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  • Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    Algarve Recebe Luz Verde Para Contratar 117 Médicos Especialistas

    A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve foi autorizada pelo Governo a contratar 117 médicos especialistas, um reforço considerado “histórico” pela instituição e que visa colmatar as carências de profissionais de saúde que afetam a região.

    A autorização surge através de um despacho conjunto dos ministérios da Saúde e das Finanças.

    O pacote de contratações, que representa o maior número de vagas alguma vez atribuído ao Algarve, destina-se a reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde regionais.

    Das 117 vagas, 17 são para Medicina Geral e Familiar (MGF), 96 para especialidades hospitalares e quatro para Saúde Pública.

    Um aspeto particularmente relevante é a existência de 19 vagas consideradas “carenciadas”, às quais está associado um regime remuneratório mais atrativo.

    Este incentivo tem como objetivo fixar médicos em especialidades e zonas geográficas onde a escassez de profissionais é mais acentuada, como é o caso do Algarve.

    Esperamos que a contratação destes 117 profissionais permita melhorar a resposta assistencial na região, reduzindo a pressão sobre os serviços e aumentando o acesso da população a cuidados de saúde diferenciados e de proximidade“, referiu o conselho de administração da ULS em comunicado, citado pela Agência Lusa.

    A ULS do Algarve, responsável pela gestão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como dos cuidados de saúde primários e de saúde pública nos 16 centros de saúde da região, espera que este reforço de pessoal melhore significativamente os serviços prestados à população.

    Este anúncio surge no contexto de um esforço nacional para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

    Na segunda-feira, o Governo autorizou a abertura de concurso para mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas a nível nacional, distribuídas por diversas especialidades, incluindo MGF e Saúde Pública.

    Ainda que este reforço seja significativo, importa recordar que, segundo dados divulgados em janeiro pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025, mais de 60% das vagas abertas a nível nacional ficaram por preencher.

    Resta agora saber qual a taxa de ocupação destas novas vagas no Algarve e qual o impacto real na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

    com

    Lusa

  • Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    A Câmara de Vila Real de Santo António aprovou um conjunto de apoios para incentivar a fixação de profissionais de saúde no concelho, onde o custo da habitação está a dificultar o preenchimento de vagas, disse à Lusa o presidente Álvaro Araújo (PS).

    O edil apelou também ao Governo para que disponibilize uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para o sotavento (este) algarvio, para juntar às três que estão colocadas no Algarve, mais nomeadamente em Portimão, Albufeira e Faro.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara disse que o Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos e Outros Profissionais de Saúde foi publicado em Diário da República em 30 de junho e cria «incentivos financeiros e logísticos» para ajudar à fixação de profissionais e reduzir o número pessoas sem médico de família.

    «A dificuldade em atrair e fixar médicos de família, enfermeiros e outros técnicos da área da saúde, aliada ao envelhecimento do quadro clínico e aos constrangimentos nas escalas de urgência, tem comprometido a capacidade de resposta das unidades de saúde locais», argumentou em nome do município.

    Os profissionais que optem pelos apoios devem exercer funções nas unidades de saúde do concelho, integradas na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, e a medida visa garantir «a qualidade dos cuidados de saúde primários» e do Serviço de Urgência Básica (SUB). local. Entre os benefícios aprovados estão subsídios ao alojamento, de deslocação ou a redução de tarifas e taxas.

    «Não podemos admitir que o nosso território tenha falta de médicos de família. E aquilo que nós fizemos foi, de alguma forma, arranjar motivos para que os médicos se queiram fixar aqui, os médicos e os profissionais de saúde, porque o regulamento é para apoiar não só médicos, mas também os restantes profissionais de saúde, que vivem num raio de 50 quilómetros do nosso concelho», afirmou Álvaro Araújo.

    O autarca, que se recusa a aceitar que haja munícipes sem acesso a médico de família, defendeu que todos os cidadãos devem ter «o mesmo acesso aos cuidados de saúde» e salientou que é cada vez mais difícil os profissionais fixarem-se no concelho e no Algarve.

