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  • “Meio Arado”: Guadiana, Memórias e Tradições Lavradas a Quatro Mãos em Alcoutim

    “Meio Arado”: Guadiana, Memórias e Tradições Lavradas a Quatro Mãos em Alcoutim

    Poesia ocupou a Sala das Sessões do Município de Alcoutim

    A Sala das Sessões da Câmara Municipal de Alcoutim encheu-se na tarde de 18 de Abril para a apresentação do livro de poesia «Meio Arado», uma colaboração entre os autores José Dias Rodrigues e Fernando do Marmeleiro.

    A obra, descrita como um testemunho das raízes e vivências da região, foi acolhida com entusiasmo pela autarquia e pela comunidade local.

    O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Paulino, abriu a sessão, destacando a importância de registar e preservar a memória coletiva do concelho.

    Reconhecendo a dedicação dos autores à temática do Guadiana, das tradições e das memórias da região, enfatizou o apoio do município a projetos que contribuam para a valorização do território.

    Sempre que escrevem, surge o Guadiana, a nossa região, as nossas tradições, memórias que têm sempre a ver com o nosso território“, afirmou o autarca, sublinhando o compromisso de Alcoutim em acolher iniciativas que “registrem, conservem e façam com que estes registos permaneçam“.

    A apresentação da obra esteve a cargo de António Matias, que ofereceu uma análise detalhada e perspicaz dos poemas de cada autor. Matias enquadrou a obra no conceito de cultura popular, citando o etnólogo e pedagogo Viegas Guerreiro, para quem “a cultura é a cultura de todos“.

    Fernando do Marmeleiro

    Realçou a importância de valorizar os saberes e conhecimentos adquiridos nos “bancos da vida“, defendendo um diálogo entre a cultura popular e a erudita.

    António Matias que é também presidente da Assembleia Municipal, descreveu o livro como “uma lavoura com parelha em manhã-nado“, metaforizando a colaboração entre os autores com a imagem do trabalho conjunto no campo.

    Apontou diferenças nas abordagens de cada um, mas sublinhou a obediência “às arriatas e à sensibilidade ao esquilhão“, resultando numa lavoura que, apesar das nuances, encontra um propósito comum.

    Analisando os poemas de José Dias Rodrigues, Matias destacou a centralidade de Alcoutim, das paisagens, da natureza e das pessoas, com o Guadiana a assumir um papel preponderante. Evidenciou temas como a saudade, o amor, a velhice, a tristeza, a esperança e a liberdade, sublinhando a homenagem aos poetas Luzano Camões, Flor Bela, Tadão Pessoa, Sofia, Joaquim Pessoa e António Leixo.

    Particularmente emotiva foi a referência ao poeta Carlos Escobar, falecido em 2024, com a leitura de um poema a ele dedicado.

    No que concerne à “lavoura” de Fernando do Marmeleiro, Matias salientou a ligação umbilical a Alcoutim, mesmo nas voltas que o autor deu pelo mundo.

    Descreveu a obra como um retrato dos “chãos, cheiros e sabores” do mundo, com destaque para o Guadiana, o hogar, a esboa, a remota, a garboa e o tacar.

    Evidenciou temas como o amor, a saudade, a natureza, a revolução de Abril e o regresso à terra natal. Emocionado, Matias partilhou a sua experiência pessoal no Portel do Cargo, durante o 25 de Abril, ao analisar um poema de Marmeleiro.

    Após a apresentação, os autores tomaram a palavra. José Dias Rodrigues expressou o seu agradecimento à Câmara Municipal, à Vereadora da Cultura e à Chefe de Divisão, Manuela Teixeira, pelo apoio fundamental na edição do livro. Reconhecendo a ausência de “grande interesse literário“, enfatizou o valor da obra como “testemunho” de dois amigos de Alcoutim sobre a terra e as suas vivências.

    Fernando do Marmeleiro agradeceu também ao município e a todos os presentes, partilhando a génese da colaboração com José Dias Rodrigues.

    Sublinhou a importância de ler e compreender a poesia, convidando os presentes a “perceber” os poemas em vez de simplesmente os ler. Tal como Matias, homenageou Carlos Brito, lendo o poema “Só por livre pensamento“, dedicado ao poeta alcoutenejo.

    A apresentação de «Meio Arado» foi um momento de celebração da cultura local, da amizade e da poesia. A obra, que já se encontra disponível, promete tocar os corações dos alcoutenejos e de todos aqueles que se identificam com as memórias, as tradições e os afetos da região.

  • A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Verdade como Risco e Queda na Nova Obra de Miguel Godinho

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, teve uma plateia de entusiastas da literatura na apresentação do mais recente livro de poemas de Miguel Godinho «O equilibrio que se perde por dentro».

