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  • Publicitação das Sessões Municipais

    Publicitação das Sessões Municipais

    Parlamento Aprova Obrigatoriedade de Publicitação Autárquica: Consenso em Torno da Imprensa de Proximidade |

    O Parlamento aprovou a alteração ao Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL), tornando obrigatória a publicitação de deliberações autárquicas nos órgãos de comunicação social local e regional.

    A medida, celebrada pela ANIR (Associação Nacional da Imprensa Regional) como uma “vitória histórica”, visa simultaneamente aumentar a transparência democrática e garantir a sustentabilidade económica dos jornais e rádios de proximidade, combatendo o fenómeno dos “desertos noticiosos”.

    Apesar da aprovação sem votos contra, o debate registou matizes distintos entre as bancadas, com o PS e a IL a optarem pela abstenção, enquanto os restantes partidos votaram a favor.

    Síntese das Intervenções dos Representantes Partidários

    Representante / PartidoPosiçãoFoco Principal da Intervenção
    Leitão Amaro (Governo/Ministro)A FavorDefiniu o dia como histórico para a democracia. Sublinhou que a medida cumpre uma promessa antiga, garantindo eficácia externa às decisões autárquicas através de jornalismo profissional e independente.
    António Rodrigues (PSD)A FavorDestacou o cumprimento do programa de governo e a criação de uma “rede de suporte” que moderniza a forma como a informação chega aos cidadãos.
    David Amado (PS)AbstençãoClassificou a medida como “progressista” e essencial para a coesão, mas justificou a abstenção com a necessidade de salvaguardar a autonomia local e o equilíbrio financeiro dos municípios.
    Patrícia Carvalho / Jorge Galveias (CHEGA)A FavorConsideraram que a proposta acaba com uma “injustiça de anos”, reconhecendo o papel da imprensa local como pilar da liberdade.
    Paula Santos (PCP)A FavorEncarou a medida como um mecanismo de apoio justo e necessário para órgãos com dificuldades, garantindo o esclarecimento eleitoral dos cidadãos.
    Rodrigo Saraiva (IL)AbstençãoEmbora concorde com a valorização da imprensa, justificou a abstenção com a necessidade de garantir que o modelo seja “exequível” e adaptado à realidade digital de 2026.
    João Almeida (CDS-PP)A FavorEnfatizou o valor emocional e cívico da imprensa local, defendendo a simplificação de obrigações para reconhecer o serviço público prestado.
    Paulo Muacho (LIVRE)A FavorAlertou para a gravidade dos “desertos noticiosos” e elogiou o financiamento equilibrado que permite o escrutínio livre das decisões territoriais.
    Filipe Sousa (JPP)A FavorSublinhou a modernização do diploma e a importância de não deixar para trás as populações com menor literacia digital.
    PAN e Bloco de EsquerdaA Favor(Votaram favoravelmente a iniciativa, acompanhando o consenso geral de apoio ao setor).

    O Papel da ANIR e da ERC

    A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu o seu aval técnico à proposta, sublinhando o reforço da transparência.

    Para a ANIR, este desfecho é o culminar de um percurso de seis anos de pressão política e técnica. A associação recorda que a proposta atravessou vários governos — desde o acolhimento inicial por Nuno Artur Silva e a sensibilidade de Adão e Silva, até à diligência final dos ministros Pedro Duarte e Leitão Amaro. Após a conquista da duplicação do Porte Pago, a ANIR vê nesta lei um passo decisivo para a sobrevivência do jornalismo regional e digital em Portugal.

    Nota do Investigador: A medida é vista como um balão de oxigénio financeiro para o setor, transferindo para as autarquias o dever de financiar a transparência através do investimento direto em publicidade institucional nos órgãos locais.


    O ponto de vista da Associação Portuguesa de Imprensa

    Ponto CríticoProposta Atual (Governo)Exigência da APImprensa
    Âmbito das FreguesiasApenas freguesias > 10.000 eleitores.Alargar o espectro para incluir mais freguesias.
    Tipo de AtosDeliberações selecionadas.Incluir decisões de Presidentes e Vereadores com impacto público.
    Critério de SeleçãoMeio de “maior circulação”.Clarificação técnica do conceito e preferência pelo regional vs. nacional.
    SustentabilidadePublicitação como apoio indireto.Garantia de que a receita chega a redações profissionais.

