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Etiqueta: Hospital

  • Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    por José Estêvão Cruz

    O Governo decidiu criar uma nova unidade hospitar para o Algarve e ainda bem. CCDRA, por José Apolinário e AMAL, por António Pina, apresentaram as naturais saudações devidas à decisão de uma obra que tardava.

    Porém, tal unidade de saúde só estará concluída no ano de 2031. Ou seja, daqui a cinco anos num Mundo que acelera em termos de construção e tecnologia. Cinco anos é muito tempo no estágio de desenvolvimento atual da Humanidade e no espaço dos países desenvolvidos em que nos integramos.

    É natural que qualquer algarvio se encontre contente com esta decisão, pois é a primeira pedra legal para o arranque, mas sabemos todos os empecilhos que têm sido erguidos no caminho de qualquer obra e a lentidão dos procedimentos e obstruções. Ser PPP também não ajuda.

    Que pensa a sociedade algarvia que já se manifestou e que saúde poderá ser encontrada daqui a cinco anos com o número de residentes e visitantes a aumentar a taxas anormais, teremos de o averiguar.

    Foi, em contexto de parceria público‑privada, com um investimento previsto de cerca de 420 a 426,6 milhões de euros e um encargo total na ordem dos 1 100 milhões ao longo de cerca de 27 anos, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a construção do Hospital Central do Algarve, segundo a CNN Portugal.

    O Executivo estima que a unidade esteja operacional em 2031, depois de décadas de anúncios falhados e «oito primeiras pedras», o que é apresentado como correção tardia de uma injustiça para a região., salienta o Algarve Primeiro.

    Vemos que o novo Hospital Central do Algarve é apresentado como «dia histórico» e «sonho de décadas» por governantes e entidades regionais, mas a distância entre o anúncio e a entrada em funcionamento em 2031, alimenta a inquietação numa sociedade que já sente hoje o SNS no limite.

    Entretanto, vamos ter de lidar com o contraste entre o alívio político-institucional e a ansiedade de profissionais de saúde, autarcas, utentes e empresários perante mais cinco invernos e cinco verões de pressão sobre um sistema fragilizado.​

    O reforço para já das estruturas do SNS é muito mais importante que o anúncio de mais uma PPP.

    O Algarve bateu em 2024 o recorde de hóspedes, com 5,2 milhões de visitantes e cerca de 20,7 milhões de dormidas, mantendo‑se como principal destino turístico nacional e com o aeroporto de Faro a ultrapassar 9,8 milhões de passageiros.

    Esta dinâmica turística, somada ao crescimento de residentes, traduz‑se numa pressão sazonal extrema sobre urgências, internamentos e meios complementares de diagnóstico, num contexto em que os hospitais de Faro e Portimão acumulam queixas de sobrecarga e falta de profissionais.​

    É necessário reconhecer que, se muitos algarvios reconhecerão a importância simbólica e prática de finalmente haver uma decisão com calendário, a promessa tem 20 anos. Ou seja, a necessidade foi reconhecida nessa ocasião e vai ser apenas cumprida 25 anos depois, em 2031. Temos de convir que é um horizonte demasiado distante para as necessidades de hoje.

    E ainda falta saber se ter um novo hospital em 2031 nos trará os cuidados que consigam serviços que possam suprir as listas de espera, a falta de médicos de família e o recurso a privados, que já fazem parte do quotidiano.​

  • PCP receia fuga à Construção do HCA

    PCP receia fuga à Construção do HCA

    Na discussão do Orçamento de Estado para o ano de 2022 foi aprovada por unanimidade a proposta do Partido Socialista, na qual é expresso o compromisso de construção de um novo hospital.

    Durante a discussão e votação na especialidade das propostas para o Orçamento do Estado para 2022, entre as várias iniciativas para que se avançasse com a construção do novo Hospital Central no Algarve, nota este partido que a sua proposta abrangia um Plano Plurianual de Investimentos no Serviço Nacional de Saúde, envolvendo equipamentos e infraestruturas do SNS e a construção do Hospital Central do Algarve, «proposta essa que não foi acompanhada nem pelo PS, nem pelo PSD».

