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  • A Mina de São Domingos Renasce Através do Teatro Comunitário

    A Mina de São Domingos Renasce Através do Teatro Comunitário

    Projeto MALACATE / A Mina de São Domingos, outrora palco de intensa atividade mineira, volta a ser o epicentro de uma iniciativa artística transformadora.

    O projeto MALACATE, conhecido pelo seu impacto na revitalização cultural e social da região, regressa para uma nova edição focada na criação de um espetáculo de Teatro Comunitário, reforçando a sua missão de mediação entre a arte contemporânea e a população local.

    Após uma residência artística cuidadosamente planeada e realizada em 2025, o Conselho MALACATE, um grupo de curadoria composto por membros da própria comunidade, selecionou o coletivo Meio do Mato para liderar o processo criativo deste ano. A escolha reflete a crescente importância da participação ativa da comunidade na definição do rumo artístico do projeto.

    A abordagem do Meio do Mato assenta numa metodologia colaborativa, privilegiando a escuta e a partilha com os habitantes da Mina de São Domingos.

    O objetivo é construir um espetáculo que ressoe com a história, as vivências e as aspirações da comunidade, transformando a experiência teatral num reflexo autêntico da sua identidade.

    Os ensaios para o espetáculo arrancam hoje, 13 de abril, no Cineteatro da Mina de São Domingos, e estão abertos a todos os interessados em participar.

    Conscientes da importância de facilitar a adesão da comunidade, os organizadores definiram dois turnos diários, das 16h às 18h e das 18h às 20h, que decorrerão de segunda a quarta-feira durante o mês de abril, e de segunda a sexta-feira no mês de maio.

    Esta flexibilidade horária demonstra um compromisso em integrar o maior número possível de participantes, independentemente das suas ocupações ou horários.

    O culminar deste intenso processo colaborativo será a apresentação do espetáculo de Teatro Comunitário, com três sessões agendadas para os dias 12, 13 e 14 de junho, no Cineteatro da Mina.

    A expetativa é que o espetáculo não seja apenas uma peça teatral, mas sim um testemunho vivo da força da comunidade e da sua capacidade de se reinventar através da arte.

    O projeto MALACATE, financiado por diversas entidades, incluindo a Câmara Municipal de Mértola e a Direção-Geral das Artes, tem vindo a afirmar-se como um motor de desenvolvimento cultural e social na região.

    Ao proporcionar oportunidades de participação e expressão artística, o projeto contribui para o reforço da identidade local e para a promoção do diálogo intercultural.

    A iniciativa MALACATE representa um exemplo inspirador de como a arte pode ser um catalisador para a mudança social e para a revitalização de comunidades com histórias ricas e complexas, como a da Mina de São Domingos. O espetáculo de Teatro Comunitário é, sem dúvida, um evento a não perder para quem se interessa pela cultura, pela história e pelo poder transformador da arte.

    No Concelho de Mértola

    O MALACATE tem vindo a consolidar a sua posição como um dos projetos culturais mais relevantes no concelho de Mértola.

    Para além de impulsionar a criação artística, o projeto desempenha um papel crucial na dinamização da economia local e na promoção do turismo cultural.

    A sua abordagem colaborativa, que envolve a comunidade em todas as fases do processo criativo, garante que as iniciativas desenvolvidas respondam às necessidades e aos interesses da população.

    O impacto do MALACATE vai para além da vertente artística, contribuindo para o reforço do tecido social e para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da Mina de São Domingos e do concelho de Mértola.

  • Uma caixa de perguntas na Mina de S.Domingos

    Uma caixa de perguntas na Mina de S.Domingos

    A comunidade local participa activamente na sua criação, sendo o texto e encenação de Miguel Maia, sendo considerada a maior produção do projeto MALACATE, que tem mobilizado diversos habitantes da Mina de S. Domingos, nos últimos meses, nas diferentes fases de investigação, criação, construção de figurinos, cenários e ensaios.

    O Caixa de Perguntas é um espetáculo teatral que contará com a participação de muitos habitantes da Mina e do seu conhecido grupo coral, para além do elenco de atores profissionais convidados.

    Tem uma fábula associada, com o seguinte argumento: “Em pleno séc. XXII, há uma aldeia onde mora um grande mecanismo chamado sem-fim, fonte de prosperidade e felicidade de um povo que habita sempre no presente. Neste grande centro tecnológico os dias são iguais mas nem por isso menos felizes – vive-se sempre agora. Mas num destes dias sempre iguais a aldeia recebe a visita de um estranho forasteiro que tem um simples pedido a fazer-lhes. A partir daí nada será como dantes. Ou aliás, como agora“.

    No cruzamento com o mito da caixa de Pandora e um reflexão sobre o que é a memória, num lugar tão fértil como a Mina, o projeto inclui uma forte componente audiovisual, consumando uma ideia de transdisciplinaridade e de confronto de linguagens que interessa explorar, para além de reforçar o caráter impressivo do espetáculo, enquadrado por uma das ruínas mais significativas do lugar – o cais do minério – um paredão de pedra de grandes dimensões, ocupado aqui e ali por aberturas, antigos postigos de desembarque do minério que logo ali ao lado via a luz do dia após a extração.

    “Caixa de Perguntas” é um espetáculo inserido no projeto MALACATE – um projeto de intervenção artística multidisciplinar criado especificamente para a Mina de São Domingos (Mértola): um local com marcante passado de exploração mineira, de que é prova o edificado industrial de impressivo valor estético que ainda subsiste.

    Fotos promocionais de Mário Jerónimo Negrão.
  • Entropia evoca a Mina de S.Domingos

    Entropia evoca a Mina de S.Domingos

    É uma nova criação de dança, criada e dirigida pelos coreógrafos e bailarinos Marina Nabais e Ricardo Machado, com interpretação de elementos da comunidade.

    O espectáculo ENTROPIA integra o projecto MALACATE, de intervenção artística na Mina de S. Domingos, entre Janeiro de 2022 e Junho de 2023, e convida a população da localidade a juntar-se a artistas portugueses e estrangeiros a criar diversas obras de arte. Da Dança à Arte Pública, do Teatro às Artes Plásticas.

    Os artistas foram desafiados a imaginar e criar obras de arte que se relacionassem com a Mina de S. Domingos e com quem a habita. Um local com marcante passado de exploração mineira, de que é prova o edificado industrial de impressivo valor estético que ainda subsiste.

    O que é a entropia

    Entropia é a medida da quantidade de energia cinética que não é convertida em trabalho, que dita a desordem de um sistema, bem como a sua imprevisibilidade. Aumentar a desordem, ou seja, a entropia de um sistema termodinâmico significa, de forma similar, dar-lhe condições para que haja um maior número de microestados acessíveis às partículas que o compõem.

    Será a entropia vista só como perda e caos? Ou poderemos encontrar um espaço de resiliência e da possibilidade de gerar microestados de imprevisibilidade que voltem a gerar vida?
    Este é o ponto de partida para a dupla de bailarinos e coreógrafos Marina Nabais e Ricardo Machado, uma nova criação de dança, a ser interpretada juntamente com elementos da comunidade do concelho de Mértola, numa ampla janela de tempo e onde a sensação de pertença e orgulho se alie à exploração de novas formas de expressão corporal.