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Etiqueta: justiça

  • Estacionamento continua e processo de rescisão de contrato também

    Estacionamento continua e processo de rescisão de contrato também

    Para evitar o fim imediato, solicitado pela autarquia, do contrato ainda em curso, a ESSE tinha interposto uma providência cautelar, julgada procedente por aquele Tribunal. Como consequência, a ESSE continuará a explorar o estacionamento em Vila Real de Santo Antonio, tendo, contudo, pendente sobre esta exploração, a acusação e o de ter de ir a tribunal defender-se de não cumprimento, para com o municipio de Vila Real de Santo António, das condições do concurso.

    O município de Vila Real de Santo António anunciou que «vai continuar a desenvolver todos os esforços na defesa do fim do contrato de concessão do estacionamento tarifado no concelho. A resolução do contrato foi determinada pela violação grosseira das obrigações contratuais por parte da concessionária».

    A câmara municipal contestará a recente decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, no sentido de decretar a suspensão da decisão de resolução do contrato de concessão e manter a concessão do estacionamento tarifado em Vila Real de Santo António atribuída à empresa ESSE – Estacionamento à Superfície e Subterrâneo, SA. (até à decisão final a proferir quanto à legalidade da resolução do Contrato de Concessão), como «um revés significativo para os interesses da autarquia e da comunidade.»

    Para o presidente, Álvaro Araújo, «a resolução imediata do contrato de concessão do estacionamento tarifado é urgente e necessária para defender os interesses da autarquia e da sua população, pelo que o município irá continuar a utilizar todas as vias legais e administrativas para alcançar este objetivo, nomeadamente através da interposição de recurso judicial face à decisão proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé».

    Diz também que Importa notar que a decisão sobre a legalidade que nenhuma decisão judicial foi ainda proferida, sendo que a Câmara Municipal «aguardará então pelo normal desenrolar do processo referente ao fim da concessão e entende que, nesse âmbito, será acolhida a justeza dos seus argumentos para terminar com um contrato no âmbito do qual a concessionária incumpriu, forma grosseira, com as suas obrigações contratuais, com a inerente lesão dos interesses da população e do concelho«.

    Recorda que a celebração do contrato de concessão foi uma decisão tomada pelos anteriores executivos municipais e herdada pela presente administração, que «procurou, pelas vias devidas, monitorizar e fiscalizar a sua execução, sempre em vista da prossecução do interesse público».

    A autarquia insiste que, devido à conduta da concessionária, que culminou na resolução do Contrato de Concessão, a atual gestão municipal, está determinada em reverter e chamar a si a gestão do estacionamento público, em prol dos interesses dos munícipes.

    «Tendo em consideração todos estes factos, o município entende que o fim da concessão do estacionamento tarifado é a única solução justa e viável para defender os interesses da autarquia e de todos os munícipes», conclui Álvaro Araújo.

    Na sequência desta decisão, que a autarquia lamenta, o estacionamento público tarifado no concelho continuará sob a gestão da concessionária até à decisão final a proferir na instância de recurso, que o município crê que lhe seja favorável.

  • Títulos de Impacto Social no Algarve 2030

    Abriu ontem o aviso para apresentação de candidaturas para os Títulos de Impacto Social, financiado pelo Programa ALGARVE 2030, com uma dotação de 400 mil euros.

    As operações a financiar, apoiadas integralmente por investidores sociais, visam a experimentação de soluções inovadoras em áreas prioritárias de política pública (Inclusão Social, Emprego, Educação, Saúde e Justiça), promovendo uma cultura de prestação de serviços públicos orientada para os resultados. Podem candidatar-se as entidades da economia social e as entidades públicas e privadas, que integram uma parceria.

    São destinatários os grupos vulneráveis ou desfavorecidos, associados a problemas sociais concretos enquadráveis nas áreas prioritárias de política pública. Procuram-se ações inovadoras que proponham indicadores e metas quantificáveis, permitindo ganhos mensuráveis e capazes de gerar impacto na melhoria de respostas.

  • Projeto imobiliário em Monte Gordo na acusação do DIAP de Évora

    Projeto imobiliário em Monte Gordo na acusação do DIAP de Évora

    Entre os arguidos estão a ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, empresários do ramo da construção e do imobiliário, um funcionário do município e um ex-deputado à Assembleia da República.

    Segundo informa aquele departamento, o foco da investigação e da acusação «incidiu na atividade da ex-autarca, entre os anos de 2019 e 2021, designadamente, no processo de venda de terreno municipal para construção de projeto imobiliário de grandes dimensões em Monte Gordo, em procedimentos de contratação pública municipal (em que a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António foi a entidade adjudicante) e no licenciamento de uma obra particular».

    Trata uma «a atuação de decisor político municipal que, no exercício e em abuso das suas funções e poderes públicos, interveio de forma a alcançar vantagens em proveito próprio e de terceiros, ao longo do tempo, em diversas matérias da competência do município e na área geográfica do mesmo».

    No despacho final, proferido o Ministério Público deduz «pedido de perda de vantagens contra vários arguidos, estando pendente averiguação financeira e patrimonial para eventual dedução de pedido de perda alargada, com intervenção do Gabinete de Recuperação de Ativos».

    Foram ainda proferidos despachos de arquivamento relativamente a matérias conexas.

    A investigação foi dirigida pelo DIAP Regional de Évora com a coadjuvação da Polícia Judiciária, Diretoria do Sul, e foramealizadas diligências de busca e apreensão no Algarve, Lisboa, Leiria e Santarém, pesquisas e apreensões de cariz informático, foram inquiridas dezenas de testemunhas, realizadas interceções de comunicações telefónicas similares, bem como seguimentos com recolha de imagem.

  • EDP distribuição ilibada de incêndio de Monchique

    EDP distribuição ilibada de incêndio de Monchique

    Um juiz da comarca de Portimão considerou que existiam falhas na investigação levada a cabo e decidiu aplicar o princípio da presunção de inocência na decisão instrutória, realizada na passada sexta-feira, de acordo com o Jornal de Notícias (JN).

    A acusação realizada pelo Ministério Público (MP) afirmava que o fogo teria sido causado pelo contacto repetido de um cabo elétrico de média tensão com ramos de eucaliptos na zona de Perna Seca, em Taipas. Esta também declarava que a EDP e o gestor responsável pela manutenção de redes elétricas não mantiveram limpa, como deveriam, uma faixa de segurança adequada junto ao referido cabo.

    O incêndio que assolou Monchique em 2018 durou sete dias e chegou a alastrar-se aos concelhos vizinhos de Portimão, Silves e Odemira. O rescaldo contabilizou a destruição de 111 casas de primeira e segunda habitação, 26 mil hectares de de floresta ardida, 41 pessoas feridas e a morte de mais de cinco mil animais.

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