    A obra foi editada pela Espúria, colecção ILÌDIMA, representada por Pedro Jubilot, de um coletivo literário algarvio que explora a temática da verdade como um risco, uma inevitabilidade que conduz à queda e ao desequilíbrio.

    José Carlos Barros, prémio Leya da literatura portuguesa, foi o apresentador convidado neste evento cultural que contou com a presença de diversas figuras ligadas à cultura local. Assistiram também representantes da Câmara Municipal, da divisão de arquitetura e da educação

    Durante a apresentação, foi destacado o papel de Miguel Godinho como um «ativo enorme da cultura do território», elogiando o seu trabalho com a comunidade, em particular com os jovens, através dos projetos desenvolvidos na biblioteca.

    Pedro Jubilou, da Espúria, explicou que a escolha de Miguel Godinho para inaugurar a nova coleção da editora foi unânime, sublinhando a qualidade e originalidade da sua escrita. «Estamos muito contentes com o livro, e o que interessa mesmo é falar sobre o livro e sobre o autor» afirmou o editor.

    José Carlos Barros, por sua vez, ofereceu uma leitura pessoal e profunda da obra, destacando a sua estrutura conceptual e a presença de uma tese central que coloca a verdade como um risco que implica perda e instabilidade.

    «A palavra-chave deste livro é a verdade. O princípio condutor deste livro é o de que a verdade se assume como um risco», explicou José Carlos Barros, acrescentando que «a grande questão não é a de cair, que é inevitável. É o estrago que isso nos traz».

    O escritor premiado e crítico literário explorou ainda a intertextualidade presente nos poemas, estabelecendo ligações autores como Allen Ginsberg e Luísa Neto Jorge, e sublinhou a importância da ética como elemento central da obra.

    «O equilíbro que se perde por dentro» promete ser um livro que desafia o leitor a confrontar-se c byom a sua própria busca pela verdade, com os riscos inerentes a essa procura e com a inevitabilidade da queda. A obra está já disponível nas livrarias e promete dar que falar, no panorama literário regional.

    A cerimónia contou com a presença na mesa de Fernado Horta, em representação da câmara municipal anfitriã na Biblioteca Municipal.

    O autor

    Miguel Godinho tem 46 anos, é licenciado em Património Cultural, pós-graduado em História do Algarve. É autor de vários trabalhos de investigação sobre temas relacionados com o património cultural algarvio. É colaborador em alguns jornais com artigos de opinião e crónicas. Está representados em antologias e revistas nacionais e estrangeiras.

    Tem publicados: Os nossos dias, Os lugares Antigos, Poemário prostibular, O Tempo por entre as fendas, e Vertigem.

    Para o autor, este livro é-lhe necessário, na sequência dos acontecimentos de saúde e vida profissional e representa um intervalo de dez anos, desde a sua última publicação, marcados pelo fato de ter deixado precisamente à dez anos de exercer uma função na vida pública.

    «Continuamos por aqui, somos teimosos e vale a pena aproveitar para continuar», sublinhou.

    Para o autor destas linhas, «o Miguel sabe ordenar o Mundo com palavras que podem parecer desarrumadas, mas atravessam precipícios como se lá estivesse o arame invisível do funambulismo

    reportagem de José Estêvão Cruz

  • Gradiva despediu-se dos leitores

    Gradiva despediu-se dos leitores

    Após 45 anos a moldar o panorama editorial português, o fundador da icónica editora passa o testemunho a Manuel S. Fonseca, garantindo a continuidade de um projeto que marcou gerações de leitores com a divulgação científica e a ficção de prestígio.

    Lisboa – Guilherme Valente, a figura incontornável por trás da Gradiva, anunciou a sua jubilação 45 anos após ter fundado uma das mais influentes editoras portuguesas. Num movimento que visa assegurar o futuro e a identidade da marca, a gestão da Gradiva será integrada no projeto editorial da Guerra e Paz, liderado por Manuel S. Fonseca.

    Figura central da edição em Portugal, Guilherme Valente foi o arquiteto de um catálogo multifacetado que se destacou em duas frentes aparentemente distintas, mas unidas pelo rigor e pela qualidade. Por um lado, criou um fenómeno de divulgação científica com coleções como a “Ciência Aberta”, que, segundo o comunicado, “despertou vocações e fez nascer cientistas”. Por outro, afirmou-se como um editor de referência na ficção, publicando autores como o Nobel da Literatura Kazuo Ishiguro e Ian McEwan.