    APImprensa: “Transparência é Condição de Eficácia”

    A APImprensa (Associação Portuguesa de Imprensa) acompanhou de perto o processo legislativo de alteração ao RJAL, defendendo que a publicitação obrigatória não é apenas um subsídio, mas um instrumento de escrutínio público e um dever do Estado na promoção da pluralidade.

    As Ideias-Chave da APImprensa

    • Fim da Discricionariedade: A associação enfatizou que esta medida acaba com a dependência dos jornais face à “vontade” de cada autarca, estabelecendo regras claras e preços tabelados para a publicitação.
    • Literacia Cívica: Defendem que o envolvimento dos cidadãos no debate público depende de eles conhecerem as decisões tomadas à porta de casa, o que só é possível através de jornais e rádios locais.
    • Equivalência Digital: Uma das grandes vitórias apontadas pela APImprensa foi a inclusão clara dos jornais digitais e sítios de internet das rádios no regime de publicitação, reconhecendo a realidade tecnológica de 2026.
    • Condição de Eficácia: A associação sublinha que as deliberações com eficácia externa só produzem efeitos após a sua publicação nos termos da nova lei, o que confere um poder acrescido à imprensa regional como “diário oficial” de proximidade.

    Tabela Comparativa de Perspetivas: ANIR vs. APImprensa

    FocoPerspetiva da ANIRPerspetiva da APImprensa
    CombateFocada no combate aos “desertos noticiosos”.Focada no combate à desinformação e opacidade.
    Argumento CentralSustentabilidade económica do setor regional.Literacia cívica e escrutínio democrático.
    Vitória HistóricaCelebra o percurso de 6 anos e o diálogo político.Celebra a inclusão total do digital e das rádios.
    ImplementaçãoDestaca a rede de suporte ao jornalismo local.Destaca a transparência nas tabelas de preços.

    O Percurso Político na Ótica da Associação

    A APImprensa realçou o papel da “Magistratura de Influência” do Presidente da República e a urgência manifestada junto dos grupos parlamentares. Ao contrário da ANIR, que focou muito na genealogia dos governos (de Costa a Montenegro), a APImprensa tem insistido na exposição de motivos técnica, garantindo que as câmaras e assembleias municipais (e freguesias com mais de 10.000 eleitores) não possam contornar esta obrigação.

    Nota de Investigação: Um ponto crítico levantado pela associação durante o processo foi a garantia de que as taxas relativas a estas obrigações sejam regulamentadas pelo Governo de forma justa, para que o custo da democracia não asfixie os pequenos municípios nem subvalorize o trabalho dos jornais.

    F. Pesquisa

    Investigação e Análise de Media

  • Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

    A organização não governamental de ambiente Quercus lançou hoje um comunicado expressando profunda preocupação com a falta de informação detalhada e acessível ao público relativamente à gestão e destino da água atualmente armazenada nas barragens portuguesas.

    Num contexto de aparente abundância hídrica, após períodos de seca severa que assolaram o país, a Quercus considera crucial que os cidadãos tenham acesso a informação clara e rigorosa sobre os planos de utilização destes recursos.

    O comunicado da Quercus surge num momento em que as barragens portuguesas apresentam níveis de armazenamento significativamente superiores aos verificados nos últimos anos.

    Esta situação, apesar de positiva, levanta questões pertinentes sobre as prioridades e estratégias para o uso desta água, nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento público, agricultura, produção de energia e manutenção dos caudais ecológicos.

    «É imperativo que o Governo e as entidades responsáveis pela gestão da água garantam a máxima transparência e prestação de contas no que concerne à utilização deste recurso essencial,» afirma o comunicado da Quercus. «Os portugueses têm o direito de saber como esta água será utilizada, qual o impacto ambiental previsto e quais as medidas implementadas para garantir a sua utilização sustentável a longo prazo.»

    A organização ecologista sublinha que a informação deve ser acessível a todos, independentemente da sua formação ou localização geográfica. Nesse sentido, a Quercus apela à disponibilização de dados detalhados, em formatos compreensíveis e fáceis de consultar, sobre:

    A informação deve ser apresentada e atualizada com o histórico dos níveis de água em todas as barragens relevantes; apresentar detalhes sobre a distribuição da água para diferentes setores (abastecimento, agricultura, indústria, energia); dar nota do impacto ambiental e conter avaliações dos potenciais impactos da utilização da água nos ecossistemas fluviais e lacustres.