    «Por isso, a única forma que tivemos foi a criação deste regulamento», justificou, apontando o elevado custo com a habitação como um dos principais fatores que dificultam a fixação de profissionais nos municípios do Algarve e do Baixo Guadiana, como Alcoutim ou Castro Marim, que também têm em vigor incentivos deste tipo.

    Álvaro Araújo afirmou que existe no Algarve e em Vila Real de Santo António uma «grande carência de habitação a custos normais», acrescentando que as casas têm preços a que a classe média não chega, nem mesmo os profissionais de saúde, e as rendas estão com «valores quase à volta dos mil euros e superior a isso», disse.

    Para o autarca, «esse é o grande problema de quaisquer profissões, dos nossos jovens, da nossa população em geral», tendo admitido a possibilidade de, no futuro, estes apoios serem estendidos a professores ou a elementos das forças de segurança. «Como o Estado Central não cria soluções, têm de ser, como sempre, os municípios a criar essas soluções», ressalvou.

    Sobre a colocação de uma VMER no sotavento do Algarve, Álvaro Araújo entende não pode haver portugueses de primeira e de segunda e que a população tem direito a um meio de socorro que salva vidas e vai cobrir um território entre Tavira, Castro Marim, Alcoutim e Vila Real [de Santo António], de 1.500 quilómetros quadrados.

    A VMER que está mais próxima está em Faro. Se houver um problema em Alcoutim, se houver um problema em Vila Real de Santo António e for precisa uma viatura destas, quando chegar [o socorro], a pessoa dificilmente sobrevive”, afirmou.

    ./Com Lusa
  • Médicos internos algarvios acolhidos em Castro Marim

    Médicos internos algarvios acolhidos em Castro Marim

    O espaço de eventos da Quinta do Sobral foi o local escolhido, em Castro Marim serem dadas as boas-vindas a mais de 200 novos médicos internos de formação geral e de especialidade que começaram a trabalhar para a Unidade Local de Saúde do Algarve, na passada sexta-feira, dia 3 de janeiro.

    A sessão de abertura contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, também médico, Francisco Amaral, que inaugurou o evento com um discurso onde recordou a sua carreira na área da saúde.

    O autarca relembrou ainda as iniciativas e medidas que tomou ao longo dos últimos anos como o transporte de doentes para consultas e exames, a Unidade Móvel de Saúde, o programa de combate ao tabagismo e a mais recente campanha de vacinação contra a pneumonia.

    Aos novos médicos, Francisco Amaral aproveitou para deixar algumas palavras e conselhos, além do pedido para que estes profissionais se fixem na região algarvia.

    «Aprendam e dediquem-se de alma e coração à vossa profissão, melhor, à vossa vocação», aconselhou.

    A programação do dia incluiu ainda várias apresentações, reuniões e partilha de informações sobre o Internato Médico e Residência Farmacêutica, com a Direção de Internato Médico.

    Médicos para o Algarve
  • Incentivos à fixação de médicos em Alcoutim

    Incentivos à fixação de médicos em Alcoutim

    No seu afirmado «compromisso contínuo» com a melhoria das condições de vida dos cidadãos, a Câmara Municipal de Alcoutim criou o Regulamento Municipal de Atribuição de Incentivos à Atração e Fixação de Médicos de Medicina Geral e Familiar no concelho.

    A medida já foi publicada no Diário da República, e visa, segundo a autarquia, atender às necessidades de saúde da população local, assegurando um acesso mais fácil e eficiente a cuidados médicos de qualidade.

    A câmara municipal reconhece as dificuldades de residentes e visitantes pela falta de profissionais de saúde, e é por isso que «ferece incentivos que vão desde apoios financeiros diretos até à disponibilização de habitação e subsídios para deslocações.

    Incentivos para Atrair e Fixar Médicos na Região

    Os incentivos anunciados incluem um apoio financeiro mensal e a oferta de habitação gratuita ou subsídios de arrendamento. Também serão providenciados apoios para despesas de deslocação, facilitando a mobilidade dos médicos que vivem fora do concelho e se deslocam diariamente para Alcoutim.