    O seu trabalho foi igualmente decisivo na valorização do pensamento e da cultura em língua portuguesa. Valente dedicou-se a reunir e recuperar a obra completa de ensaístas como Eduardo Lourenço e António José Saraiva, e mais recentemente do italiano Umberto Eco. Foi também o editor que identificou o potencial de José Rodrigues dos Santos, publicando o autor que se tornaria um dos maiores fenómenos de vendas do país e um “esteio de duas décadas da vida editorial portuguesa”.

    Na nota de imprensa, Valente justifica a sua decisão com a idade e o atual contexto cultural. “Se eu tivesse menos 10 anos veria seguramente a crise que vivemos – crise de cultura, de conhecimento, de exigência intelectual (…) – como um desafio”, afirma. “Hoje vejo-a como uma razão reforçada para entregar o bastião do que fizemos na Gradiva a quem reúne condições de talento, entusiasmo e, digamos, vitalidade, para prosseguir o mesmo combate e os mesmos ideais.”

    A escolha recaiu sobre Manuel S. Fonseca, a quem Valente descreve como “um Amigo que é um Editor, um dos raros a quem atribuo esse título e essa dignidade”. A transição, garante, será feita “sem solução de continuidade”, mantendo a essência do projeto e contando com elementos-chave da equipa que o ajudou a construir a Gradiva.

    Manuel S. Fonseca, editor da Guerra e Paz, encara o desafio como “um sonho” e uma “responsabilidade hercúlea”. Citando o escritor americano Delmore Schwarz – “Nos Sonhos Começam as Responsabilidades” –, Fonseca assume publicamente o compromisso de “manter a identidade da Gradiva como uma casa editorial de referência”. Promete ainda ser fiel ao espírito inovador de Valente, procurando “fazer nascer novos projectos editoriais” com o mesmo arrojo que caracterizou o seu antecessor.

    O acordo formal que entregará a gestão da Gradiva à Guerra e Paz será oficializado em breve. Com este passo, Guilherme Valente procura garantir que o património literário e científico que edificou continue a ser um agente criativo e relevante na paisagem cultural portuguesa, preservando o legado junto dos seus autores e dos milhões de leitores que a editora conquistou ao longo de quase meio século.

  • Apresentação do Livro “Punhefla, que Livraço” de Neto Gomes em Noite de Afetos

    Apresentação do Livro “Punhefla, que Livraço” de Neto Gomes em Noite de Afetos

    Vila Real de Santo António foi palco de uma noite de afetos e celebração literária com a apresentação do 25º livro de Neto Gomes, intitulado «Punhefla, que Livraço», editado pelo Município de Vila Real de Santo António.

    A obra, que homenageia quatro grandes amigos e figuras emblemáticas de Vila Real – António Rosa Mendes, Vicente Campinas, Fernando Reis e Manuel Gomes – foi apresentada por um amigo de longa data do autor, que destacou a complexidade e a responsabilidade de falar sobre Neto Gomes e a sua monumental obra. É prefaciada por ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

    Maria Luísa Travassos

    Maria Luísa Travassos descreveu Neto Gomes como um humanista multifacetado, com um currículo notável que inclui cargos de presidente de diversas associações (Grupo de Estudos Algarvios, Associação de Jornalistas Algarvios, Imprensa Desportiva), diretor do Clube Nacional da Imprensa Desportiva, chefe de gabinetes de imprensa em Lagoa, Loulé e Vila Real de Santo António, representante regional da Prevenção Rodoviária Portuguesa e secretário da Comissão Distrital de Segurança Rodoviária em Faro. Neto Gomes é também reconhecido como orador, jornalista, radialista, consultor, escritor e, nos últimos anos, investigador.

    Como jornalista, Neto Gomes deixou a sua marca em inúmeros jornais regionais e nacionais, com uma forma de escrever ímpar. A sua mais recente obra, “Punhefla, que Livraço”, é o seu 25º livro, e recorda figuras populares da terra como Mestre Olímpio, Ulisses, Alfredo de Graça, Jica, Mestre Germano, Saraiva Rosa, Isabel Pato e Artur Travassos, que contribuíram para a cultura oral e a memória histórica de Vila Real.

    A obra vai além de um livro sobre a evolução etimológica do linguarejar das gentes de Vila Real, conseguindo caldear investigação histórica com tradição oral. Neto Gomes revela uma capacidade ímpar para descrever expressões, maneiras de falar e figuras populares, contextualizando-as no seu espaço e tempo. O livro regista uma riqueza cultural que se tem vindo a perder, para memória futura.

    A apresentação incluiu um depoimento de César Correia que descreveu Neto Gomes como «tão pequeno nome para distinguir um homem grande», um militante de causas que enobrecem, que persegue e luta por uma afirmação sustentável através da comunicação, das letras, da pesquisa e da oralidade.