    Referindo-se a comportamentos e promessas de sucessivos governos anteriores, o PCP Algarve sublinha: «As populações do Algarve já têm suficiente experiência para perceber que, em matéria de investimentos na região algarvia prometidos por sucessivos governos, é preciso ver para crer. Prova disso são os vários anúncios de construção do novo Hospital Central do Algarve que, pelo menos desde 2002, atravessaram sem excepção os Governos do PS e do PSD/CDS, sem que as ditas intenções se concretizassem. Ao todo, foram até ao momento 20 anos de promessas de PS, PSD e CDS, com zero concretização».

    Em matéria de saúde no Algarve, «tão importante como a construção do novo Hospital Central, é o reforço dos cuidados primários de saúde, é a garantia de que todos os algarvios têm direito a médico e enfermeiro de família, é a capacidade do SNS de atrair e fixar profissionais, para garantir consultas, exames, cirurgias à população».

    O PCP lamenta ainda que no Algarve, o Serviço Nacional de Saúde seja confrontado «com crescentes dificuldades, ao passo que o negócio da doença de que os grupos privados de saúde se alimentam, continua a florescer à custa dos recursos públicos que para aí são desviados».

    Para o PCP o reforço do Serviço Nacional de Saúde, com o seu carácter universal e tendencialmente gratuito, «é a única forma de assegurar sem discriminações o direito à saúde do povo português. Um reforço que é todos os dias comprometido com as opções de PS e PSD de submissão à moeda única e aos critérios do défice e que impedem a valorização dos serviços públicos».

  • Hospital Central do Algarve proposto para o OE2022

    Hospital Central do Algarve proposto para o OE2022

    A proposta tem a assinatura de Jamila Madeira, Jorge Botelho, Luís Graça, Francisco Oliveira e Isabel Guerreiro que afirmam cumprir ´«a promessa da campanha eleitoral de fazer do novo Hospital Central e Universitário do Algarve a primeira iniciativa legislativa enquanto parlamentares eleitos sobre aquela que consideram a prioridade das prioridades para o Algarve».

    Os deputados socialistas lembram que o novo Hospital Central do Algarve foi por «iniciativa do Primeiro-ministro, António Costa, inscrito no Programa do atual Governo enquanto compromisso para a atual legislatura e que, decorrente desse objetivo, deveria passar a ter um artigo autónomo em sede de Orçamento de Estado».

    Os parlamentares algarvios sublinham o amplo consenso que existe em torno da necessidade deste equipamento de saúde, cujo concurso para adjudicação da Parceria Público Privada para a sua construção se encontra suspenso desde 2011.

    Até ao final do terceiro trimestre de 2022 o Governo adota as diligências necessárias que «assegurem o procedimento para a construção e equipamento do novo edifício do Hospital Central do Algarve, assumindo o modelo contratual mais célere para a concretização da obra, que concilie o princípio de viabilidade e sustentabilidade económica e financeira com o critério de imperiosa urgência e necessidade para a qualidade da assistência prestada à população da região».

  • Tavira terá Centro Clínico do Hospital de Loulé

    Tavira terá Centro Clínico do Hospital de Loulé

    A nova unidade de saúde vai ficar situada no interior do centro comercial Plaza, em Tavira, no mesmo piso da Loja do Cidadão.

    O grupo de saúde tem neste momento, para além do Hospital de Loulé, as clínicas internacionais de Vilamoura e Olhão e o Centro Clínico de Almansil, prosseguindo a sua expansão agora com a clinica no Plaza, em Tavira.

  • PSD quer uma data para o Hospital Central do Algarve

    A dúvida sobre o início da construção do novo Hospital Central Hospital surgiu pelo facto da ministra ter afirmado que o mesmo «deverá ser planeado este ano, «de modo a que em 2021, possamos começar a executá-lo, estamos a falar de estudos, de garantia de investimento, de decisões sobre a carteira de serviços e o caderno de encargos, para poder responder a essa necessidade dos algarvios»,.

    O PSD interpreta estas palavras como o Governo e o PS terem «abandonado os algarvios no que respeita aos cuidados de saúde hospitalares“.  

    No seu comunicado, o PSD verifica que o Hospital Central do Algarve não consta no Orçamento do Estado de 2020 ou no quadro plurianual de investimentos, até 2023, nem mesmo a «realização de investimentos em equipamentos ou obras de conservação profundas para os Hospitais de Faro e de Portimão».