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Etiqueta: Lamas

  • Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Custos de gestão de lamas de águas residuais em crescimento

    Os custos de gestão das lamas resultantes do tratamento de águas residuais têm registado um crescimento contínuo nos últimos anos.

    O aumento dos preços da energia e da mão-de-obra, bem como a intensificação da monitorização do mercado, explicam esta escalada.

    As entidades gestoras de saneamento enfrentam uma pressão crescente na gestão das lamas produzidas pelos processos de tratamento de águas residuais.

    Esta actividade essencial tem visto os seus custos aumentar de forma sustentada, criando desafios financeiros para o sector.

    Para além dos factores económicos, as entidades gestoras e as empresas do sector apontam problemas estruturais que agravam a situação.

    A burocracia associada à valorização agrícola directa é uma das principais preocupações, sendo que este destino representa actualmente menos de 10% das lamas tratadas.

    A insuficiência de unidades de tratamento orgânico constitui outro obstáculo significativo. O mercado caracteriza-se ainda por uma reduzida concorrência, com vários concursos públicos a ficarem desertos por falta de interessados.

    Apesar das dificuldades, o sector regista a entrada de novos operadores, o que poderá contribuir para aumentar a oferta e a competitividade.

    Tanto as entidades gestoras como as empresas privadas estão a avançar com novos investimentos para responder a este contexto desafiante e encontrar soluções mais eficazes e económicas para a gestão das lamas.

    Fonte: conferencias@about.pt

  • Secagem central de lamas na ETAR de VRSA

    Secagem central de lamas na ETAR de VRSA

    O sistema da Estação de Tratamento de Água Residual (ETAR) de Vila Real de Santo António (VRSA) foi concebido para receber efluentes das localidades da Fábrica, Altura, Manta Rota, Monte Gordo, Junqueira e Casto Marim, sendo composto por um sistema intercetor elevatório com 33 quilómetros de extensão.

    Funciona desde 2009, e foi desde então possível aumentar a área anteriormente servida no concelho de VRSA e Castro Marim e desativar as ETAR de Manta Rota, Altura e Castro Marim. 

    A instalação possui capacidade para tratar 20.965 metros cúbicos por dia, abrangendo a população máxima de 58.233 habitantes. Atualmente a ETAR, produz anualmente cerca de 3.600 toneladas de lamas, sendo que este volume agrava os custos da empresa em cerca de 121 mil euros, mas é possível, dadas as condições climatéricas da região do Algarve, um elevado número de dias de sol, construir um sistema de secagem solar de lamas, com a consequente redução do seu volume, peso e custo de envio a destino final. 

  • Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    Secagem de Lamas pelo Sol na ETAR de V.R.S.António

    O concurso público decorre sobre de modelo de conceção-construção, com a elaboração do projeto de execução por parte do empreiteiro. O prazo termina na próxima quarta-feira. A obra têm um orçamento de 2,2 milhões de euros e um prazo de execução de 355 dias, adianta a empresa AdA, também responsável pelo tratamento das águas residuais.

    Vai ser construída uma estufa para secagem das lamas e incluído o sistema de transporte das mesmas já desidratadas para aquela estufa, estando no processo o sistema de remoção da estufa e o transporte para galera de armazenamento, a báscula de pesagem e a integração da instalação no sistema de telegestão de saneamento da Águas do Algarve.

    Segundo a AdA, a obra visa complementar a fase sólida do sistema de tratamento da ETAR de Vila Real de Santo António e adicionar uma nova etapa de secagem solar das lamas produzidas, o que permite reduzir o volume e a quantidade de lamas finais a transportar para valorização ou para aterro.

    A nota destaca que a empreitada apresenta «mais-valias a nível ambiental, assegurando quer uma melhor qualidade das lamas produzidas, quer uma redução do número de transportes necessário para envio das lamas a destino final, com todas as consequências positivas inerentes a esta situação».

    As lamas são consideradas um produto inevitável resultante do tratamento de águas residuais e a ETAR de Vila Real de Santo António produz anualmente cerca de 3.600 toneladas, revelaram. Este volume representa um custo anual de cerca de 121.000 euros para envio a destino final, com um teor médio de matéria seca de 21%.

    O projeto tira partido das condições climatéricas da região do Algarve, nomeadamente o elevado número de dias de sol, pelo que a empresa defende que «a construção de um sistema de secagem solar de lamas que permita obter um índice de sicidade [secura] significativamente superior».