    A sua jornada começou em 1944, em Vila Real de Santo António, e desde cedo demonstrou uma paixão pela informação e pelo entretenimento, tendo percorrido 14 Voltas a Portugal como speaker, sempre na frente, a descrever as corridas e a fazer o retrato do que se passava na estrada. A sua formação académica, social e profissional foi amparada pelos princípios da ética e da moral, vencendo cada curva da estrada da vida.

    Neto Gomes
    Com parceria Guadinforma
  • História e o Humor na Imprensa de Tavira

    História e o Humor na Imprensa de Tavira

    A apresentação do livro A História e o Humor na de Tavira, uma antologia de crónicas de jornais locais e regionais compiladas por Luís Horta e Ofir Chagas, destacou a importância da imprensa tavirense ao longo de mais de um século.

    O evento contou com a presença de diversas personalidades ligadas à cultura e à história da cidade, incluindo o vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira, o professor Eurico Palma, e outros autores e colaboradores da imprensa local.

    O livro reúne crónicas de dez jornalistas que marcaram a imprensa tavirense entre 1901 e 2009, preservando a memória e o legado de figuras emblemáticas como António Rosa Mendes, Sebastião Leiria, Arnaldo Anica, Liberto Conceição, entre outros.

    A obra não apenas revisita a história da cidade e da região, mas também evidencia o papel do jornalismo local como veículo de crítica, reflexão e registo dos acontecimentos.

    Durante a apresentação, Ofir Chagas e Luís Horta explicaram que a motivação para esta compilação surgiu da necessidade de homenagear os antigos cronistas e perpetuar a sua influência no jornalismo e na identidade cultural de Tavira.

    Destacaram ainda a independência editorial e o compromisso com a verdade, valores que sempre caracterizaram a imprensa regional.

    O evento foi também uma oportunidade para recordar episódios históricos, como a relevância de Tavira na Primeira Invasão Francesa e a transformação do seu património ao longo dos séculos.

    Alguns excertos das crónicas foram lidos, incluindo textos de humor e de análise crítica sobre a sociedade e a política, sublinhando a riqueza e diversidade do jornalismo tavirense.

    O vice-presidente da Câmara Municipal encerrou a sessão reforçando a importância da obra para a preservação da memória local e agradecendo o contributo dos autores na valorização do património cultural da cidade.

    O livro foi apresentado como um registo essencial para compreender Tavira e a sua história através das palavras dos que a escreveram e testemunharam ao longo das décadas.

  • «Roubei um Livro na Cabine e Hoje vou Ler»

    A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, acolhe a oficina performativa «Roubei uma Livro na Cabine e Hoje vou Ler» de João Brito do LAMA Teatro, entre 05 e 07 de fevereiro, entre as 18:00 e as 20:30horas. A apresentação / performance terá lugar, no seguinte dia 8, pelas 21:30 horas., no mesmo local.

    Os participantes vão ser convidados a «roubar» um livro de uma cabine de leitura, surripiando palavras de outrem que ecoam de certa maneira no seu íntimo. A ideia consiste em trazer um livro e as consequentes palavras para que se possa explorar a relevância desse objeto e seu conteúdo.

  • Mendes Bota apresenta em Loulé «Palavras em Saco Roto»

    Mendes Bota apresenta em Loulé «Palavras em Saco Roto»

    O Mendes Bota, destacou-se no passado na política algarvia, como presidente da câmara municipal de Loule e como deputado pela região do Algarve e pretende, com este seu livro, colocar um dedo no que considera «um urbanismo suicida; a betonização brutal em curso da faixa litoral do Algarve; a explosão descontrolada da construção clandestina; o colapso das infraestruturas de saneamento; a carência de água face aos consumos atuais e futuros; a saturação da rede viária; a falta de estacionamentos; a densificação exagerada dos centros urbanos.»

    Nele se mostra preocupado com o que considera «a privatização encapotada das praias; a necessidade de habitação a custos controlados; a lógica perversa do financiamento autárquico, baseada no metro quadrado de construção; a descaracterização cultural e arquitetónica da região.»

    Entende que existe «a impunidade da grafitagem generalizada; o agravar das desigualdades interior/litoral; a debilidade da diversificação da atividade económica; os contrastes sociais extremos; o campo livre para os traficantes das adições e das migrações; a insegurança e a criminalidade crescentes.»

    José Mendes Bota entende que se nada for feito, em função do que denuncia e ali publica, para memória futura, chegaremos a um desatre, embora considere que, ainda se vai a tempo.

    A introdução da obra vai estar a cargo do editor Nuno Campos Inácio e do professor doutor José Carlos Vilhena de Mesquita, finalizando com a intervenção do autor, seguida de sessão de autógrafos.

