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Etiqueta: Igreja

  • D. Manuel Quintas completa 25 anos como bispo do Algarve

    O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, afirmou que ninguém conhece a região tão bem como ele, numa referência aos 25 anos que leva à frente da diocese.

    Segundo agência Eclésia, o prelado considera as visitas pastorais fundamentais para o exercício do cargo episcopal.

    D. Manuel Quintas, que lidera a Diocese do Algarve há um quarto de século, declarou conhecer a região como poucos. “Não sei se aqui haverá alguém que conheça tão bem o Algarve como eu“, afirmou o bispo diocesano.

    O prelado classificou as visitas pastorais como momentos “insubstituíveis” na sua missão episcopal, destacando a importância destes contactos directos com as comunidades locais.

    D. Manuel Quintas foi nomeado bispo do Algarve em 2001, tendo desde então acompanhado de perto a evolução da região, tanto do ponto de vista religioso como social e económico.

  • Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    Padre Miguel Neto da Diocese do Algarve defende emigrantes

    E lembra que há mais de cem anos, vimos aonde isto no levou, no pico da Revolução Industrial, salientando que devemos ter memória e valorizar as pessoas.

    Para o Padre Miguel Neto, «a dimensão e caracterização do trabalho está a mudar e nós, Igreja, temos de valorizar o fazem as pessoas, sejam elas vindas de qualquer país, oriundas de qualquer povo. Fazem falta TODOS!»

    E, como exemplo, pergunta: «em tantas IPSS, sobretudo aquelas que estão em lugares distantes dos centros urbanos, quem trabalharia na assistência direta aos utentes, se não fossem os imigrantes? Urge que a Igreja fale sobre esta nova dimensão do trabalho humano, talvez com uma encíclica na linha do que foi feito em 1981, com a Laborens Exercens e antes, com a Rerum Novarum».

    Diz que hoje assistimos a uma polarização, na qual participamos falamos e criticamos, «sem tantas vezes repararmos, não só quem esta ao nosso lado, como também em quem nos presta um serviço, tantas muitas vezes tão discretamente, que nem damos por que o façam»

    Para o clérigo da Diocese do Algarve, «Os imigrantes que acolhemos nos nossos países não sabem só servir às mesas, limpar as nossas casas e estabelecimentos (como tantos portugueses imigrantes fizeram na França), serem taxistas ou motoristas de Uber/ TVDE (como tantos portugueses imigrados na França, que foram taxistas); são pessoas que têm vida, que desconhecemos, mas que inclui uma família, uma formação e a busca de uma existência melhor, tantas vezes, não só financeiramente, mas sobretudo de paz, segurança e condições para estar melhor».

    Recorrendo ao processo histórico recorda o caso do nosso pais e sobretudo o Algarve que «sempre foi um espaço de tolerância religiosa e cultural. Prova disso é, precisamente, o facto de a conquista desta região a sul ter sido mais um ato político, do que o sentir do povo que aqui vivia. Havia um salutar convívio entre cristãos, muçulmanos (na sua maioria vindos do Iémen) e judeus, até à conquista, pelo Rei Afonso III. Vários factos apontam para isso mesmo: o rito Moçárabe, no qual eram feitas as celebrações cristãs, o respeito enorme que os muçulmanos tinham pela igreja do Corvo em Sagres, onde repousavam as relíquias de São Vicente, antes de serem levadas pelo Rei Afonso Henriques e os múltiplos relacionamentos mistos, que havia entre os vários povos aqui presentes. Distante e ignorado pelo desejo de conquista da nobreza, a gente do al-Gharb vivia e convivia em salutar paz e tolerância, nestas terras. Infelizmente, não tem recordação dessa memoria. Infelizmente, não temos recordação da necessidade que o povo português teve de ir para fora do seu pais, para melhorar a sua condição de vida. Agora, neste tempo, quase que preferimos as máquinas às pessoas».

    E, nas reflezou que faz sobre os dias de hoje diz-se entristecido e estar à espera de «um dia, ouvir alguém dizer que prefere ir a uma caixa automática de supermercado, do que ir a uma caixa de supermercado onde há um operador oriundo da América do Sul, do Médio Oriente, de África, ou da Ásia».

    Para defender a participação dos emigrantes na economia do nosso Pais recorda que «Se não valorizarmos o trabalho que os imigrantes que recebemos fazem, chegará o momento em que o nosso próprio trabalho vai estar em perigo. Cada vez tenho mais certeza disto».

    Tece depois considerações sobre a inteligência artificial e os usos que os homens estão a fazer, para de livrarem de pagar o trabalho que substituem pelo desempenho das máquinas, com todos os riscos que essas atitusdes comportam.