    Para Paulo Paulino, presidente da Câmara Municipal, «Este regulamento é um sinal do nosso empenho em solucionar um problema que impacta significativamente a nossa comunidade. Estamos a estabelecer condições favoráveis para que os médicos se estabeleçam no concelho, contribuindo para a continuidade e qualidade dos serviços de saúde à população

    Parcerias Estratégicas para Reforçar os Cuidados de Saúde

    O regulamento contempla ainda a formação de parcerias com as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, com o propósito de oferecer serviços médicos adicionais.

    Esta colaboração busca garantir uma rede de suporte mais ampla e variada, pronta para atender às diversas necessidades.

  • Médicos para Mértola e Mina de S. Domingos

    Médicos para Mértola e Mina de S. Domingos

    Tais medida implicam a afetação de um médico à extensão de Saúde da Mina de São Domingos garantindo a reposição imediata do funcionamento habitual da Extensão de Saúde local

    A afetação imediata de um médico ao Centro de Saúde de Mértola, a tempo parcial, com o consequente reforço da resposta global no Centro de Saúde.

    Depois e a partir do próximo mês de outubro o Centro de Saúde de Mértola pode vir a contar com o contributo de mais dois médicos, a tempo parcial, o que permitirá «consolidar a resposta dos cuidados de saúde primários no concelho de Mértola às necessidades em saúde da população», segundo revela a autarquia.

    A ULSBA comprometeu-se também com a melhoria contínua dos cuidados de saúde primários no concelho de Mértola, em particular, «na procura de soluções que garantam a atribuição de um médico de família a todos os utentes no mais curto espaço de tempo possível, contando para o efeito com o inestimável contributo da Câmara Municipal de Mértola».

  • Dos 14 médicos recrutados no Algarve nem um para o Baixo Guadiana

    Dos 14 médicos recrutados no Algarve nem um para o Baixo Guadiana

    Estes profissionais pode vir a melhorar a atividade assistencial, os cuidados de saúde primários de proximidade e a qualidade dos serviços prestados aos utentes na região algarvia.

    Os novos médicos vão integrar as equipas das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados dos concelhos de Albufeira, Faro, Lagoa, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, Quarteira, São Brás de Alportel e Tavira. Este reforço vai permitir alargar a cobertura assistencial de utentes com médico de família na região.

    Nas sessões de receção aos novos médicos, que tiveram lugar nos dias 1 e 15 de junho, o presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Paulo Morgado, deu as boas-vindas aos novos médicos.

    Na ocasião, congratulou-os pelo seu interesse em integrar os cuidados de saúde primários da região e salientou a importância da sua fixação nas localidades onde vão desempenhar funções.

  • Falta de médico no Centro de Saúde de Mértola preocupa o município

    Falta de médico no Centro de Saúde de Mértola preocupa o município

    Mesmo tendo em conta que o estado da saúde no país é de extrema preocupação, a autarquia afirma que «é necessário programar e acautelar situações já identificadas e que deixam a descoberto os cuidados de saúde básicos num concelho com as vicissitudes do concelho de Mértola».

    Neste momento, o município já comparticipa a renda da habituação de uma médica para evitar que se desloque para outra localidade, encontrando-se este em conversações com mais dois profissionais, afim de serem contratados pela ULSBA.

    Porém, a vinda destes profissionais de saúde só será possível com apoios ao nível de transporte e alojamento, mais uma vez facultados pela autarquia, sendo que estas situações não se coadunam com as atividades que o município deve exercer.

    Após várias reuniões com todas as Instituições (tutela, ULSBA, diretor do Centro de Saúde de Mértola) a autarquia diz ver-se obrigada a realizar estas diligências para garantir os serviços de saúde dos mertolenses, solicitando a intervenção urgente a este nível, da parte das entidades competentes, de forma a garantir os cuidados médicos básicos a toda a população do concelho.