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Etiqueta: Literatura

  • Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Cepa Torta incentiva escrita por mulheres

    O panorama teatral em língua portuguesa tem uma nova janela de oportunidade.

    Estão oficialmente abertas as candidaturas para a 6.ª Edição do prestigiado Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, uma iniciativa crucial para o reconhecimento e divulgação das criadoras contemporâneas. O prazo para submissão de peças termina a 31 de março.

    Promovido pela Companhia Cepa Torta, este prémio nasce da missão de incentivar, reconhecer e divulgar a dramaturgia escrita por mulheres. A iniciativa visa preencher lacunas no palco e fortalecer as vozes femininas na literatura dramática, garantindo que novas obras cheguem ao público e à crítica.

    A elegibilidade é clara e inclusiva. O concurso destina-se a pessoas singulares, maiores de idade, que se identifiquem com o género feminino — abrangendo escritoras cisgénero e transgénero. O requisito principal é a apresentação de uma obra dramatúrgica inédita e que nunca tenha sido representada publicamente.

    O reconhecimento da obra vencedora é multifacetado e altamente valorizado no meio. Além de um prémio pecuniário de 1.000 euros, a autora garante a edição em livro da sua peça, fruto de uma parceria com a editora Douda Correria. Mais importante, a peça será integrada na programação de 2026 do Festim Esta noite grita-se, assegurando a sua produção e estreia perante o público.

    Ao longo das suas cinco edições, o prémio já se estabeleceu como um marco, distinguindo talentos emergentes e consolidados. Entre as autoras laureadas encontram-se Sabrina Marthendal, vencedora da 5.ª edição com a peça ‘Pedral’, e Luz Ribeiro, distinguida pela obra ‘Lacuna’ na edição anterior. Nomes como Sofia Perpétua, Maria Giulia Pinheiro e Lara Mesquita também figuram na lista de vencedoras, atestando o impacto da iniciativa.

    A Companhia Cepa Torta convida todas as dramaturgas a apresentarem as suas criações. Os regulamentos completos da 6.ª edição, bem como um conjunto de Perguntas Frequentes (FAQ) que ajudam a esclarecer dúvidas, estão disponíveis para consulta. Em caso de necessidade de esclarecimentos adicionais, as interessadas podem contactar a organização através do email producao@cepatorta.org. Não perca a oportunidade de partilhar a sua escrita e fortalecer a dramaturgia feminina em Portugal.

  • Maria Francisca Gama apresenta «Cicatriz»

    Maria Francisca Gama apresenta no dia 11 de outubro, na Biblioteca Municipal de Castro Marim, às 18 horas o seu livro “A Cicatriz”, da jovem escritora

    O livro da jovem escritora “A Cicatriz” desperta uma reflexão sobre as decisões que adotamos no nosso dia-a-dia, e procura ser «um relato profundo e duro, escrito na primeira pessoa, que se debruça sobre a finitude da vida, as decisões irrefletidas que a moldam e o conceito de amor eterno, com a cidade maravilhosa como pano de fundo».

    O argumento do livro

    No seguimento de “A Profeta”, esta obra conta a história de um casal foi de férias para o Rio de Janeiro, numa viagem que prometia ser inesquecível.

    Depois de dias encantadores, banhados pelo sol e pelo espírito leve e sempre em festa carioca, aproveitam uma das últimas noites para irem jantar fora.

    Quando terminam a refeição, satisfeitos e apaixonados, decidem ir a pé para o hotel, mas não se recordam se o caminho mais perto é pela esquerda ou pela direita.

    A apresentação da obra vai contar com a presença da autora, que participará ainda numa sessão de autógrafos.

    Maria Francisca Gama nasceu em Leiria em 1997 e aos 17 anos mudou-se para Lisboa e formou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

    Trabalhou num escritório de advogados e, mais tarde, numa agência de comunicação. Atualmente divide o seu tempo entre a escrita e a leitura, o trabalho criativo por conta de outrem e as explicações de língua portuguesa.

  • José Carlos Barros em Lagoa

    A Biblioteca Municipal de Lagoa prossegue, no próximo dia 25 de setembro, pelas 18h00, com a rúbrica «Celebrando a Liberdade», um ciclo de palestras literárias que se está a realizar ao longo de 2024.

