Apoio a vítimas de violência doméstica

    Foram aprovados 700 mil euros pelo ALGARVE 2030 para quatro projetos de redes de apoio a vítimas de violência doméstica, violência de género e tráfico de seres humanos, com financiamento dos fundos europeus.

    No contexto do acompanhamento e apoio especializado a estas vítimas, o Programa Regional ALGARVE 2030 aprovou, a 1 de julho, quatro candidaturas que atuarão em toda a região.

    A TAIPA desenvolverá intervenções nos concelhos de Aljezur, Monchique, Lagos e Vila do Bispo (projeto GAVA – Gabinete de Apoio à Vítima), e a APAV no restante território (projeto APAV Algarve 2.0 – atendimento a vítimas de violência doméstica), ambas com foco no atendimento, acompanhamento e apoio especializado, incluindo Respostas de Apoio Psicológico (RAP) para crianças e jovens.

    A Cruz Vermelha Portuguesa, através da Casa de Acolhimento de Emergência de Vítimas de Violência Doméstica da CVP Faro-Loulé, desenvolverá intervenções para proteger, apoiar e capacitar as vítimas, operando Respostas de Acolhimento de Emergência (RAE) em coordenação com as estruturas de atendimento.

    Além disso, a Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) implementará intervenções multidisciplinares pelo CAP SUL 2.0 – Centro de Acolhimento e Proteção – SUL, visando o acolhimento seguro, a estabilização emocional e a (re)integração social de mulheres, homens e seus filhos menores, vítimas de tráfico de seres humanos, oferecendo apoio social, jurídico e psicológico.

    O financiamento FSE+ de aproximadamente 700 mil euros para estes quatro projetos, no âmbito do ALGARVE 2030, possibilitará a continuação e expansão destas intervenções essenciais.

  • Abertas candidaturas no Algarve

    Abertas candidaturas no Algarve

    Foram abertas as candidaturas do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, no valor de 6,6 milhões de euros, destinadas ao apoio de projetos que promovam a gestão eficiente dos sistemas de abastecimento de água da região do Algarve.

    São principais beneficiários as entidades gestoras das redes de abastecimento de água, sendo elegíveis as operações que visem a redução de perdas reais nos sistemas de distribuição de água em baixa do Algarve.

    Abrangem principalmente a reabilitação de infraestruturas degradadas ou inadequadas para uma boa gestão de perdas reais, a gestão de pressões e a deteção de fugas em componentes da infraestrutura mais problemáticos em perdas reais.

    Trata-se do 4º Aviso e surge no âmbito da “Medida SM1 – Reduzir Perdas de Água no Setor Urbano”, gerida pela Comunidade Intermunicipal do Algarve.

    Esta medida integra três vertentes, a requalificação das redes de abastecimento de água; a instalação de zonas de medição; o controlo e criação de zonas de pressão controlada.

    No final da execução, as autoridades prevêm que estejam reabilitados 125 km de rede de abastecimento de água, em baixa, e que se contribua para uma redução de 2hm3 na procura de água nos sistemas naturais.

    O prazo para a apresentação de candidaturas decorre até ao dia 30 de setembro.

  • Previsão do Tempo na foz do Guadiana

    Previsão do Tempo na foz do Guadiana

    A temperatura máxima prevista para o dia é de 31 graus Celsius, enquanto a mínima pode descer até aos 19 graus Celsius. O pôr do sol está previsto para as 20:42, após um nascer do sol às 6:11.

    Nos próximos dias, a região enfrentará um aumento significativo de temperatura. Uma onda de calor está prevista, com temperaturas que podem rondar os 40 graus Celsius. A Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações de proteção devido a este aumento, aconselhando a população a procurar ambientes frescos e arejados, aumentar a ingestão de água, evitar a exposição direta ao sol nas horas mais quentes e usar roupas leves e protetoras.

    Este pico de calor também aumenta o perigo de incêndios rurais, com máximas que podem chegar aos 38 graus. É importante estar atento às atualizações e seguir as orientações das autoridades para garantir a segurança e o bem-estar durante este período.