    E exemplifica: «As portagens não ficaram mais baratas por passarmos com o dispositivo da via verde, em vez de termos um portageiro a quem damos o cartão bancário para pagar; as compras no supermercado (ou outra superfície comercial multinacional) não ficam mais baratas por sermos nós a fazer o trabalho de um operador de caixa; os seguros, comunicações e eletricidade não ficam mais baratos, porque em vez de uma pessoa nos atender o telefone temos um Chat Bot a adivinhar o que queremos e, normalmente, ficamos sem resposta; os bancos não cobram menos comissões bancárias por, muitos deles, já não terem caixas com funcionários para depositar e levantar dinheiro».

  • Vai ser construída a sede dos Escuteiros Marítimos de Ferragudo

    Vai ser construída a sede dos Escuteiros Marítimos de Ferragudo

    Segundo os autarcas de Lagoa, «há muitos anos que os Escuteiros Marítimos de Ferragudo reivindicavam melhores condições para o desenvolvimento da sua atividade, nomeadamente uma sede para receber as crianças e jovens do seu agrupamento».

    Foi no passado dia 16 de dezembro, em pleno convívio de Natal, que foi dado o primeiro grande passo que permitirá iniciar as obras necessárias para que a sede de escuteiros passe a ser uma realidade. Neste protocolo de colaboração celebrado, cabe ao Município de Lagoa apoiar financeiramente os custos do projeto de arquitetura e todas as especialidades legalmente exigíveis, para a construção do edifício. bem como o custo da execução da obra.

    Será concretizado este apoio através de um subsídio atribuído à Fábrica da Igreja Paroquial de Ferragudo, no valor de 150 mil euros, e do acompanhamento técnico da mesma.

    Foi a Fábrica da Igreja Paroquial de Ferragudo quem concedeu o terreno onde irá ser construída a sede dos escuteiros, que se situará no Adro da Igreja de Ferragudo, anteriormente ocupado com o cemitério.

    Está ainda prevista a remodelação do campo de jogos, desde há muito, em profundo estado de degradação. À Junta de Freguesia de Ferragudo cabe o compromisso de «não obstaculizar a regularização patrimonial da área descoberta», visando a obtenção duma solução definitiva.

    O Agrupamento de Escuteiros Marítimos de Ferragudo, justifica o município, tem atualmente cerca de 100 elementos, sendo o maior agrupamento do concelho e dos maiores da região do Algarve. Realiza as suas atividades, de há muitos anos a esta parte, em vários espaços localizados na vila de Ferragudo, andando, praticamente, com “a casa às costas” para conseguir concretizá-las.

    Para Luís QEncarnação, presidente da câmara municipal, é um «importante passo para oferecermos as condições necessárias para que o Agrupamento de Escuteiros Marítimos de Ferragudo continue a desenvolver as suas atividades de forma extraordinária, contribuindo de forma decisiva para a educação dos homens e mulheres de amanhã».

  • Comissão anuncia mais de 4.800 abusos sexuais na Igreja Católica em Portugal, anuncia comissão

    Nas últimas sete décadas, foram abusadas sexualmente mais de 4.800 crianças no seio da Igreja Católica em Portugal. É a estimativa do relatório apresentado pela comissão independente esta segunda-feira, baseada em 512 denúncias diretas. No entanto, o coordenador da comissão, o pedopsiquiatra Pedro Strecht, considera que se trata de um número “absolutamente mínimo”.

    Com Euronews

  • Jornadas de Atualização do Clero em Albufeira

    Jornadas de Atualização do Clero em Albufeira

    Igreja Sinodal, uma Igreja atenta aos Sinais dos Tempos é o tema das jornadas de formação que está a reunir os bispos, padres e diáconos das Dioceses do Algarve, Beja e Évora, num encontro organizado pelo Instituto Superior de Teologia de Évora, em Albufeira, segundo informa o jornal ‘Folha de Domingo’.

    O cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos (Santa Sé), é o orador principal destas jornadas as conferências conferências: Sinodalidade e Comunhão, Desafio à Igreja, Num Mundo complexo e fragmentado, Sinodalidade e Participação. Escutar a Voz de Deus e as vozes do Mundo e Sinodalidade e Missão. A Igreja existe para evangelizar.

    Na jornada de atualização do clero das dioceses do sul também vão refletir sobre os jovens, e o padre Rossano Sala foi convidado para apresentar duas conferências, Jovens evangelizadores dos Jovens. O repto da JMJ 2023 e Os Jovens e a Igreja. Que Igreja queremos/devemos ser?

    O padre Rossano Sala, sacerdote Salesiano, é professor da Universidade Pontifícia Salesiana de Roma, foi o secretário Especial da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo sobre o tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’ (2018) e é consultor da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.