    O tema desta sessão é As Palavras, o Mundo e tem como convidado o escritor e erquiteto Paisagista José Carlos Barros. A apresentação ficará ao cuidado de Maria Luísa Francisco, e a entrada é livre.  

    José Carlos Barros é arquiteto Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela. Foi director do Parque Natural da Ria Formosa e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    É autor de três romances, tendo vencido o Prémio LeYa com As Pessoas Invisíveis (Abril de 2022). O seu mais recente livro, Taludes Instáveis – Poemas Escolhidos, Publicações Dom Quixote, Março de 2024,, reúne doze títulos de poesia publicados entre 1984 e 2023.

     O ciclo de palestras literárias «Celebrando a Liberdade» pretende criar cumplicidade entre os diferentes convidados(as) e os leitores, assim como, assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.   

    O acesso é livre, apenas limitado à lotação existente.   

  • «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    «Taludes invisíveis» coletânea de José Carlos Barros

    José Carlos Barros, poeta e escritor, primeiro prémio Leya, apresentou na Biblioteca Municipal Vicente Campianas, na passada sexta-feira, a sua mais recente obra literária intitulada «Taludes Instáveis» onde a obra do poeta foi dissecada por Miguel Godinho, em sessão dirigida por Assunção Constantino e que contou com a presença do vereador de pelouro Fernando Horta.

    José Carlos Barros, natural de Boticas, 1963, e vive em Vila Nova de Cacela. É lá que tem produzido as suas mais recentes obras literárias, ao mesmo tempo que prepara a obra artística no campo da pintura, tendo já realizado algumas exposições dos seus quadros.

    Grupo reunido em apresentação de livro.

    Taludes Instáveis , livro que tem na capa uma pintura do neto, é uma coletânea dos seus livros de poemas, publicados até hoje, Pequenas Depressões, 1984, em colaboração com Otília Monteiro Fernandes, Uma Abstração Inútil, 1991, Todos os Náufragos, 1995, Teoria do Esquecimento, 1996, As Leis do Povoamento, 1996, As Moradas Inúteis, 1997, Rumor, 2011, O Uso dos Venenos, 2014, A Educação das Crianças, 2020, Penélope Escreve a Ulisses, 2021, Estação, os poemas do DN Jovem.

    José Carlos Barros é atualmente vereador na câmara municipal de Vila Real de Santo António, onde já desempenhou o cargo de vice-presidente, e foi deputado na Assembleia da República e Diretor da Reserva da Ria Formosa.

    A poesia de José Carlos Barros

    Miguel Godinho apresentou a obra ao público que acorreu à Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António e destacou que a importância da presença da natureza e do mundo natural na obra de Barros não pode ser subestimada.

    Através de suas palavras, somos transportados para paisagens exuberantes, onde o pulsar da vida se entrelaça com a poesia. A escrita é permeada por uma sensibilidade única, capturando a essência das paisagens rurais e a complexidade das interações humanas com o ambiente natural.

    Taludes Instáveis não é apenas uma coleção de poemas; é uma jornada pela vida e pela mente do autor. A organização dos poemas reflete não apenas a cronologia de sua vida, mas também a evolução de suas ideias e emoções ao longo do tempo. Desde os primeiros versos da juventude até as reflexões mais maduras e profundas da idade adulta, Barros nos presenteia com uma visão panorâmica de sua experiência humana.

    A influência de outros poetas contemporâneos é evidente em sua escrita, mas Barros tem o mérito de transcender influências para criar um estilo único e inconfundível. A obra ecoa as vozes de poetas passados e presentes, mas nunca perde sua singularidade, oferecendo uma contribuição distinta e valiosa para o cânone literário.

    Com Taludes Instáveis , José Carlos Barros reafirma seu lugar como um dos principais escritores da atualidade. O estilo minimalista e suas temáticas profundas cativam os leitores, enquanto a habilidade em evocar emoções e memórias perdura muito além das páginas do livro.

    Com a publicação em editoras de renome, como a D.Quixote, Taludes Instáveis está a ser bem acolhida por críticos e leitores, consolidando ainda mais o talento de José Carlos Barros.

