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Etiqueta: Homenagens

  • Vila Real de Santo António Honra José Militão com Prova de Atletismo

    Vila Real de Santo António Honra José Militão com Prova de Atletismo

    Vila Real de Santo António prepara-se para receber, esta tarde de dia 4 de abril, a primeira edição do Memorial José Militão, uma prova de atletismo que homenageia um dos nomes incontornáveis do desporto local.

    A iniciativa, organizada pelo Grupo Desportivo Pic-Nic com o apoio da Câmara Municipal e a colaboração da Associação de Atletismo do Algarve, terá lugar num circuito urbano com partida e chegada na Praça Marquês de Pombal.

    A competição, aberta a atletas federados e populares, de forma individual ou coletiva, integra dois percursos com distâncias adaptadas a diferentes escalões etários, permitindo a participação de jovens promessas e veteranos do atletismo.

    As provas terão início às 18h30 com a corrida dos Sub10/Benjamin A (Feminino), seguindo-se as restantes categorias, culminando com a prova principal, às 20h30, destinada a atletas Sub20/Sub23/Sénior/Veterano (Feminino + Masculino), num percurso de 5580 metros.

    O Memorial José Militão pretende ser um momento de convívio desportivo e competição saudável, ao mesmo tempo que presta tributo a um homem que dedicou mais de 30 anos da sua vida ao atletismo.

    José Militão, um dos fundadores do Grupo Desportivo Pic-Nic nos anos 60, foi atleta, dirigente e treinador, tendo organizado algumas das provas mais emblemáticas do concelho, como as X Milhas do Guadiana, a Corrida da Baía de Monte Gordo e a Travessia do Guadiana.

    Reconhecido sobretudo como treinador, Militão contribuiu para a conquista de inúmeros títulos regionais e nacionais pelos atletas formados no clube, sendo várias vezes homenageado pela Associação de Atletismo do Algarve pelo seu trabalho.

  • Polo Museológico da Água homenageia Filipa Faísca em Querença

    Polo Museológico da Água homenageia Filipa Faísca em Querença

    A aldeia de Querença, no concelho de Loulé, preparou-se para prestar homenagem a uma das suas figuras mais emblemáticas.

    O Polo Museológico da Água acolhe, hoje uma tertúlia dedicada a Filipa Faísca, uma personalidade incontornável da cultura popular local.

    Este encontro surge como um justo reconhecimento público pela sua inestimável dedicação à preservação da identidade algarvia e das suas mais profundas tradições. O evento integra-se nas celebrações do mês das Janeiras, reforçando a ligação da iniciativa às raízes culturais da região.

    Filipa Faísca é conhecida por ser uma mulher multifacetada e a personificação da memória viva do Algarve. É, simultaneamente, artesã, poeta popular, contadora de histórias e cantadora de tradições, sendo a sua obra fundamental para manter a chama das tradições de Querença acesa.

    A tertúlia não será apenas um momento de exaltação, mas um espaço de diálogo comunitário. O público está calorosamente convidado a participar ativamente, partilhando as suas próprias vivências, memórias e histórias, num ambiente que celebra a água e a terra como elementos centrais da vida local.

    Esta iniciativa é uma oportunidade única para mergulhar na história e na cultura popular de Querença, celebrando uma das suas mais importantes guardiãs. Recordamos que o evento tem entrada livre.

    Memória Viva do Algarve

  • Lídia Jorge Homenageada no 5.º Festival Literário Internacional de Querença

    Lídia Jorge Homenageada no 5.º Festival Literário Internacional de Querença

    A escritora portuguesa Lídia Jorge foi a principal homenageada da 5.ª edição do Festival Literário Internacional de Querença, recentemente realizado. O evento dedicou-se a celebrar a vasta obra da autora, conhecida pela sua profunda reflexão sobre a memória, a condição humana e a identidade coletiva.

    Ao longo do festival, a obra de Lídia Jorge foi explorada e celebrada através de diversas iniciativas, incluindo leituras encenadas, debates literários e outras atividades que visaram dar destaque à relevância da autora no panorama literário contemporâneo português.

