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Etiqueta: fotovoltaicas

  • Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    Baterias americanas para a solar de Alcoutim

    A Galp Energia, em colaboração com a empresa norte-americana Powin, anunciou a instalação de um sistema de armazenamento de energia em grande escala, utilizando baterias, numa das suas centrais fotovoltaicas localizadas em Alcoutim, no Algarve.

    Este sistema, com capacidade de 5MW/20MWh, representa o primeiro passo da empresa na hibridização do seu vasto portefólio de produção de energia solar na Península Ibérica, que alcança quase 1,5 GW em operação.

    O objetivo desta iniciativa é permitir que a Galp armazene energia solar durante períodos de alta produção para utilizar quando a procura for maior, otimizando assim o valor gerado pela energia solar.

    O projeto em Alcoutim marca a primeira incursão da Powin no mercado europeu, que é visto como um campo de rápido crescimento para soluções de armazenamento de energia por meio de baterias.

    Esta parceria entre a Galp e a Powin não só sublinha a importância das soluções de armazenamento de energia para uma transição energética sustentável, mas também reflete o compromisso da Galp em aumentar sua produção de energia renovável.

    Com o foco na transformação de sua base industrial para a produção de combustíveis verdes e a venda de energia renovável, a Galp vê o armazenamento de energia como essencial para garantir um fornecimento constante de energia para seus negócios.

    Jeff Waters, presidente executivo da Powin, destacou a significância do projeto para além da sua capacidade em megawatts, vendo-o como o início de uma parceria duradoura e um marco para a Powin na Europa, após a abertura de um escritório em Madrid.

    Apontou também para a expectativa de que a Europa implemente mais de 90 GWh de projetos de armazenamento de energia através de baterias de grande escala até 2030, indicando a posição estratégica da Powin para atender a crescente procua por soluções de armazenamento de energia na região, bem como no Médio Oriente e África, apoiando assim o crescimento rápido do setor de armazenamento de energia.

  • Não vai haver fotovoltaica em Estoi

    Não vai haver fotovoltaica em Estoi

    Para a APA, o projeto de Estoi induz impactes negativos diretos e indiretos, «muito significativos, irreversíveis, não minimizáveis nem passíveis de compensação”, segundo o jornal Expresso.

    Este parecer negativo corta uma parte da capacidade de quase 700 megawatts (MW) que o Governo tinha adjudicado no leilão de 2020. O projeto da Iberdrola teria 87 MW de capacidade, e inviabiliza um empreendimento com uma componente inovadora de armazenamento, já que previa um parque de baterias de 14 MW.

    O projeto da Iberdrola esteve em consulta pública entre 19 de maio e 20 de julho e foi um dos mais participados de sempre no que respeita ao desenvolvimento de centrais solares de larga escala. Segundo o portal participa, recebeu mais de 800 contributos.

  • Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

    Almina vai ter a maior unidade de autoconsumo da Europa

    O projeto prevê a instalação de mais de 44.500 painéis solares com uma potência total instalada de 24,4 MWp e a produção pode superar os 41.000 MWh anuais, permitindo uma redução expressiva nas emissões de CO2 da Almina, contribuindo para o seu objetivo de descarbonização.

    Pretendendo tirar partido da sua localização geográfica, em pleno Alentejo, a empresa portuguesa de exploração mineira focada na extração e valorização de pirites, sulfuretos e de outros minérios, pretende com esta UPAC, que ocupará uma área de cerca de 35 hectares, captar o potencial de geração de energia limpa, obtida a partir do sol, para as suas atividades.

    Os painéis solares que serão instalados na Almina – Minas do Alentejo terão uma capacidade instalada de 24,4 MWp, o que representará a maior UPAC no espaço europeu. Com o elevado número de horas de sol que caracterizam esta região será possível alcançar uma produção de energia de 41.222 MWh anuais, permitindo suprir 25% das necessidades da empresa.

    Além destes painéis solares fotovoltaicos que serão instalados no solo, será também implementado um carport, com uma capacidade instalada de 1 MWp, que irá produzir anualmente aproximadamente 1.553 MWh. Este sistema de estacionamento de viaturas com painéis solares permitirá alimentar a frota automóvel cada vez mais eletrificada da Almina – Minas do Alentejo.

    «Este é um projeto de grande dimensão, que a Greenvolt Next se orgulha de ter a oportunidade de implementar na Almina – Minas do Alentejo. Construir a maior UPAC da Europa é, sem dúvida, um feito para nós, permitindo-nos aplicar neste projeto todo o nosso know-how e profissionalismo», diz Pedro Lavareda de Carvalho.