  • Fichas de livros gratuitas em Castro Marim

    O Município de Castro Marim ofereceu a todos os alunos do primeiro ciclo do agrupamento de escolas os livros de fichas das disciplinas de português, matemática, estudo do meio e inglês, anunciou-te a autarquia.

    Em comunicado, a autarquia dá nota de a medida se destina a amenizar os «elevados em cargos financeiros que o início antes de falar apresenta plus encarregados de educação em família e adianta que representam combate à explosão ou prover igualdade não sei escolar e eu também não complemento à medida de oferecermos mas não é de chocolate são 300 os alunos.

    As fichas ficam con pessoas e foram as entregues às turmas das escolas de Castro Marim.

  • Concerto Solidário no «Velho Cavalinho»

    Concerto Solidário no «Velho Cavalinho»

    Amanhã, sexta-feira, 13 de Setembro às 21h30, no Velho Cavalinho Taberna Medieval há um concerto solidário para ajudar o Rafael, reunindo uma mão cheia de artistas por «uma causa bonita».

    Como um miminho para ajudar o Rafael, o livro da Célia Segura vai estar à venda e reverterá integralmente para o príncipe. Ainda há lugares

  • Manuel Palma com livro de memórias em Castro Marim

    Manuel Palma com livro de memórias em Castro Marim

    Manuel Palma, aos 89 anos, reuniu neste seu livro diversos episódios sobre estes períodos da sua vida, contando com a presença e forte apoio de familiares e amigos do autor, na apresentação da obra.

    Houve um momento musical protagonizado pelo exímio músico Nélson Conceição e contou com convidados especiais que fizeram questão de participar através da Internet, como foi o caso do professor Pedro Tavares.

    A participação em formato online decorreu no dia em que se comemoravam os 25 anos do referendo de independência de Timor, estabelecendo-se uma ligação com aquele professor a lecionar em Díli, sendo mensageiro da Língua Portuguesa.

    A cultura local viu-se valorizada com a partilha de histórias de uma adolescência distante, bem marcada pelo período da ditadura em Portugal. A simplicidade das histórias e dos sonhos vividos fazem sempre parte da cultura de um povo.

    Trata-se do sexto livro deste autor natural do concelho de Castro Marim e consiste num «bem-disposto e fiel relato dos anos 40 e 50 do século XX, no qual a sua geração, certamente, se identificará».

    A obra recolhe uma série de pequenos apontamentos que evocam os momentos mais marcantes da infância e adolescência do autor, que já conta com um vasto leque de obras editadas, maioritariamente de poesia.

    Para Pedro Tavares, autor do prefácio deste livro, trata-se de um «trabalho louvável, quer pela ideia, quer pela concretização, numa visão que nos traz dinâmicas de outros tempos, desde a escola à vida caseira, da natureza às tradições».

    Manuel Palma é membro da tertúlia poética transfronteiriça, Poetas do Guadiana.

  • Palavra Proibida na BM Vicente Campinas

    Palavra Proibida na BM Vicente Campinas

    A exposição de Livros PALAVRA PROIBIDA, está aberta na Biblioteca Municipal Vicente Campinas em Vila Real de Santo António-

    No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a Biblioteca organizou uma mostra com o intuito de evidenciar a vastidão de livros cuja circulação foi proibida pela ditadura.

    Se não puder deslocar-se à Bibioteca, o que é sempre melhor, e mais abrangente, pode ver a exposição dos vários livros expostos no vídeo:

    ./Carmo Costa

  • ‘Ser Frágil’ de Luísa Currito no dia bissexto

    ‘Ser Frágil’ de Luísa Currito no dia bissexto

    … Frágil é procurar a verdade quando se vive no mundo de mentiras…

    … um lindo poema um livro pode ter nascido de contemplação de morada de um pôr de sol…

    … noutra vida teremos oportunidade de Agir de outra forma, se ela existir…

    Maria Luísa Currito nasceu em 8 de dezembro de 1952, em Vila Real de Santo António onde reside. Formou-se no Magistério Primário de Faro em 1972. Em 1995 licenciou-se em história na Universidade Nova de Lisboa. Foi como professora que teve a sua principal atividade e, no âmbito da educação, desempenhou, ainda, o cargo de Delegada Escolar e o presidente do Agrupamento de Escolas.

    Foi durante várias décadas membro da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco em Vila Real de Santo António. Exerceu vários carros políticos e regionais.

    Valoriza a família e sempre a teve como a sua prioridade. Ler e escrever são complementos essenciais à vida. Sempre viu na escrita um interlocutor passivo e recetivo a todos os sonhos, anseios, reflexões, frustrações e motivações.