    Lídia Jorge é uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa moderna, tendo publicado romances, contos e ensaios que lhe granjearam reconhecimento nacional e internacional. A sua escrita é frequentemente caracterizada pela sua sensibilidade social e pela sua perspicácia na análise da complexidade da experiência humana.

    A Casa das Letras, editora portuguesa, também expressou os seus parabéns à escritora pela homenagem recebida, reconhecendo o valor do seu contributo para a literatura portuguesa.

    Foto de Elizabete Guerreiro Isabel que pintou a escritora
  • Associação Cultural de VRSA em festa

    Associação Cultural de VRSA em festa

    A Associação Cultural de Vila Real de Santo António, por ocasião do aniversário do Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha, realizou um espetáculo com o Grupo Etnográfico e com a Banda Filarmónica, no Centro Cultural António Aleixo.

    O momento foi aproveitado para homenagear a presidente Liliana Neto, o vice-presidente João Borralho e o Maestro Bernardino Segura, pelo emprenho na Associação, em particular, e na cultura local e regional.

    A cerimónia contou com a presença de Valentim Santos, presidente da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, em representação da Freguesia.

  • Atletas do Kayak Clube Castores do Arade homenageados em Lagoa

    Atletas do Kayak Clube Castores do Arade homenageados em Lagoa

    O executivo municipal de Lagoa recebeu oficialmente, nos Paços do Concelho, os atletas do Kayak Clube Castores do Arade (KCCA) que se destacaram no Campeonato Nacional de Regatas em Linha, realizado em Montemor-o-Velho nos dias 2 e 3 de agosto.

    A cerimónia teve como objetivo reconhecer o desempenho dos atletas que representaram o concelho nesta importante competição a nível nacional.

    Os atletas do KCCA conquistaram um total de sete medalhas, distribuídas da seguinte forma:

    Medalhas de Ouro:
    Inês Batista – K1 500m
    Inês Batista – K1 200m
    Lara Carapinha, Leonor Matos, Júlia Luís e Joana Marques – K4 500m

    Medalha de Prata:
    Leonor Matos e Júlia Luís – K2 500m

    Medalhas de Bronze:
    Luana Gonçalves – K1 500m
    Luana Gonçalves – K1 200m

    Durante a receção, o executivo municipal expressou publicamente o seu apreço pelos atletas e pelo Kayak Clube Castores do Arade, destacando a importância do desporto para o desenvolvimento dos jovens e para a projeção do concelho de Lagoa. A iniciativa sublinha o apoio da autarquia ao desporto local e o reconhecimento do talento dos atletas da região.

  • Selo de qualidade para o desporto em Alcoutim

    Selo de qualidade para o desporto em Alcoutim

    «Este reconhecimento sublinha a nossa dedicação em promover o envelhecimento ativo e saudável na nossa comunidade. Acreditamos que a atividade física regular é essencial para melhorar a qualidade de vida dos nossos seniores, proporcionando-lhes bem-estar físico, mental e social», sublinham.

    Prometem continuar a trabalhar com empenho «para oferecer programas e iniciativas que incentivem um estilo de vida ativo e saudável para todos». e agradeceram a todos os participantes e colaboradores que tornaram este reconhecimento possível.

  • Fernado Reis Homenageado pela API

    Fernado Reis Homenageado pela API

    A Associação Portuguesa de Imprensa prestou uma homenagem a título póstumo ao que foi diretor do Jornal do Algarve, Fernando Reis, louvando a dedicação à imprensa regional.

    O ato ocorreu no âmbito das celebrações do Dia Nacional da Imprensa e após o jantar no Grémio Literário.

    Susana Travassos, filha do homenageado recebeu o prémio das mãos do presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Imprensa, Albérico Fernandes.

    Fernando Reis, professor de profissão, era um defensor da liberdade de imprensa e do jornalismo, causa a que se dedicou com empenho e competência, profissionalismo e qualidade.

    Recebeu este prémio póstumo pelos seus serviços à imprensa e ao jornalismo, foi sempre uma referência de credibilidade, profissionalismo e qualidade.