    Pontos principais:

    Na relação entre poesia e realidade, o poeta questiona a ideia de que a poesia não serve para nada, defendendo que ela pode ser usada para descrever o mundo de forma profunda e significativa e compara a poesia a um barco que pode navegar pelos rios da vida, levando-nos a lugares inesperados.

    José Carlos Barros acredita que a poesia deve olhar para o passado, não com nostalgia, mas sim para buscar sabedoria e ensinamentos que possam ser aplicados ao presente.

    Destaca a importância da memória para lembrarmos das coisas boas e ruins do passado, e para nos ajudar a tomar melhores decisões no futuro.

    Na relação entre a vida rural e a sabedoria das comunidades antigas, celebra a vida rural e a sabedoria dos que viviam em harmonia com a natureza. Critica a sociedade moderna, que se afastou da natureza e perdeu a capacidade de viver de forma simples e sustentável.

    Falando sobre a beleza e a ética, o autor entende que a beleza e a ética estão intimamente ligadas e acredita que a arte deve ser usada para promover valores como a justiça, a igualdade e a compaixão.

    A poesia desvenda os mistérios da vida, sendo que a linguagem poética é poderosa e pode ser usada para expressar sentimentos e ideias complexas. É uma forma de arte que nos conecta com o mundo natural e com a nossa própria humanidade. É importante ler e apreciar a poesia, pois ela pode nos enriquecer como pessoas.

    Uma leitura da obra confirmará estas apreciações.

    Mãos segurando livro de poesia de José Carlos Barros.

    Fotos do evento por José Luís Rua Nascer

  • Morreu Nuno Júdice poeta relevante

    Morreu Nuno Júdice poeta relevante

    Nascido na Mexilhoeira Grande, concelho de Portimão, faleceu ontem, domingo 17 de Março o poeta, ensaísta, ficcionista e professor universitário, Nuno Júdice, destacado intelectual na Geração de 70 e um dos principais autores numa época de transição de poesia portuguesa.

    A sua morte foi lamentada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que, para além da obra poética referiu trabalho de Nuno Júdice, por décadas e décadas em diferentes instituições, em contributo maior para a singularidade, o cosmopolitismo e a projeção da literatura portuguesa.

    Estreou-se na literatura em 1972 com a obra «A Noção de Poema» e, ao longo da carreira literária, foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, em 2013, o Prémio Pen Clube, o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus. Recebeu tasmbé, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, por «Meditação sobre Ruínas», e foi finalista do Prémio Europeu de Literatura.

    Foi professor associado da Universidade Nova de Lisboa, instituição onde se doutorou em 1989 com a tese «O espaço do conto no texto medieval».

    Nuno Júdice foi, até 2015, professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, desmpenhou o cargo de diretor da revista literária Tabacaria (1996-2009) e foi comissário para a área da Literatura da representação portuguesa na 49.ª Feira do Livro de Frankfurt. Desempenhou, ainda, funções como conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Paris (1997-2004) e foi diretor do Instituto Camões na capital francesa.

    Organizou a Semana Europeia da Poesia, no âmbito da «Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura», e dirigiu a Revista Colóquio-Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian.

  • Rui Cruz apresentou «Verão de Partida» em Castro Marim

    Rui Cruz apresentou «Verão de Partida» em Castro Marim

    O livro é inspirado no Baixo Guadiana e na terra mítica de Castro Marim, que atrai novos residentes, como é o caso da família do autor, que atualmente reside no concelho.

    Os presentes ficaram a conhecer um pouco mais sobre a história desta obra, que conta a aventura de uma família que decide subir o rio Guadiana de barco até Alcoutim, durante as férias de verão. Já na descida vivem uma grande quantidade de imprevistos, que culminam num acidente.

    Graças a essa mudança, a sua esposa, professora, deixou de fazer muitos quilómetros por dia, e um dos seus dois filhos trabalha em regime de teletrabalho, enquanto o outro exerce funções num novo empreendimento no território.

    Apresentação de livro com audiência em biblioteca.

    Os presentes ficaram a conhecer um pouco mais sobre a história desta obra, que conta a aventura de uma família que decide subir o rio Guadiana de barco até Alcoutim, durante as férias de verão. Já na descida vivem uma grande quantidade de imprevistos, que culminam num acidente.

