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Etiqueta: Inundações

  • Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam: OPP, DGS e ANEPC Lançam Guia Essencial para a Recuperação Emocional Pós-Inundações

    Psicólogos ajudam

    A recuperação após desastres naturais como tempestades e inundações vai muito além da reparação de danos materiais. As marcas emocionais podem ser profundas e exigem atenção especializada.

    Reconhecendo esta necessidade urgente, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) acaba de lançar, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), um guia prático destinado à população: “Como Recuperar Emocionalmente de Situações de Tempestade e Inundações?”.

    O documento, lançado em Lisboa a 5 de fevereiro de 2025, visa apoiar os cidadãos na gestão das reações psicológicas que surgem após o período de maior ameaça. É natural sentir medo do futuro, entrar em choque e sentir-se incapaz de reagir. A tristeza e a raiva perante a destruição dos pertences e a sensação de injustiça são manifestações comuns e válidas.

    Embora a urgência de reparar o que foi danificado seja compreensível, o guia adverte para os riscos de tomar decisões apressadas que possam colocar a segurança em perigo — como subir a telhados instáveis ou mexer em sistemas elétricos danificados. A primeira prioridade deve ser sempre proteger a vida, tanto a própria como a dos outros. Só depois virá o tempo de reconstruir.

    Um dos pontos-chave sublinhados pela OPP é que “cada pessoa reage à sua maneira e ao seu ritmo – não há o certo e o errado”. As reações intensas são uma parte natural da resposta a estas catástrofes. Para que estas emoções diminuam, é preferível aceitá-las e expressá-las, em vez de as ignorar ou evitar.

    O guia oferece recomendações práticas para adultos. É fundamental falar sobre o que se sente, mesmo que não seja fácil, ou simplesmente aceitar o conforto do silêncio ao lado de alguém de confiança. Deve-se resistir à tentação de querer resolver todos os problemas de uma só vez, focando-se em pequenas tarefas de menor risco, para evitar acidentes.

    Outra recomendação essencial é a gestão do consumo de notícias. Embora seja importante manter-se informado através de fontes oficiais, a exposição constante a imagens de destruição e sofrimento pode aumentar a ansiedade e o sofrimento. Reduzir a visualização de notícias e (re)estabelecer comportamentos de autocuidado (rotinas, atividades relaxantes) permite recuperar alguma normalidade e a perceção de controlo.

    No que toca às crianças e jovens, os cuidados exigem uma abordagem específica. Após as inundações, os perigos físicos (detritos, cabos, lama) continuam, exigindo vigilância acrescida. Os pais e cuidadores devem estar física e emocionalmente disponíveis, oferecendo colo ou tempo em família.

    É crucial validar os sentimentos dos mais novos. Os adultos devem incentivar a expressão emocional e assegurar que o que sentem é natural e compreensível, evitando respostas que desvalorizem a sua experiência, como “não te preocupes” ou “já viste a sorte que tens?”. Além disso, ajudar as crianças a organizarem a “história” do que aconteceu (respondendo a dúvidas) e manter rotinas habituais ajuda a restaurar a previsibilidade e a sensação de segurança.

    A recuperação emocional tem um ritmo individual, que pode ser mais rápido ou mais demorado. Se não estiver bem, ou se identificar sinais de alerta em si ou nos outros, o conselho é inequívoco: peça ajuda. Os cidadãos que sintam necessidade de apoio psicológico podem ligar para o Serviço de Aconselhamento Psicológico SNS24, através do número 808 24 24 24, ou consultar os recursos disponibilizados pela OPP em encontreumasaida.pt.

  • Inundações severas em Nova Iorque

    Várias tempestades têm provocado inundações repentinas em Nova York e em estados vizinhos, como Nova Jersey. As fortes chuvas têm gerado um caos nos transportes e impactos significativos na vida urbana, com as autoridades a apelar aos residentes para se manterem em segurança.

    O que se sabe até agora: Causa das inundações: As inundações são o resultado de chuvas torrenciais. Em algumas áreas, foram registados cerca de 18 centímetros de chuva em menos de cinco horas. O sistema de esgoto da cidade não foi capaz de suportar o volume de água, levando a inundações em várias zonas. Meteorologistas apontam que o fenómeno é causado por uma frente fria que entrou em contacto com ar quente e húmido.