    Na qualidade de colaborador do Jornal do Algarve e antigo Chefe da Redação daquelo prestimoso semanário algarvio, o único que heróicamente se mantém firme com uma edição em papel e na Internet, considero este reconhecimento justo e oportuno.

    José Estêvão Cruz
  • Ciclo «Arquivo entre Histórias» e regresso do Prémio Nacional António Rosa Mendes

    Ciclo «Arquivo entre Histórias» e regresso do Prémio Nacional António Rosa Mendes

    Neto Gomes dirigiu a roda de amigos, intelectuais algarvios, professores, estudantes e estudantes já professores, jornalistas que falaram durante quase duas horas sobre o professor universitário e político, recordando-o com as intervenções e a saudade, a fazer sentir a nostalgia da sua ausência.

    A viúva, Lurdes Rosa Mendes, esteve presente, bem como Luísa Travassos, diretora do Jornal do Algarve, do qual o homenageado era colaborador.

    O vereador que detêm a responsabilidade do «Património Material e Imaterial» na câmara municipal de Vila Real de Santo António Fernando Horta, revelou que o município decidiu trazer de volta o Prémio Nacional António Rosa Mendes, interrompido devido ao facto da autarquia não ter condições para continuar com a iniciativa, segundo afirmou.

    Intervieram nan homenagem Fernando Cabrita, Marco Sousa Santos, Amélia Cunha, Andreia Fidalgo, Luísa Travassos, José Cruz, Fernando Pessanha, Mário Sousa, Neto Gomes e Lourdes Rosa Mendes que agradeceu sentidamente a homenagem prestada e o reconhecimento assinalado pelo contributo e a dedicação de uma vida ao ensino, à investigação, à cultura e ao Algarve.

    Quem foi António Rosa Mendes

    Professor na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais na Universidade do Algarve, lecionou disciplinas de História da Cultura, História do Algarve e Direito do Património Cultural. Foi diretor da Biblioteca da UALG e coordenou o curso de mestrado em História do Algarve, além de ter sido responsável pelo Centro de Estudos de Património e História do Algarve.

    Natural de Vila Nova de Cacela, estudou em Faro e licenciou-se em História e em Direito. Mestre e Doutor em História, António Rosa Mendes, em 2005 foi presidente de «Faro, Capital Nacional da Cultura».

  • Mértola não esquece Serrão Martins

    Mértola não esquece Serrão Martins

    Por tudo isto, entre 18 a 23 de março, recorda Serrão Martins, em homenagem à pessoa e ao seu legado e afirma, mais uma vez, a matriz cultural e patrimonial que está na base do desenvolvimento sustentável do próprio território. Um conjunto de iniciativas de cariz cultural faz parte da programação do «Lembrar Serrão Martins 2023».

    Já no próximo dia 18 de março pelas 21:00 horas, vai haver concerto Camerata, apresentado pelos alunos das classes mais avançadas do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, e, no dia 19 de março, pelas 17:00 horas, sobe ao palco um concerto de evocação à poesia de Mário Elias, com a música e a voz de Bruno Batista e a exibição poética de Celso Candeias.

    Como forma de mostrar a sétima arte, a programação conta com a exibição do filme «Ice Merchants», de João Gonzalez, primeiro filme português nomeado para os Óscares, no dia 20 de março, pelas 19:00 horas.

    A iniciativa está associada à comemoração do Dia Mundial da Poesia e no dia 21 de março, pelas 18:30 horas, junta no Cineteatro Marques Duque um conjunto de projetos culturais em curso no território.

    No dia 22 de março, pelas 18:30 horas é apresentada a iniciativa de literacia científica da Estação Biológica de Mértola, «Café Ciência», como forma de promover o conhecimento científico em contextos de proximidade e informalidade.

    Para terminar a semana dedicada a relembrar Serrão Martins, no dia 23 de março, pelas 19:00 horas é proposto o Fórum do Património que se realiza no Núcleo de Arte Sacra do Museu de Mértola Cláudio Torres.