    Tratando-se de uma história real que se desenrola entre Castro Marim, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Faro, esteve presente nesta apresentação a vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim, Filomena Sintra.

    Rui Cruz nasceu em Lisboa em 1966 e reside atualmente no concelho de Castro Marim. Formado em arquitetura, engenharia e network, foi empresário durante 30 anos na região de Lisboa, interrompendo a sua carreira quando realizou a mudança para o Algarve com a família, desenvolveu o gosto pela escrita e leitura.

  • António Cabrita apresenta «Na Bordinha da Água»

    António Cabrita apresenta «Na Bordinha da Água»

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    A apresentação está prevista para as 18:30 horas do próximo dia 25 de Outubro, quarta-feira, às 18:30 horas, no salão de reuniões da freguesia de Vila Nova de Cacela.

    Neste livro, em forma to A4, António Cabrita recolhe os poemas que escreveu entre os meses de Março e Maio, deste ano de 2023, «por aqui, por ali e por acolá», e decidiu juntar, como explica na nota introdutória.

    A inspiração do autor para esta obra foram «a água, o mar, a mesa, o tempo, o vento, a praia, o cão Duke, a Manta Rota e «outras coisas que me rodeiam, às quais não sou indiferente» e que foram os fatores influenciadores da escrita.

  • Um tavirense que nunca existiu conta as suas memórias

    Um tavirense que nunca existiu conta as suas memórias

    Na mesa, estavam presentes o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, Pedro Nascimento, Ana Cristina Matias, professora, Mariana Batista Machado, encarregada da Biblioteca da Misericórdia e o autor, Ofir Chagas.

    A cerimónia foi precedida de um momento musical acústico, proporcionado por dois amigos do autor, em Vila Real de Santo António, Mírian Rodrigues e José Cruz, seguindo-se, no final da cerimónia, uma visita guiada à Biblioteca onde ficam disponíveis para consulta as obras que conformaram a biblioteca do autor.

    Na análise da professora, Ana Cristina Matias, o ritmo narrativo é rápido, predomina a narração. O discurso direto é raro e a normalmente é muito bem escolhido, no sentido de ser uma afirmação de uma personagem que nos cativa. A quantidade das discrições, posso dizer que elas são são parcas, mas necessárias. Há, por exemplo, as várzeas da serra algarvia. A linguagem é clara. Há o narrar de factos históricos ou políticos relevantes para a cidade.

    A solicitação de Ofir Chagas, a Igreja foi entoada com uma salva de palmas em memória de Arnaldo Casimiro Anica, tavirense a quem muito se ficou a dever, pelo seu empenhamento cultural, numa simples homenagem «a esse conceituado historiador».

    Ofir Chagas fez alguns agradecimentos a pessoas que foram a base do lançamento do seu livro e afirmou que seria mesmo o último a ser publicado. Referenciou a atitude de Pedro Nascimento, Provedor da Santa Casa da Misericórdia pelo acolhimento da sua «singela biblioteca, com a consciência de que quando eu próprio desaparecer encontra uma longa existência e a utilidade que possa servir os tavirenses». Igualmente «por ter autorizado o lançamento deste livro neste histórico».

    Ausente fisicamente, mas presente na obra esteve o tavirense que nunca existiu Benvindo dos Reis Correia.

    A imagem é de Vitor Cardeira, que captou um momento extraordinário, na apresentação de um livro. Testemunhamos que a gata estava ali de livre vontade.
  • Carlos Brito apresenta em Faro «Estar Presente»

    Carlos Brito apresenta em Faro «Estar Presente»

    Carlos Brito, 90 anos, natural de Moçambique, atualmente a residir em Alcoutim, não se remete a uma atitude contemplativa e persiste em estar presente e intervir, o que se reflete nos seus versos, críticos e apelativos.

    O texto poético que apresenta carrega-se de imagens, metáforas e alegorias, onde transparecem as angústias da idade: a doença, a solidão, a decrepitude, a morte. Mas são as palavras natureza, paz, amor e ir em frente, as mais marcantes neste seu sétimo livro de poesia.