    Para mais informações detalhadas sobre a previsão do tempo e medidas de proteção durante a onda de calor, consulte os recursos disponíveis online. Mantenha-se informado e protegido durante estes dias de temperaturas elevadas.

    foto: Joaquim Bartolomeu
  • CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    CPME apresentou ao Governo e Parlamento 40 medidas

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) tem sido uma voz ativa na defesa e promoção dos interesses das empresas de menor dimensão em Portugal.

    Com a apresentação de um conjunto de 40 propostas ao Governo e aos Grupos Parlamentares, a CPPME busca influenciar a legislação e as políticas públicas para o desenvolvimento económico e social do país.

    As propostas da CPPME para a legislatura de 2024 a 2028 refletem uma ampla discussão com as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), bem como com suas associações e federações setoriais.

    Estas propostas abrangem dez áreas de atuação críticas, desde investimento e finanças até formação e segurança social, demonstrando a abordagem holística que a CPPME adota para enfrentar os desafios econômicos atuais.

    Uma das medidas imediatas propostas é o pagamento às MPME dos apoios em falta, referentes aos projetos do Portugal 2020, COVID e calamidades. Esta medida visa aliviar a pressão financeira imediata que muitas destas empresas enfrentam, permitindo-lhes continuar a operar e a contribuir para a economia nacional.

    A CPPME argumenta que as políticas económicas, fiscais e de crédito atuais favorecem desproporcionalmente as grandes empresas, em detrimento das MPME, que são a espinha dorsal da economia portuguesa, gerando a maioria dos empregos e contribuindo significativamente para o PIB nacional.

    A confederação apela a uma mudança nessas políticas para criar um ambiente mais equitativo e favorável ao crescimento das MPME.

    O impacto das MPME no tecido económico nacional é inegável, e a CPPME destaca a necessidade de reconhecer e apoiar o seu papel vital. As propostas apresentadas são um passo importante para garantir que as MPME recebam o suporte necessário para prosperar, beneficiando assim toda a economia portuguesa.

    A iniciativa da CPPME é um exemplo de como as organizações podem colaborar com o governo para moldar políticas que promovam um desenvolvimento sustentável e dinâmico, essencial para o futuro económico de Portugal.

  • Luta pela água organiza-se no Algarve

    Luta pela água organiza-se no Algarve

    Começa com críticas às medidas do governo, que acusa de tornar a agricultura no parente pobre da economia da região e sugere soluções para combater a escassez de água no Algarve.

    A nova Comissão pretende reunir os interesses de todas as atividades agrícolas do Algarve, desde a produção de fruta, vinho, aromáticas, animal, entre outras que perduram e identificar a economia e paisagem algarvia, reunindo, para já, mais de 120 entidades e agricultores.

    Considera que os cortes de 25% do fornecimento de água para a agricultura são uma «mera operação de cosmética», que em alguns casos, a redução pode chegar a 50%, uma vez que foi anunciado um corte de 15% para a utilização da água subterrânea, sendo que a «água subterrânea representa 75% da água utilizada pela agricultura».

    Foi proposto um corte entre 44% e 50% para a utilização da água superficial, sendo que a água superficial representa 25% da água utilizada pela agricultura.

    Diz a CSHA que os cortes anunciados se somam aos anteriores, porque nos anos de 2022 e 2023, houve cortes ao consumo de água pela atividade agrícola, quer na água subterrânea, quer na água superficial dos perímetros de rega do Alvor e Silves, Lagoa e Portimão;

    Foram considerados 35 hectómetros de chuvas até abril, água que até agora ainda não existe, acrescentam para lembrar que «com esta quantidade de água disponível e se não chover, não teremos condições de fazer produção em grande parte das áreas instaladas».

    Para a Comissão, os cortes anunciados configuram no desaparecimento do sector agrícola no Algarve, com consequente impacto ao nível do emprego e da economia da região, da alteração da paisagem, que afetará o turismo do Algarve, e do custo da alimentação dos portugueses.