  • «Cantar de Amigos» lembra Alfredo Graça

    «Cantar de Amigos» lembra Alfredo Graça

    A iniciativa foi acolhida pela câmara municipal, no âmbito das comemorações do aniversário do concelho e da homenagem então prestada ao antigo presidente da autarquia, falecido no início deste ano. O presidente da autarquia, Álvaro Araújo assistiu ao espetáculo.

    A receita de uma casa que praticamente lotou o Centro Cultural António Aleixo, reverteu a favor da ARPI -Associação de Reformados Pensionistas e Idosos de Vila Real de Santo António.

    Os espetáculos do grupo «Cantar de Amigos» realizam-se há trinta anos com uma regularidade bianual e sempre com receitas a reverter para causas sociais. O de ontem foi o primeiro, após a interrupção provocada pela pandemia.

    No final do espetáculo, em nome de todo o grupo, José Cruz dirigiu ao público algumas palavras de homenageado, tendo colocado em destaque que «Alfredo Graça era um homem generoso e bom, democrata convicto, comunista militante, dedicado à sua terra, bom profissional no trabalho, excelente instrumentista na bateria, afinadíssima voz e inesquecível presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

    No final de espetáculo, o «Cantar de Amigos» ofereceu uma placa à família recolhida por Vilma Graça com palavras de preço ao homenageado.

    Francisco Camarada, em nome da ARPI agradeceu a oferta da receita à associação.

    O espetáculo teve, como sempre, a direção musical de Toy Dourado.

    A diva local Rita Tenório, que participou ativamente no grupo nas duas primeiras décadas e que se encontra impossibilitada de viajar, por conselho médico, enviou, por vídeo, uma mensagem de apreço ao grupo e aos vila-realenses.

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    20220627 01 alfredo graça
  • Mister TONI com merecida homenagem

    Mister TONI com merecida homenagem

    ” !Ontem dia de o Lusitano de Vila Real de Santo António completar 106 anos de vida ( 15-4-2022 ), um Clube histórico do Algarve e porque não dizer de Portugal, homenageou o Mister Toni. A cerimónia, não se retirando o mérito á Direção ( mera opinião ), deveria ter sido com maior pompa e circunstância , aconteceu no Campo de Jogos Francisco Socorro, numa tarde primaveril com o homenageado a sentir-se feliz e com emoção recebeu o merecidíssimo Diploma.

    Aos homens do futebol parecia estranho não ter o Clube da sua terra ainda realizado esse ato de homenagem a um verdadeiro apaixonado pelo futebol , que tanto e tanto deu á modalidade. Mister Toni serviu ao longo da sua carreira alguns clubes algarvios ( Leões do Glória , Leões do Bairro , Castromarinense, Vilarealense, Palmeiras de Olhão , Desportivo de Tavira, Leões de Tavira , e de 1968 a 1974, o Lusitano de Vila Real ( juniores) com empenho e dedicação.

    Eusébio, Benfica, Toni, Lusitano. A água ao peito é a mesma, os clubes diferentes.

    Pelo Lusitano, além de treinador, jogou pelos Veteranos e, em 1970, o Lusitano recebe o glorioso Benfica, marcando esse acontecimento com uma foto ao lado do grande Eusébio.

    Tive o privilégio e muitos tavirenses de ter sido treinado pelo Mister Toni e recordo sempre a sua entrega ,determinação, garra e paixão. Foi sempre um excelente condutor de homens, um disciplinador, mas um ombro amigo, uma pessoa emotiva de um carinho especial pelos seus jogadores e diretores. Após muitos anos de o ter como treinador tenho o privilégio de o ter como amigo.

    Todas as vezes que é visitado na sua loja ” Aquário 2 ” por clientes de Tavira recebo sempre os seus cumprimentos. Quando o visito ou falamos por telefone há sempre uma palavra de amizade para os jogadores e diretores dos Leões de Tavira. Ainda hoje apesar dos seus 78 anos caminha pela praia, pelo pinhal até Monte Gordo sempre numa atividade física constante. Divulgar essa homenagem será uma alegria para os muitos atletas que treinou e têm-no no coração! Parabéns, forte abraço !

    texto:/Rui Palminha Amaro
  • Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    Gastão Cruz é perda que Faro lamenta

    O Município de Faro lamentou «profundamente» o falecimento de Gastão Cruz, poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário e encenador natural de Faro e uma das «figuras incontornáveis da poesia portuguesa contemporânea».