  • Encontro literário “Por um tempo de Paz 2023” em Huelva

    Encontro literário “Por um tempo de Paz 2023” em Huelva

    As «Conferências Literárias Por um tempo de Paz», encerraram em Huelva sob a consternação de um grave incêndio numa residência que tirou a vida a três jovens estudantes, encerrou ontem.

    «Três vidas que eram nossas. Agora a dor invade-nos a alma, cabe-nos talvez continuar a naturalizar a vida que eles cuidaram», lamenta o mentor Ramon Llanes.

    Acrescentou que a celebração destes encontros da Plataforma dos Poetas de Huelva pela Paz, por várias razões práticas; a necessária publicação do compromisso dos poetas pela Paz em momentos de tanto déficit dela; o elemento de coesão do grupo; a extensão dos valores humanos a esta realidade dinâmica que há quase oito anos suportamos com dignidade lírica.

    Também como ideal para a difusão dos conceitos de paz e poesia na sociedade de Huelva, como forma de mostrar as novas tendências literárias e culturais, a oportunidade de criar um fórum de debate sobre a Tarefa Perpétua da Paz, da Saúde e da Paz, da Paz na Mídia, da Voz das Crianças sobre a Paz, da Paz como Lei, da Gestão Emocional da Mulher no Público Função, da Gestão Cultural como Meio de Paz, da encenação do pensamento de alunos e professores no Dia Internacional da Paz Escolar, da voz dos atores a favor da Paz, da influência da música na Paz e vice-versa como bem como Paz na Fotografia.

    Foram 14 dias dedicados a estas filosofias, com cerca de 1.200 pessoas assistiram aos eventos. Os participantes foram presenteados com livros e poemas publicados. Livros e sonetos feitos de forma personalizada para as crianças com cadernos e recortes para as montagens.

    Os Poetas de Huelva pela Paz marcamos presença na imprensa, rádio e TV e principalmente nas redes sociais. Têm sido visitados por poetas de quase toda a província e também de Portugal e Sevilha, partilhando debates e poesia. Tem havido vários recitais de poesia, apresentação de livros, recitais de música e pré-formas e foi encenada e estreada uma peça de teatro. Foram partilhados, transmitidos e vividos muitos momentos de Paz.

    «E tudo isso com a magia do poeta; tudo estava no pensamento e um dia estalamos os dedos e a realidade fingida se realizou. Temos a magia de alguns deuses que sempre estiveram ao nosso lado de quem recebemos a melhor empatia e o mais humano dos agradecimentos»., comenta Ramon Llnaes e salienta os numerosos apoios recebidos pela iniciativa:

    Câmara Municipal de Huelva, Deputação Procincial de Huelva, Biblioteca Pública, Manuel A. Vázquez Medel, Casto Márquez Ronchel, Juan Chavez, Miguel Doña, María Ponce, Teresa Herrera, Yolanda Rubio, Pepa Jiménez , Mónica Rossi, Loli Bosque e Jaime de Vicente, às escolas Manuel Siurot, Pilar Martínez, Los Enebrales, Hispanidad, ao grupo de Teatro La Guaracha, Virginia e Gaspar, Alonso Pérez, Manuel Luque, Carlos Llanes e José Luis Pastor, Danieldoce, María Oliva, Quarteto de Violões de Huelva, Ana Vázquez e Carlos Camacho, Jesús Márquez, Javier Jiménez, Niebla, Versatiles, Onuba e Pábilo Editoriais, Livraria La Dama Culta, Marcos Toti, Juan Manuel Fernández, todos e cada um dos poetas. A esses seres do Departamento de Cultura com Daniel, Alberto, Ana, Daza, Fran, Lorca, Javier, José, os do Turismo, os técnicos de som, principalmente esse menino hoje Aarón e Noelia, a Assessoria de Imprensa, o pessoal do Arquivo : Luísa, Capelo, Paço; logicamente Gaby, nosso prefeito. E quantos eu esqueço.
    Enfim, a satisfação aumenta nossos sentimentos e estamos daqui para frente um pouco mais felizes por termos tornado a sociedade da velha Onuba um pouco melhor e mais culta.