    Não sendo contra as medidas e apoiando soluções concretas, não aceitam que a agricultura continue a ser considerada o parente pobre da economia algarvia e defendem a redução dos valores dos cortes, a definição do intervalo de tempo da sua vigência, a execução rápida, de obras com meios remotos, nas redes urbanas que reduzam as perdas de água tratada.

    Defendem ainda uma fortíssima campanha de sensibilização junto da população que vise a redução do consumo de água, proibir e suspender a instalação de novos investimentos consumidores de água de forma transversal a toda a economia regional, reativar furos das Câmaras Municipais, onde exista água subterrânea disponível.

    Quer também o levantamento e redução dos caudais ecológicos existentes na região do Algarve, investir em unidades móveis de dessalinização para tratamento de água salobra, implementar estratégia urgente para o transvase da água do Pomarão para Odeleite, aprovar a ligação entre a Barragem de Santa Clara e Odelouca e considerar a existência de uma moratória para legalização de furos.

    A médio e longo-prazo, defende a construção da Barragem da Foupana e outra na zona do Algarve Central, o desenvolvimento de sistema de retenção de água nas serras algarvias, o desenvolvimento de sistema para aproveitamento da água existente em lagos a norte de Monchique.

  • Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) continua a considerar a situação como muito preocupante, e perto de catastrófica e salienta a necessidade de se poupar água a sério.

    Só a imprevisível chuva poderá evitar a falta de água, provavelmente até ao fim de agosto próximo, e as reduções no consumo previstas podiam permitir que a região tivesse água até ao fim do corrente ano.

    Também a redução coersiva do consumo, apoiada no aumento das tarifas de água para determinados escalões, pode vir a ser encarada, definidos consumos considerados moderados e, acima disso, penalizar os «consumidores inconscientes» com o pagamento de coimas.

    Os mais avisados especialistas em matéria de tempo, que se apoiam no saber secular para apreciar situações difíceis que já enfrentaram, consideram que a chegada deste frio, algo radical no mês de Janeiro, poderá eliminar bicharada e fungos parasitas e permitir salutares colheitas na próxima Primavera. O tempo é aleatório, até mesmo para a computação quântica.

  • Reflorestar a Cumeada com o PRADE

    No próximo dia 25 de novembro, o PRADE – Projeto de Reflorestação da Área Degradada da Eira-da-Zorra, promove uma nova ação de florestação na Cumeada da Alta Mora e lança o repto a todos os que quiserem comparecer.

    Com o desígnio de dar vida a 34 hectares da serra de Odeleite, combater a desertificação e promover o regresso das pessoas às suas raízes, com a implementação de melhores condições de investimento no território, o PRADE apresenta-se como projeto piloto/modelo de reflorestação e de revitalização de uma das zonas mais desertificadas do Nordeste Algarvio e bastante fustigada pelo grande incêndio de Castro Marim-Pernadeira.

    Esta ação visa a reflorestação com espécies autóctones de crescimento lento, resilientes e tolerantes a ambientes secos, como é o caso da alfarrobeira, do medronheiro, do sobreiro e da azinheira.

  • Entidades empregadoras reúnem em Alcoutim

    Entidades empregadoras reúnem em Alcoutim

    Este encontro terá lugar no ????????????????̃???? ???????????????????? ???????? ????????̂???????????????? ???????????????????????????????????? ???????? ????????????????????????????????, com o objetivo de debater diversos temas que permitam compreender as dificuldades e transmitir conhecimentos sobre as oportunidades existentes, «nomeadamente os instrumentos e medidas de apoio ao investimento e ao emprego, possibilidades de integração de desempregados e outros temas e/ou informações de interesse para o público alvo».

    A presença no evento depende de inscrição, sendo a mesma realizada por meio dos contactos disponibilizados no programa e a data limite para a mesma é o próximo dia 28 de junho, até às 17:00 horas.

  • Percorrer 7km para virar à esquerda em segurança na Nora

    Percorrer 7km para virar à esquerda em segurança na Nora

    Álvaro Araújo, presidente da autarquia reuniu, ontem por videoconferência, com o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, para encontrar uma solução para o cruzamento de Santa Rita (Nora), «cujos acessos foram vedados pela concessionária, causando prejuízos e constrangimentos a moradores e empresas».