    Nascido no ano de 1941 em Faro, cidade com que manteve sempre uma forte ligação, Gastão Cruz formou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e começou desde muito novo o seu percurso pela poesia, colaborando com vários jornais e revistas.

    Como poeta, colaborou, entre outras publicações, com os “Cadernos do Meio-Dia” (1958-1960), emblemática publicação de poesia, crítica e ensaio dirigida pelo também farense António Ramos Rosa e pelo algarvio Casimiro de Brito, que anteciparam tendências que marcaram a poesia.

    O seu nome aparece igualmente ligado à publicação coletiva Poesia 61, outra das principais contribuições para a renovação da linguagem poética portuguesa na década de 60.

    Como crítico literário, coordenou a revista Outubro e colaborou em vários jornais e revistas ao longo dos anos sessenta. Essa colaboração foi reunida em volume, com o título “A Poesia Portuguesa Hoje” (1973), livro que permanece hoje como uma referência para o estudo da poesia portuguesa das décadas de 60 e 70.

    No âmbito da atividade teatral, Gastão Cruz foi um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras, em 1965 e do Grupo de Teatro Hoje, entre os anos 76 e 77.

    Dedicou-se também à tradução de livros para português, facto que lhe concedeu um mérito singular na época, uma vez que traduziu nomes como William Blake, Jean Cocteau, Jude Stéfan e Shakespeare.

    A sua obra poética valeu-lhe reconhecimento e admiração públicos, bem como inúmeros prémios e galardões, nomeadamente o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 2004, o Prémio “Correntes d’Escritas”, em 2009, o Grande Prémio de Poesia “Maria Amália Vaz de Carvalho”, ou a sétima edição do Prémio Nacional de Poesia “António Ramos Rosa”, em 2019.

    O poeta foi ainda distinguido com a medalha de mérito grau ouro do Município de Faro, em 1999, com a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura, em 2018, e com a medalha de ouro da cidade pelo Município de Faro, em 2019.

    A literatura e a cidade de Faro ficam assim mais pobres, com a perda de um dos seus maiores autores e figuras incontornáveis, mas cujo legado ficará expresso na nossa cultura comum.

    Aos seus familiares, amigos e leitores, o Município de Faro endereça as mais sentidas condolências.

  • Mértola não esquece Serrão Martins

    Mértola não esquece Serrão Martins

    Entre 19 a 25 de março, Mértola recorda e homenageia, a memória e o homem que foi Serrão Martins, o primeiro autarca eleito em democracia.

    Através de um conjunto de iniciativas de cariz cultural, e na data coincidente com o seu aniversário, o Município de Mértola e os Mertolenses, lembram a visão de Serrão Martins e o lugar de destaque que sempre atribuiu à Cultura e ao Património.

    PROGRAMA DA INICIATIVA:

  • Neto Gomes e Delmiro Pereira homenageados durante a volta ao Algarve

    Neto Gomes e Delmiro Pereira homenageados durante a volta ao Algarve

    O município de Vila Real de Santo António escolheu o dia da passagem da volta ao Algarve para prestar homenagem a dois homens ligados aos ciclismo, Neto Gomes e Rogério Domingos, num ato a decorrer amanhã, 19 de Fevereiro às 13:00 horas na Avenida da República e no local da partida.

    O próprio presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo discursará na ocasião para colocar em relevo os contributos de ambos para a promoção do desporto no concelho e pela sua dedicação ao serviço do ciclismo. O Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, bem como os homenageados, vão estar presentes.