    Pela sua recetividade e cumplicidade considera a escrita a forma ideal e fácil para libertar a criatividade e as emoções.

  • Livro apresentado em Castro Marim descomplica a menopausa

    Livro apresentado em Castro Marim descomplica a menopausa

    Com apresentação em breve já anunciada para a freguesia de Altura, foi já apresentado em Castro Marim, na Biblioteca Municipal, o novo livro de Cristina Mesquita de Oliveira, intitulado “Descomplicar a menopausa”.

    A obra aborda os mitos e mal-entendidos acerca da menopausa, os quais se tornaram o tema central da tertúlia e da apresentação.

    A autora do livro desempenha o cargo de presidente da VIDAs – Associação Portuguesa de Menopausa e a tertúlia contou com a participação da vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, da ginecologista especialista de menopausa, Anne Gompel, e da psicóloga clínica e da saúde, Lara Mendes.

    Segundo as especialistas presentes, os primeiros sintomas da menopausa podem surgir por volta dos 45 anos e não existe um sinal específico para o seu início, sendo diferente de mulher para mulher.

    Durante a sessão foi concluído que é importante os médicos dirigirem a sua atenção para com a menopausa, para acompanharem as cerca de um milhão de mulheres que vivem atualmente esta fase, uma vez que em 800 médicos ginecologistas, existem apenas 18 especialistas nesta área.

    O presidente da câmara municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, médico de profissão, afirmou haver «muito desconhecimento em relação a esta matéria» e salientou a necessidade dos profissionais de saúde de cuidarem destes casos com mais proximidade e atenção.

    Os presentes ficaram a saber o que acontece ao corpo de uma mulher durante as três fases do processo de menopausa, o que esperar do mesmo, os efeitos mais comuns, porque se manifesta, as melhores maneiras de lidar com a situação e ainda linhas de orientação sobre os vários tratamentos disponíveis como a medicina tradicional e complementar.

  • José Estêvão Cruz apresenta «Bochorno e Calmaria»

    José Estêvão Cruz apresenta «Bochorno e Calmaria»

    No âmbito das tertula transfronteirça «Poetas do Guadiana», de que é membro fundador, José Estêvão Cruz, apresenta, no próximo dia 15 de Dezembro, às 18:00 horas, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, o livro de poesia BOCHORNO E CALMARIA.

    Trata-se do quarto livro de poemas do autor, que tem também editados três romances pela Editora Guadiana e outros três pela Viprensa – Jornal do Algarve.

    José Estevão Cruz nasceu a 20 de julho de 1947, em Vila Real de Santo António, estudou nas escolas secundária de Vila Real de Santo António e de Faro. Concluiu o Curso de Formação Bancária. Foi empregado bancário.

    Desde cedo se dedicou à escrita, mas apenas publicou o primeiro romance em 1996. Entretanto, foi jornalista, tendo sido premiado pela RTA e mérito pelo Governo.

    Foi também deputado pelo PCP na Assembleia da República e exerceu diversos cargos no município de Vila Real de Santo António, onde atualmente exerce o cargo de deputado municipal.

    É diretor deste diário FOZ – Guadiana Digital.

    OBRAS DO AUTOR:
    Livros de José Estêvão Cruz empilhados.
  • Santo António de Arenilha salta para a História com Fernando Pessanha

    Santo António de Arenilha salta para a História com Fernando Pessanha

    A separata, foi editada pela Editora Guadiana, leva por título «Cartografia de Uma Vila Régia Artilhada Contra Ayamonte» na «Separata de cartografia de uma vila régia artilhada contra Ayamonte», ao abrigo das «Jornadas de Historia de la my Noble y Leal Cudad de Ayamonte Vol. XXV2022» do investigador e historiador vilarrealense.

    A sessão contou com a participação de numeroso público interessado na evolução de Vila Real de Santo António, cujos tempos anteriores e motivos para ser erigida pelo Marquês de Pombal, no reinado de D. José I, ocorreram durante a Revolução Iluminista que percorria a Europa.

    A investigação foi apresentada no âmbito do ciclo «Arquivo entre Histórias» e constitui mais um contributo para a construção do conhecimento sobre o que foi a vila régia fundada na foz do Guadiana, entre a sua edificação e momentos incontornáveis da nossa história contemporânea, como a Guerra das Laranjas ou as invasões francesas.

    Estiveram também presentes o vereador da autarquia com o pelouro do Património Material e Imaterial, Fernando Horta, e da presidente da Assembleia Municipal de VRSA, Célia Paz.

    José Estêvão Cruz, por procuração da diretora do Jornal do Algarve, leu um texto de saudação ao historiador Fernando Pessanha. Aquele jornal vem apoiando a publicação dos trabalhos do autor inserindo mensalmente na revista encartada no corpo do jornal, dedicada aos assuntos da cultura.