    João Manso Neto, CEO da Greenvolt, salienta a opção estratégica da Almina – Minas do Alentejo «de procurar uma solução que tem um forte racional económico, já que permitir-lhe-á uma importante estabilidade nos custos com energia num período de preços muito elevados, mas também é revelador da crescente consciência das empresas quanto ao impacto que têm no ambiente».

    «Queremos, com este investimento, aumentar a eficiência do nosso consumo, reduzindo os custos associados, mas também dando um passo importante na redução da nossa pegada carbónica», diz Humberto da Costa Leite, CEO da Almina – Minas do Alentejo. «Na Almina, defendemos a utilização sustentável dos recursos e a minimização dos impactes ambientais da nossa atividade», acrescenta.

    Além da expressiva redução da fatura energética, num contexto marcado pelos elevados preços, a solução apresentada pela Greenvolt Next vem permitir uma forte redução nas emissões de gases poluentes para a atmosfera. Em conjunto evitar-se-á a emissão de 20.104 toneladas de CO2 por ano.

  • Geota quer alargamento da avaliação ambiental nas fotovoltaicas

    Geota quer alargamento da avaliação ambiental nas fotovoltaicas

    Dá nota de que, em Portugal, os projetos fotovoltaicos de dimensão superior a 50 MW, e de 20 MW em áreas sensíveis,  são obrigados a passar por uma Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e alerta sobre o recente anúncio de que a medida será dispensada nos projetos com dimensões inferiores às mencionadas.

    O GEOTA considera que esta tentativa «de acelerar o desenvolvimento de centrais solares poderá não produzir os resultados desejados a curto-prazo, em termos de segurança nacional e independência energética, e provocar impactos negativos desnecessários no ambiente e sociedade a médio e longo prazo».

    E cita um dos seus associados, Miguel Macias Sequeira, que afirma: «é vital aumentar rapidamente a produção solar fotovoltaica em Portugal, aproximando geograficamente a produção ao consumo, para cumprir os objetivos de descarbonização e assegurar a segurança energética. No entanto, a crescente flexibilização do acesso a licenças e a desregulamentação de legislação terá consequências ambientais e sociais negativas e evitáveis. Já anteriormente tínhamos alertado que a proliferação de centrais solares está a acontecer sem estratégia de localização, controlo ou restrições que tenham em conta as características do território, o que coloca em causa o património natural, a produção agrícola, os ecossistemas e seus serviços, e as vontades das comunidades locais».

    A ONG acredita que a AIA é um instrumento essencial em projetos com investimentos avultados, áreas de ocupação consideráveis e que são suscetíveis de produzir efeitos significativos no ambiente e não pode ser vista como uma “perda de tempo”, um “esverdear do projeto” ou uma “burocracia”. Trata-se de uma ferramenta importante, e única, para ponderar os impactes ambientais de um projeto na sua fase preliminar e, consequentemente, melhorar a sua conceção e definir medidas de mitigação”.

  • Avança a Central Fotovoltaica de Santa Bárbara de Nexe

    Avança a Central Fotovoltaica de Santa Bárbara de Nexe

    A cerimónia ocorre às 11:30 do próximo dia 31 de Março , anunciou a empresa promotora do investimento, a construir no sítio do Medronhal. A potência a instaladar será de 13 megawatts-pico e terá uma produção de 24 gigawatts-hora/ano. A previsão é de conseguir alimentar cerca de 7.000 lares/ano e evitar a emissão de mais de 6.000 toneladas de Co2 por ano.

    Participará no evento o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, o representante da Génese Natural, promotora da obra, Rogério da Ponte, e Andreas Schuenhoff, diretor do Grupo Asunim, empresa chave em projetos fotovoltaicos e investidora neste projeto algarvio.

    A Génese Natural projeta desenvolver e construir um total de 100 megawatts de parques fotovoltaicos em Portugal, além de construir e operar parques solares fotovoltaicos «na melhor região de Portugal em radiação solar», o Algarve, como afirmam.

    A Génese Natural é, dede 2015, uma parceria de duas empresas, a Cardinal Flexível, Lda. e a ASUNIM U.K Ltd. para promover, a nível nacional, parques solares fotovoltaicos de produção de energia elétrica de fonte renovável. A empresa é participada pelo Grupo Asunim que constitui uma referência internacional na energia solar fotovoltaica.