    Neto Gomes nasceu em Vila Real de Santo António, a 27 de outubro de 1944, e reside em Loulé há vários anos. Embora tivesse exercido várias atividades ligadas ao setor do turismo e do desporto e desempenhado funções em várias entidades públicas, é a ligação à escrita, e em particular ao jornalismo, que serve de elo condutor a toda a sua vida profissional. Marcou uma época, ainda hoje inigualável, como speaker da Volta a Portugal em Bicicleta.

    Rogério Domingos nasceu a 19 de fevereiro de 1948. Foi ciclista do Ginásio Clube de Tavira e é proprietário do restaurante Alpendre, uma referência regional para os adeptos das duas rodas. Participou em diversas edições da Volta a Portugal. Apesar de ter competido profissionalmente até 1968, organizou, ao longo de muitos anos, várias corridas não só em termos de formação, mas também na ótica de promoção da modalidade.

    A 48.ª Volta ao Algarve está na estrada até 20 de fevereiro. Será mais uma edição da qual se espera um elevado nível competitivo. O percurso foi profundamente renovado, com etapas para todos os perfis de corredores, consolidando-a como uma das melhores provas do circuito UCI ProSeries.

    A maior novidade da 48.ª Volta ao Algarve é esta quarta etapa, por ser o contrarrelógio mais extenso dos últimos anos e por marcar o regresso da corrida a Vila Real de Santo António, cidade que já não recebia uma partida de etapa desde 2009.

    O contrarrelógio de amanhã terá 32,2 quilómetros, unindo Vila Real de Santo António a Tavira.  Pela extensão, permite que os contrarrelogistas puros possam gerir a corrida, incluindo os percursos de montanha, com o objetivo de se colocarem-se entre os favoritos ao triunfo na geral.

    O local da partida desta, que será a quarta etapa, ficará situado na Avenida da República, frente ao Rio Guadiana, estando programada a saída do primeiro corredor por volta das 13:45 noras. A presença das maiores estrelas do ciclismo promete trazer muita animação, público e entusiastas da modalidade à zona ribeirinha da cidade.

  • Celina da Piedade em Mértola no lembrar de Serrão Martins

    Celina da Piedade em Mértola no lembrar de Serrão Martins

    De 19 a 27 de março, Mértola lembra António Serrão Martins, primeiro autarca eleito em democracia, com um conjunto de iniciativas em formato digital.

    Celina da Piedade participa no dia da abertura com um concerto comentado, transmitido em direto em streaming pelo Facebook desde do Cine Teatro Marques Duque, com a participação de Ana Santos, no violino.

    Conversas, tertúlias, concertos, partilhas de poemas no dia mundial da poesia, programa de rádio, entre outros, são alguns dos conteúdos de uma programação que evoca a memória e a visão de Serrão Martins e o lugar de destaque que sempre atribuiu à Cultura e ao Património.

    O Programa completo encontra-se nas redes sociais do Municipio de Mértola para aceder aos links de inscrição nas diferentes iniciativas do programa.

  • Vicente Campinas, o homem da beira-rio

    Vicente Campinas, o homem da beira-rio

    Conheci António Vicente Campinas ainda muito novo, quando me deslocava à sua papelaria a comprar cadernos ou lápis e nem sequer sabia que aquele era o homem que tinha escrito um livro que repousava numa estante de corredor, em casa dos meus primos, onde o descobri e passava algum tempo a decifrar o significado daqueles poemas.

    “Aguarelas”, era um livro que consultava com regularidade, nas tardes quentes em que o sol deixava de ser de branco feérico, filtrado pelas cores algo fantásticas dos vitrais daquela peça da casa dos meus primos virada à Rua Almirante Reis, para mim mágica. 

    A minha curiosidade era aguçada pela capa de aspeto antigo, onde se misturavam diversos elementos sedutores, uma lira da música, um pincel e uma lata de aguarelas, flores e ondas do mar e umas letras que pareciam saídas dos prospetos do “Cine-Foz“. 

    Porém, habituado aos romances volumosos que o meu pai lia, repletos com parágrafos intermináveis, o mistério maior era o porquê da existência daquele livro magricela, com as frases partidas e pequenas e muitas palavras difíceis de decifrar. Não me recordo que idade tinha quando tive pela primeira vez na mão o “Aguarelas”. Sei que foi bem cedo e sei que aquele livro teve influência em mim, tanto como teriam mais tarde as “Aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain.