    Impacto no transporte: O sistema de transporte público foi severamente afetado. O metro de Nova York foi um dos mais atingidos, com imagens a circular online de plataformas e carruagens completamente alagadas. As linhas 1, 2 e 3 foram suspensas e outras sofreram interrupções. Além disso, os aeroportos da região, como o LaGuardia, Newark e JFK, registaram atrasos e cancelamentos de voos, causando transtornos para milhares de passageiros.

    Medidas de emergência: O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, declarou estado de emergência no estado. Em Nova York, os cinco distritos estão sob alerta de inundação. As autoridades pediram aos moradores que evitassem deslocações desnecessárias e que se mantivessem em locais seguros. Moradores de apartamentos em caves foram aconselhados a procurar refúgio em andares superiores.

    Até o momento, não há registo de mortos em Nova York. No entanto, em Nova Jersey, as inundações causaram a morte de pelo menos duas pessoas.

    É importante notar que, embora o risco de novas inundações tenha diminuído, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA continua a emitir alertas para a região.

  • Opinião – As inundações em Altura

    Opinião – As inundações em Altura

    A urbanização de Altura que tem causado grande acima, acima de tudo após uma reportagem televisiva, remonta aos finais do século passado e resulta da pressão urbano turística sobre as imediações de uma das praias de excelente qualidade, das melhores do Algarve.

    O pecado original, foi cometido em sede de GAT de Tavira, gabinete de apoio às autarquias locais, num período em que, apesar de estar já em vigor as Lei das Finanças Locais, as autarquias ainda não tinham dinheiro suficiente para sonharem colmatar as várias carências deixadas, especialmente nas periferias, pelo regime deposto.

    É claro que a zona de Altura é de aluvião, que a própria estação de tratamento de esgotos sofreu grandes constrangimentos, à lodos no subsolo, de natureza quase insanável e na zona nascente foi construída uma zona de retenção, para onde até se chegou a projectar uma marina.

    Assim, as inundações em Altura, no concelho de Castro Marim, representam um desafio complexo e persistente, enraizado numa confluência de fatores. A intensidade crescente de fenómenos meteorológicos extremos, as vulnerabilidades geográficas como a coincidência com marés altas e a influência da Ribeira do Álamo, e, fundamentalmente, as deficiências de um urbanismo histórico sem cautela que resultou na impermeabilização de solos e na criação de barreiras ao escoamento natural da água, são os pilares deste problema crónico.

    Apesar das intervenções passadas, como a construção do emissário submarino e dos canais subterrâneos, os problemas de drenagem persistem, evidenciando uma capacidade insuficiente da infraestrutura existente para lidar com os volumes de água gerados pelos eventos extremos.

    Esta persistência, mesmo com a manutenção e supervisão contínuas, destaca a necessidade de correcções estruturais mais profundas e uma abordagem mais abrangente.

    O Município de Castro Marim, ciente destas dificuldades, está a avançar com uma nova fase de intervenções, marcada por um planeamento mais robusto e baseado em estudos hidráulicos aprofundados da Ribeira do Álamo e das zonas baixas de Altura.

    Projectos como a lagoa de retenção, que visa duplicar a capacidade de drenagem, representam um passo significativo em direcção a uma solução mais abrangente e resiliente. A integração destas medidas no Plano Municipal de Ação Climática demonstra a abordagem de uma visão estratégica que reconhece a influência crescente e imprevisível das alterações climáticas, posicionando a gestão de cheias dentro de um quadro de adaptação mais vasto.

    Para garantir o sucesso a longo prazo e transformar os desafios históricos em oportunidades para um desenvolvimento urbano mais sustentável e seguro em Altura, será vital manter um compromisso contínuo com a implementação rigorosa dos novos planos.

    Além disso, a adaptação das futuras práticas urbanísticas para evitar a repetição de erros passados, a promoção de soluções baseadas na natureza e o reforço da comunicação e envolvimento da comunidade são passos cruciais para construir uma resiliência duradoura face às inundações.