    Amanhã, terceiro dia de formação (18 janeiro) foram convidados quatro oradores: Irmã Luísa Almendra, diretora da Cátedra de Estudos Bíblicos Judaicos e Cristãos da Universidade Católica Portuguesa (UCP), apresenta Reflexões dos sábios de Israel sobre a juventude; o cónego Mário de Sousa, professor de Novo Testamento no Instituto Superior de Teologia de Évora, reflete sobre Sinodalidade e unidade no Novo Testamento; o padre Carlos Carneiro, sacerdote jesuíta, apresenta Pastoral Juvenil e Pastoral Vocacional: caminhos paralelos ou comunhão pastoral?; e o padre Vicente Hernandez, diretor espiritual do Seminário Maior de Évora, vai Sonhar a Pastoral das Vocações num clima Sinodal.

    Os bispos, os padres e os diáconos das Dioceses do Algarve, Beja e Évora no último de jornadas de atualização vão refletir sobre os ‘Desafios do universo juvenil à Igreja em Portugal’, com o cónego Eduardo Duque, sacerdote da Arquidiocese de Braga e professor na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais no Centro Regional de Braga da UCP.

  • Formação no Sotavento para o turismo religioso no Algarve

    Formação no Sotavento para o turismo religioso no Algarve

    Segundo a agência ECLESIA, no âmbito da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, da Igreja Católica, as formações decorrem em Tavira e Vila Real de Santo António.

    A iniciativa decorre do acordo de cooperação assinado no final de 2021, que possibilita a abertura das igrejas no Sotavento do Algarve e promove «a empregabilidade de pessoas portadoras de deficiência e com dificuldades de integração no trabalho».

    O acordo reúne a Diocese do Algarve, o Instituto do Emprego e Formação Profissional, a Comunidade Intermunicipal do Algarve, a Região de Turismo do Algarve e a Direção Regional de Cultura do Algarve, com o apoio da Pastoral do Turismo – Portugal.

    Os dois grupos de formandos desenvolvem competências que lhes vão permitir «fazer o atendimento de visitantes e manter abertas as Igrejas de Vila Real de Santo António, Castro Marim, Cachopo, Alcoutim, Odeleite, Azinhal, Vila Nova de Cacela e Tavira».

    Foto: Pastoral do Turismo
  • Mensagem de Natal do Bispo do Algarve

    Mensagem de Natal do Bispo do Algarve

    D. Manuel de Melo realça que «Celebrar o Natal deve constituir para todos uma oportunidade para assumir a decisão de abater toda a espécie de muros, unir margens, comunicar, construir pontes, estabelecer uma relação com quem é diferente de nós, pela língua, cultura, religião… acolher e partilhar realidades novas, construir a fraternidade em todas as direções”.

    Tendo em atenção que ao espaço da Diocese di Algarve se tem verificado, ao longo dos últimos meses, a chegada de imigrantes ilegais em embarcações precárias, oriundos do norte de África, o prelado lembra que famílias inteiras procuram um lugar para viver em paz, enfrentado riscos de vida, solicitando que sejam acolhidos os que fogem da guerra e da fome ou têm de deixar a sua própria terra «por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental».

  • Símbolo das Jornadas Mundiais da Juventude em Vila Real de Santo António

    Símbolo das Jornadas Mundiais da Juventude em Vila Real de Santo António

    Chegaram por barco à fronteira portuguesa em Vila Real de Santo António os símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude católica realizadas no Brasil, a cruz e o ícon mariano ‘Salus Populi Romani’, em digressão pelo Mundo.

    Este símbolo esteve ontem e estará hoje na cidade de Vila Real de Santo António e nas próximas quinta e sexta-feira vai estar em Monte Gordo.

    De acordo com o programa divulgado pela «Folha de Domingo», os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – a cruz e o ícone de Nossa Senhora – depois de terem peregrinado em Angola, Polónia e Espanha, iniciam uma peregrinação de dois anos em Portugal.

    A peregrinação começou pela Diocese do Algarve, depois de chegaram de através do rio Guadiana, em organização conjunta com a vizinha diocese espanhola de Huelva.

    A comitiva integrou algumas dezenas de jovens algarvios, liderada pelo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, e pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, que estiveram em a Ayamonte, Espanha. para participar na eucaristia de despedida, presidida pelo bispo local, D. Santiago Gómez Sierra e concelebrada pelos dois bispos portugueses que ocorreu ao princípio da noite na igreja paroquial de Nossa Senhora das Angústias, seguida de procissão até ao porto fluvial.

    Após o acolhimento dos símbolos em território algarvio, seguiu-se a procissão até à igreja matriz de Vila Real de Santo António. Álvaro Araújo, presente da câmara municipal do concelho, na Praça Marquês de Pombal, disse à Rádio Guadiana ser um orgulho e uma honra receber em Vila Real de Santo António as jornadas e de a terra ter sido escolhida para o início do percurso pelo País. «É uma alegria e, por isso vamos celebrar com os nossos jovens e a nossa população».

    A cruz e o ícone permaneceram, onde decorreu a vigília de oração iniciada pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, a qual se prolongou até cerca das 24h, ao ar livre.

    As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

    As próximas Jornadas Mundiais da Juventude realizam-se em 2023