    Só voltei a contactar com Vicente Campinas depois do 25 de Abril em torno de duas paixões que nos seduziam a ambos. O PCP e o Jornal do Algarve, onde colaborava com alguma regularidade, graças à paciência do então chefe de redacção José Manuel Pereira.

    E foi pela sua mão e influência que me escolheram para ocupar o cargo que JMP deixava, depois de o exercer com tanta competência e moderação, mantendo a chama acesa da Imprensa Regional e o carinho dos leitores, tal como o tinham feito o seu fundador e o filho. E foram ainda os conselhos de JMP e de Vicente Campinas que me guiaram nesses anos muito difíceis para a sobrevivência do jornal (1979-1983) , quando, por via da política monetarista de desvalorização do escudo, praticamente todos os meses os custos de produção prometiam submergir o jornal com a crise. 

    No Jornal do Algarve, Vicente Campinas escreveu também com o pseudónimo de António do Rio. A escolha deste nome para as suas crónicas, revela também, a par da obra, a profunda marca que no íntimo lhe terá deixado o sofrimento das gentes da “baixa-mar”. E entendi-o perfeitamente, porque a minha família materna trabalhou nas várias fábricas de conservas e a paterna embarcou nas traineiras e enviadas ou implicou-se nas descargas da “muralha”.

    Quem quiser conhecer a alma profunda da hoje cidade de Vila Real de Santo António, tem obrigatoriamente de ler ou reler Vicente Campinas. Até hoje, ninguém como ele, escritor do neo-realismo português de obra vasta e talento reconhecido, plasmou de forma tão realista as vicissitudes e falas daqueles a quem a vida castigou com o rótulo de um viver nos limites da fome e da necessidade. 

    Nos tempos da Pandemia de hoje, onde é preciso ir em busca de coragem para enfrentar os desafios do presente e perspetivar um futuro melhor, reler Vicente Campinas é partir à descoberta dessa gente humilde e das formas como superaram o dia-a-dia. É partir ao encontro da dureza das formas de relacionamento humano e do discurso direto, quando se está nos limites da sobrevivência, mesmo se, por detrás das palavras de cada personagem, anda implícito o amor, o sacrifício, a partilha e a dedicação.

    A obra de Vicente Campinas será sempre o quadro pictórico, vivo, da algaraviada da baixa-mar, quando cheirava a atum pelas ruas, se apregoavam as conquilhas, as traineiras, em pousio, enchiam o Guadiana e os cargueiros os cais da muralha, a cheirarem a alfarroba e a palha.

    Quero voltar a recordar a sua figura de homem afável, conversador, amigo, comprometido com a causa dos deserdados, a sua sabedoria experiência e conselhos, o seu amor a Portugal e à terra onde nasceu, os sacrifícios que fez pelos outros, quando a sua capacidade e talento lhe permitiriam ter uma vida descansada. Mas ele sabia bem que ninguém é livre quando os outros são escravos, que ninguém se pode sentir confortável quando para os outros sobra uma vida arrastada. 

    A nota biográfica de António Vicente Campinas, nascido em Vila Nova de Cacela, em 28 de Dezembro de 1910, pouco tempo depois da implantação da República, e trazido para Vila Real de Santo António um ano depois, encontra-se exemplarmente descrita no livro “Guardador de Estrelas“, uma antologia de Gil Furtado, editada em 1994, prefaciada pelo escritor Urbano Tavares Rodrigues.

    Ao homem, ao poeta, ao escritor, ao camarada e ao amigo, dedico estas linhas e, tal como há dez anos, faço votos para que seja sempre recordado como agora, em especial pela comunidade do concelho de Vila Real de Santo António, cujo povo amou e lutou para que tivesse uma vida melhor, que relativamente tem, embora os tempos sejam de dúvidas e de sombras.

    Descansa em paz que nós cuidamos da tua obra!

    8 de Janeiro de 2021

    José Estêvão Cruz