    A solução definitiva para a resolução do problema da segurança naquele local, no entender do presidente, passa pela construção urgente de uma rotunda.

    A reunião contou com a presença do chefe de divisão de Obras Municipais e Espaço Público da Câmara Municipal de VRSA e de uma empresária local.

    No modelo de circulação agora definido, é necessário percorrer mais de 7 km para fazer inversão de marcha em segurança, nas rotundas mais próximas, para entrar ou sair no acesso principal à aldeia de Santa Rita sempre que tal manobra implique a viragem à esquerda ou o cruzamento da via principal.

  • Projeto PRADE em Castro Marim para reflorestar a serra ardida

    Projeto PRADE em Castro Marim para reflorestar a serra ardida

    Vai ser colocada em prática uma estratégia de reflorestação na área ardida no incêndio de Castro Marim de 2021, com espécies autóctones de crescimento lento, resilientes e tolerantes a ambientes secos, alfarrobeiras, medronheiros, sobreiros e azinheiras.

    A intervenção vai estender-se por 34 hectares e engloba também a recuperação das espécies arbóreas sobreviventes ao incêndio, nomeadamente as que integram o tradicional pomar de sequeiro Algarvio, e a beneficiação da rede de caminhos rurais.

    Um Gabinete Técnico Local de Apoio ao Desenvolvimento de Ações e Projetos de Combate à Desertificação, para acompanhar todo o processo no terreno, será criado a partir da requalificação da antiga escola primária da localidade da Corte Pequena, prevendo-se que se desenvolva atá ao final do próximo ano.

    O PRADE comporta um investimento total de 896.036,13 €, elegível até 810.941,41 €, e será financiado pelo Programa COMPETE 2020, no âmbito do Aviso 13/REACT/2021, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado a 100% pelo FEDER.

    Para o município de Castro Marim, «O território do interior do Baixo Guadiana é uma zona considerada das mais sensíveis da Europa, classificada pelas Nações Unidas como estando em risco de desertificação. Mas o interior algarvio debate-se também com o despovoamento e o interessante do surgimento da Cooperativa GuadiMonte passa também pelo facto dos cooperantes fundadores terem uma ligação à terra, sendo, na sua maioria, pessoas que regressaram para investir naquele que é o legado dos seus familiares».

  • Ordenamento do trânsito na Praia da Fábrica

    Ordenamento do trânsito na Praia da Fábrica

    A medida tem por objetivo permitir a correta fluidez do tráfego automóvel e «assegurar todas as condições de segurança para garantir o acesso de viaturas de emergência e socorro ao interior da localidade da Fábrica».

    De forma a evitar o estacionamento incorreto e ou abusivo de viaturas, o Serviço Municipal de Proteção Civil e o Núcleo de Trânsito e Mobilidade da autarquia reforçaram a sinalização proibitiva, a horizontal e a vertical e delimitaram com baias os locais mais problemáticos desta que é uma das zonas turísticas mais procuradas no concelho.

    A implementação da nova sinalética foi acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal, Álvaro Araújo, responsável máximo da Proteção Civil Municipal, e pelo vereador Álvaro Leal, responsável pelo pelouro do trânsito.

    A fiscalização e a garantia do cumprimento da medida foram remetidas para ações de fiscalização pelas autoridades competentes.

  • Desde as 00:00 horas de hoje maior contenção

    Desde as 00:00 horas de hoje maior contenção

    Decididas desde terça-feira passada, entraram em vigor às 00.00 horas de hoje as novas medidas que dão corpo à estratégia de prevenção e combate à pandemia, muito condicionadas pelo surgimento recente da Ómicron, uma nova e mais contagiosa variante da Covid-19.

    Foram antecipadas face ao que tinha sido aprovado no Conselho de Ministros de 25 de novembro, como a semana de contenção após o Ano Novo, alargada e em vigor até 09 de janeiro, e que inclui o regresso ao teletrabalho obrigatório.