  • Feira do Livro de Mértola

    Feira do Livro de Mértola

    A cargo da Biblioteca Municipal, a feira promete mais uma vez reafirmar o propósito coletivo que a autarquia tem em criar comunidades leitoras, promovendo o gosto pelos livros, pela leitura e por muitas outras literacias.

    Ao longo de seis dias, será possível assistir a exposições, sessões de contos, apresentações de livros, oficinas, conversas, espetáculos de teatro e música que contam com a presença de autores como Cristina Taquelim, David Machado, Margarida Botelho, entre outros.

    Leitura, alegria e cor é o que é proposto, ao longo desta semana de atividades que integra o PLLM – Plano Local de Leitura de Mértola.
    A Feira do Livro de Mértola tem como parceiros/ colaboradores a Santa Casa da Misericórdia de Mértola, o Agrupamento de Escolas de Mértola e a Delegação de Mértola da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

  • António Cabrita apresentou «Na Bordinha D’Água»

    António Cabrita apresentou «Na Bordinha D’Água»

    Na mesa, estiveram presentes, para além do autor, Assunção Constantino, da Biblioteca Municipal Vicente Campinas que conduziu a cerimónia, Álvaro Araújo, presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Luís Filipe Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Cacela e José Estêvão Cruz, nosso diretor, que fez a recensão da obra.

    Durante a leitura, verificou-se que a poesia de António Cabrita ganha outra dimensão quando lida em voz alta e tal foi notado não apenas numa única leitura, mas em todos os participantes dos «Poetas do Guadiana» que fizeram a leitura.

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    Entre palavras, o violinista Ayamontino, Paco Barrera, tocou para a assistência trechos de música clássica.

    Leram poemas do livro «Na Bordinha DÁgua», António Machado, Áurea Nobe, Célia Segura, Clémen Esteban Lorenzo, Ema sequeira e José Carlos Barros,

    A análise ao livro

    Convidado pelo autor para fazer a apresentação do seu livro, José Estêvão Cruz disse:

    «Os poemas que compõem este livro de António Cabrita relatam as reflexões, inquietações, a rejeição, o apoio, as maneiras de que tem de ver e de ser e, ainda, as que a presença diária numa praia como a da Manta Rota, de areia fina e mar tranquilo, suscita em todos quantos conseguem ver para além dos grãos de areia e do marulhar das ondas, na imensidão do mar em frente, acrescentam reflexões, alegrias, angústias e criam a inquietação e a vontade de plasmar os sentimentos muito pessoais em forma de verso.

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    Autógrafos

    Este livro é todo ele António Cabrita na sua autenticidade, na sua personalidade impactante, na maneira de ser controversa, direta, sem filtro, com algum calão à mistura, que em toda a sua vida expôs onde esteve, inclusivamente nos areópagos da política.

    A capa do livro, só por si, mostra um quadro para além da beira de água que lhe dá nome, onde é possível, no mesmo enquadramento, avistar a mata vetusta e as duas cidades irmãs, Vila real de Santo António e Ayamonte, banhadas pelo Guadiana, o grande rio do Sul, as quais fizeram nascer no António e noutros poetas locais. nos quais me integro, a vontade de constituir um grupo que desse expressão e divulgação à nossa veia poética, afirmando e formando os «Poetas do Guadiana».

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    Sala cheia

    No grupo dos «Poetas do Guadiana», António Cabrita é um destacado membro, pela capacidade de coordenação e organização e, mais do que estas competências, na atividade da sua presença e participação em dezenas de eventos já realizados, contando com respeito e o carinho não apenas do que estamos na margem direita do Guadiana, mas também nos poetas participante da vizinha Ayamonte, cuja da vida cultural, em várias artes, faz parte da respiração da cidade. Atividade que tem também prolongado por vários lugares da província de Huelva.

    Os poemas, de cunho muito pessoal e por vezes com arguta dureza para os que considera adversários, própria da sua inegável e controversa maneira de pensar e da forte personalidade; própria das reflexões sobre a vida e o lugar que cada um nela ocupa,  os poemas, sublinho, não se livram da outra paixão do autor, a gastronomia, atividade que abraçou e ocupa agora o lugar, durante o interregno autoproposto, da sua atividade autárquica, onde desempenhou um papel decisivo para as posições da força política que ali representou, no plano local.

    O grupo Coração da Cidade fez as honras do ligeiro lanche, no final.