    O caminho faz-se caminhando, citaçáo de Antonio Machado

  • Lutegarda de Caires é a nova memória da obra de António Horta Correia

    Lutegarda de Caires é a nova memória da obra de António Horta Correia

    O livro é editado pela ARANDIS e o V Volume da coleção que tem merecido um rigoroso e profundo levantamento documental de factos e personalidades que marcaram a vida do concelho de Vila Real de Santo António, coligidos pelo autor, também ele filho da terra.

    Na sua primeira divulgação da obra, a ARANDIS explica como, ao longo das 368 páginas que compõem a obra, António Horta Correia recorreu “a largas centenas de documentos para corrigir inúmeros lapsos e erros que têm sido publicados sobre esta distinta mulher algarvia, mas, mais do que isso, para trazer a lume o retrato mais fiel e completo de Luthgarda Guimarães de Caires, uma biografia inédita, que dignifica a biografada e o seu autor, ao mesmo tempo que cimenta mais um alicerce historiográfico indispensável para a história de Vila Real de Santo António, do Algarve, do feminismo e da luta pelos direitos das crianças, num tempo em que esses tempos eram tabus“.

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    dr. Horta Correia

    Lutegarda Guimarães de Caires, falecida em 1935, nasceu em 1858, sendo uma mulher importante no seu tempo, escritora, poeta e ativista pelos direitos das mulheres e das crianças.

    António Horta Correia, nasceu em Vila Real de Santo António em 1932, é Licenciado em Finanças e exerceu a sua atividade profissional em empresas do setor das conservas de peixe. Professor, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, vereador e presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Tem dedicado os últimos anos à investigação histórica local e à genealogia, tendo produzido um vasto conjunto de obras, que já constituem bibliografia obrigatória para quem se dedica à história daquele concelho e de todo o Algarve.

    Depois da publicação de «Sebastian Ramirez (1828-1900) Subsídio documental para uma biografia, (2008); «O Celebrado Mestre Cego de Campo Maior e Tavira (1649-1713), (2009); Os Mendonças das Alagoas – Ensaio Genealógico Luso-Brasileiro, (2011); «Os do Almendro», 2014; «Sebastião Vargas – Cavaleiro da Casa Real no Século XVI», 2016; em 2017 apresentou o primeiro volume da colecção «Memórias & Documentos», com documentos do seu arquivo familiar, relacionados com as personalidades José Fernandes Piloto, José Joaquim Capa e António José Piloto Capa.

    O segundo volume, editado em 2019, tem a transcrição de um vasto conjunto de documentos redigidos entre 1863 e 1909 por António dos Santos Machado, uma espécie de diário de acontecimentos ocorridos em Vila Real de Santo António nesse período, contendo milhares de informações históricas inéditas.

    O terceiro volume, apresentado em 2020, tem como personagens centrais os industriais Francisco Rodriguez Tenório, Juan Maestre Cumbrera e Sebastián Ramirez, grandes impulsionadores do desenvolvimento de Vila Real de Santo António.

    O quarto volume, tem como figuras centrais José Francisco Guimarães e José Ribeiro Alves Júnior, sendo provavelmente a obra com maior abrangência territorial, pela dimensão regional dessas personalidades.

    O autor, tem em preparação e já em fase de conclusão o VI volume desta colecção «Memórias & Documentos.

    A obra pode ser adquirida diretamente à Arandis Editora, através deste link

  • Sessões Públicas do PCP assinalam centenário de Saramago no Algarve

    Sessões Públicas do PCP assinalam centenário de Saramago no Algarve

    A primeira delas é uma sessão pública promovida no Museu Municipal de Faro, em torno da obra Viagem a Portugal e 30 de Junho, haverá nova sessão sobre o mesmo tema, promovida aquele partido promove na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António.

    Em Faro, a sessão conta com a participação de Marco Lopes, diretor do Museu Municipal de Faro, Carina Infante do Carmo, professora Universitária, e Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

    Em Vila Real de Santo António, intervêm José Cruz, escritor, e Carina Infante do Carmo. Sublinhe-se que a escolha destas duas cidades algarvias e, em particular, do Museu Municipal de Faro, é inseparável das múltiplas referências a estas cidades e àquele museu em Viagem a Portugal.