    ./José Estêvão Cruz, com investigação GEM-DIGI

  • Jerez de La Frontera inundada

    Jerez de La Frontera inundada

    A depressão DANA considerada como a pior catástrofe natural em décadas em Espanha, viu o número de mortes subiu para 158 e existem ainda dezenas de desaparecidos.

    Os relatos que no chegam são impressionantes. Mais de 360 mil pessoas não tem acesso a água potável e estão cortadas mais de 150 estradas. As Autoridades encontraram 9 pessoas mortas, numa garagem, no Bairro de La Torre, em Valência e 300 famílias foram retiradas de vários bairros nos subúrbios de Jerez de La Frontera (Cádiz).

    A Agência Estatal de Meteorologia espanhola emitiu avisos para cinco regiões nesta sexta-feira.

    O vídeo da ArenilhaTV mostra um autocarro de passageiros a tentar atravessar o centro da cidade inundada de Jerez de La Frontera (Cádiz).

  • Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    A Confederação Hidrográfica do Guadiana submeteu a informação pública, durante um período de três meses, a documentação correspondente à “Proposta de plano de gestão do risco de inundação”, no valor de 153 milhões de euros, entre 2022 e 2027.

    As inundações em Espanha constituem o risco natural que causa maiores danos, tanto em perda de vidas humanas e danos materiais que têm ocorrido ao longo do tempo e este organismo da vizinha Espanha que atua na bacia do Guadiana entende que o combate aos seus efeitos passa pela implementação de soluções estruturais e não centradas na prevenção, protecção e preparação. 

    Destaca os planos de Protecção Civil e a implementação de sistemas de alerta precoce ( 12,85 milhões de euros), bem como a recuperação de rios e margens (53,33 milhões de euros), e a melhoria da continuidade fluvial, transversal, longitudinal e sedimentar (59,33 milhões de euros).  

    As autoridades costeiras competentes e as autoridades de proteção civil estabelecem objetivos de gestão de risco de inundação para cada Área de Risco Potencial de Inundação Significativa (ARPSI), concentrando sua atenção na redução das potenciais consequências adversas das inundações para a saúde humana, meio ambiente, patrimônio cultural, atividade econômica e infraestrutura.

    O ARPSI foi determinado durante a revisão e atualização da Avaliação Preliminar de Risco de Inundação (EPRI), aprovada em 12 de abril de 2019. Junto com os mapas de perigo e de risco de inundação, relatados pelo Comitê de Autoridades Autoridades Competentes do Distrito da Bacia Hidrográfica em 17 de março , 2020, constituem a informação fundamental em que se baseiam os PGRIs.  

  • Guadiana transborda em Mértola

    Guadiana transborda em Mértola

    Apesar de não haver estragos a assinalar, a Câmara de Mértola e as empresas proprietárias de embarcações destinadas a passeios fluviais deslocaram as embarcações para a foz do rio Oeiras, que fica cerca de 200 metros abaixo do principal ancoradouro da vila alentejana, informa o Diário Campanário.

    De acordo com a notícia antes avançada pelo Jornal de Notícias, citado pelo diário, para melhor se perceber a precipitação que caiu na região, na passassem pelo Pulo do Lobo, a maior queda de água do sul de Portugal, com uma cascata com cerca de 20 metros de altura, em 24 horas o caudal do rio Guadiana passou de 27,21 para 103,81 metros cúbicos por segundo.

    Desde 5 de abril de 2013, depois de fortes chuvadas e descargas das barragens, que o caudal do Guadiana não passava as margens e alagava diversas zonas do concelho. Nessa ocasião, o antigo porto mineiro de Pomarão ficou submerso, diversas embarcações de recreio aí ancoradas sofreram danos e o restaurante da aldeia foi inundado e teve que fechar portas, tendo até levado à desistência de um empresário espanhol que pensava ali fazer uma doca seca para limpeza de cascos de iates.

    De acordo com fonte da Proteção Civil, registaram-se 14 inundações nos concelhos de Moura, Vidigueira, Beja, Serpa. Almodôvar e Mértola.

    Um a das ocorrências registada foi a derrocada do telhado de uma casa na cidade de Moura que  não provocou vítimas, já que a habitação não estava habitada. Houve estradas cortadas durante algum tempo face dos lençóis de água que se formaram em algumas zonas.