  • Crise na edição literária no Algarve

    Crise na edição literária no Algarve

    Foi esse mesmo o lamento apresentado pelo coletivo da Espúria, «um projeto criado por um grupo de amigos e escritores preocupados com o estado da literatura em Portugal e particularmente no Algarve», uma revista que reúne poetas, romancista e intelectuais dedicados ao trabalho das letras, sem o qual não encontram motivação para a sua realização pessoal e laboração em prol de uma atividade essencial às veias das modernas sociedades.

    Naquele que foi o Quinto Encontro, a apresentação da mais recente edição da revista Espúria, foi orientada por Assunção Constantino, em representação da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, e Luís Ene e Pedro Jubilot, em representação do coletivo da Espúria.

    al guitasr duo
    al guitar duo

    A «Espúria XX23» é um zine literário, com a fotografia do centenário farol de Vila Real de Santo António na capa, da autoria de Carlos Afonso, da «Associação Um Quarto Escuro». A sessão de apresentação intercalou a leitura das participações de cada autor na atual edição da revista com momentos musicais de música clássica, de sabor andaluz, pelo «Al Guitar Duo», integrado pelos guitarristas André Ramos e Luís Fialho.

    Participam nesta edição Dário Agostinho, Luís Ene, Vitor Gil Cardeira,Rogério Cão, Sara Monteiro, Cláudia Sofia Sousa, Cláudia Tomé Silva, José Carlos Barros, Marco Macaaij, João Miguel Pereira, Jesús Gonzales Francisco, Ana P de Madureira, Pedro Jubilot, Clara Lourenço, Fernando Pessanha e Paulo Moreira, a maioria presente.

    Na sessão, também teve lugar a apresentação do livro «À minha Maneira», da autoria de Luís Ene, com a chancela «Sílabas e Desafios», com 21 haikus, poemas do japão, mas escritos na língua portuguesa, com um curioso e inovador grafismo. O livro tem prefácio de Pedro Jubilot.

    A ssesão contou com o apoio do município de Vila Real de Santo António.

    ./ josé estêvãocruz

  • Aluna do 9º ano apresenta livro em Alandroal

    Aluna do 9º ano apresenta livro em Alandroal

    O livro, integra o projeto «Ler e Contar a Diferença», o qual tem como principais objetivos «promover a igualdade de acesso a material de leitura a todos os alunos, recorrendo à adaptação de obras específicas para o Sistema Pictográfico de Comunicação (SPC) e à sua narração, potenciando junto de alunos não leitores, a compreensão de diferentes obras literárias».

    O projeto, para além da criação da aluna, contou também com a colaboração de vários colegas e de Mónica Baltazar, terapeuta da fala do Agrupamento de Escolas de Alandroal, que ajudou Daniela Carolino a escrever o livro e também nas leituras para a criação do audiolivro.

    Visto em https://radiocampanario.com/ultimas/regional/fotogaleria-apresentacao-do-livro-saul-nas-margens-do-guadiana-na-eb-diogo-lopes-de-sequeira-em-alandroal
  • Quarto livro sobre a habitação SAAL no Algarve

    Quarto livro sobre a habitação SAAL no Algarve

    O arquiteto Miguel Reimão Costa entregou ao arquitecto Zé Veloso um exemplar do quarto livro da colecção «Operações SAAL – Cidade Participada: Arquitectura e Democracia – Algarve», do qual foi coordenador conjuntamente com a arquiteta Ana Alves Costa.

    O SAAL foi criado por despacho conjunto, de 31 de Julho de 1974, do Ministro da Administração Interna, Manuel da Costa Brás, e o Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, Nuno Portas, do II Governo Provisório, e definia o apoio do Governo «à iniciativa dos moradores mal alojados e incentivos para os mesmos se organizarem em cooperativas de habitação ou associações de moradores».

    Nas palavras do Zé Veloso, aquele que é visto por Nuno Portas como o «arquiteto pragmático« e por dona Luísa Moreira como o «arquitecto que fez casas para os pobres», «o SAAL não foi apenas um programa do governo para eliminar barracas e construir casas», mas «o 25 de Abril a dizer a cidadãos marginalizados que podiam praticar direitos democráticos que passavam a possuir». E foi assim que, no Algarve, o SAAL foi entendido e se desenvolveu.

    Apesar da enorme oposição de muitos com responsabilidades políticas e sociais que, ou não entenderam o processo ou viam os seus interesses e privilégios de classe postos em causa, e a oposição, incúria e desprezo por parte da maioria das autarquias, pelo que social e politicamente o SAAL representava, tudo fizeram para o travar, entre Agosto de 1974 e Outubro de 1976, 1324 famílias associaram-se e ergueram 25 bairros em vários concelhos do Algarve.

    Infelizmente muitas outras ficaram por realizar.

    ./Miguel Veloso