    Ao assinalar o centenário de José Saramago, sob o lema «Escritor universal, intelectual de Abril, militante comunista», o PCP pretende «contribuir para a divulgação e debate em torno da obra de um dos mais destacados intelectuais do Portugal democrático, para a democratização da cultura, com especial preocupação com as novas gerações, bem com para o conhecimento do seu papel na luta contra o fascismo, pelas conquistas de Abril, como militante comunista».

  • «Prémio Leya» apresenta-se em Vila Real de Santo António

    «Prémio Leya» apresenta-se em Vila Real de Santo António

    «As Pessoas Invisíveis» é a revisitação de um dos eventos mais trágicos e menos conhecidos da nossa História colonial: o massacre de um grande número de nativos forros, mostrando como o fim legal da escravatura precedeu, em muitas dezenas de anos, a sua efetiva abolição. Entre realismo e magia, Poder e invisibilidade, ignomínia e sobressalto, o presente romance, é de uma maturidade exemplar».

    José Carlos Barros é licenciado em literatura paisagista pela Universidade de Évora. Vive e trabalha em Vila Nova de Cacela. Foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa, e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Autor de poesia , «O Uso dos Venenos», 2018, «A Educação das Crianças», 2020, «Estação – Os Poemas do DN Jovem, 1984-1989», 2020, «Penélope Escreve a Ulisses», 2021, e dos romances «O prazer e o tédio», 2009, e «Um Amigo para o Inverno», 2021.

    José Carlos Barlos é atualmente vereador na câmara municipal de Vila Real de Santo António, onde já desempenhou também os cargos de vereador da cultura e de vice-presidente. Foi também presidente da Assembleia Municipal deste concelho.

  • Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    O Município de Faro lamentou «profundamente» o falecimento de Gastão Cruz, poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário e encenador natural de Faro e uma das «figuras incontornáveis da poesia portuguesa contemporânea».

    Nascido no ano de 1941 em Faro, cidade com que manteve sempre uma forte ligação, Gastão Cruz formou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e começou desde muito novo o seu percurso pela poesia, colaborando com vários jornais e revistas.

    Como poeta, colaborou, entre outras publicações, com os “Cadernos do Meio-Dia” (1958-1960), emblemática publicação de poesia, crítica e ensaio dirigida pelo também farense António Ramos Rosa e pelo algarvio Casimiro de Brito, que anteciparam tendências que marcaram a poesia.

    O seu nome aparece igualmente ligado à publicação coletiva Poesia 61, outra das principais contribuições para a renovação da linguagem poética portuguesa na década de 60.

    Como crítico literário, coordenou a revista Outubro e colaborou em vários jornais e revistas ao longo dos anos sessenta. Essa colaboração foi reunida em volume, com o título “A Poesia Portuguesa Hoje” (1973), livro que permanece hoje como uma referência para o estudo da poesia portuguesa das décadas de 60 e 70.

    No âmbito da atividade teatral, Gastão Cruz foi um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras, em 1965 e do Grupo de Teatro Hoje, entre os anos 76 e 77.

    Dedicou-se também à tradução de livros para português, facto que lhe concedeu um mérito singular na época, uma vez que traduziu nomes como William Blake, Jean Cocteau, Jude Stéfan e Shakespeare.

    A sua obra poética valeu-lhe reconhecimento e admiração públicos, bem como inúmeros prémios e galardões, nomeadamente o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2004, o Prémio “Correntes d’Escritas”, em 2009, o Grande Prémio de Poesia “Maria Amália Vaz de Carvalho”, ou a sétima edição do Prémio Nacional de Poesia “António Ramos Rosa”, em 2019.

    O poeta foi ainda distinguido com a medalha de mérito grau ouro do Município de Faro, em 1999, com a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura, em 2018, e com a medalha de ouro da cidade pelo Município de Faro, em 2019.

    A literatura e a cidade de Faro ficam assim mais pobres, com a perda de um dos seus maiores autores e figuras incontornáveis, mas cujo legado ficará expresso na nossa cultura comum.

    Aos seus familiares, amigos e leitores, o Município de Faro endereça as mais sentidas condolências.

