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Etiqueta: Lares

  • Castro Marim terá Lar de Alzhimer em 2023

    Castro Marim terá Lar de Alzhimer em 2023


    O lar construído para doentes de Alzhimer tem previsão de abertura para o mês de Janeiro de 2023, com capacidade para acolher 70 portadores da doença e de outras demências, em regime de internamento e para 20 doentes em regime de Centro de Dia.

    O executivo da câmara municipal de Castro Marim acompanhou a visita técnica da diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Faro, Margarida Flores, à Estrutura Residencial para Idosos e Centro de Dia para pessoas com Alzheimer e outras demências, da St. Casa da Misericórdia de Castro Marim, agora em fase de recrutamento de pessoal.

    Está a ser negociada a possibilidade de um acordo colaborativo atípico com a Segurança Social, dado que «esta resposta social, implica um investimento mais exigente em estrutura técnica e assistência».

    O orçamento é de quase cinco milhões de euros, o projeto está incluído no Plano de Ação da ARU e do PARU e é um investimento financiado pelo programa PO CRESC Algarve 2020, apoiado por Portugal e União Europeia, cofinanciado pelo FEDER em 1.134.701,80 euros alocados, somados ao milhão de euros de apoio do Município de Castro Marim. O restante montante é assumido pela Santa Casa da Misericórdia, através de capitais próprios e empréstimo bancário.

  • Residencial para doentes com demência em Castro Marim

    Residencial para doentes com demência em Castro Marim

    Arquitetonicamente convertida numa casa algarvia enorme, mas tradicional, com paredes brancas e dois grandes pátios interiores, receberá 70 utentes que sofram de qualquer demência.

    Francisco Amaral, médico e presidente da câmara, em declarações ao Postal diz ser a maior estrutura do género a sul do rio Tejo e que este novo lar vai ser diferente e que a abordagem à doença deve passar pela reabilitação e estimulação cognitiva, investindo nas terapias não farmacológicas.

    Terá uma mercearia rodeada de mesas viradas para o jardim onde os idosos podem ir comprar um bolo ou uma maçã, fazendo treino cognitivo, porque, na maior parte dos casos, ao dar entrada num lar, as pessoas deixam de mexer em dinheiro, deixam de ir ao supermercado ou aos correios e essas atividades instrumentais da vida diária vão-se perdendo, comprometendo a autonomia e a autoestima”.

    A estimulação dos utentes vai passar muito por desenterrar as memórias primordiais, que nem o tempo costuma apagar. Por isso, no coração desta estrutura residencial para idosos vão estar dois jardins interiores. Num deles, alfarrobeiras e amendoeiras ajudarão a trabalhar a reminiscência dos utentes. A ligação à terra, aos cheiros e ao imaginário tradicional, que terá acompanhado a maioria destes idosos desde o berço.

    No outro pátio, vai surgir um jardim sensorial, com um espelho de água e diferentes níveis, para que tanto alguém numa cadeira de rodas, como com boa mobilidade possa trabalhar os diferentes sentidos e uma pequena horta biológica com o foco na reminiscência, uma vez que muitas destas pessoas têm as suas origens no campo e mexer na terra permite trabalhar a parte cognitiva e a memória”.

    Prevê-se que no vizinho mês de julho o espaço receba os primeiros equipamentos e mobiliário para equipar salas de arrumos, casas de banho, lavandaria, cozinha e um refeitório cheio de luz. Do lado de lá dos dois pátios interiores há várias salas e gabinetes. No primeiro andar, 34 quartos cheios de sol serão a zona de descanso dos 70 utentes, que até ao final do ano terão de ocupar todo o piso superior.

    Todo o edifício está pensado no acolhimento a pessoas com necessidades especiais. Para ajudar no reconhecimento do espaço mais íntimo reservado a cada utente, à porta dos aposentos não estarão números ou nomes. A fotografia de um cão, de uma árvore ou qualquer elemento visual que esteja ligado à vida e ainda presente na memória do idoso, será o sinal personalizado a mostrar a entrada de cada um.

    A segurança dos utentes vai ser assegurada através de um apertado controlo de acessos, garante Gustavo Vera. O engenheiro responsável pela obra, que é também o vizinho da frente, que mora no outro lado da rua, explica “ as saídas são todas controladas por uma central. Só entra e sai de determinados sítios quem tiver um código. As pessoas não podem ir para as escadas ou para a rua sem que percebamos”.

    Foto: Telma Gaspar - Instagram
  • Lar de Santa Maria em Tavira com 25 infetados pela Covid-19

    Lar de Santa Maria em Tavira com 25 infetados pela Covid-19

    O responsável lamenta que apesar de todas as medidas que, desde a primeira hora e logo em março de 2020 foram tomadas na instituição «vê-se afligida de forma mais intensa por esta pandemia que persiste em nos acompanhar

    Os utentes infetados estão isolados dos restantes, nas instalações do Lar de Santa Maria, onde uma equipa dedicada lhes presta cuidados de forma regular, garantindo, todo o apoio e tratamento que necessitem e segue as indicações prestadas pelo Delegado de Saúde de Tavira que conta com o apoio de um médico e um enfermeiro do Serviço Nacional de Saúde.

    O Pe. Miguel Neto informa que os familiares responsáveis pelos utentes, identificados no contrato de prestação de serviços, serão diariamente contactados pela instituição que dirige, afim de dar conta do ponto de situação de cada familiar.

    Já foram contactados primeiramente os familiares dos utentes infetados e, posteriormente, os familiares dos utentes não infetados. A instituição pede que não sejam efetuadas chamadas telefónicas, por forma a não sobrecarregar as linhas telefónicas, garantindo que toda a informação será prestada atempadamente e de forma clara e esclarecedora.

    com ./planetalgarve.com

  • A situação nos lares de idosos de Portugal

    Duarte Caldeira, em artigo publicado em AbrilAbril.pt analisa a situação nos lares de idosos onde salienta que a Covid-19 «veio expor as incapacidades da maioria dos lares e do modelo de cuidados a pessoas idosas, existente em Portugal».

    Começando por dizer que não existem ainda estatísticas rigorosas, cruzando as notícias divulgadas nos últimos dez meses com os dados oficiais chegou à conclusão que «é necessário refletir a problemática dos direitos dos mais velhos, nomeadamente quando institucionalizados em equipamentos coletivos onde, para além de expostos a vários riscos, são vilipendiados na sua dignidade e na salvaguarda da sua segurança», notado que nos lares de idosos não se evitaram cadeias de transmissão do vírus, «tardou a adoção de medidas de precaução, revelou-se uma deficiente formação de pessoal técnico e auxiliar para lidar com a situação, revelaram-se anomalias no ponto de vista da organização, da higiene, da alimentação e da disponibilização de adequados equipamentos de proteção individual, entre outras gravosas falhas. De tudo isto resulta o número verdadeiramente dramático de óbitos ocorridos nestas instituições».

    O ator alonga-se depois sobre a forma como foram inspecionados os lares e diz que é tempo do Estado exercer a legítima defesa defesa dos cidadãos institucionalizados em equipamentos sociais, e garanta, através de inspeções tecnicamente rigorosas, o cumprimento das normas em vigor para defesa da segurança e bem-estar dos ali residentes, bem como respeitar os direitos dos trabalhadores que exercem a sua atividade nestas instituições, «deixando de nelas se praticar a política de baixos salários, respeitando os seus direitos e garantindo a sua qualificação, através de planos de formação permanente».