    Também se requer informação sobre os caudais mínimos garantidos para a manutenção da saúde dos rios e detalhes sobre as estratégias e práticas implementadas para garantir a utilização eficiente e sustentável da água.

    A Quercus recorda que o acesso à informação é um direito fundamental e um elemento essencial para a participação informada dos cidadãos nas decisões que afetam o ambiente e o futuro do país.

    A organização compromete-se a acompanhar de perto a situação e a denunciar quaisquer opacidades ou irregularidades na gestão da água armazenada nas barragens portuguesas. A

    exigência de transparência da Quercus ecoa as preocupações de muitos portugueses que, após períodos de seca, pretendem garantir que a água agora abundante seja gerida de forma responsável e sustentável, assegurando o abastecimento futuro e a preservação dos ecossistemas.

  • Hoje há «Bibliomargens» em Alcoutim

    Hoje há «Bibliomargens» em Alcoutim

    Este ano, o encontro destaca o tema “Bibliotecas: Espaços de Liberdade”, apresentando um programa que realça o papel essencial das bibliotecas como centros de liberdade intelectual, acesso à informação e expressão cultural.

    O evento visa congregar bibliotecários, professores bibliotecários, acadêmicos e membros da comunidade para debater como as bibliotecas podem fomentar e salvaguardar a liberdade em suas múltiplas manifestações.

    Os tópicos a serem explorados incluem:

    • A importância crítica da liberdade de informação e expressão, ressaltando as bibliotecas como espaços imparciais que promovem o acesso a um leque diversificado de ideias e perspectivas.
    • O papel das bibliotecas como impulsionadoras de mudanças sociais benéficas, empoderando indivíduos e comunidades através do acesso à informação e fomento do pensamento crítico.
    • A imperatividade de assegurar que as bibliotecas sejam ambientes inclusivos, receptivos a uma variedade de ideias, culturas e identidades.
    • Casos inspiradores de bibliotecas no Algarve e na Andaluzia que estão engajadas na defesa da liberdade de informação e expressão, e na promoção da igualdade através de programas e colaborações com diversas entidades.
    • A capacitação dos participantes com uma visão renovada sobre a importância das bibliotecas como espaços de liberdade, e um compromisso reforçado de defender e promover esses valores nas suas práticas profissionais e nas comunidades onde atuam.

    O II Encontro Bibliomargens tem o reconhecimento do CEFAE do Levante Algarvio como Ação de Curta Duração e conta com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares e das Bibliotecas Municipais.

  • Leitores das bibliotecas do Algarve com acesso a milhares de jornais e revistas

    Leitores das bibliotecas do Algarve com acesso a milhares de jornais e revistas

    O serviço foi adquirido pela , adquirido pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve que nele investiu cerca de cerca de 20 mil euros. Trata-se do acesso dos leitores da BIBAL ao serviço PressReader, «plataforma digital que dá acesso a jornais e revistas online». S

    Mais de 7.000 títulos nacionais e estrangeiros que existe há mais de dez anos em plataforma paga, mas que os leitores algarvios passam a dispor de forma gratuita. As notícia, podem ser lidas no momento ou descarregadas para leitura posterior.

    Para os autarcas algarvios «esta iniciativa universaliza e democratiza o acesso à informação e ao conhecimento, incentivando simultaneamente a leitura». Tratando-se de um serviço digital e em linha, os leitores fazem-no de forma global e fácil, no âmbito da missão das bibliotecas públicas.

    A aquisição deste serviço foi aprovada, por unanimidade, na Reunião do Conselho Intermunicipal de julho do ano passado. Na ocasião, todos os presidentes reconheceram a importância da medida para as comunidades da Região e decidiram suportar esta despesa, garantindo, assim, a disponibilização do serviço na rede de bibliotecas municipais pertencentes à BIBAL (à excepção de Aljezur, único município que ainda não tem Biblioteca).

    A PressReader é uma plataforma digital, distribuída em Portugal pela WECUL, que disponibiliza o acesso direto e integral a publicações periódicas de mais de 150 países e em mais de 60 línguas, através de uma interface com várias funcionalidades, entre elas pesquisas por título, país, língua ou categoria. O acesso à plataforma é possível de várias formas, com as credenciais de utilizador da biblioteca. Toda a informação é disponibilizada em cada uma das bibliotecas municipais.

    A plataforma paga aos jornais pelas leituras que são feitas na sua plataforma. Quem quiser aceder gratuitamente, deve informar-se junto da sua biblioteca concelhia.