Os custos de gestão das lamas resultantes do tratamento de águas residuais têm registado um crescimento contínuo nos últimos anos.
O aumento dos preços da energia e da mão-de-obra, bem como a intensificação da monitorização do mercado, explicam esta escalada.
As entidades gestoras de saneamento enfrentam uma pressão crescente na gestão das lamas produzidas pelos processos de tratamento de águas residuais.
Esta actividade essencial tem visto os seus custos aumentar de forma sustentada, criando desafios financeiros para o sector.
Para além dos factores económicos, as entidades gestoras e as empresas do sector apontam problemas estruturais que agravam a situação.
A burocracia associada à valorização agrícola directa é uma das principais preocupações, sendo que este destino representa actualmente menos de 10% das lamas tratadas.
A insuficiência de unidades de tratamento orgânico constitui outro obstáculo significativo. O mercado caracteriza-se ainda por uma reduzida concorrência, com vários concursos públicos a ficarem desertos por falta de interessados.
Apesar das dificuldades, o sector regista a entrada de novos operadores, o que poderá contribuir para aumentar a oferta e a competitividade.
Tanto as entidades gestoras como as empresas privadas estão a avançar com novos investimentos para responder a este contexto desafiante e encontrar soluções mais eficazes e económicas para a gestão das lamas.
Fonte: conferencias@about.pt