  • Helena Tapadinhas apresenta em Lagoa romance «Barro Cru»

    Helena Tapadinhas apresenta em Lagoa romance «Barro Cru»

    «Barro cru», romance da escritora Helena Tapadinhas, vencedora da 3ª edição do Prémio Literário Santos Stockler, instituído pela Câmara Municipal de Lagoa em 2016, será apresentado no próximo dia 30 de Novembro.

    Com o objetivo de «promover a Língua Portuguesa, incentivar a criação literária, e o gosto pela escrita e pela leitura», e a obra premiada vai realizar-se uma apresentação , naquela data às 18:00 horas, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal, no âmbito da Comemoração do Dia Internacional das Cidades Educadoras.

    A publicação da obra premiada e dez mil euros, foram os prémios, resultado da distinção do Júri composto de várias personalidades com responsabilidades no mundo da cultura. A sessão pública de entrega deste 3º prémio já teve lugar no Convento de S. José no dia 17 de julho de 2020, contou com a presença, entre outros convidados, da Diretora Regional de cultura Adriana Nogueira, doutorada em literatura e cultura clássica e presidente do Júri desta edição.

  • José Estêvão Cruz apresenta na próxima semana o seu sexto romance.

    José Estêvão Cruz apresenta na próxima semana o seu sexto romance.

    Na próxima quarta-feira, dia 12 de Maio de 2021, às 18 horas, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, vai ser apresentado o novo romance de José Estevão Cruz, «A FRONTEIRA DAS ÁGUAS POROSAS», último livro da trilogia “Fronteira de Bloqueios”.

    Este é o sexto romance do autor, nascido em Vila Real de Santo António em 20 de Julho de 1947 e faz parte da trilogia que conta a história de Mariana e de Brandão, dois banidos pela Inquisição que chegam ao degredo em Castro Marim, no dia do Terramoto de 1755, ocasião na qual a atividade das pescas ganha grande importância no antigo Reino do Algarve.

    Iludem a sua condição, acobertados pela perda dos registos, e utilizam as competências próprias e uma aliança com os catalães presentes na área de Ayamonte. Fundam salinas em Castro Marim, um estaleiro no Guadiana e uma companhia de pescas nas praias de Monte Gordo.

    Mariana assiste ao erguer da nova Vila Real de Santo António e convive com as principais personagens que participam na edificação da vila-fábrica e na instalação das companhias tituladas por armadores de Portugal. Apaixona-se pela filosofia iluminista e sofrerá as consequências dessa opção, após a morte de D. José I.

    No seu blog , o professor Fernando Martins faz a sua análise crítica a este romance, da qual extraímos o seguinte trecho: «Em A Fronteira das Águas Porosas, estamos, assim, mais uma vez, no domínio da ficção histórica. Quanto a estas componentes – história nacional e ficção –, o que ficou dito é um pálido apontamento da intriga e da vastidão informativa coligida pelo autor. Se a informação histórica e os episódios da intriga são o principal atractivo da narrativa e fazem as delícias de leitores eruditos e menos eruditos, são, todavia, os aspectos relacionados com a expressão literária e a técnica de composição que mais importam a este leitor não erudito que nutre especial apetência pela sujeição da escrita ao crivo fino da coerência narrativa e da sugestividade linguística.»,


  • Nostalgia por Maria Velho da Costa

    Nostalgia por Maria Velho da Costa

    Já tinha dito/ escrito o grande POETA, qualquer coisa como quando  mais novo, altura em que, ainda, “fazia” anos, 《(…) ninguém tinha morrido》.

    ..Pois sinto, também, essa enorme espécie de insuspeita “nostalgia”, por ter tido o privilégio de ter conhecido Maria Velho da Costa, durante a organização de uma exposição da sua obra, com a sua intervenção e participação, na Faculdade de Letras de Lisboa.Relendo os meus “moleskines“, muitas das suas páginas, de há  uns anos a esta parte, registam despedidas de pessoas especiais.

    Contudo, naturalmente ficam as suas obras magníficas, como é o caso desta extraordinária escritora. E, acresce, invulgar cidadã, mulher, cuja luta cívica e intervenção social foi um exemplo de desassombrada coragem e brilhante inteligência .Recordar o exemplo de vida e de participação progressista na sociedade, é honrar a sua memória é tornar permanente a sua mensagem.

    Augusto Lourido