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Etiqueta: José Estêvão Cruz

  • José Estêvão Cruz apresenta na próxima semana o seu sexto romance.

    José Estêvão Cruz apresenta na próxima semana o seu sexto romance.

    Na próxima quarta-feira, dia 12 de Maio de 2021, às 18 horas, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, vai ser apresentado o novo romance de José Estevão Cruz, «A FRONTEIRA DAS ÁGUAS POROSAS», último livro da trilogia “Fronteira de Bloqueios”.

    Este é o sexto romance do autor, nascido em Vila Real de Santo António em 20 de Julho de 1947 e faz parte da trilogia que conta a história de Mariana e de Brandão, dois banidos pela Inquisição que chegam ao degredo em Castro Marim, no dia do Terramoto de 1755, ocasião na qual a atividade das pescas ganha grande importância no antigo Reino do Algarve.

    Iludem a sua condição, acobertados pela perda dos registos, e utilizam as competências próprias e uma aliança com os catalães presentes na área de Ayamonte. Fundam salinas em Castro Marim, um estaleiro no Guadiana e uma companhia de pescas nas praias de Monte Gordo.

    Mariana assiste ao erguer da nova Vila Real de Santo António e convive com as principais personagens que participam na edificação da vila-fábrica e na instalação das companhias tituladas por armadores de Portugal. Apaixona-se pela filosofia iluminista e sofrerá as consequências dessa opção, após a morte de D. José I.

    No seu blog , o professor Fernando Martins faz a sua análise crítica a este romance, da qual extraímos o seguinte trecho: «Em A Fronteira das Águas Porosas, estamos, assim, mais uma vez, no domínio da ficção histórica. Quanto a estas componentes – história nacional e ficção –, o que ficou dito é um pálido apontamento da intriga e da vastidão informativa coligida pelo autor. Se a informação histórica e os episódios da intriga são o principal atractivo da narrativa e fazem as delícias de leitores eruditos e menos eruditos, são, todavia, os aspectos relacionados com a expressão literária e a técnica de composição que mais importam a este leitor não erudito que nutre especial apetência pela sujeição da escrita ao crivo fino da coerência narrativa e da sugestividade linguística.»,


  • Opinião: Temos de salvar a vida

    Opinião: Temos de salvar a vida

    José Estêvão Cruz

    Sim, é necessário dizer a hora e o número completo de mortos. São pessoas que desapareceram por causa de uma doença. Deixam atrás de si o vazio da perda, para além do receio de que alguém, próximo de nós ou mesmo nós próprios, apesar dos cuidados, possa vir também afetado.

    É uma tragédia que afeta toda a gente em todo o Mundo e por tal se diz pandémica. Pior, ainda não acabou. Se é certo que foram recuperadas da doença 40.575.920 seres humanos, neste momento ainda estão em luta com este microscópico ser que apenas é alguém dentro de nós,16.648.353 pessoas. Destas, 102.476 estão às portas da morte.

    Os números de hoje em Portugal não foram ainda divulgados, mas, tal como ontem, não será coisa que nos poderemos gabar, mesmo sob pesado confinamento e muita polémica entre nós sobre o que devemos e não devemos fazer, mais criada pelo medo e pelo oportunismo político que pela razão serena e fria, tão necessária nesta ocasião.

    Se temos de aceitar que nos metam em casa e imobilizem a vida económica e cultural, para evitar que colapsem os serviços de saúde, devemos saber exigir, dentro da legalidade democrática, que acabem as mesquinhas indefinições burocráticas de Bruxelas quanto aos auxílios, nem limitações para manter o défice orçamental como se a vida estivesse a correr normal, à beira de tudo isso deixar de fazer sentido, face à tragédia.

    Se nós estamos em casa, merecemos que todos os recursos técnicos e financeiros sejam lançados sobre o combate à doença, como se faz durante uma guerra, e prestado o devido auxílio a quem ficou obrigado a ficar em casa.

    Mas, como se a terra fosse um ser vivo que lançou anticorpos sobre os que lhe estavam a fazer mal, o ambiente está a fazer respirar as florestas e os campos, os pássaros a voar mais livres, o peixe a crescer e os recursos petrolíferos a não serem utilizados sem contenção, para poluir o ar.
    Sim, porque o planeta continuará a existir com outras formas de vida a seu. Estes meses em que o ser humano, com o seu comportamento predador de recursos, se retraiu por culpa do vírus, estão a mostrar que a Terra pode dispensar os humanos. O planeta auto reginara-se para outras realidades.
    Não, não é a Terra que temos de salvar! Esta cuida dela própria. Temos é todos de mudar de comportamento.

    ./JEC