    Também o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL), que estava previsto entre 03 e 09 de janeiro, foi antecipado para hoje, com o Governo a assegurar o apoio às famílias. As discotecas e bares com espaço de dança vão voltar a fechar, depois da reabertura em outubro e ao fim de 18 meses encerradas.

    Desde as 00:00 de hoje que passou a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento local, assim como para eventos empresariais e ainda festas familiares, como casamentos ou batizados. O acesso a eventos desportivos e culturais dependerá também da apresentação de teste negativo ao coronavírus, independentemente do número de espetadores.

    A lotação dos espaços comerciais passa a estar limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para evitar ajuntamentos que acontecem na semana a seguir ao Natal para trocas de presentes. Portugal Continental está em situação de calamidade desde 01 de dezembro devido ao aumento do número de casos.

    Esta nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

  • Mais de três milhões perdidos pela hotelaria nacional

    Mais de três milhões perdidos pela hotelaria nacional

    Segundo a Associação da Hotelaria de Portugal, a hotelaria nacional terá perdido em 2020, 3,27 mil milhões de euros em receitas.

    A quebra representa uma diminuição de 73% face ao ano de 2019, sendo correspondente a uma queda de 65% das dormidas, informação relativa ao seu mais recente inquérito Balanço 2020 & Perspetivas 2021, realizado entre 04 e 28 de fevereiro do ano em curso.

    Com a praça hoteleira encerrada na maioria do ano, a taxa de ocupação foi de 25,97%, no cômputo nacional, uma descida de 43,03 pontos percentuais, na comparação com 2020. As regiões com pior performance neste indicador foram, a Região Autónoma dos Açores (17,71%) e Lisboa (21,69%).

    O Alentejo apresentou ocupação de 41,60%, a melhor a nível nacional, e foi também o destino que vendeu mais caro com um preço médio de 110,71 euros por quarto.

    Dos cerca de 500 inquiridos pela AHP, 89% referiu que o mercado nacional liderou as estadias, seguindo-se o mercado espanhol e o francês.

    Os estabelecimentos hoteleiros, de turismo de habitação e resorts, autorizados pelo Governo a operar  temporariamente como escritórios, showrooms e centros de dia, na sua a maioria não o fizeram e 76% dos hotéis inquiridos pela AHP, revelaram que não deram outra utilidade à unidade. Apenas 17%, cedeu o alojamento a profissionais de saúde.

    Já quando ao lay off simplificado, 96% das unidades aderiram e 75% utilizaram o Apoio à Retoma Progressiva. Apenas um por cento dos inquiridos afirmaram não ter recorrido a nenhum tipo de apoio.

  • Prevenção e segurança nas praias de Vila Real de Santo António

    Prevenção e segurança nas praias de Vila Real de Santo António

    Foram ainda demarcados sentidos de circulação nas zonas e passadiços de acesso ao areal, definidas capacidades máximas nas áreas de estacionamento não ordenado e instalada sinalização, em cada concessão, relativa ao estado de ocupação da praia.

    Todas as zonas balneares do concelho «obedecem agora ao estipulado nas novas regras determinadas pelo Governo da República Portuguesa, nomeadamente no que se refere à utilização do areal, afastamento de toldos e utilização de bares, restaurantes e apoios de praia», segundo verificaram Conceição Cabrita e o coordenador regional do combate à Covid-19, José Apolinário, que esteve de visita à praia de Monte Gordo.

    O também secretário de Estado das Pescas foi acompanhada pelo comandante operacional distrital da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, o tenente-coronel Bartolomeu, o capitão do porto de VRSA e Tavira, Rui Vasconcelos de Andrade, o presidente da ARH/APA Algarve, Pedro Coelho, e pelo vereador Rui Pires na presença de vários concessionários e elementos da direção da Associação de Comerciantes da Praia de Monte Gordo.

    Conceição Cabrita, presidente da câmara municipal de VRSA, explicou que “estas medidas representam mais um esforço para minimizar o contágio por COVID-19 e permitem criar condições para apoiar a atividade turística e tornar o município de Vila Real de Santo António num destino seguro quer para residentes, quer para todos os que escolhem o destino para férias”.